Reportagem publicada no sítio PortalLiteral.
Confira os números da primeira pesquisa realizada com 132 festivais de cinema brasileiro, realizados aqui e no exterior. Enquanto estes eventos crescem, diminui o espaço para o filme nacional no circuito comercial
por Bruno Dorigatti para o PortalLiteral
O número de festivais dedicados aos filmes brasileiros cresce a cada ano, os eventos tornam-se cada vez mais descentralizados, o público ultrapassa a casa dos 2 milhões. Logo, poderíamos deduzir uma maior exibição de filmes nacionais nas telas de cinema. Infelizmente, não é isso que vem ocorrendo. No circuito regular, as 2.096 salas de cinema (das quais, apenas 70 são de cinemas de rua; o restante, está em shoppings e nos chamados multiplex) exibiram, em junho de 2007, 92% de filmes norte-americanos, sendo que, desta porcentagem, 70% das salas eram ocupadas por apenas três blockbusters.
Se, ao mesmo tempo, é possível lamentar essa situação nas telonas, vislumbra-se outro território de combate e militância do cinema nacional, para além dos festivais: as novas plataformas de exibição, seja através da recém-criada TV Brasil, ou dos Pontos de Cultura, sem falar no imenso alcance da internet e, sobretudo, da telefonia móvel.
Estas constatações surgiram no debate realizado na última sexta-feira, 7 de março, na 1. Feira Livre - Feira Audiovisual do Rio, como parte da 7. Mostra do Filme Livre, quando foram lançados o estudo inédito Festivais audiovisuais: diagnóstico setorial 2007; indicadores 2006, e a 10. edição do Guia Kinoforum: festivais de cinema e vídeo 2008. Ambos estão disponíveis on-line. Confira os links ao final desta matéria.
Participaram, entre outros, Antonio Leal, coordenador geral do Fórum dos Festivais e do Diagnóstico setorial, que apresentou um resumo dos principais números da pesquisa (leia abaixo), Zita Carvalhosa, organizadora do Guia Kinoforum 2008, e Sílvio Da-Rin, secretário do Audiovisual.
Da-Rin está há 100 dias no cargo, em substituição a Orlando Senna, que ocupa agora a direção geral da TV Brasil. Diretor do documentário Hércules 56 (2007), sobre 15 prisioneiros políticos trocados pelo Embaixador americano num seqüestro em 1969 por grupos revolucionários, o novo secretário levantou três pontos a respeito do Diagnóstico setorial dos festivais audiovisuais. "Primeiro, gostaria de ressaltar o ineditismo, a criação de uma metodologia, lastreada por iniciativas anteriores, como o Guia dos Festivais que este ano alcançou sua décima edição. Segundo, que isto acontece no ano de um boom, quando tivemos, de 2005 para 2006, um aumento de 37,5% no número de festivais quando estes passaram de 96 para 132. Então tínhamos a necessidade deste mapeamento, e ele veio na hora fundamental. Terceiro, que estamos instituindo uma base de dados não só para consulta, mas também para análise", afirmou Da-Rin.
O secretário lembrou ainda do lançamento do Observatório dos Editais, que aconteceu um dia antes, 6 de março, e pretende "estruturar e sistematizar as seleções públicas do Ministério da Cultura". Segundo dados do Ministério, desde 2003, a cada ano, o MinC tem aumentado em 75% o uso de seleções públicas em suas políticas de apoio à cultura.
Leal apontou a importância dos eventos como processos, que não acabam quando o finda o festival. "Em Belém do Pará, por exemplo, depois do festival que acontece geralmente no começo de julho ele se torna itinerante pelas ilhas e vai até o outro festival." O processo também pode ser percebido nos Pontos de Cultura, que já passam de 650, e basicamente são projetos de inclusão social e cultural já existentes que recebem apoio do MinC para desenvolver seus projetos, sem tutela, mas com prestação de contas para que continue recebendo esse incentivo. Parte do incentivo recebido pelos Pontos é utilizado para aquisição de equipamento multimídia em software livre composto por microcomputador, miniestúdio para gravar CD, câmera digital e ilha de edição. E agora os Pontos de Cultura começam a se tornar também locais de exibição.
E está aí a saída para o cinema brasileiro alcançar um público maior. É preciso que o fetiche pela telona – onde muitos produzem pensando em serem exibidos no cinema – dê lugar pela busca de novas platéias. Como os Pontos de Cultura, a TV Brasil, que vem ampliando, desde a época que funcionava como TV Educativa, o espaço para o cinema e o documentário brasileiros. Sem falar nas novas tecnologias.
Da-Rin lembrou que o país possui hoje 2.096 salas de cinema. Hollywood cada vez mais faz lançamentos globais de seus blockbusters, às vezes com números exobritantes de 700 cópias por filme, sem falar nos gadgets e subprodutos que invadem o mercado junto com o filme, e a pomposa verba de mídia. "Tela de cinema, hoje, é isso. O acesso se tornou complicado, Em 2007, 80 filmes foram lançados no país, mas isso acaba por pulverizar-se. Somente dois ultrapassaram um público de 2 milhões de telespectadores [Tropa de elite e A grande família], a média foi de 50 mil, 100 mil telespectadores. Em 2003, tínhamos 22% de ocupação das telas. Hoje, este número é de 10%", apontou o secretário, que concluiu: "A aspiração à tela esbarra em obstáculos poderosos. Por outro lado, a tecnologia digital é a opção, com DVD, TV digital, internet, telefonia móvel", indicando um possível caminho da Secretaria do Audiovisual, que contemple essas possibilidades mais democráticas para a exibição da nossa produção.
Números
No Diagnóstico setorial 2007, primeiro estudo sobre o tema, realizado pelo Fórum dos Festivais, foram identificados 132 eventos realizados em 2006, 22 deles em sua primeira edição. Em 1999, eram 38 eventos. Do total de festivais dedicados ao cinema brasileiro, 9 aconteceram no exterior, e 123 no país. O Sudeste do país lidera, com 68 festivais realizados em 2006, seguido pelo Nordeste, com 20, Sul, com 15, Centro-Oeste com 11, e Norte, com 9 festivais. Embora a concentração ainda se dê nas capitais, onde acontecem 78 de todos os 123 realizados em território nacional, o número de eventos realizados no interior do país alcança a marca de 45. Os únicos estados que ainda não têm uma mostra regular de audiovisual em 2006 são Acre e Roraima.
O total de público presente nos festivais audiovisuais realizados em 2006 alcançou a marca de 2.209.559 pessoas, o que dá uma média de 16.739 espectadores por festival. A concentração segue no Sudeste, sobretudo em São Paulo (479.100 espectadores, 21,68% do total), Rio de Janeiro (456.800 espectadores, 20,67%) e Minas Gerais (184.609 espectadores, 8,36%), que somadas chegam a 1.120.509 pessoas, ou 50,71%, mais da metade do púbico total. Mas quem chama a atenção são os estados de Goiás e do Amazonas. O primeiro, com apenas três festivais, atraiu 181 mil espectadores (8,19% do total), e alcançou a melhor média, com 60.333. Já o Amazonas, com quatro festivais, alcançou 156 mil espectadores (7,06% do total), com média de 39 mil por evento.
O total de exibições alcançou o expressivo número de 12.512, sendo que 72,31% destes, ou 9.048, foram de curtas-metragens. Os longas ficaram com 20,58% de participação, com 2.575 exibições, os média-metragens com 6,72%, e 841 exibições, e os seriados representaram 0,39%, com apenas 48 exibições. A respeito dos espaços de exibição, 72,97% dos festivais utilizaram salas existentes em espaços culturais, 52,25% deles adaptaram ou adequaram salas já existentes, 47,75% realizaram projeções ao ar livre, 34,23% ocuparam salas do circuito comercial existente, 23,42% se utilizaram de tendas e lonas, 14,41%, de escolas, e 8,11%, de clubes. Lembrando que o número total ultrapassa os 100%, já que alguns festivais se utilizam de diferentes espaços.
Além de fortalecer e viabilizar a exibição de filmes que dificilmente teriam outro canal para exibição, 71,97% dos festivais realizam seminário, debates ou mesas de discussão a respeito da produção cinematográfica brasileira, 60,61% ministram oficinas, e 43,94% têm como atividade complementar workshops. É dentro deste circuito de festivais que acontecem os encontros do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD&C), da Associação dos Produtores e Cineastas do Norte e Nordeste (APCNN), do Fórum dos Festivais, do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) e da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), entre outros.
Outro aspecto que pode ser considerado democratizante é a gratuidade da ampla maioria dos festivais: 84,85% não cobram ingressos, e o restante, 15,15%, cobra, mas mantém sessões gratuitas, como as lonas culturais e exibições na praia, no Festival do Rio.
Os recursos movimentados pelos 132 festivais realizados em 2006, no Brasil e no exterior, envolvendo o cinema brasileiro quase alcançaram a quantia nada desprezível de R$ 60 milhões, valor que engloba a captação em recursos financeiros, parcerias, apoios, bens e serviços. O estado que mais captou foi o Rio de Janeiro, com R$ 13.653.965 (22,77% do total), seguido por São Paulo, com R$ 10.428.125 (17,39%), e os nove festivais no exterior, que totalizaram R$ 6.483.000 (10,81%). A concentração segue no eixo Rio-SP. O Sudeste foi responsável por quase metade dos recursos captados em 2006, com R$ 29.066.240, ou 48,46% do total, seguido de longe pelo Centro-Oeste, com R$ 7.690.000, 12,82% do total.
Destes (quase) R$ 60 milhões, R$ 26.184.236,80 foram captados através da Lei Rouanet (43,66% do total), R$ 7.283.400 vieram do apoio dos governos estaduais (12,14%) e R$ 6.076.926,20 através da obtenção de apoio em Bens e Serviços, ou seja, com parcerias tradicionais dos festivais com empresas do setor de infra-estrutura audiovisual, como Quanta, Labocine, Kodak, Link Digital, TeleImage, Estúdios Mega, Megacolor, Casablanca e Cinerama, além de outras empresas e instituições, como Centro Técnico Audiovisual (CTAv), Cinemateca Brasileira, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agência Nacional do Cinema (Ancine), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), Sesc, Canal Brasil, Revista do Cinema Brasileiro, Revista de Cinema, Rede Brasil (hoje, TV Brasil), além de companhias aéreas, restaurantes e outras empresas do setor de distribuição, exibição, comunicação, logística e tecnologia.
Os principais patrocinadores foram as grandes empresas estatais, como a Petrobras, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Infraero, Banco do Nordeste e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Em dezembro de 2006, a Petrobras lançou o primeiro edital de seleção pública para a escolha de projetos de festivais de cinema, onde foram contemplados 23, dos 87 inscritos. Somando-se aos 15 festivais apoiados como projetos de continuidade, o total de eventos com patrocínio da estatal chegou a 38.
Calendário
Já o Guia Kinoforum: festivais de cinema e vídeo 2008 apresenta, em sua versão impressa, 128 festivais, divididos em "Circuito consolidado", com 55 festivais, "Ampliando o circuito", com 64, e "A conferir", eventos que ainda dependiam ou dependem de recursos e apoio para serem realizados, com 9. O Guia tem atualização on-line, e o número de eventos geralmente cresce no decorrer do ano. Ele traz as principais informações de cada festival, como prazo de inscrições, programação, atividades paralelas, contatos, responsáveis, e os últimos premiados. Além disso, traz informações sobre festivais internacionais, circuitos alternativos de exibição, a produção audiovisual nacional de longas, curtas e médias-metragens de 2006-2007, números do mercado audiovisual brasileiro compilados pela Filme B, mecanismos de fomento (leis de incentivo, editais etc.), cursos de formação superior, escolas audiovisuais e oficinas de inclusão audiovisual, e lista de contatos de distribuidoras e produtoras. Indispensável para quem produz audiovisual no país e deseja ver sua obra circulando.
Confira:
Festivais audiovisuais: diagnóstico setorial 2007; indicadores 2006.
Guia Kinoforum: festivais de cinema e vídeo 2008.
O Guia 2008 entra no ar no dia 15 de março.
Observatório dos Editais.
Fonte: PortalLiteral
quarta-feira, 2 de abril de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Documentário homenageia diplomata brasileiro morto no Iraque
Capoeira Paz no Mundo
Filme documenta uma homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello e destaca a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica
Realizado com o apoio do Ministério da Cultura, o documentário Capoeira Paz no Mundo presta uma homenagem ao diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto num atentado terrorista no dia 19 de agosto de 2003, em Bagdá, na sede local da Organização das Nações Unidas (ONU).
O vídeo apresenta o ato em memória ao embaixador, promovido no Victoria Hall Theatre, em Genebra, um ano após a sua morte, e que destacou a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica.
Por ocasião do evento, o ministro Gilberto Gil relacionou a ação diplomática e a manifestação cultural como capazes de construir espíritos de camaradagem, inclusão, diálogo e paz no mundo.
Também são exibidos, ao longo do filme, depoimentos de alunos e mestres capoeiristas, que descrevem a importância da Capoeira como fator de integração.
Fonte: MinC
O documentário Capoeira - Paz no Mundo está dividido em cinco partes que podem ser assistidas nos linques abaixo:
Parte 01 Parte 02 Parte 03 Parte 04 Parte 05 (as cinco partes do filme são arquivos de vídeo do tipo *WMV)
Sinopse
Esse documentário, realizado em Genebra, Suíça no dia 19 de agosto de 2004, em homenagem ao brasileiro Sérgio Vieira de Mello embaixador da ONU, um ano após a sua morte em Bagdá no Iraque, também destaca a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica.
Gênero Documentário
Diretor André Luis Oliveira
Elenco Gilberto Gil, Kofi Annan...
Ano 2004
Duração 25'26''
Cor Colorido
País Brasil
*O filme pode ser assistido com Windows Media Player, no entanto, o OutroCine recomenda o Media Player Classic, que, além de ser programa de código aberto, gratuito, é muito menor que o programa da Microsoft. Também serve como player de DVD, suporta legendas AVI, formatos QuickTime, RealVideo, WMV, entre outros.
Filme documenta uma homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello e destaca a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica
Realizado com o apoio do Ministério da Cultura, o documentário Capoeira Paz no Mundo presta uma homenagem ao diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto num atentado terrorista no dia 19 de agosto de 2003, em Bagdá, na sede local da Organização das Nações Unidas (ONU).
