quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Emblema: O Filme sobre a Ditadura que levou seu realizador pra prisão

Recentemente a Comissão Nacional da Verdade identificou 377 autores de violações aos direitos humanos durante a ditadura. Durante esse período, centenas de pessoas foram presas, torturadas, assassinadas e muitas ainda são dadas como desaparecidas. Enquanto isso, paralelamente, grupos de extrema direita, com tendências golpistas, lamentam o resultado das urnas e questionam a nossa sólida democracia. Recordar o passado ajuda o nosso futuro. Nada melhor que assistir ao emblemático Manhã Cinzenta, média-metragem de Olney São Paulo, realizado entre 1968 e 1969.
"Olney é a Metáfora de uma Alegorya. Retirante dos sertões para o litoral – o cineasta foi perseguido, preso e torturado. A Embrafilme não o ajudou, transformando-o no símbolo do censurado e reprimido."
De Glauber Rocha, em seu livro Revolução do Cinema Novo (Rio de Janeiro. Alambra/Embrafilme: 1981, p. 364)
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MANHÃ CINZENTA. Casal de estudantes é preso e torturado por forças repressoras 
Manhã cinzenta, primeira produção brasileira a ganhar o prêmio Obernhausen, na Alemanha Oriental, aborda um golpe de estado num país imaginário da América Latina. Um casal de estudantes se desloca para uma passeata onde o rapaz, um militante, lidera um comício. Presos durante a manifestação, torturados na prisão, eles sofrem um inquérito absurdo dirigido por um robô e um cérebro eletrônico. Tragicamente, a realidade copiou a ficção é o diretor Olney São Paulo foi perseguido, preso e torturado por conta deste filme. Os negativos e cópias do filme foram confiscados em 1969, felizmente uma das cópias foi salva e permaneceu escondida por 25 anos na Cinemateca do MAM no Rio de Janeiro.

"A proposta inicial de Manhã Cinzenta era que viesse a compor um projeto de um filme com três histórias. Dois episódios seriam acrescentados, a saber, uma comédia e um cinema-verdade, além do já existente, que ficou como a versão final. No entanto, com a apreensão de Manhã Cinzenta e a censura, o projeto foi abandonado por Olney São Paulo, ficando apenas um filme de caráter independente que, embora ficasse inédito no Brasil, ganhou muita repercussão em outros países. Exemplo desse reconhecimento e da valorização foi a premiação recebida na Alemanha, bem como as participações em festivais de Cannes, em 1970; Cracóvia, na Polônia; Viña del Mar, no Chile; Pesaro, na Itália, e em Londres." (fonte: Cine Cachoeira)
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REPRESSÃO. Personagem alegoriza fascismo e nazismo

Pra saber mais sobre Olney São Paulo e Manhã Cinzenta:



“Manhã Cinzenta é o grande filmexplosão de 1968 e supera incontestavelmente os delírios pequeno-burgueses dos histéricos udigrudistas. Montagem caleidocóspia, desintegra signos da luta contra o Systema – panfleto bárbaro e sofisticado, revolucionário a ponto de provocar prisão, turtura e iniciativa mortal no corpo de Artysta. O Cinema Nordestino, Cinema Popular metaforizado em Olney e Miguel Torres, vítimas dos invasores – Heroys do Brazyl!” - Glauber Rocha.

"A imagem que guardo do meu compadre é uma síntese daquele documentário que ele fez sobre os sábios do tempo, os velhos sertanejos que dominam sistemas ancestrais de medição meteorológica [Sob o ditame do rude Almajesto: sinais de chuva (1976)]. Vejo-o de chapéu de couro, no raso da caatinga, conversando com os ventos, para saber de onde vêm e para onde vão." - Nelson Pereira dos Santos sobre Olney São Paulo.

Manhã Cinzenta


Sinopse
Um golpe de estado num país imaginário da América Latina. O poder. A repressão. O filme que levou seu realizador aos porões da ditadura.