O vídeo apresenta o ato em memória ao embaixador, promovido no Victoria Hall Theatre, em Genebra, um ano após a sua morte, e que destacou a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica.
Por ocasião do evento, o ministro Gilberto Gil relacionou a ação diplomática e a manifestação cultural como capazes de construir espíritos de camaradagem, inclusão, diálogo e paz no mundo.
Também são exibidos, ao longo do filme, depoimentos de alunos e mestres capoeiristas, que descrevem a importância da Capoeira como fator de integração.
Fonte: MinC
O documentário Capoeira - Paz no Mundo está dividido em cinco partes que podem ser assistidas nos linques abaixo:
Parte 01 Parte 02 Parte 03 Parte 04 Parte 05 (as cinco partes do filme são arquivos de vídeo do tipo *WMV)
Sinopse
Esse documentário, realizado em Genebra, Suíça no dia 19 de agosto de 2004, em homenagem ao brasileiro Sérgio Vieira de Mello embaixador da ONU, um ano após a sua morte em Bagdá no Iraque, também destaca a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica.
Gênero Documentário
Diretor André Luis Oliveira
Elenco Gilberto Gil, Kofi Annan...
Ano 2004
Duração 25'26''
Cor Colorido
País Brasil
*O filme pode ser assistido com Windows Media Player, no entanto, o OutroCine recomenda o Media Player Classic, que, além de ser programa de código aberto, gratuito, é muito menor que o programa da Microsoft. Também serve como player de DVD, suporta legendas AVI, formatos QuickTime, RealVideo, WMV, entre outros.
sábado, 15 de março de 2008
O Homem, a sua Solidão e o Peixe
O Aquário que nos Separa
O Homem e sua Solidão. O que pode ser pior que ser só sem ao menos ter se optado por isso? Alie isto a uma longa jornada de trabalho monótono e repetitivo. Adicione muito tédio. Pronto. Um simples peixinho-dourado pode se tornar o seu melhor amigo. A produção francesa Le Poisson Rouge traz como protagonista um jovem e solitário operário que em meio ao marasmo diário encontra um inusitado amigo. O curta-metragem (court métrage para os franceses), dirigido por Guillaume Martial, pode ser encarado como uma reflexão aos tempos atuais onde o individualismo é cada vez mais estimulado pela ferocidade do capitalismo moderno. Este Homem solitário pode ser eu, pode ser você ou qualquer um que neste instante sai apressado do escritório rumo ao pet shop buscar seu cãozinho que estava na tosa ou no banho. Le Poisson Rouge (em tradução literal para o português é O Peixe Vermelho) pode ser conferido no reprodutor abaixo.
Le Poisson Rouge
Sinopse
Pierre ocupa um modesto posto numa pequena tipografia do centro da cidade onde efetua um trabalho repetitivo. Uma manhã, durante o percurso do seu trabalho, o jovem homem encontra um peixe-dourado. Este encontro incomum irá efetuar para ambos novos horizontes aquáticos...
Gênero Ficção
Diretor Guillaume Martial
Elenco Pierre Lelièvre, Josépha Paitel, Vianney Tchan Sin
Ano 2007
Duração 9'40''
Cor Colorido
Bitola DV
País França
O Homem e sua Solidão. O que pode ser pior que ser só sem ao menos ter se optado por isso? Alie isto a uma longa jornada de trabalho monótono e repetitivo. Adicione muito tédio. Pronto. Um simples peixinho-dourado pode se tornar o seu melhor amigo. A produção francesa Le Poisson Rouge traz como protagonista um jovem e solitário operário que em meio ao marasmo diário encontra um inusitado amigo. O curta-metragem (court métrage para os franceses), dirigido por Guillaume Martial, pode ser encarado como uma reflexão aos tempos atuais onde o individualismo é cada vez mais estimulado pela ferocidade do capitalismo moderno. Este Homem solitário pode ser eu, pode ser você ou qualquer um que neste instante sai apressado do escritório rumo ao pet shop buscar seu cãozinho que estava na tosa ou no banho. Le Poisson Rouge (em tradução literal para o português é O Peixe Vermelho) pode ser conferido no reprodutor abaixo.Y.H.
Le Poisson Rouge
Sinopse
Pierre ocupa um modesto posto numa pequena tipografia do centro da cidade onde efetua um trabalho repetitivo. Uma manhã, durante o percurso do seu trabalho, o jovem homem encontra um peixe-dourado. Este encontro incomum irá efetuar para ambos novos horizontes aquáticos...
Gênero Ficção
Diretor Guillaume Martial
Elenco Pierre Lelièvre, Josépha Paitel, Vianney Tchan Sin
Ano 2007
Duração 9'40''
Cor Colorido
Bitola DV
País França
segunda-feira, 10 de março de 2008
Revista Filme Cultura volta à circulação
Edição especial da publicação do CTAv já está disponível na Internet
por André Andries
O Centro Técnico Audiovisual (CTAv) relança a Revista Filme Cultura em uma edição especial dedicada aos 70 anos de criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).
A versão eletrônica da publicação está disponível no site http://www.ctav.gov.br/. A edição impressa, com tiragem de mil exemplares, está sendo distribuída gratuitamente a instituições ligadas à área do audiovisual.
Criada em 1965, a Filme Cultura circulou até 1988 e alcançou 48 edições. Além do artigo dedicado ao INCE, essa edição de nº 49 traz depoimentos de Affonso Beato, Walter Carvalho, Marcos Magalhães e Carlos Augusto Calil contando episódios que envolveram a fundação do CTAv, em 1985, por meio de um acordo com o National Film Board, do Canadá.
Atualmente vinculado à Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura, o CTAv desenvolve atividades de fomento, formação de profissionais, pesquisa técnica, memória e difusão da produção audiovisual brasileira, com foco em suporte à animação.
por André Andries
O Centro Técnico Audiovisual (CTAv) relança a Revista Filme Cultura em uma edição especial dedicada aos 70 anos de criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).
A versão eletrônica da publicação está disponível no site http://www.ctav.gov.br/. A edição impressa, com tiragem de mil exemplares, está sendo distribuída gratuitamente a instituições ligadas à área do audiovisual.Criada em 1965, a Filme Cultura circulou até 1988 e alcançou 48 edições. Além do artigo dedicado ao INCE, essa edição de nº 49 traz depoimentos de Affonso Beato, Walter Carvalho, Marcos Magalhães e Carlos Augusto Calil contando episódios que envolveram a fundação do CTAv, em 1985, por meio de um acordo com o National Film Board, do Canadá.
Atualmente vinculado à Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura, o CTAv desenvolve atividades de fomento, formação de profissionais, pesquisa técnica, memória e difusão da produção audiovisual brasileira, com foco em suporte à animação.
O relançamento da publicação se insere no âmbito de um projeto de preservação da memória do audiovisual brasileiro, que prevê a digitalização de todos os números anteriores da revista e sua disponibilização eletrônica para consultas de pesquisadores, estudantes e profissionais do cinema.
Uma revista fundamental para a história do Cinema Novo
A Revista Filme Cultura surgiu a partir de sugestão do Grupo Executivo da Indústria Cinematográfica (Geicine), 1961-1965, destinada a “contribuir para o debate e a informação sobre os diversos problemas do cinema e outros setores da cultura”.
Uma revista fundamental para a história do Cinema Novo
A Revista Filme Cultura surgiu a partir de sugestão do Grupo Executivo da Indústria Cinematográfica (Geicine), 1961-1965, destinada a “contribuir para o debate e a informação sobre os diversos problemas do cinema e outros setores da cultura”.
Durante duas décadas, entre 1965 a 1988, a publicação foi fórum aberto ao debate sobre ações e projetos de Estado para o cinema brasileiro. Foram editados 48 números - cerca de 4.500 páginas - com artigos sobre estética e técnica cinematográfica, ensaios, reportagens, depoimentos, entrevistas, legislação, material iconográfico (fotos, cartazes), uma massa compacta de informações que não encontra similar em nenhum outro periódico de cinema brasileiro.
A Filme Cultura caracterizava-se por ser um periódico moderno, ágil, refletindo a criatividade e a abrangência do novo cinema brasileiro, analisando diretores, atores, técnicos e suas criações, sem omitir outros, também essenciais, ligados à história e à memória cinematográfica brasileira.
O cineasta Flávio Tambelini foi seu primeiro editor, posteriormente sucedido, nas várias fases da publicação, por Paulo Perdigão, David Neves, Leandro Tocantins, Carlos Augusto Calil, Cláudio Bojunga, Roberto Moura, entre outros. A reflexão sobre o cinema brasileiro nas páginas da Filme Cultura teve a originalidade de contribuir para o seu desenvolvimento artístico e industrial. Com o fim da revista, gradualmente, essa reflexão crítica foi perdendo espaço.
Vinte anos depois, no entanto, a Revista Filme Cultura ainda permanece como uma referência daquele debate. No momento atual, em que é indispensável uma avaliação do conjunto das políticas públicas para o audiovisual brasileiro, sua volta à circulação serve ao mesmo tempo como referência e proposta.
Fonte: CTAv
A Filme Cultura caracterizava-se por ser um periódico moderno, ágil, refletindo a criatividade e a abrangência do novo cinema brasileiro, analisando diretores, atores, técnicos e suas criações, sem omitir outros, também essenciais, ligados à história e à memória cinematográfica brasileira.
O cineasta Flávio Tambelini foi seu primeiro editor, posteriormente sucedido, nas várias fases da publicação, por Paulo Perdigão, David Neves, Leandro Tocantins, Carlos Augusto Calil, Cláudio Bojunga, Roberto Moura, entre outros. A reflexão sobre o cinema brasileiro nas páginas da Filme Cultura teve a originalidade de contribuir para o seu desenvolvimento artístico e industrial. Com o fim da revista, gradualmente, essa reflexão crítica foi perdendo espaço.
Vinte anos depois, no entanto, a Revista Filme Cultura ainda permanece como uma referência daquele debate. No momento atual, em que é indispensável uma avaliação do conjunto das políticas públicas para o audiovisual brasileiro, sua volta à circulação serve ao mesmo tempo como referência e proposta.
Fonte: CTAv
sexta-feira, 7 de março de 2008
Instalação do Conselho Superior do Cinema
Conselho Superior do Cinema orienta o início das operações do Fundo do Audiovisual
Os membros do Conselho Superior do Cinema (CSC) apontaram as principais diretrizes para os mecanismos de operação e modelos de financiamento do Fundo do Audiovisual, dia 4 de março, em Brasília, durante a primeira reunião realizada pela nova composição do Conselho. O encontro foi presidido pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e contou com a presença de outros três ministros: Franklin Martins (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fernando Haddad (Educação) e Gilberto Gil (Cultura). Estavam presentes ainda representantes dos demais ministérios que compõem o Conselho e a totalidade da representação do setor e da sociedade civil.
A ministra Dilma Rousseff abriu a reunião de instalação do novo Conselho destacando o prestígio obtido pela cinematografia nacional nos últimos anos, apontando como exemplo o prêmio máximo recebido pelo filme Tropa de Elite no último Festival de Berlim. Para a ministra, o audiovisual brasileiro entra agora em uma nova fase, em um momento em que se aceleram as condições e exigências postas pelo cenário de convergência digital, trazendo novos desafios para os membros do CSC, órgão máximo de formulação das políticas públicas do cinema no país.
O ministro Gil também pontuou a relevância da instalação do novo Conselho para o setor audiovisual brasileiro e qualificou de maneira positiva o que chamou de “tendência de convergência de interesses nos últimos anos nas dimensões políticas, culturais e econômicas do cinema”. Nas palavras do ministro, é auspiciosa para o Brasil a retomada de um processo de convergência, onde criadores, produtores e detentores de interesses variados da cadeia audiovisual brasileira estejam reunidos novamente. “Gostaria de dizer da satisfação que me dá ao ver o audiovisual brasileiro finalmente jogando como um time onde as particularidades, as atribuições e as funções são distinguidas, mas o time joga pra frente, pra fazer o gol pelo audiovisual brasileiro”, acrescentou.
Durante a reunião, os membros do Conselho entregaram, ao ministro da Cultura, as listas tríplices com os indicados para compor o Comitê Gestor do Fundo do Audiovisual. Entre os seis nomes que compõem as listas propostas pelo CSC, o ministro Gilberto Gil deve indicar os dois titulares e seus suplentes para compor o Comitê Gestor do Fundo do Audiovisual, conforme o regulamento. Segundo o ministro Gil, a expectativa é que os indicados possam contribuir com sugestões e idéias para o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação do Fundo do Audiovisual, que o ministro considerou uma vitória da atual gestão da cultura, como da própria classe cinematográfica.
Também presente no encontro, o secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, ressaltou a importância do Fundo do Audiovisual na composição de novos paradigmas de ações públicas dirigidas ao audiovisual brasileiro, especialmente no planejamento envolvido na elaboração dos programas. “O Fundo é um componente estratégico na política audiovisual brasileira e o conselho é o fórum apropriado para a proposta, avaliação e indicação dos caminhos a serem trilhados pelo conjunto das políticas voltadas para o setor”, avaliou Juca.
Fundo do Audiovisual - Antecedendo ao debate sobre o Fundo do Audiovisual, o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, fez uma exposição sobre o tema, abordando seus principais objetivos. Segundo Rangel, as ações a serem apoiadas pelo Fundo do Audiovisual devem ser desenvolvidas como instrumentos para impulsionar o mercado, promovendo parcerias que criem sinergias entre os agentes públicos e privados que integram a atividade audiovisual brasileira.
“Seu objetivo maior é promover um ambiente sustentável para o desenvolvimento do audiovisual brasileiro no cenário da convergência digital, apoiando o investimento privado e tendo como foco a promoção da competitividade dos agentes econômicos e o estímulo à veiculação do conteúdo nacional em todos os segmentos do mercado”, explicou Rangel.
O Fundo do Audiovisual (FSA) foi criado pela Lei Nº 11.437 de 28 de dezembro de 2006 como uma categoria de programação específica do Fundo Nacional de Cultura (FNC). Assim como os demais Fundos setoriais existentes, foi criado na perspectiva de serem fontes complementares de recursos para financiar o desenvolvimento do setor, considerado estratégico para o país.
A gestão do Fundo ficará a cargo de um Comitê Gestor, composto por dois representantes do Ministério da Cultura, um da ANCINE, um dos agentes financeiros credenciados e por dois membros do mercado audiovisual, indicados pelo Conselho Superior de Cinema (CSC) a partir de lista tríplice nominal.
Cabe ao Ministro da Cultura designar os membros do Comitê Gestor. Este último estabelecerá as diretrizes e metas a serem cumpridas pelo Fundo, além de definir seu Plano Anual de Investimentos. O FSA contará ainda com uma Secretaria Executiva, exercida pela ANCINE, que dará apoio técnico, administrativo e operacional.
Operação e funcionamento – Os recursos do Fundo do Audiovisual, totalizando R$37.963.007 milhões já disponíveis e R$ 56.160.628,00 previstos no PLOA 2008, serão aplicados em programas e projetos dirigidos à solução de pontos considerados fundamentais para o desenvolvimento do mercado audiovisual no país. Assim, o Fundo pretende marcar um ponto de inflexão para o setor, ao estabelecer novas modalidades de investimentos, voltados à produção de obras cinematográficas, programas de televisão, lançamento e distribuição de filmes, construção de salas de cinema e projetos de infra-estrutura, estimulando todos os elos da cadeia produtiva, agindo para conferir equilíbrio aos segmentos mais frágeis.
Em fase de regulamentação dos seus mecanismos de operações, o Fundo representa a construção de novas bases para o desenvolvimento do audiovisual no Brasil em dois eixos centrais: o do fomento e o da regulação. Seu propósito é financiar programas e projetos da atividade audiovisual utilizando recursos de contribuições já recolhidas atualmente pelos agentes do mercado. Nenhuma taxa nova foi criada.
Os programas criados a partir do Fundo do Audiovisual serão operacionalizados principalmente por meio de investimentos retornáveis e empréstimos, dentre outras modalidades. Um dos objetivos é lançar mão de instrumentos visando o desenvolvimento e o fomento regulatório dos segmentos que não estão sendo supridos pelo atual sistema de financiamento, baseado principalmente na renúncia fiscal. Outro objetivo importante é dinamizar os projetos atendidos pelos atuais mecanismos de fomento, tornando-os mais eficientes e conferindo maior agilidade a sua realização.
Fonte: Ancine
A ministra Dilma Rousseff abriu a reunião de instalação do novo Conselho destacando o prestígio obtido pela cinematografia nacional nos últimos anos, apontando como exemplo o prêmio máximo recebido pelo filme Tropa de Elite no último Festival de Berlim. Para a ministra, o audiovisual brasileiro entra agora em uma nova fase, em um momento em que se aceleram as condições e exigências postas pelo cenário de convergência digital, trazendo novos desafios para os membros do CSC, órgão máximo de formulação das políticas públicas do cinema no país.
O ministro Gil também pontuou a relevância da instalação do novo Conselho para o setor audiovisual brasileiro e qualificou de maneira positiva o que chamou de “tendência de convergência de interesses nos últimos anos nas dimensões políticas, culturais e econômicas do cinema”. Nas palavras do ministro, é auspiciosa para o Brasil a retomada de um processo de convergência, onde criadores, produtores e detentores de interesses variados da cadeia audiovisual brasileira estejam reunidos novamente. “Gostaria de dizer da satisfação que me dá ao ver o audiovisual brasileiro finalmente jogando como um time onde as particularidades, as atribuições e as funções são distinguidas, mas o time joga pra frente, pra fazer o gol pelo audiovisual brasileiro”, acrescentou.
Durante a reunião, os membros do Conselho entregaram, ao ministro da Cultura, as listas tríplices com os indicados para compor o Comitê Gestor do Fundo do Audiovisual. Entre os seis nomes que compõem as listas propostas pelo CSC, o ministro Gilberto Gil deve indicar os dois titulares e seus suplentes para compor o Comitê Gestor do Fundo do Audiovisual, conforme o regulamento. Segundo o ministro Gil, a expectativa é que os indicados possam contribuir com sugestões e idéias para o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação do Fundo do Audiovisual, que o ministro considerou uma vitória da atual gestão da cultura, como da própria classe cinematográfica.
Também presente no encontro, o secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, ressaltou a importância do Fundo do Audiovisual na composição de novos paradigmas de ações públicas dirigidas ao audiovisual brasileiro, especialmente no planejamento envolvido na elaboração dos programas. “O Fundo é um componente estratégico na política audiovisual brasileira e o conselho é o fórum apropriado para a proposta, avaliação e indicação dos caminhos a serem trilhados pelo conjunto das políticas voltadas para o setor”, avaliou Juca.
Fundo do Audiovisual - Antecedendo ao debate sobre o Fundo do Audiovisual, o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, fez uma exposição sobre o tema, abordando seus principais objetivos. Segundo Rangel, as ações a serem apoiadas pelo Fundo do Audiovisual devem ser desenvolvidas como instrumentos para impulsionar o mercado, promovendo parcerias que criem sinergias entre os agentes públicos e privados que integram a atividade audiovisual brasileira.
“Seu objetivo maior é promover um ambiente sustentável para o desenvolvimento do audiovisual brasileiro no cenário da convergência digital, apoiando o investimento privado e tendo como foco a promoção da competitividade dos agentes econômicos e o estímulo à veiculação do conteúdo nacional em todos os segmentos do mercado”, explicou Rangel.
O Fundo do Audiovisual (FSA) foi criado pela Lei Nº 11.437 de 28 de dezembro de 2006 como uma categoria de programação específica do Fundo Nacional de Cultura (FNC). Assim como os demais Fundos setoriais existentes, foi criado na perspectiva de serem fontes complementares de recursos para financiar o desenvolvimento do setor, considerado estratégico para o país.
A gestão do Fundo ficará a cargo de um Comitê Gestor, composto por dois representantes do Ministério da Cultura, um da ANCINE, um dos agentes financeiros credenciados e por dois membros do mercado audiovisual, indicados pelo Conselho Superior de Cinema (CSC) a partir de lista tríplice nominal.
Cabe ao Ministro da Cultura designar os membros do Comitê Gestor. Este último estabelecerá as diretrizes e metas a serem cumpridas pelo Fundo, além de definir seu Plano Anual de Investimentos. O FSA contará ainda com uma Secretaria Executiva, exercida pela ANCINE, que dará apoio técnico, administrativo e operacional.
Operação e funcionamento – Os recursos do Fundo do Audiovisual, totalizando R$37.963.007 milhões já disponíveis e R$ 56.160.628,00 previstos no PLOA 2008, serão aplicados em programas e projetos dirigidos à solução de pontos considerados fundamentais para o desenvolvimento do mercado audiovisual no país. Assim, o Fundo pretende marcar um ponto de inflexão para o setor, ao estabelecer novas modalidades de investimentos, voltados à produção de obras cinematográficas, programas de televisão, lançamento e distribuição de filmes, construção de salas de cinema e projetos de infra-estrutura, estimulando todos os elos da cadeia produtiva, agindo para conferir equilíbrio aos segmentos mais frágeis.
Em fase de regulamentação dos seus mecanismos de operações, o Fundo representa a construção de novas bases para o desenvolvimento do audiovisual no Brasil em dois eixos centrais: o do fomento e o da regulação. Seu propósito é financiar programas e projetos da atividade audiovisual utilizando recursos de contribuições já recolhidas atualmente pelos agentes do mercado. Nenhuma taxa nova foi criada.
Os programas criados a partir do Fundo do Audiovisual serão operacionalizados principalmente por meio de investimentos retornáveis e empréstimos, dentre outras modalidades. Um dos objetivos é lançar mão de instrumentos visando o desenvolvimento e o fomento regulatório dos segmentos que não estão sendo supridos pelo atual sistema de financiamento, baseado principalmente na renúncia fiscal. Outro objetivo importante é dinamizar os projetos atendidos pelos atuais mecanismos de fomento, tornando-os mais eficientes e conferindo maior agilidade a sua realização.
Fonte: Ancine
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Curta Cuba - Sueño de Mosk
Existe alguma liberdade do lado de fora da janela? Qual a liberdade cerceada do lado de dentro desta janela que tanto se fala? Somos mais livres além da janela? Sueño de Mosk é uma animação cubana em 3d que traz uma instigante metáfora. Com história, animação e montagem de Bruno Rodriguez, o curta-metragem tem como protagonista uma mosquinha que faz esforço descomunal para atravessar a janela fechada. Assista Sueño de Mosk no reprodutor abaixo.Sueño de Mosk
Sinopse
Mosca esforça-se para fugir além da janela.
Gênero Animação
Diretor Bruno Rodriguez
Ano 2005
Duração 1'55''
Cor Colorido
País Cuba
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Curta Manual para Atropelar Cachorro
Vale lembrar que trabalhar demasiadamente faz mal à saúde. Associar falta de férias, tédio e solidão pode causar resultados desastrosos ao equilíbrio mental. Veja isso no premiado curta Manual para atropelar cachorro.
Manual para Atropelar Cachorro
Sinopse
De onde vem a maldade humana? O que leva alguém a cometer atos de crueldade? O mundo visto por uma mente doente, enlouquecida em uma cidade grande qualquer. Síndromes Urbanas.
Gênero Ficção, CONTEÚDO ADULTO
Diretor Rafael Primo
Elenco Ary França, Bárbara Paz, Cynthia Falabella, Rafael Primo, Rodrigo Frampton, Rubens Ewald Filho, Tuna Dwek, Zezé Polessa
Ano 2006
Duração 18 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Ficha TécnicaProdução Daniel Gaggini Fotografia Marcio Langeani Roteiro Rafael Primo Som Direto Paulo Seabra Direção de Arte Manu Ferrari Animação Tiago Taboada Trilha original Morris Picciotto Figurino Carol Bertier, Davi Vale Pós-produção Daniel Gaggini Trilha Sonora Morris Picciotto, Dan Nakagawa
Prêmios
Melhor Ficção no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2007
Grande Prêmio U-Matic no Festival de Curtas de São Paulo 2006
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival de Curtas de São Paulo 2006
Prêmio Cachaça Cinema Clube no Festival de Curtas de São Paulo 2006
Melhor Filme - Crítica no Festival de Gramado 2006
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Gramado 2006
Prêmio aquisição Canal Brasil no Festival de Gramado 2006
Prêmio Revelação no Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2006
Melhor Filme - Júri Popular no Mostra de Cinema de Londrina 2006
Melhor Ator no Vitória Cine Vídeo 2006
Melhor Atriz no Vitória Cine Vídeo 2006
Melhor direção no Vitória Cine Vídeo 2006
Melhor Montagem no Vitória Cine Vídeo 2006
Festivais
Curta Cinema 2006
Exground Filmfest 2006
Festival de Cinema Universitário da UFF-RJ 2006
Festival do Rio 2006
Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2006
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2006
Mostra de Cinema de Tiradentes 2007
Mostra do Audiovisual Paulista 2006
Mostra do Filme Livre 2007
Short Film Market 2006
Filme do PortaCurtas
Postagem originalmente produzida para o blogue Música&Poesia
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Contrariando expectativas Tropa de Elite fatura Berlim
Cinema brasileiro: festa em Berlim
O cinema brasileiro fez bonito na 58ª edição do Festival de Cinema de Berlim, a Berlinale. “Tropa de elite”, de José Padilha, ganhou o prêmio maior do júri, o Urso de Ouro, e mais três filmes nacionais ganharam prêmios ou menção honrosa.
por Flávio Aguiar para a Agência Carta Maior
Contrariando as expectativas e os prognósticos dos críticos de cinema convencionais da imprensa de Berlim, que apontavam “There will be blood” (“Sangue negro”), de Paul Thomas Anderson (que tem 8 indicações para o Oscar) como favorito, o filme “Tropa de Elite”, de José Padilha ganhou o Urso de Ouro, o grande prêmio do júri, presidido pelo cineasta grego Costa-Gavras.
Anteriormente o filme “Central do Brasil”, de Walter Salles, ganhara o Urso de Ouro, um dos prêmio mais cobiçados do mundo. Na mesma edição, Fernanda Montenegro ganhou o prêmio de melhor atriz. Desta vez, três outros filmes brasileiros foram destacados pelos diferentes júris do festival: “Café com leite”, de Daniel Ribeiro, ganhou o Urso de Cristal na categoria de curtas para jovens; “Mutum”, de Sandra Kogut, ganhou menção honrosa na categoria de filmes infanto-juvenis; e “Ta”, de Felipe Scholl, ganhou o prêmio especial Teddy, de filmes de temática homossexual, uma originalidade do festival de Berlim.
Assim como no Brasil, a recepção de “Tropa de Elite” em Berlim foi controversa. Houve quem apontasse o filme como de tendências fascistas, ou que mostraria tendências fascistas do público brasileiro.
Padilha e Wagner Moura, que interpretou o capitão Nascimento e que também esteve em Berlim, passaram o tempo inteiro defendendo ambos, o filme e o público brasileito. Conversei com os dois na recepção que a Embaixada Brasileira ofereceu aos cineastas, com um jantar na residência do Embaixador, além de uma coletiva de imprensa alguns dias depois.
Padilha enfatizou que para ele a consideração de seu filme como excitando tendências fascistas foi mais um fenômeno de imprensa do que de público. Segundo ele, tudo começou na estréia do filme, quando artistas e técnicos presentes aplaudiam as cenas pelo trabalho dos atores, não pelo conteúdo das imagens. Um jornal publicou que os presentes aplaudiam as cenas de tortura e violência enquanto tais. Houve o desmentido, que o jornal publicou. Mas a temática se espalhou feito rastilho de pólvora. Ainda segundo Padilha, ele freqüentou dezenas de sessões do filme, em universidades e associações de bairro, e ninguém aplaudiu a violência nem considerou o capitão Nascimento um herói.
A mesma opinião teve Wagner, ressaltando que estranhara, a princípio, que os jornalistas alemães não perguntaram muito sobre a situação brasileira, mas sim sobre sua preparação como ator, que, aliás, foi meticulosa, passando por três meses de treinamento no próprio Bope. De todo modo, os dois tiveram sucesso na sua defesa, pois hoje a conclusão geral em Berlim foi a de que, por mais controverso que o filme seja, ele não é nem excita fascismos. Costa-Gavras que o diga.