Gênero Ficção
Diretor Olney São Paulo
Elenco Sonelio Costa, Janete Chermont
Ano 1969
Duração 22 min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Brasil

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Documentário registra Mulheres unidas contra o estupro

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MULHERES UNIDAS tomaram frente na batalha contra estupro
Hoje, dia 09 de dezembro de 2014, sucedeu um lamentável episódio na Câmara dos Deputados. O deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), numa criminosa e completa falta de decoro, disse a deputada federal Maria do Rosário (RS) que só não a estuprava porque ela não merecia. Lembremos ao senhor deputado, que foi eleito com 400 mil votos, que ninguém merece. Revoltante. Por isso o Outro Cine posta o documentário As Justiceiras do Capivari, dirigido pelo talentoso Felipe Nepomuceno.

As Justiceiras do Capivari


Sinopse
Documentário sobre as Justiceiras do Capivari, grupo de mulheres que resolveu tomar a frente na batalha contra o estupro, em uma área sem lei da Baixada Fluminense (RJ).

Gênero Documentário
Diretor Felipe Nepomuceno
Ano 2002
Duração 10 min
Cor Colorido
Formato HD
País Brasil

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho ganha apoio da ANCINE na campanha por Indicação ao Oscar

"Hoje eu quero voltar sozinho" recebe apoio da ANCINE na campanha por indicação ao Oscar
Filme de Daniel Ribeiro concorre a uma vaga entre os finalistas para o prêmio de melhor filme estrangeiro

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"Hoje eu quero voltar sozinho", de Daniel Ribeiro, escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga entre os finalistas da categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira na próxima edição da premiação anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas - o Oscar, foi contemplado pelo Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros na Disputa pela Indicação ao Oscar da ANCINE. O valor do apoio é de R$ 150 mil para utilização em sua campanha de divulgação internacional.

Para a produtora Diana Almeida, da Lacuna Filmes, o apoio da Agência ajuda a aumentar as chances do filme alcançar a indicação na lista final: "O apoio da ANCINE será usado para arcar com os custos de exibições extras para os membros da Academia e com anúncios em revistas especializadas com as datas das exibições. Como são muitos filmes e um tempo muito curto para os membros assistirem a todos, o fundamental é conseguir se destacar e criar possibilidades para que o filme seja visto, por isso as sessões extras e os anúncios são muito importantes", afirmou ela, aproveitando pra dizer que "nas exibições que já foram realizadas, temos sentido que o filme está agradando aos membros." Além do suporte oferecido pela ANCINE, o filme recebeu apoio do Ministério das Relações Exteriores, na forma de concessão de passagens aéreas, e do Programa Cinema do Brasil, que bancou a publicação de anúncios nas revistas especializadas Variety e The Hollywood Reporter.

O filme foi escolhido como representante brasileiro na disputa pela vaga por meio de um processo seletivo organizado por uma Comissão Especial de Seleção do Ministério da Cultura e divulgado no dia 18 de setembro. Baseado no curta "Eu não quero voltar sozinho", também de Daniel Ribeiro, seu primeiro longa-metragem mostra o cotidiano do adolescente cego Leonardo, sua relação com a melhor amiga, Giovana, e seu envolvimento com Gabriel, seu colega de escola. "Hoje eu quero voltar sozinho" foi um dos contemplados na chamada pública PRODECINE 01/2012 do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e contou com um investimento de R$ 600 mil em sua produção.

Com ou sem a consagração no Oscar, "Hoje eu quero voltar sozinho" já faz uma carreira internacional de respeito. Desde sua première no Festival de Berlim, em fevereiro, o longa já acumula mais de três dezenas de prêmios em festivais internacionais, entre eles os prêmios Teddy e FIPRESCI em Berlim; o prêmio de melhor filme pelo público do Festival de Guadalajara, no México; e o prêmio de melhor direção para Daniel Ribeiro no Festival Ibero-americano de Huelva, na Espanha. O longa ainda teve seus direitos de exibição negociados com 23 países.