Na verdade, o filme de Padilha foi também atingido, no Brasil, pela exibição indevida de sua cópia pirata. “Tropa de elite”é um filme feito para ser visto no cinema. Há certos detalhes que só a tela grande e um sistema perfeito de reprodução da trilha sonora podem tornar evidente. Por exemplo: quando o amigo de Baiano, o traficante, é baleado no final, gotas de seu “sangue” respingam na lente da câmera, que continua filmando com essa “cicatriz” que mistura realidade e ficção. De outra parte, só num sistema de som excelente se percebem as nuances da narrativa irônica de Nascimento, que narra a história a partir de um sistema de valores no qual não acredita mais.
Uma perspectiva interessante é a de analisar o filme a partir de uma tradição muito específica do cinema brasileiro, que é a de focalizar situações de violência “sem solução” para os personagens. A única saída é exatamente “sair” daquele cenário, o que também se explorou na literatura. Assim é com “Vidas secas”, (romance e filme), com “Pedra Bonita”, de José Lins do Rego, com o filme “O cangaceiro”, de Lima Barreto, que ganhou a palma de Cannes em 1953 como melhor filme estrangeiro, e também com o moderno “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. Além disso, o capitão Nascimento, como agente da repressão que entra em crise existencial, tem antecedente no enigmático Antonio das Mortes, de Glauber Rocha, nos filmes “Deus e o Diabo na terra do sol” e “O santo guerreiro contra o dragão da maldade”, exibido no mundo inteiro com o nome do protagonista. Mas isso é tema para um ensaio mais alentado, que oportunamente poderei tentar.
Padilha me contou que um jornalista brasileiro tentou convencê-lo a tirar uma foto no ponto de trem em que os judeus eram embarcados para os campos de concentração. Entre surpreso e enojado, ele se recusou a tal pantomima sinistra. Ainda bem, para ele e o cinema brasileiro. Hoje há festa em Berlim. Como na copa de 58, ninguém a princípio esperava que o Brasil levasse. Mas levou.
Fonte: AgênciaCartaMaior
O cinema brasileiro fez bonito na 58ª edição do Festival de Cinema de Berlim, a Berlinale. “Tropa de elite”, de José Padilha, ganhou o prêmio maior do júri, o Urso de Ouro, e mais três filmes nacionais ganharam prêmios ou menção honrosa.
por Flávio Aguiar para a Agência Carta Maior
Contrariando as expectativas e os prognósticos dos críticos de cinema convencionais da imprensa de Berlim, que apontavam “There will be blood” (“Sangue negro”), de Paul Thomas Anderson (que tem 8 indicações para o Oscar) como favorito, o filme “Tropa de Elite”, de José Padilha ganhou o Urso de Ouro, o grande prêmio do júri, presidido pelo cineasta grego Costa-Gavras.
Anteriormente o filme “Central do Brasil”, de Walter Salles, ganhara o Urso de Ouro, um dos prêmio mais cobiçados do mundo. Na mesma edição, Fernanda Montenegro ganhou o prêmio de melhor atriz. Desta vez, três outros filmes brasileiros foram destacados pelos diferentes júris do festival: “Café com leite”, de Daniel Ribeiro, ganhou o Urso de Cristal na categoria de curtas para jovens; “Mutum”, de Sandra Kogut, ganhou menção honrosa na categoria de filmes infanto-juvenis; e “Ta”, de Felipe Scholl, ganhou o prêmio especial Teddy, de filmes de temática homossexual, uma originalidade do festival de Berlim.
Assim como no Brasil, a recepção de “Tropa de Elite” em Berlim foi controversa. Houve quem apontasse o filme como de tendências fascistas, ou que mostraria tendências fascistas do público brasileiro.
Padilha e Wagner Moura, que interpretou o capitão Nascimento e que também esteve em Berlim, passaram o tempo inteiro defendendo ambos, o filme e o público brasileito. Conversei com os dois na recepção que a Embaixada Brasileira ofereceu aos cineastas, com um jantar na residência do Embaixador, além de uma coletiva de imprensa alguns dias depois.
Padilha enfatizou que para ele a consideração de seu filme como excitando tendências fascistas foi mais um fenômeno de imprensa do que de público. Segundo ele, tudo começou na estréia do filme, quando artistas e técnicos presentes aplaudiam as cenas pelo trabalho dos atores, não pelo conteúdo das imagens. Um jornal publicou que os presentes aplaudiam as cenas de tortura e violência enquanto tais. Houve o desmentido, que o jornal publicou. Mas a temática se espalhou feito rastilho de pólvora. Ainda segundo Padilha, ele freqüentou dezenas de sessões do filme, em universidades e associações de bairro, e ninguém aplaudiu a violência nem considerou o capitão Nascimento um herói.
A mesma opinião teve Wagner, ressaltando que estranhara, a princípio, que os jornalistas alemães não perguntaram muito sobre a situação brasileira, mas sim sobre sua preparação como ator, que, aliás, foi meticulosa, passando por três meses de treinamento no próprio Bope. De todo modo, os dois tiveram sucesso na sua defesa, pois hoje a conclusão geral em Berlim foi a de que, por mais controverso que o filme seja, ele não é nem excita fascismos. Costa-Gavras que o diga.
Na verdade, o filme de Padilha foi também atingido, no Brasil, pela exibição indevida de sua cópia pirata. “Tropa de elite”é um filme feito para ser visto no cinema. Há certos detalhes que só a tela grande e um sistema perfeito de reprodução da trilha sonora podem tornar evidente. Por exemplo: quando o amigo de Baiano, o traficante, é baleado no final, gotas de seu “sangue” respingam na lente da câmera, que continua filmando com essa “cicatriz” que mistura realidade e ficção. De outra parte, só num sistema de som excelente se percebem as nuances da narrativa irônica de Nascimento, que narra a história a partir de um sistema de valores no qual não acredita mais.
Uma perspectiva interessante é a de analisar o filme a partir de uma tradição muito específica do cinema brasileiro, que é a de focalizar situações de violência “sem solução” para os personagens. A única saída é exatamente “sair” daquele cenário, o que também se explorou na literatura. Assim é com “Vidas secas”, (romance e filme), com “Pedra Bonita”, de José Lins do Rego, com o filme “O cangaceiro”, de Lima Barreto, que ganhou a palma de Cannes em 1953 como melhor filme estrangeiro, e também com o moderno “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. Além disso, o capitão Nascimento, como agente da repressão que entra em crise existencial, tem antecedente no enigmático Antonio das Mortes, de Glauber Rocha, nos filmes “Deus e o Diabo na terra do sol” e “O santo guerreiro contra o dragão da maldade”, exibido no mundo inteiro com o nome do protagonista. Mas isso é tema para um ensaio mais alentado, que oportunamente poderei tentar.
Padilha me contou que um jornalista brasileiro tentou convencê-lo a tirar uma foto no ponto de trem em que os judeus eram embarcados para os campos de concentração. Entre surpreso e enojado, ele se recusou a tal pantomima sinistra. Ainda bem, para ele e o cinema brasileiro. Hoje há festa em Berlim. Como na copa de 58, ninguém a princípio esperava que o Brasil levasse. Mas levou.
Fonte: AgênciaCartaMaior
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Fomento à Produção Audiovisual
Sete editais abertos até 29 de fevereiro
Restam 15 dias para inscrições em editais audiovisuais
por Priscila Delgado
Termina em 29 de fevereiro o prazo para inscrições nos sete editais de fomento à produção audiovisual abertos pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Os cinco editais destinados a curta-metragens apoiarão 80 produções. O edital de roteiros premiará a criação de cinco obras e o concurso para filmes de longa metragem de baixo orçamento permitirá a produção de cinco filmes de R$ 1 milhão cada.
O total de recursos mobilizados para o apoio às produções é de R$ 9.8 milhões.
Os concursos apoiarão:
Edital 01/2007 - Curta-metragem Animação
Obras apoiadas - 10
Valor Unitário - R$ 60 mil
Regionalização - Pelo menos 1 por região
Edital 02/2007 - Curta-metragem para Egressos ou Participantes de Projetos Sociais
Obras apoiadas - 20
Valor Unitário - R$ 30 mil
Regionalização - Pelo menos 2 por região
Edital 03/2007 - Curta-metragem Ficção, Documental ou Experimental
Obras apoiadas - 20
Valor Unitário - R$ 80 mil
Regionalização - Pelo menos 2 por região
Estreantes - No mínimo 8
Edital 04/2007 - Curta-metragem Infanto-juvenil
Obras apoiadas - 20
Valor Unitário - R$ 60 mil
Regionalização - Pelo menos 2 por região
Edital 05/2007 - Desenvolvimento de Roteiros
Obras apoiadas - 10
Valor Unitário - R$ 50 mil
Regionalização - Pelo menos 1 por região
Estreantes - No mínimo 4
Edital 06/2007 - Longa-metragem de Baixo Orçamento
Obras apoiadas - 5
Valor Unitário - R$ 1 milhão
Estreantes - No mínimo 2
Edital 07/2007 - Desenvolvimento de Série de Animação para TV
Obras apoiadas - 10
Valor Unitário - R$ 30 mil
Regionalização - Pelo menos 1 por região
Regionalização das políticas públicas
Respeitando o princípio de regionalização das políticas públicas, seis dos sete editais prevêem que haverá pelo menos uma proposta selecionada em cada uma das cinco regiões brasileiras - Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Inéditos
Esta é a primeira edição dos Editais de nº 2, voltado para curtas-metragens de Egressos ou Participantes de Programas Sociais, e o de nº 7, voltado ao Desenvolvimento da Série de Animação para Televisão.
Estes concursos foram lançados para atender demandas da sociedade civil. O edital destinado a integrantes de programas sociais foi uma reivindicação encaminhada por representantes do 1º Fórum de Experiências Populares em Audiovisual (FEPA), realizado no Rio de Janeiro em junho de 2007, solicitando a extensão dos editais da SAv também para os núcleos populares de formação audiovisual, tais como grupos coletivos de produção, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e Organizações não Governamental (Ongs).
O Edital nº 02/2007 é fruto de uma política de estímulo à produção de animação que vem sendo desenvolvida desde a assinatura do convênio Brasil-Canadá, com ênfase no cinema de animação, em 1985. Leia mais.
Todos os editais podem ser acessados através da página do Ministério da Cultura na Internet, no link Editais e Premiações.
(Priscila Delgado, Secretaria do Audiovisual)
Fonte: MinC
Restam 15 dias para inscrições em editais audiovisuais
por Priscila Delgado
Termina em 29 de fevereiro o prazo para inscrições nos sete editais de fomento à produção audiovisual abertos pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Os cinco editais destinados a curta-metragens apoiarão 80 produções. O edital de roteiros premiará a criação de cinco obras e o concurso para filmes de longa metragem de baixo orçamento permitirá a produção de cinco filmes de R$ 1 milhão cada.
O total de recursos mobilizados para o apoio às produções é de R$ 9.8 milhões.
Os concursos apoiarão:
Edital 01/2007 - Curta-metragem Animação
Obras apoiadas - 10
Valor Unitário - R$ 60 mil
Regionalização - Pelo menos 1 por região
Edital 02/2007 - Curta-metragem para Egressos ou Participantes de Projetos Sociais
Obras apoiadas - 20
Valor Unitário - R$ 30 mil
Regionalização - Pelo menos 2 por região
Edital 03/2007 - Curta-metragem Ficção, Documental ou Experimental
Obras apoiadas - 20
Valor Unitário - R$ 80 mil
Regionalização - Pelo menos 2 por região
Estreantes - No mínimo 8
Edital 04/2007 - Curta-metragem Infanto-juvenil
Obras apoiadas - 20
Valor Unitário - R$ 60 mil
Regionalização - Pelo menos 2 por região
Edital 05/2007 - Desenvolvimento de Roteiros
Obras apoiadas - 10
Valor Unitário - R$ 50 mil
Regionalização - Pelo menos 1 por região
Estreantes - No mínimo 4
Edital 06/2007 - Longa-metragem de Baixo Orçamento
Obras apoiadas - 5
Valor Unitário - R$ 1 milhão
Estreantes - No mínimo 2
Edital 07/2007 - Desenvolvimento de Série de Animação para TV
Obras apoiadas - 10
Valor Unitário - R$ 30 mil
Regionalização - Pelo menos 1 por região
Regionalização das políticas públicas
Respeitando o princípio de regionalização das políticas públicas, seis dos sete editais prevêem que haverá pelo menos uma proposta selecionada em cada uma das cinco regiões brasileiras - Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Inéditos
Esta é a primeira edição dos Editais de nº 2, voltado para curtas-metragens de Egressos ou Participantes de Programas Sociais, e o de nº 7, voltado ao Desenvolvimento da Série de Animação para Televisão.
Estes concursos foram lançados para atender demandas da sociedade civil. O edital destinado a integrantes de programas sociais foi uma reivindicação encaminhada por representantes do 1º Fórum de Experiências Populares em Audiovisual (FEPA), realizado no Rio de Janeiro em junho de 2007, solicitando a extensão dos editais da SAv também para os núcleos populares de formação audiovisual, tais como grupos coletivos de produção, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e Organizações não Governamental (Ongs).
O Edital nº 02/2007 é fruto de uma política de estímulo à produção de animação que vem sendo desenvolvida desde a assinatura do convênio Brasil-Canadá, com ênfase no cinema de animação, em 1985. Leia mais.
Todos os editais podem ser acessados através da página do Ministério da Cultura na Internet, no link Editais e Premiações.
(Priscila Delgado, Secretaria do Audiovisual)
Fonte: MinC
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Fim de expediente, começo da criação
Para dar vazão ao pensamento
O que faz do homem homem? Sua força de trabalho ou sua criatividade? O que um ser humano é capaz de fazer para ter voz e dar vazão a sua criação?
As Palavras de um Faminto
Sinopse
Wallace, morador de uma região simples, consegue expressar seu mundo através de um pequeno passeio em que faz, começando pelo seu sonho enquanto dorme até a sua completa realização, onde numa casa parado com seu principal meio de comunicação tenta transmitir todo o seu sentimento.
Gênero Experimental
Diretor Arthur Moura
Elenco Wallace Carvalho e De Leve
Ano 2007
Duração 8 min
Cor Preto e Branco
Bitola Mini DV
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Arthur Moura Fotografia Arthur Moura Roteiro Arthur Moura Som Direto Arthur Moura Direção de Arte Arthur Moura Montagem Arthur Moura Música China
O que faz do homem homem? Sua força de trabalho ou sua criatividade? O que um ser humano é capaz de fazer para ter voz e dar vazão a sua criação?
As Palavras de um Faminto
Sinopse
Wallace, morador de uma região simples, consegue expressar seu mundo através de um pequeno passeio em que faz, começando pelo seu sonho enquanto dorme até a sua completa realização, onde numa casa parado com seu principal meio de comunicação tenta transmitir todo o seu sentimento.
Gênero Experimental
Diretor Arthur Moura
Elenco Wallace Carvalho e De Leve
Ano 2007
Duração 8 min
Cor Preto e Branco
Bitola Mini DV
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Arthur Moura Fotografia Arthur Moura Roteiro Arthur Moura Som Direto Arthur Moura Direção de Arte Arthur Moura Montagem Arthur Moura Música China
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Curta Nacional Pormenores
Pormenores - As Minúcias de um Relacionamento em CriseO não dito pode ferir mais do que o dito. O silêncio machuca mais do que o grito. Um gesto, um olhar, uma atitude, ou a ausência deles, podem ser uma chaga maior do que o insulto. Assista o curta-metragem paulista Pormenores e descubra que a sutileza também pode causar estragos.
Yerko Herrera
Pormenores
Sinopse
O retrato de um relacionamento em crise através de pequenos gestos e atitudes durante um café da manhã.
Gênero Ficção
Diretor Flávio Frederico
Ano 2000
Duração 5 min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Brasil
Postagem originalmente publicada no blogue Música&Poesia
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Garage - O Mito do Homem Bom
Garage: o mito do homem bom
Filme irlandês premiado em Cannes traça, delicado e flertando com o humor negro, o retrato de um ser solitário, que não tem idéias próprias nem opiniões divergentes. Alguém tão puro que não encontrou seu lugar na sociedade
por Bruno Carmelo para o Diplô
Mais do que a história de um evento, o filme irlandês Garage, premiado em Cannes, conta a história de um homem só: trata-se de Josie, que trabalha no posto de gasolina de uma cidade minúscula, na Irlanda. Ele é um sujeito limítrofe, de pensamento e gestos lentos; e estranha incapacidade de enxergar maldade ou malícia no mundo em torno de si.
Há várias maneiras de refletir sobre esse personagem fantástico, primeiramente em seu caráter invisível. Josie é o homem que está sempre lá, trabalhando, sorrindo e respondendo educamente às perguntas que lhe fazem. Ele não tem idéias próprias nem opiniões divergentes. Na cidadezinha em questão, ele faz parte da paisagem; e sua presença física se incorpora às bombas de gasolina e aos cabos do posto. Nesse sentido, o filme lhe rende justiça, ao pôr em evidência os excluídos e vingar os sujeitos que não ganham nossa atenção quando andamos pela rua.
Josie é também o retrato do homem solitário. Ele é cercado de conhecidos, mas não mantém relações próximas com nenhum deles. Ele não tem esposa, nem filhos. Somente um irmão distante é citado ao longo de toda a narrativa. Uma cena é exemplar: ele é procurado por um senhor viúvo para conversar. Esse outro solitário, que só quer alguém que o escute, vê em Josie uma figura equivalente. Mesmo o garoto que Josie é incumbido de treinar representa o nerd — excluído do grupo de adolescentes da sua idade. Juntos, pintam um painel do homem triste e marginalizado.
Por fim, Josie encarna o homem que não conhece as regras sociais. Ele não sabe como se portar em sociedade, como fazer amigos, como se impor. Além disso, ele não percebe o grande desprezo que os moradores da cidade têm por ele. Josie é constantemente comparado às crianças ou, mais especificamente, animais (não seriam justamente a moral e as regras de convívio social que nos difeririam dos seres irracionais?). Nosso protagonista cultiva uma interessante relação de igualdade com um cavalo, e a humanidade de Josie é mesmo posta à prova no momento em que testemunha a morte cruel de alguns filhotes de cachorro. Influenciado pelo discurso pseudo-coerente do homem que os atira no rio, Josie convence-se e volta para casa, sem arrependimentos por não ter intervindo na cena.
Garage é um drama que flerta discretamente com o humor negro. Isso porque muitas das risadas evocadas pelo filme são involuntárias, vêm da seriedade e da inocência do protagonista. Foi interessante notar, dentro da sala de cinema, uma série de risos desconfortáveis, como se fosse desrespeitoso rir de um sujeito tão isento de responsabilidade por seus atos. Rir de Josie é como rir de um deficiente físico, ou seja, como debochar das limitações impostas a alguém; algo que nossos sensos sociais nos interditam.
Mas tal desconforto é inevitável, já que o filme destina-se justamente a expor esse homem, fechado em si mesmo, ao mundo exterior. Como Kaspar Hauser, que saía de seu cativeiro sem nunca ter visto outros homens; ou ainda como a pobre Justine de Sade, que acreditava no bem e era constantemente violada por todos em seu caminho, Josie vai pagar muito caro por sua inocência.
Garage reserva um final soberbo a seu anti-herói: culpado de não se inserir na sociedade, ele é literalmente devolvido à natureza, como seu amigo cavalo que ganha a liberdade e mesmo como os filhotes de cachorro jogados no rio. Seu exílio (ou morte simbólica) lhe confere um caráter lendário, folclórico; de alguém tão puro que não encontrou seu lugar no meio dos homens.
Garage (2007)
Filme irlandês de Lenny Abrahamson.
Com Pat Shortt, Conor Ryan, Anne-Marie Duff.
Duração de 1h30.
Fonte: LeMondeDiplomatique
Filme irlandês premiado em Cannes traça, delicado e flertando com o humor negro, o retrato de um ser solitário, que não tem idéias próprias nem opiniões divergentes. Alguém tão puro que não encontrou seu lugar na sociedade
por Bruno Carmelo para o Diplô
Garage: Josie (Pat Shortt) - foto divulgação
Mais do que a história de um evento, o filme irlandês Garage, premiado em Cannes, conta a história de um homem só: trata-se de Josie, que trabalha no posto de gasolina de uma cidade minúscula, na Irlanda. Ele é um sujeito limítrofe, de pensamento e gestos lentos; e estranha incapacidade de enxergar maldade ou malícia no mundo em torno de si.Há várias maneiras de refletir sobre esse personagem fantástico, primeiramente em seu caráter invisível. Josie é o homem que está sempre lá, trabalhando, sorrindo e respondendo educamente às perguntas que lhe fazem. Ele não tem idéias próprias nem opiniões divergentes. Na cidadezinha em questão, ele faz parte da paisagem; e sua presença física se incorpora às bombas de gasolina e aos cabos do posto. Nesse sentido, o filme lhe rende justiça, ao pôr em evidência os excluídos e vingar os sujeitos que não ganham nossa atenção quando andamos pela rua.
Josie é também o retrato do homem solitário. Ele é cercado de conhecidos, mas não mantém relações próximas com nenhum deles. Ele não tem esposa, nem filhos. Somente um irmão distante é citado ao longo de toda a narrativa. Uma cena é exemplar: ele é procurado por um senhor viúvo para conversar. Esse outro solitário, que só quer alguém que o escute, vê em Josie uma figura equivalente. Mesmo o garoto que Josie é incumbido de treinar representa o nerd — excluído do grupo de adolescentes da sua idade. Juntos, pintam um painel do homem triste e marginalizado.
Por fim, Josie encarna o homem que não conhece as regras sociais. Ele não sabe como se portar em sociedade, como fazer amigos, como se impor. Além disso, ele não percebe o grande desprezo que os moradores da cidade têm por ele. Josie é constantemente comparado às crianças ou, mais especificamente, animais (não seriam justamente a moral e as regras de convívio social que nos difeririam dos seres irracionais?). Nosso protagonista cultiva uma interessante relação de igualdade com um cavalo, e a humanidade de Josie é mesmo posta à prova no momento em que testemunha a morte cruel de alguns filhotes de cachorro. Influenciado pelo discurso pseudo-coerente do homem que os atira no rio, Josie convence-se e volta para casa, sem arrependimentos por não ter intervindo na cena.
Desconforto na sala: rir de Josie, um sujeito tão isento de responsabilidade, é como debochar das limitações impostas a alguém
Garage é um drama que flerta discretamente com o humor negro. Isso porque muitas das risadas evocadas pelo filme são involuntárias, vêm da seriedade e da inocência do protagonista. Foi interessante notar, dentro da sala de cinema, uma série de risos desconfortáveis, como se fosse desrespeitoso rir de um sujeito tão isento de responsabilidade por seus atos. Rir de Josie é como rir de um deficiente físico, ou seja, como debochar das limitações impostas a alguém; algo que nossos sensos sociais nos interditam.
Mas tal desconforto é inevitável, já que o filme destina-se justamente a expor esse homem, fechado em si mesmo, ao mundo exterior. Como Kaspar Hauser, que saía de seu cativeiro sem nunca ter visto outros homens; ou ainda como a pobre Justine de Sade, que acreditava no bem e era constantemente violada por todos em seu caminho, Josie vai pagar muito caro por sua inocência.
Garage reserva um final soberbo a seu anti-herói: culpado de não se inserir na sociedade, ele é literalmente devolvido à natureza, como seu amigo cavalo que ganha a liberdade e mesmo como os filhotes de cachorro jogados no rio. Seu exílio (ou morte simbólica) lhe confere um caráter lendário, folclórico; de alguém tão puro que não encontrou seu lugar no meio dos homens.
Garage (2007)
Filme irlandês de Lenny Abrahamson.
Com Pat Shortt, Conor Ryan, Anne-Marie Duff.
Duração de 1h30.
Fonte: LeMondeDiplomatique
Garage - trailer (em inglês)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Drama em Animação Polonesa
Algumas pessoas gostam de dizer que sua vida é um "livro aberto", expressão usada para afirmar que não tem nada a esconder. E se partíssemos do princípio que a vida é realmente um livro? Páginas e mais páginas contendo todos os fatos de nossa existência. Cada vida, cada indivíduo com o seu conjunto de folhas impressas, narrando de forma única todos os passos desde o nascimento até a morte.
Pois é esse o tema de Undo, animação polonesa em 3d. Este curta-metragem mostra um homem que, dentre milhares de livros de uma biblioteca, encontra o livro que possui a história de sua vida. Com o impresso em mãos, ele tenta mudar o seu trágico passado. Roterizado, dirigido e animado por Marcin Waśko, Undo impressiona pelo realismo. Seja nas expressões do personagem ou no cenário, tudo é tão real que, por vezes, nem parece uma animação. Os movimentos de câmera, a luz, a textura, tudo contribui para dar veracidade a este dramático filme polonês. Ganhador de diversos prêmios em festivais europeus, Undo pode ser assistido no reprodutor abaixo. Lembre-se: ao tratar de desfazer seu passado, muito cuidado com o livro de sua vida.
Ou baixe aqui Undo (arquivo mp4 - Fonte: Platige Shorts)
Sinopse
"Undo" é a história de um homem que encontra um livro. Este livro contém a história de sua própria vida. Ele tenta mudar isso, mas, alterando o livro, ele vai mudar a sua vida?
Gênero Animação
Diretor Marcin Waśko
Ano 2003
Duração 2'45''
Cor Colorido
País Polônia
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| UNDO. Animação polonesa traz a vida escrita num livro - Reprodução |
Y.H.
Undo
Undo
Ou baixe aqui Undo (arquivo mp4 - Fonte: Platige Shorts)
Sinopse
"Undo" é a história de um homem que encontra um livro. Este livro contém a história de sua própria vida. Ele tenta mudar isso, mas, alterando o livro, ele vai mudar a sua vida?
Gênero Animação
Diretor Marcin Waśko
Ano 2003
Duração 2'45''
Cor Colorido
País Polônia
Festivais e Premiações
Grand Prix no 3o Internacional DigiTechMedia Workshops (Polônia)
Vencedor em Animago 2003 Professional / Categoria Curta-metragem Animação (Alemanha)
Seleção no 3o Hull Festival Internacional de Curtas-Metragens (Inglaterra)
Seleção no Raindance Film Festival (Inglaterra)
Grand Prix no 3o Internacional DigiTechMedia Workshops (Polônia)
Vencedor em Animago 2003 Professional / Categoria Curta-metragem Animação (Alemanha)
Seleção no 3o Hull Festival Internacional de Curtas-Metragens (Inglaterra)
Seleção no Raindance Film Festival (Inglaterra)
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Análise de três Curtas do autor de Vinil Verde
Tremenda coincidência. Não faz uma semana que o OutroCine postou o curta Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho, e a revista eletrônica de cinema, Filmes Polvo, traz na sua edição 16, em texto de Gabriel Martins, uma interessante análise da obra de Mendonça Filho. Confira a seguir reprodução do artigo que está no mais recente número da Filmes Polvo.
A trilogia de Kleber Mendonça Filho
por Gabriel Martins
Algo de muito interessante tem acontecido no circuito de Festivais de Cinema do Brasil: vários diretores de curtas têm conseguido consolidar obras de caráter pessoal e, assim, mostrar seus estilos, independente de terem um longa-metragem no currículo ou não. Temos como exemplo Rafael Gomes (Tudo que é sólido pode derreter, Alice), Carlos Magno (Kalishnikov, Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados), Esmir Filho (Ímpar Par, Alguma coisa assim), Eduardo Valente (Um Sol Alaranjado, Castanho, O Monstro), Kleber Mendonça Filho (Vinil Verde, Eletrodoméstica, Noite de Sexta, Manhã de Sábado), dentre vários outros. O que se percebe nesses trabalhos é uma grande vontade de dizer algo e imprimir características pessoais em suas obras, desde a poesia moderna de Rafael Gomes, passando pelo experimentalismo honesto de Carlos Magno, a pureza sentimental de Esmir Filho, o apuro visual e crítico de Eduardo Valente até a ironia pura de Kleber Mendonça Filho, diretor muito interessante e que analiso agora neste texto.
Kleber (que também é crítico) consegue tratar do contemporâneo sem soar repetitivo. É na ironia, também presente em suas críticas, que ele consegue tratar os nossos anseios e falta de comunicação, pensando as falhas humanas não só tematicamente, mas na própria forma do filme. Aí ele revela sua verdadeira posição: um experimentador de formas e sentidos cinematográficos. Seus três filmes possuem claras diferenças estéticas e narrativas, seja na direção como na montagem, o que revela uma grande vontade desse realizador de passear por diversas linguagens e formatos. Há algo de muito contemporâneo nisso.