Fonte: Ancine

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - Trailer Oficial

sábado, 6 de dezembro de 2014

Olhar de uma Mosca em Premiada Animação Húngara

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A MOSCA. Olhar sob a perspectiva de uma mosca
Uma fantástica animação húngara de 1980 nos faz ver o mundo sob o vertiginoso olhar de uma mosca. O curta A Légy (The Fly) entre tantos prêmios que conquistou também ganhou o Oscar de melhor curta-metragem de animação em 1981. O diretor Ferenc Rofusz, que na época morava em Budapeste, não pôde sair da Hungria para receber a premiação, entretanto, sem o seu conhecimento, alguém recebeu o prêmio. Rofusz certa vez contou que foi surpreendido durante a transmissão por ver alguém, que ele não sabia quem era, aceitar o prêmio por ele. Segundo o que foi publicado sobre o caso, em 1981, pelo jornal LA Times, enquanto os apresentadores Alan Arkin e Margot Kidder estavam anunciando que a academia aceitaria em nome de Rofusz, um homem barbudo subiu ao palco, fez um discurso de agradecimento curto, posou para as fotos obrigatórias e partiu com um Oscar, deixando, de alguma forma, um ar misterioso. Parece que pra Rofusz, assim como a mosca de seu filme, sua estatueta saiu voando. No entanto, houve um final feliz. Desconheço como, mas, após o ocorrido, o animador recebeu a estatueta.

A Légy (The Fly)


Sinopse
Um belo dia na vida de uma mosca apresentado completamente do ponto de vista da mosca. Um belo dia, até que algo triste acontece.

Gênero Animação
Diretor Ferenc Rófusz
Ano 1980
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Hungria

Inocência e Violência misturadas em Jogo de Guerra - Curta Italiano

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Violência e Inocência em O Jogo de Guerra
A violência estimulada num inocente menino através de seus brinquedos. Um garoto brinca de guerra no instigante curta-metragem italiano Il gioco della guerra, dirigido por Luca Immesi e Giulia Brazzale. Segundo os realizadores, a proposta neste curta foi recriar o estilo de filmagem de um documentário de guerra.



Il gioco della guerra


Sinopse
Uma criança está brincando o "jogo de guerra" com seus brinquedos. O jogo é divertido até que a criança percebe a crueldade e a violência dos conflitos armados.

Gênero Ficção
Diretor Luca Immesi / Giulia Brazzale
Elenco Nicola Arabi
Ano 2004
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 16mm
País Itália

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Edital do MinC contemplará jovens Documentaristas

Edital premiará documentaristas jovens de todo o país

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A Cinemateca Brasileira, a Secretaria de Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura (MinC) e Universidade Federal de São Paulo (FAP-UNIFESP), em parceria com as universidades federais, estão lançando um edital que vai premiar jovens documentaristas de todo o país. Serão selecionados 10 projetos de autoria de jovens de 18 a 29 anos de idade.

Os projetos selecionados receberão um prêmio de R$ 100 mil para ser usado na produção do documentário. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de fevereiro de 2015 pelo endereço www.jovemdoc.org.br

Os projetos deverão contemplar aspectos relacionados à participação social e política dos jovens: inclusão, liberdade e participação do jovem na vida em sociedade; culturas urbanas, digital e cidadania; produção cultural, prática esportiva, mobilidade territorial.

Para participar, os jovens deverão se associar a uma empresa produtora registrada na Agência Nacional de Cinema (ANCINE). Os 10 documentários contemplados serão exibidos em tevês públicas e educativas. O edital será lançado em oito capitais brasileiras.