Em Vinil Verde, as fotografias que compõem o filme (ele é uma montagem de vários stills com alguns “movimentos de câmera” de edição dentro deles) remetem diretamente a um livro de contos infantil, tornando-se não só uma brincadeira com o formato texto em que o filme se baseia (um conto russo), mas beneficiando a própria estrutura de suspense contida na narrativa. O off puramente sarcástico, critica de forma sutil o comportamento da juventude atual. A falta de comunicação (tema recorrente nos curtas de Kleber) entre pais e filhos aqui é posto em questão, sendo que este discurso se esconde, mas não desaparece frente a figuras quase trash que, no escuro, causam bom e leve desconforto.
Em Eletrodoméstica o formato é a película. A partir de uma fotografia natural, serão os enquadramentos e a arte que falarão pelo filme. O sarcasmo aqui é mais presente do que nunca, e o plano deboche da rua repleta de UNOs nos localiza muito bem neste conjunto de classe média bem média mesmo. Um plano resume bem o que significa para mim o filme: fazendo uma rima visual (proposital ou não) com Kubrick, uma steady-cam acompanha um carrinho de controle remoto por alguns segundos, remetendo imediatamente a Danny pelos corredores do Hotel Overlook. É o jogo feito pelo filme entre moderno e antigo, necessário e desnecessário, lembrando-nos de como o prazer causado pela tecnologia - em certo caso literalmente (máquina de lavar) - nos leva a um estado de dependência entorpecente. É um filme de rimas visuais, com o externo e com o interno (explosão da pipoca e orgasmo).
Em Noite de Sexta, Manhã de Sábado, a comunicação é o foco principal. Aqui, o fator moderno se dá na mediação feita pelo celular. É uma história de amor, mas que não deixa de apresentar uma veia irônica no seu tratamento. No começo vemos uma conversa legendada entre pessoas que falam o mesmo idioma e o nosso (português). É Kleber brincando com a prolixidade das pessoas, aquele ‘barulho demais’ do mundo contemporâneo que nos transforma em seres cada vez mais contraditórios (onde foi parar o “falar menos para falar mais?”). Logo depois a conversa é em “língua padrão universal” e mediada. O idioma não é o principal de nenhum dos dois interlocutores e a distância é minimizada artificialmente por este aparelhinho chamado celular que carrega em si todo um significado contextual. O formato, ao que aparenta, é um digital bem surrado (não entro a fundo no assunto, pois, ao que parece, a exibição do filme em Tiradentes não foi fiel à qualidade de finalização) que traz algo de melancólico em cada plano. É tudo muito quadrado, seco, sem vida. Só encontramos vestígios de luz nos olhares dos personagens, que sofrem como todos nós a distância, mas criam para si um alívio artificial. É a onda que se propaga através do oceano e lembra que estamos todos tão perto e tão longe.
O significado da imagem. Este está sendo o cinema feito por Kleber Mendonça Filho. Um questionamento interessante sobre o “cinema-formato”, que se torna coerente pela própria reflexão e abordagem presente na sua escrita (algo percebido também nos filmes de Eduardo Valente, outro crítico). É gostoso ver uma geração de realizadores pensando o cinema e a vida nos seus filmes que, ainda que limitados ao público de Festivais e internet, detêm uma importância grande para o nosso cinema ainda em construção.
Filmes Citados:
Ímpar Par (idem, 2005/ Esmir Filho)
Alguma coisa assim (idem, 2006/ Esmir Filho)
Tudo que é sólido pode derreter (idem, 2005/ Rafael Gomes)
Alice (idem, 2005/ Rafael Gomes)
Kalishnikov (idem, 2005/ Carlos Magno)
Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados (idem, 2006/ Carlos Magno)
Um sol alaranjado (idem, 2001/ Eduardo Valente)
Castanho (idem, 2002/ Eduardo Valente)
O Monstro (idem, 2005/ Eduardo Valente)
Vinil Verde (idem, 2004/ Kleber Mendonça Filho)
Eletrodoméstica (idem, 2005/ Kleber Mendonça Filho)
Noite de sexta, manhã de sábado (idem, 2006/ Kleber Mendonça Filho)
Fonte: FilmesPolvo
por Gabriel Martins
Algo de muito interessante tem acontecido no circuito de Festivais de Cinema do Brasil: vários diretores de curtas têm conseguido consolidar obras de caráter pessoal e, assim, mostrar seus estilos, independente de terem um longa-metragem no currículo ou não. Temos como exemplo Rafael Gomes (Tudo que é sólido pode derreter, Alice), Carlos Magno (Kalishnikov, Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados), Esmir Filho (Ímpar Par, Alguma coisa assim), Eduardo Valente (Um Sol Alaranjado, Castanho, O Monstro), Kleber Mendonça Filho (Vinil Verde, Eletrodoméstica, Noite de Sexta, Manhã de Sábado), dentre vários outros. O que se percebe nesses trabalhos é uma grande vontade de dizer algo e imprimir características pessoais em suas obras, desde a poesia moderna de Rafael Gomes, passando pelo experimentalismo honesto de Carlos Magno, a pureza sentimental de Esmir Filho, o apuro visual e crítico de Eduardo Valente até a ironia pura de Kleber Mendonça Filho, diretor muito interessante e que analiso agora neste texto.
Kleber (que também é crítico) consegue tratar do contemporâneo sem soar repetitivo. É na ironia, também presente em suas críticas, que ele consegue tratar os nossos anseios e falta de comunicação, pensando as falhas humanas não só tematicamente, mas na própria forma do filme. Aí ele revela sua verdadeira posição: um experimentador de formas e sentidos cinematográficos. Seus três filmes possuem claras diferenças estéticas e narrativas, seja na direção como na montagem, o que revela uma grande vontade desse realizador de passear por diversas linguagens e formatos. Há algo de muito contemporâneo nisso.
Em Vinil Verde, as fotografias que compõem o filme (ele é uma montagem de vários stills com alguns “movimentos de câmera” de edição dentro deles) remetem diretamente a um livro de contos infantil, tornando-se não só uma brincadeira com o formato texto em que o filme se baseia (um conto russo), mas beneficiando a própria estrutura de suspense contida na narrativa. O off puramente sarcástico, critica de forma sutil o comportamento da juventude atual. A falta de comunicação (tema recorrente nos curtas de Kleber) entre pais e filhos aqui é posto em questão, sendo que este discurso se esconde, mas não desaparece frente a figuras quase trash que, no escuro, causam bom e leve desconforto.
Em Eletrodoméstica o formato é a película. A partir de uma fotografia natural, serão os enquadramentos e a arte que falarão pelo filme. O sarcasmo aqui é mais presente do que nunca, e o plano deboche da rua repleta de UNOs nos localiza muito bem neste conjunto de classe média bem média mesmo. Um plano resume bem o que significa para mim o filme: fazendo uma rima visual (proposital ou não) com Kubrick, uma steady-cam acompanha um carrinho de controle remoto por alguns segundos, remetendo imediatamente a Danny pelos corredores do Hotel Overlook. É o jogo feito pelo filme entre moderno e antigo, necessário e desnecessário, lembrando-nos de como o prazer causado pela tecnologia - em certo caso literalmente (máquina de lavar) - nos leva a um estado de dependência entorpecente. É um filme de rimas visuais, com o externo e com o interno (explosão da pipoca e orgasmo).
Em Noite de Sexta, Manhã de Sábado, a comunicação é o foco principal. Aqui, o fator moderno se dá na mediação feita pelo celular. É uma história de amor, mas que não deixa de apresentar uma veia irônica no seu tratamento. No começo vemos uma conversa legendada entre pessoas que falam o mesmo idioma e o nosso (português). É Kleber brincando com a prolixidade das pessoas, aquele ‘barulho demais’ do mundo contemporâneo que nos transforma em seres cada vez mais contraditórios (onde foi parar o “falar menos para falar mais?”). Logo depois a conversa é em “língua padrão universal” e mediada. O idioma não é o principal de nenhum dos dois interlocutores e a distância é minimizada artificialmente por este aparelhinho chamado celular que carrega em si todo um significado contextual. O formato, ao que aparenta, é um digital bem surrado (não entro a fundo no assunto, pois, ao que parece, a exibição do filme em Tiradentes não foi fiel à qualidade de finalização) que traz algo de melancólico em cada plano. É tudo muito quadrado, seco, sem vida. Só encontramos vestígios de luz nos olhares dos personagens, que sofrem como todos nós a distância, mas criam para si um alívio artificial. É a onda que se propaga através do oceano e lembra que estamos todos tão perto e tão longe.O significado da imagem. Este está sendo o cinema feito por Kleber Mendonça Filho. Um questionamento interessante sobre o “cinema-formato”, que se torna coerente pela própria reflexão e abordagem presente na sua escrita (algo percebido também nos filmes de Eduardo Valente, outro crítico). É gostoso ver uma geração de realizadores pensando o cinema e a vida nos seus filmes que, ainda que limitados ao público de Festivais e internet, detêm uma importância grande para o nosso cinema ainda em construção.
Filmes Citados:
Ímpar Par (idem, 2005/ Esmir Filho)
Alguma coisa assim (idem, 2006/ Esmir Filho)
Tudo que é sólido pode derreter (idem, 2005/ Rafael Gomes)
Alice (idem, 2005/ Rafael Gomes)
Kalishnikov (idem, 2005/ Carlos Magno)
Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados (idem, 2006/ Carlos Magno)
Um sol alaranjado (idem, 2001/ Eduardo Valente)
Castanho (idem, 2002/ Eduardo Valente)
O Monstro (idem, 2005/ Eduardo Valente)
Vinil Verde (idem, 2004/ Kleber Mendonça Filho)
Eletrodoméstica (idem, 2005/ Kleber Mendonça Filho)
Noite de sexta, manhã de sábado (idem, 2006/ Kleber Mendonça Filho)
Fonte: FilmesPolvo
Assista o filme Vinil Verde, curta-metragem de Kleber Mendonça Filho
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Nunca ouça o Disco Verde
Vinil Verde
O premiadíssimo curta-metragem pernambucano Vinil Verde entra em cartaz aqui no OutroCine. Esta instigante fábula mostra a relação afetuosa entre mãe e filha, focando no conflito que surge ao se transgredir as regras. A transgressão, neste caso, vem acompanhada de curiosidade, prazer, medo, culpa e punição. Segundo o diretor Kleber Mendonça Filho, "Vinil Verde é uma história de amor, mas com elementos do cinema fantástico". Um dos aspectos mais interessantes deste filme é o fato de ele não ter sido filmado, mas, sim, fotografado. Mendonça Filho (co-roteirista, diretor, produtor e fotografo de Vinil Verde) fotografou com negativo 35mm still, montou no computador e posteriormente fez transfer para película. Quem ainda tiver as antigas vitrolinhas, lembre-se: Nunca, mas nunca mesmo, escute o vinil verde!
Yerko Herrera
Sinopse
Mãe dá a Filha uma caixa cheia de velhos disquinhos coloridos. A menina pode ouvi-los, exceto o vinil verde.
Vinil Verde
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Sinopse
Mãe dá a Filha uma caixa cheia de velhos disquinhos coloridos. A menina pode ouvi-los, exceto o vinil verde.
Vinil Verde
Gênero Ficção
Diretor Kleber Mendonça Filho
Elenco Gabriela Souza, Ivan Soares, Verônica Alves
Ano 2004
Duração 16'15''
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Kleber Mendonça Filho Fotografia Kleber Mendonça Filho Roteiro Kleber Mendonça Filho, Bohdana Smyrnova Produção Executiva Kleber Mendonça Filho, Isabela Cribari, Leo Falcão Montagem Daniel Bandeira, Kleber Mendonça Filho
Curiosidades
Vinil Verde é uma adaptação de uma fábula infantil russa.
O roteiro é de Kleber Mendonça Filho em parceria com Bohdana Smyrnova, cineasta/roteirista ucraniana de Kiev.
Vinil Verde, segundo o diretor, é, indiretamente, uma singela homenagem a um de seus filmes preferidos: "La Jetée", de Chris Marker. No entanto, Mendonça Filho afirma que, tematicamente, não tenha nada a ver. Marker está na lista de agradecimentos.
A Mãe e a Filha no filme são mãe e filha na vida real, Gabriela Souza (filha) e Verônica Alves (Mãe).
O filme foi montado num Mac G4, e fotografado em negativo 35mm still.
O arquivo final para transfer 35mm ficou com 49 GB de seqüências animadas em TIFF.
Prêmios
Melhor direção no Festival de Brasília 2004
Melhor Montagem no Festival de Brasília 2004
Prêmio da Crítica no Festival de Brasília 2004
Menção Honrosa ABD&C no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
Prêmio Cachaça Cinema Clube no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
FestivaisFestival de Cinema Latino-americano de Toulouse 2005
Festival de Tampere 2005
Festival de Tiradentes 2005
Quinzena dos Realizadores - Festival de Cannes 2005
Cine PE 2005
Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2004
Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2004
Originalmente postado no blogue Música&Poesia
Informações: PortaCurtas
Diretor Kleber Mendonça Filho
Elenco Gabriela Souza, Ivan Soares, Verônica Alves
Ano 2004
Duração 16'15''
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Kleber Mendonça Filho Fotografia Kleber Mendonça Filho Roteiro Kleber Mendonça Filho, Bohdana Smyrnova Produção Executiva Kleber Mendonça Filho, Isabela Cribari, Leo Falcão Montagem Daniel Bandeira, Kleber Mendonça Filho
Curiosidades
Vinil Verde é uma adaptação de uma fábula infantil russa.
O roteiro é de Kleber Mendonça Filho em parceria com Bohdana Smyrnova, cineasta/roteirista ucraniana de Kiev.
Vinil Verde, segundo o diretor, é, indiretamente, uma singela homenagem a um de seus filmes preferidos: "La Jetée", de Chris Marker. No entanto, Mendonça Filho afirma que, tematicamente, não tenha nada a ver. Marker está na lista de agradecimentos.
A Mãe e a Filha no filme são mãe e filha na vida real, Gabriela Souza (filha) e Verônica Alves (Mãe).
O filme foi montado num Mac G4, e fotografado em negativo 35mm still.
O arquivo final para transfer 35mm ficou com 49 GB de seqüências animadas em TIFF.