Veja abaixo o cronograma de lançamento:

Rio de Janeiro26/nov13hAuditório da Central de Produção Multimídia ECO/UFRJAvenida Pasteur, 250/fundos - Campus da Praia Vermelha/UFRJ
Belo Horizonte27/nov17hFaculdade de Educação - FAE/UFMGAv. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha
Curitiba28/novAuditório SACOD- Setor de Arte, Comunicação e Design / UFPRRua Rua Bom Jesus, 650 - Cabral
Salvador2/dez14h30Faculdade de Educação/UFBaAv. Reitor Miguel Calmon, s/n - Vale do Canela
Brasília2/dez14hUniversidade de Brasilia - Auditório 04UnB - bloco E, Térreo - Instituto de Biologia/IB
Goiânia03/dez14hAuditório Luís Palacin Faculdade de Ciências SociaisUniversidade Federal de Goiás - Campus 2
Belém04/dez14h30Laboratório de Projeção do Anexo ao Atelier de ArtesFaculdade de Artes Visuais Rua Augusto Correa, nº 1 - Guamá
Porto Alegre05/dez19hSala Redenção - Cinema Universitário/UFRGSAv. Luiz Englert, s/ nº - Farropilha


Fonte: http://www.cultura.gov.br - Governo Federal. Licença de Uso: O conteúdo do MinC, vedado ao seu uso comercial, poderá ser reproduzido desde que citada a fonte, excetuando os casos especificados em contrário e os conteúdos replicados de outras fontes.

Após 407 curtas, Oficina que ensina Cinema na Periferia vira Livro

O que um jovem da periferia quer contar quando põe a mão na massa?

Por Redação TelaBr

Quando um jovem brasileiro tem a oportunidade de por a mão na massa e pegar em uma câmera para contar a sua história, o que ele tem a dizer? Preferem ficção ou documentário? Amor ou violência? O livro Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil: 10 anos levando cinema a escolas públicas e comunidades de baixa renda traz essas respostas e revela que, quando os jovens estão com a câmera na mão, os conflitos subjetivos são predominantes sobre as temáticas de violência e preconceito.

No ano de 2007, nasciam as Oficinas Tela Brasil, que foram idealizadas a partir da necessidade de se promover uma verdadeira transformação. O cineasta Luiz Bolognesi percebeu que, em vez de apenas assistir às histórias contadas, era importante e necessário dar a oportunidade do brasileiro comum também contar as próprias histórias em audiovisual. No primeiro ano, cinco cidades foram contempladas. As turmas eram formadas por 20 alunos cada, selecionados a partir de uma ficha de inscrição simples.

As Oficinas Tela Brasil colocaram 205 educadores em campo, atenderam a um total de 3.158 alunos, em sua maioria jovens, que produziram 407 curtas-metragens. O livro, idealizado pelos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi após sete anos de realização de oficinas para jovens, traz a catalogação desses curtas, produzidos por mais de 3 mil jovens de baixa renda impactados pelo projeto de cinema. Um dado impressiona: das 407 produções, apenas em oito aparecem armas de fogo. Diferente dos filmes produzidos pela indústria cinematográfica, quando a periferia fala sobre ela mesma, a violência não é o tema central. “Não há nada mais revolucionário do que dar ferramentas para a expressão humana”, afirmou e acreditou Luiz Bolognesi, quando decidiu que também ensinaria o fazer audiovisual para dar espaço a tantas histórias que precisavam ser contadas pelo Brasil.

Uma das principais lições tiradas de todo trabalho realizado pela equipe coordenada pela educadora Moira Toledo e composta por Marina Santonieri e Henry Grazionli é que o cinema foi para aquelas pessoas uma chance – talvez única – de se fazerem ouvidos no contexto em que estavam inseridos. “Os alunos descobriam que, mesmo vivendo sob condições desaforáveis, podiam ter voz ativa e se fazer ouvir. Isso é definitivo para a autoestima. Não era raro ouvir um jovem dizer que aquela tinha sido a experiência mais importante da vida dele”, descreve Henry. Já Marina conta, em depoimento ao livro que “de repente” entendeu que o cinema poderia ser uma ferramenta de transformação social.

A mesma experiência, com as particularidades de cada local, foi repetida em 2014, durante a realização das oficinas, agora em Escolas Públicas do Brasil, pelo Instituto Buriti. O que os alunos querem contar quando colocam a mão na massa é o que estão vivendo e sentindo, e o que mais valorizam é justamente a possibilidade de serem ouvidos, de dizerem algo que, sem esse palco que é o cinema para eles, ninguém ouviria.

Nos sete anos do projeto, duas equipes conduziram as oficinas simultaneamente. Com visões distintas de como “alfabetizar” para o audiovisual, as equipes da Oroboros, comandadas por Moira Toledo, e da Corte Seco, por Edu Abad, fomentaram, cada uma do seu jeito, a criação e expressão dos alunos. Essas e outras histórias estão reunidas no livro sobre os 10 anos do Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil, livro será distribuído para 3 mil escolas públicas no Brasil e 500 exemplares serão vendidos na livraria do MIS-SP.

Fonte: Tela Brasil

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Direito de Querer a Própria Morte - Curta-Metragem

Documentário Solitário Anônimo. Curta, short, corto.
SOLITÁRIO ANÔNIMO Intrigante bilhete encontrado com idoso
Um homem idoso e debilitado jogado na grama. Com ele apenas um bilhete no bolso. Sem nome e sem família, recusando a se identificar, o velho só afirma uma coisa: Quer somente o direito de morrer em paz. Poderia ser o argumento de alguma ficção. Poderia, mas, não é. Essa é uma história real de um senhor que um dia resolve deixar-se morrer. Sem documentos e nenhum pertence, ele carrega no bolso um pedaço de papel manuscrito, onde afirma não ter parentes ou familiares naquela região do País. No entanto, o que mais chama atenção no bilhete, e que justamente dá título a este surpreendente documentário, é o fato dele se autonomear um Solitário Anônimo.

Solitário Anônimo


Sinopse
Um idoso deitado na grama à espera da morte. No bolso, um bilhete anunciava ser de terras distantes. Não havia documentos ou posses. Seu desejo era morrer solitário e anônimo. Esse é o início do documentário que conta a impressionante história de um homem obstinado a planejar e controlar sua morte. É um filme sobre a liberdade, a vida e a morte.

Gênero Documentário
Diretor Debora Diniz
Ano 2007
Duração 18 min
Cor Colorido
País Brasil

Outro Cine agora no Facebook e Twitter

O Outro Cine agora está nas redes sociais. Curta e compartilhe o Outro Cine em Facebook.com/OutroCine e/ou siga no Twitter.com/OutroCine

facebook.com/outrocine twitter.com/outrocine

Mulher com tendência suicida é tema de Curta

O Outro Cine apresenta Oxalá, uma co-produção Brasil/Alemanha. O curta-metragem experimental mostra uma mulher em crise emocional que é assombrada por pensamentos suicidas. Destaque para a música final interpretada por Cartola.

Oxalá


Sinopse
Uma mulher pensa na morte.

Gênero Ficção
Diretor Célio Dutra
Elenco Kathrin Schmieg
Ano 2001
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil / Alemanha

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cineastas Negros serão contemplados por edital do MinC

Ministério da Cultura lança edital de apoio à produção audiovisual afro-brasileira




Por Assessoria de Comunicação do MinC

A ministra da Cultura interina, Ana Cristina Wanzeler, lançou, nesta quinta-feira (13/11), na Fundação Nacional das Artes (Funarte) em São Paulo (SP), o edital "Curta afirmativo 2014: protagonismo de cineastas afro-brasileiros na produção audiovisual". As inscrições estão abertas até 30 de janeiro de 2015.