Prêmios
Melhor direção no Festival de Brasília 2004
Melhor Montagem no Festival de Brasília 2004
Prêmio da Crítica no Festival de Brasília 2004
Menção Honrosa ABD&C no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
Prêmio Cachaça Cinema Clube no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2004
FestivaisFestival de Cinema Latino-americano de Toulouse 2005
Festival de Tampere 2005
Festival de Tiradentes 2005
Quinzena dos Realizadores - Festival de Cannes 2005
Cine PE 2005
Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2004
Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2004
Originalmente postado no blogue Música&Poesia
Informações: PortaCurtas
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Revelando os Brasis tem Inscrições Prorrogadas
Programa Revelando os Brasis prorroga prazo de inscrições até março
por Quênia Nunes
da Agência Brasil
Brasília - O prazo das inscrições para a terceira edição do programa Revelando os Brasis foi prorrogado até o dia 28 de março. O programa seleciona e premia 40 histórias escritas por moradores de municípios com até 20 mil habitantes, contadas em vídeos de até 15 minutos de duração.
As histórias podem ser reais – baseadas em personagens históricos ou típicos das cidades – ou de ficção. E são avaliadas por uma comissão de sete pessoas envolvidas com a área de audiovisual, entre professores, produtores e realizadores de reconhecimento nacional, que leêm as histórias, debatem e chegam às 40 selecionadas. O resultado sairá em maio.
Para Beatriz Paoliello, presidente do conselho administrativo do Instituto Marlin Azul, parceiro do Ministério da Cultura no projeto, disse considerar o programa uma “alfabetização visual”. Ela explicou que o objetivo é "iniciar um processo de formação nesses municípios que não têm muito acesso a cursos de cinema, um processo que se poderia chamar de alfabetização visual, porque a partir dessa experiência as cidades se mobilizam para novas produções, inclusive em outras áreas da cultura".
A grande maioria dos municípios não tem cinema e o Revelando os Brasis supre essa lacuna, acrescentou Paoliello, ao informar que os vencedores participarão de oficinas de dez dias no Rio de Janeiro, preparatórias de roteiro, fotografia, som, edição, direção de arte, mobilização cultural. No retorno, montam uma equipe com outras pessoas da cidade e, em parceria com o instituto, são contratados dois profissionais para operar os equipamentos.
Neste ano, as gravações serão em DVD e a distribuição, gratuita, para organizações sociais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o país. Os filmes produzidos pelo Revelando Brasis já participaram de festivais nacionais e internacionais. "Uma enquete identificou muitos realizadores que continuaram no meio. Alguns estão estudando, outros decidiram fazer faculdade, outros aplicaram o conhecimento adquirido, outros montaram cineclubes. O projeto é um ponto de partida para as pessoas definirem seu rumo a partir da área com que mais se identificam no audiovisual", disse Paoliello.
Mais informações podem ser obtidas no endereço eletrônico www.revelandoosbrasis.com.br.
Fonte: AgênciaBrasil
por Quênia Nunes
da Agência Brasil
Brasília - O prazo das inscrições para a terceira edição do programa Revelando os Brasis foi prorrogado até o dia 28 de março. O programa seleciona e premia 40 histórias escritas por moradores de municípios com até 20 mil habitantes, contadas em vídeos de até 15 minutos de duração.
As histórias podem ser reais – baseadas em personagens históricos ou típicos das cidades – ou de ficção. E são avaliadas por uma comissão de sete pessoas envolvidas com a área de audiovisual, entre professores, produtores e realizadores de reconhecimento nacional, que leêm as histórias, debatem e chegam às 40 selecionadas. O resultado sairá em maio.
Para Beatriz Paoliello, presidente do conselho administrativo do Instituto Marlin Azul, parceiro do Ministério da Cultura no projeto, disse considerar o programa uma “alfabetização visual”. Ela explicou que o objetivo é "iniciar um processo de formação nesses municípios que não têm muito acesso a cursos de cinema, um processo que se poderia chamar de alfabetização visual, porque a partir dessa experiência as cidades se mobilizam para novas produções, inclusive em outras áreas da cultura".
A grande maioria dos municípios não tem cinema e o Revelando os Brasis supre essa lacuna, acrescentou Paoliello, ao informar que os vencedores participarão de oficinas de dez dias no Rio de Janeiro, preparatórias de roteiro, fotografia, som, edição, direção de arte, mobilização cultural. No retorno, montam uma equipe com outras pessoas da cidade e, em parceria com o instituto, são contratados dois profissionais para operar os equipamentos.
Neste ano, as gravações serão em DVD e a distribuição, gratuita, para organizações sociais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o país. Os filmes produzidos pelo Revelando Brasis já participaram de festivais nacionais e internacionais. "Uma enquete identificou muitos realizadores que continuaram no meio. Alguns estão estudando, outros decidiram fazer faculdade, outros aplicaram o conhecimento adquirido, outros montaram cineclubes. O projeto é um ponto de partida para as pessoas definirem seu rumo a partir da área com que mais se identificam no audiovisual", disse Paoliello.
Mais informações podem ser obtidas no endereço eletrônico www.revelandoosbrasis.com.br.
Fonte: AgênciaBrasil
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Curta Othon Bastos em O Número
Assista o curta-metragem O Número, do diretor Beto Bertagna, produzido em Rondônia, estado escasso em produções cinematográficas. Este filme, feito com parcos recursos e muita garra, consegue prender o espectador com um ótimo texto e a brilhante interpretação de Othon Bastos.

O NÚMERO
Um homem troca de nome até conquistar um, definitivo...
Baseado em conto do livro Babel, de Alberto Lins Caldas. Um
curta-metragem brasileiro premiado em Festivais de Cinema.
O Número
Sinopse
Em "O Número" um homem narra a trajetória de sua vida. Ao longo dos anos, seu nome vai constantemente mudando e, com isso, também vão mudando as circunstâncias de sua vida e até os traços de sua personalidade. O filme é baseado em um conto homônimo de Alberto Lins Caldas e tem, como protagonista, o genial Othon Bastos.
Gênero Ficção
Diretor Beto Bertagna
Elenco Othon Bastos
Ano 2004
Duração 10 min
Cor Colorido
Bitola 16mm / Vídeo
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Beto Bertagna Cinema & Vídeo Fotografia Rodolfo Ancona Lopez Roteiro Alberto Lins Caldas Som Direto Gilmar Santos Direção de Arte Joeser Alvarez Montagem Beto Bertagna Música Augusto Silveira
Prêmios
Melhor Ator no Cine Ceará 2004
Leia abaixo matéria da Agência Carta Maior sobre o filme "O Número", publicada em 24/03/2006.
por Eduardo Carvalho - Carta Maior
Conversamos com o diretor, que mora em Rondônia, e que nos narrou as peripécias para filmar um curta-metragem em um estado no qual não há a menor tradição de produção cinematográfica e onde os recursos são muito escassos.
A idéia de fazer “O Número” nasceu na noite de lançamento do livro de contos “Babel”, do escritor pernambucano Alberto Lins Caldas, que está radicado em Rondônia. “Folheando o livro, me deparei com o conto e imediatamente pedi ao Alberto, no meio da festa, se poderia filmar. Ele achou que era brincadeira e permitiu, entre gargalhadas. Apresentei o projeto no Petrobrás Cultural e ele levou um susto quando, mais tarde, eu mostrei a notícia do Prêmio” – conta Beto Bertagna.
A certeza da participação do Othon Bastos, que o Alberto adorava como o Honório, no filme “São Bernardo”, veio depois. “Para mim, “O Número” além do valor literário era um filme bem possível de ser feito dentro da pobre realidade audiovisual de Rondônia. Ou seja, um ator só, num cenário só e luz natural, mais o auxílio de alguns equipamentos de luz doados há um tempo atrás pela Edna Fujii e pelo Roberto Bicudo, da Quanta, que acreditaram na idéia da gente começar um processo de formação de técnicos aqui no Estado. Aliás, eu sou do tempo e da turma do Ricardo Aronovitch, que veio fazer um estágio avançado de fotografia na UnB, lá pelos anos 90. Só que, como muitos da época, acabei dedicando-me mais à direção do que à fotografia”. – relata Bertagna.
Diante da escassez de recursos, a cenografia foi toda improvisada dentro de uma faculdade, o que despertou muita curiosidade. “Imagine, uma prisão dentro de uma faculdade! É surrealista! E a grade não era cenográfica, era uma grade de verdade, emprestada pelo chefe da Polícia, o Carlos Eduardo Ferreira, de uma delegacia em reforma. Eu cheguei num domingo de tarde na delegacia, de óculos escuros, bermudas e chinelo de dedo e falei que eu precisava levar a grade embora. O plantonista ficou me olhando com uma cara...” – conta o diretor.
O curta de 12 minutos foi filmado em um dia. Era para ser em dois, tempo que o Othon tinha para filmar, mas, no primeiro dia, caiu um dilúvio em Porto Velho acabando com o cenário que estava destelhado para aproveitar a luz natural e, assim, com qualquer possibilidade de filmar. “No outro dia, com a colaboração de toda a ABD/RO, que obviamente cabe numa Kombi, começamos bem cedo e fomos até o último fio de luz” – brinca Beto Bertagna.
Ainda sobre as dificuldades, o diretor conta que, em Rondônia, não existe política cultural definida para o audiovisual. O último edital para incentivo à produção foi em 1996, há 10 anos, portanto. O projeto para filmar “O Número” já existia, mas só foi possível realizá-lo com o prêmio Petrobras, destinado a “mídias digitais”, que é a categoria em que ele concorre nos festivais pois foi finalizado assim. “Resolvi dar um “plus” captando em 16 mm, e foi talvez o primeiro filme rondoniense captado em película. Parece que também foi o primeiro prêmio Petrobrás para a região norte, que sempre foi muito alijada de todos os processos culturais” – comemora Bertagna.
Outra coisa engraçada foi a escolha da roupa do Othon. Beto Bertagna esperou ele chegar em Porto Velho pra não errar no tamanho. Levou-o a um brechó de um bairro bem humilde nas proximidades de onde aconteceria a filmagem. “O Othon acabou fazendo o maior sucesso, dando autógrafos às pessoas que não acreditavam no que viam. O Othon Bastos comprando uma bermuda e uma camisa velha! No final, compomos o nosso figurino com menos de 5 reais!” – lembra o diretor.
Para a filmagem, Beto conseguiu uma câmera Éclair 16 mm de um amigo documentarista, o Celso Luccas. A câmera estava nova, mas não filmava já há um bom tempo. O diretor de fotografia, o Ruda (Rodolfo Ancona Lopez) fez um pequeno teste e começaram as filmagens. No meio do filme, as borrachas de vedação do magazine, que estavam ressecadas pela falta de uso, começaram a desmanchar. Neste momento o diretor, que é hipertenso, viu a importância de contar com um profissional de mão cheia como o Ruda. “Tudo parado e ele, atrás de uma lona, passando com a maior tranquilidade cola bonder na brava Éclair...” No final tudo deu certo, a câmera perdeu o sincronismo quando a parte do Othon, que é com som direto, já tinha acabado. Mais tarde a equipe ficou sabendo que a própria câmera era uma história que merecia um filme: ela fazia os cinejornais do regime do último xá do Irã, Mohamad Reza Pavlev e, ironia do destino, acabou vindo fazer “O Número” em Rondônia.
A respeito do trabalho do Othon Bastos, Beto conta que “como se diz brincando: um Othon Basta. O seu talento já era conhecido por todos, mas ele também nos encantou pela simpatia e generosidade, tanto é que, no ano seguinte, ele foi um dos homenageados do Cineamazônia pela sua força à nossa tentativa de desenvolver o audiovisual no Estado. A participação dele foi importantíssima para incentivar as produções fora do eixo Rio - São Paulo, e mostrar que é possível realizar filmes em locais com infra-estrutura precária para a produção audiovisual. E de nossa parte, nós tentamos superar as carências retribuindo com muito carinho aos profissionais que nos apóiam”.
Logo na primeira participação de “O Número”, no Cineceará, o Othon Bastos venceu como melhor ator. O filme também participou do II Fest Belém do Cinema Brasileiro, “mas a sua carreira poderia ter sido melhor, foi um pouco prejudicada pela minha falta de tempo e de recursos” – lamenta Beto Bertagna. Em 2005, “O Número” foi projetado com legendas no Brazil Cine Festival, em Gotemburgo, na Suécia e foi bem recebido pela platéia.
Sobre seu envolvimento com novos projetos cinematográficos, Beto conta que acabou de realizar o DOCTV “O Brasil que começa no rio...”, mostrando um pouco das cores, costumes, tradições e das dificuldades do povo ribeirinho do Vale do Guaporé na fronteira do Brasil com a Bolívia. Em abril de 2006, filmará a parte ficcional de um documentário em 35 mm sobre a vida do fotógrafo norte-americano Dana Merril, que registrou a construção da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O filme já tem confirmado o ator Marcos Palmeira, e vai trazer depoimentos do escritor Manoel Rodrigues Ferreira e do fotógrafo Ari André, fundamentais para a compreensão da História, e será todo rodado em Rondônia.
Há ainda o projeto de um documentário sobre a vida de dois sujeitos que moram frente a frente na fronteira real do Rio Grande do Sul com o Uruguai, o arroio Chuí, lugar onde o diretor passava as férias na infância e que quer revisitar. E, em 2007, Beto Bertagna deve partir para um longa de baixíssimo-orçamento com roteiro do Alberto Lins Caldas que, no momento, está desaparecido em algum lugar ermo e remoto de Pernambuco, quiçá fazendo mais um tratamento do roteiro do filme que deverá chamar-se “Vitrines”.
Fonte Matéria: AgênciaCartaMaior
Postagem originalmente produzida para o blogue Música&Poesia

O NÚMERO
Um homem troca de nome até conquistar um, definitivo...
Baseado em conto do livro Babel, de Alberto Lins Caldas. Um
curta-metragem brasileiro premiado em Festivais de Cinema.
O Número
Sinopse
Em "O Número" um homem narra a trajetória de sua vida. Ao longo dos anos, seu nome vai constantemente mudando e, com isso, também vão mudando as circunstâncias de sua vida e até os traços de sua personalidade. O filme é baseado em um conto homônimo de Alberto Lins Caldas e tem, como protagonista, o genial Othon Bastos.
Gênero Ficção
Diretor Beto Bertagna
Elenco Othon Bastos
Ano 2004
Duração 10 min
Cor Colorido
Bitola 16mm / Vídeo
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Beto Bertagna Cinema & Vídeo Fotografia Rodolfo Ancona Lopez Roteiro Alberto Lins Caldas Som Direto Gilmar Santos Direção de Arte Joeser Alvarez Montagem Beto Bertagna Música Augusto Silveira
Prêmios
Melhor Ator no Cine Ceará 2004
Leia abaixo matéria da Agência Carta Maior sobre o filme "O Número", publicada em 24/03/2006.
por Eduardo Carvalho - Carta Maior
Conversamos com o diretor, que mora em Rondônia, e que nos narrou as peripécias para filmar um curta-metragem em um estado no qual não há a menor tradição de produção cinematográfica e onde os recursos são muito escassos.
A idéia de fazer “O Número” nasceu na noite de lançamento do livro de contos “Babel”, do escritor pernambucano Alberto Lins Caldas, que está radicado em Rondônia. “Folheando o livro, me deparei com o conto e imediatamente pedi ao Alberto, no meio da festa, se poderia filmar. Ele achou que era brincadeira e permitiu, entre gargalhadas. Apresentei o projeto no Petrobrás Cultural e ele levou um susto quando, mais tarde, eu mostrei a notícia do Prêmio” – conta Beto Bertagna.
A certeza da participação do Othon Bastos, que o Alberto adorava como o Honório, no filme “São Bernardo”, veio depois. “Para mim, “O Número” além do valor literário era um filme bem possível de ser feito dentro da pobre realidade audiovisual de Rondônia. Ou seja, um ator só, num cenário só e luz natural, mais o auxílio de alguns equipamentos de luz doados há um tempo atrás pela Edna Fujii e pelo Roberto Bicudo, da Quanta, que acreditaram na idéia da gente começar um processo de formação de técnicos aqui no Estado. Aliás, eu sou do tempo e da turma do Ricardo Aronovitch, que veio fazer um estágio avançado de fotografia na UnB, lá pelos anos 90. Só que, como muitos da época, acabei dedicando-me mais à direção do que à fotografia”. – relata Bertagna.
Diante da escassez de recursos, a cenografia foi toda improvisada dentro de uma faculdade, o que despertou muita curiosidade. “Imagine, uma prisão dentro de uma faculdade! É surrealista! E a grade não era cenográfica, era uma grade de verdade, emprestada pelo chefe da Polícia, o Carlos Eduardo Ferreira, de uma delegacia em reforma. Eu cheguei num domingo de tarde na delegacia, de óculos escuros, bermudas e chinelo de dedo e falei que eu precisava levar a grade embora. O plantonista ficou me olhando com uma cara...” – conta o diretor.
O curta de 12 minutos foi filmado em um dia. Era para ser em dois, tempo que o Othon tinha para filmar, mas, no primeiro dia, caiu um dilúvio em Porto Velho acabando com o cenário que estava destelhado para aproveitar a luz natural e, assim, com qualquer possibilidade de filmar. “No outro dia, com a colaboração de toda a ABD/RO, que obviamente cabe numa Kombi, começamos bem cedo e fomos até o último fio de luz” – brinca Beto Bertagna.
Ainda sobre as dificuldades, o diretor conta que, em Rondônia, não existe política cultural definida para o audiovisual. O último edital para incentivo à produção foi em 1996, há 10 anos, portanto. O projeto para filmar “O Número” já existia, mas só foi possível realizá-lo com o prêmio Petrobras, destinado a “mídias digitais”, que é a categoria em que ele concorre nos festivais pois foi finalizado assim. “Resolvi dar um “plus” captando em 16 mm, e foi talvez o primeiro filme rondoniense captado em película. Parece que também foi o primeiro prêmio Petrobrás para a região norte, que sempre foi muito alijada de todos os processos culturais” – comemora Bertagna.
Outra coisa engraçada foi a escolha da roupa do Othon. Beto Bertagna esperou ele chegar em Porto Velho pra não errar no tamanho. Levou-o a um brechó de um bairro bem humilde nas proximidades de onde aconteceria a filmagem. “O Othon acabou fazendo o maior sucesso, dando autógrafos às pessoas que não acreditavam no que viam. O Othon Bastos comprando uma bermuda e uma camisa velha! No final, compomos o nosso figurino com menos de 5 reais!” – lembra o diretor.
Para a filmagem, Beto conseguiu uma câmera Éclair 16 mm de um amigo documentarista, o Celso Luccas. A câmera estava nova, mas não filmava já há um bom tempo. O diretor de fotografia, o Ruda (Rodolfo Ancona Lopez) fez um pequeno teste e começaram as filmagens. No meio do filme, as borrachas de vedação do magazine, que estavam ressecadas pela falta de uso, começaram a desmanchar. Neste momento o diretor, que é hipertenso, viu a importância de contar com um profissional de mão cheia como o Ruda. “Tudo parado e ele, atrás de uma lona, passando com a maior tranquilidade cola bonder na brava Éclair...” No final tudo deu certo, a câmera perdeu o sincronismo quando a parte do Othon, que é com som direto, já tinha acabado. Mais tarde a equipe ficou sabendo que a própria câmera era uma história que merecia um filme: ela fazia os cinejornais do regime do último xá do Irã, Mohamad Reza Pavlev e, ironia do destino, acabou vindo fazer “O Número” em Rondônia.
A respeito do trabalho do Othon Bastos, Beto conta que “como se diz brincando: um Othon Basta. O seu talento já era conhecido por todos, mas ele também nos encantou pela simpatia e generosidade, tanto é que, no ano seguinte, ele foi um dos homenageados do Cineamazônia pela sua força à nossa tentativa de desenvolver o audiovisual no Estado. A participação dele foi importantíssima para incentivar as produções fora do eixo Rio - São Paulo, e mostrar que é possível realizar filmes em locais com infra-estrutura precária para a produção audiovisual. E de nossa parte, nós tentamos superar as carências retribuindo com muito carinho aos profissionais que nos apóiam”.
Logo na primeira participação de “O Número”, no Cineceará, o Othon Bastos venceu como melhor ator. O filme também participou do II Fest Belém do Cinema Brasileiro, “mas a sua carreira poderia ter sido melhor, foi um pouco prejudicada pela minha falta de tempo e de recursos” – lamenta Beto Bertagna. Em 2005, “O Número” foi projetado com legendas no Brazil Cine Festival, em Gotemburgo, na Suécia e foi bem recebido pela platéia.
Sobre seu envolvimento com novos projetos cinematográficos, Beto conta que acabou de realizar o DOCTV “O Brasil que começa no rio...”, mostrando um pouco das cores, costumes, tradições e das dificuldades do povo ribeirinho do Vale do Guaporé na fronteira do Brasil com a Bolívia. Em abril de 2006, filmará a parte ficcional de um documentário em 35 mm sobre a vida do fotógrafo norte-americano Dana Merril, que registrou a construção da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O filme já tem confirmado o ator Marcos Palmeira, e vai trazer depoimentos do escritor Manoel Rodrigues Ferreira e do fotógrafo Ari André, fundamentais para a compreensão da História, e será todo rodado em Rondônia.
Há ainda o projeto de um documentário sobre a vida de dois sujeitos que moram frente a frente na fronteira real do Rio Grande do Sul com o Uruguai, o arroio Chuí, lugar onde o diretor passava as férias na infância e que quer revisitar. E, em 2007, Beto Bertagna deve partir para um longa de baixíssimo-orçamento com roteiro do Alberto Lins Caldas que, no momento, está desaparecido em algum lugar ermo e remoto de Pernambuco, quiçá fazendo mais um tratamento do roteiro do filme que deverá chamar-se “Vitrines”.
Fonte Matéria: AgênciaCartaMaior
Postagem originalmente produzida para o blogue Música&Poesia
sábado, 5 de janeiro de 2008
Nanquim: Surrealismo em Curta-Metragem
Curta a Viagem Surreal desta Produção
Nanquim é um filme experimental, realizado no Mato Grosso do Sul, que nos remete a uma experiência surreal. No curta, de Maurício Copetti, as tintas ganham formas não percebidas pela crueza do dia-a-dia. Nanquim por todos os lados: na escrita, desenho, pintura, tatuagem. Esta produção aguça nossa percepção sensorial. Imagem, som, forma, música, luz, pintura... O abstrato dando vida a um poema visual, onde o antigo e moderno se confundem.
Sinopse
Uma imersão onírica no mundo das formas.
Fonte: Música&Poesia
Y.H.
NANQUIM
NANQUIM
Sinopse
Uma imersão onírica no mundo das formas.
Gênero Ficção
Diretor Maurício Copetti
Elenco Bianca Machado, Buba Marques, Rubem Dario e Tatiana Santiago
Ano 2005
Duração 17 min
Cor P&B
Bitola Vídeo
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Mauricio Copetti de Moura Fotografia Hélio Camerieri Roteiro Mauricio Copetti e Lucas Bicca Direção de Arte Dagô Pedroso Câmera Hélio Camerieri e Mauricio Copetti Edição Mauricio Copetti Edição de Som Leo Copetti Produção Executiva Mauricio Copetti
Diretor Maurício Copetti
Elenco Bianca Machado, Buba Marques, Rubem Dario e Tatiana Santiago
Ano 2005
Duração 17 min
Cor P&B
Bitola Vídeo
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Mauricio Copetti de Moura Fotografia Hélio Camerieri Roteiro Mauricio Copetti e Lucas Bicca Direção de Arte Dagô Pedroso Câmera Hélio Camerieri e Mauricio Copetti Edição Mauricio Copetti Edição de Som Leo Copetti Produção Executiva Mauricio Copetti
Fonte: Música&Poesia
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Lirismo Captado por Celular em Curta Português
Curta Morreste-me
Produzido do outro lado do Atlântico, Morreste-me é um filme impregnado de lirismo. Este curta português foi montado em cima de vídeos captados com um celular. O que podia ser uma deficiência foi usado com extrema destreza. A textura da câmera do telefone móvel confere uma aura especial a esta produção lusitana. Com uma bela trilha sonora, Morreste-me tem texto baseado em poesias do poeta português José Tolentino Mendonça. Confira abaixo o curta-metragem.
Y.H.
Morreste-me
Sinopse
Este vídeo foi feito com um aparelho celular, que capturou momentos íntimos, pessoais e humanos. Homenagem a todos aqueles que partiram, mas cuja partida nos tornou mais próximos.
Gênero Ficção
Diretor Joana Rão / Carlos Gomes
Duração 8'30''
Cor Colorido
Bitola Celular
País Portugal
Texto baseado em poemas de José Tolentino Mendonça
Produzido do outro lado do Atlântico, Morreste-me é um filme impregnado de lirismo. Este curta português foi montado em cima de vídeos captados com um celular. O que podia ser uma deficiência foi usado com extrema destreza. A textura da câmera do telefone móvel confere uma aura especial a esta produção lusitana. Com uma bela trilha sonora, Morreste-me tem texto baseado em poesias do poeta português José Tolentino Mendonça. Confira abaixo o curta-metragem.
Y.H.
Morreste-me
Sinopse
Este vídeo foi feito com um aparelho celular, que capturou momentos íntimos, pessoais e humanos. Homenagem a todos aqueles que partiram, mas cuja partida nos tornou mais próximos.
Gênero Ficção
Diretor Joana Rão / Carlos Gomes
Duração 8'30''
Cor Colorido
Bitola Celular
País Portugal
Texto baseado em poemas de José Tolentino Mendonça
sábado, 22 de dezembro de 2007
Assista Excelente Curta-Metragem Paraguaio
O OutroCine reproduz abaixo postagem originalmente escrita para o blogue Música&Poesia, no dia 13 de maio de 2007. Na ocasião foi apresentado o curta Say Yes, do paraguaio Juan Carlos Maneglia. Say Yes é um filme brilhante, vale a pena assistir. Excelente fotografia, roteiro bacana e direção muito boa de Maneglia (ele também foi o montador do filme), sem falar na interpretação de John Breen. Y Viva Latinoamérica!
É lamentável a distância a que estamos resignados em relação aos nossos irmãos da América Latina, principalmente quando se trata de troca cultural. Falando especificamente de cinema, é raro saber dos filmes produzidos pelos países vizinhos, com exceção do cine argentino, que, devido a sua fama internacional e pelo acordo de distribuição existente entre Brasil e Argentina, é razoavelmente bem difundido por estes cantos, ou de um ou outro filme latino que após destacar-se em grandes festivais chega a algumas poucas salas de exibição dedicadas a filmes alternativos. Entretanto, a farta produção hispano-americana é praticamente ignorada no Brasil. Então, quando se fala em curtas-metragens, é completamente desconhecida. Pra amenizar este prejuízo, o Música&Poesia apresenta Say Yes, do paraguaio Juan Carlos Maneglia. Filmado em 16mm, o curta mostra a vida de um perturbado homem que, preocupado com uma crise em seu relacionamento amoroso, se detém mais em detalhes obsessivos do que na resolução do problema.
Assista Say Yes aqui
NOTA: Infelizmente, por opção própria, o realizador Juan Carlos Maneglia retirou o excelente Say Yes da internet. Até o momento não há cópia do curta em nenhum outro site de compartilhamento de vídeo. Perde o OutroCine, por ser um dos melhores filmes do acervo, e perde o espectador, que deixa de ter o privilégio de assistir este maravilhoso curta.
Fonte: Música&Poesia
Filme Latino-Americano
por Yerko Herrera
por Yerko Herrera
![]() |
| John Breen, em Say Yes |
Assista Say Yes aqui
NOTA: Infelizmente, por opção própria, o realizador Juan Carlos Maneglia retirou o excelente Say Yes da internet. Até o momento não há cópia do curta em nenhum outro site de compartilhamento de vídeo. Perde o OutroCine, por ser um dos melhores filmes do acervo, e perde o espectador, que deixa de ter o privilégio de assistir este maravilhoso curta.
Sinopse
Este comovente filme retrata como a demasiada falta de autoconfiança pode ter extrema força no destino. Um homem luta valentemente contra o fim da fase de flores do relacionamento. O medo de ter chegado ao fim faz com que ele busque a resposta da questão em uma simples margarida. Bem me quer, mal me quer...
Gênero Ficção
Diretor Juan Carlos Maneglia
Elenco John Breen, Ana Neira
Ano 1999
Duração 7 min
Cor P&B
Bitola 16mm
País Paraguai
Diretor Juan Carlos Maneglia
Elenco John Breen, Ana Neira
Ano 1999
Duração 7 min
Cor P&B
Bitola 16mm
País Paraguai
Fonte: Música&Poesia
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