A ministra Ana Wanzeler ressaltou a importância do edital que abre espaço para a cultura negra e reafirma a força do audiovisual no país. Ela destacou, também, o fato de o edital se preocupar com o equilíbrio na distribuição dos recursos com o objetivo de estimular a produção cultural em todas as regiões do país. "Buscamos dar voz e protagonismo a produtores negros e à cultura negra, tão essenciais à nossa raiz brasileira, tão fundamentais na formação de nossa identidade como país, mas que historicamente ficaram excluídos das políticas públicas", disse a ministra.

Com investimento de R$ 3 milhões, a proposta é apoiar a produção de obras nacionais inéditas dirigidas ou produzidas por negros. A iniciativa premiará 34 obras, 21 curtas-metragens com temática livre e 13 média-metragens que abordem a cultura de matriz africana. O apoio financeiro varia de R$ 100 mil a R$ 125 mil respectivamente.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, destacou as iniciativas do Ministério da Cultura (MinC) voltadas à comunidade negra: "Nunca antes neste país tivemos tantos projetos contemplados, em dois anos tivemos 542 projetos beneficiados pelos editais", destacou. Também participaram do evento o diretor de Gestões de Políticas Audiovisuais da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MiNC), João Batista Silva, o secretário da Promoção e Igualdade Racial da cidade de São Paulo, Antônio Pinto, além de representantes de associações de comunidades negras, produtores e agitadores culturais.

Inscrições - Os interessados podem se candidatar pela internet, ao acessar o sistema SALICWEB. As obras audiovisuais deverão ser inscritas por pessoas físicas autodeclaradas negras (pretos e pardos, de acordo com as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), brasileiros natos ou naturalizados, que se apresentem obrigatoriamente como diretores ou produtores.

Para serem selecionadas, as obras passam por várias etapas de avaliação. Na habilitação, serão checados documentos, itens e informações solicitados em conformidade com exigências do edital. A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) constituirá comissão técnica para realizar todos os procedimentos necessários à habilitação. Após essa etapa, as obras habilitadas serão avaliadas pela Comissão de Seleção composta por, no mínimo, 3 integrantes, designados pela secretaria.

O lançamento desse edital faz parte de ações afirmativas do MinC voltadas para a população afrodescendente, como feiras, intercâmbios, prêmios e outros editais. A edição do Curta Afirmativo de 2012 teve investimento de mais de R$ 2 milhões e beneficiou 30 projetos de jovens realizadores e produtores negros.

Fonte: Ministério da Cultura 2013 - Governo Federal

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A desbiografia oficial de Manoel de Barros - Documentário

Só Dez Por Cento é Mentira
90% do que escrevo é invenção. Manoel de Barros. Foto Divulgação
Lamentavelmente faleceu nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2014, o poeta Manoel de Barros. Em sua homenagem posto o documentário Só Dez Por Cento é Mentira - A desbiografia oficial de Manuel de Barros, dirigido por Pedro Cezar. Infelizmente ainda não assisti, então o texto abaixo descrevendo o longa é do sítio oficial do filme e se manterá o conteúdo original que não apresenta o fato que o poeta faleceu hoje.




Só Dez Por Cento é Mentira é um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.
Alternando sequências de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra e depoimentos de “leitores contagiados” por sua literatura o filme constrói um painel revelador da linguagem do poeta, considerado o mais inovador em língua portuguesa.

Só Dez Por Cento é Mentira ultrapassa as fronteiras convencionais do registro documental. Utiliza uma linguagem visual inventiva, emprega dramaturgia, cria recursos ficcionais e propõe representações gráficas alusivas ao universo extraordinário do poeta.

Procurando resignificar às “desimportâncias” biográficas e à personalidade “escalena” de Manoel de Barros o diretor Pedro Cezar, responsável pelo roteiro e pela narração, pontua o filme com momentos de breves testemunhos ao fundo, como fizera em seu primeiro longa metragem, Fabio Fabuloso. Narrado na maior parte das vezes em tom pessoal o filme busca, sobretudo, “uma voz que aproxime-se da simplicidade e da afetividade do personagem e que se afaste da soberba e da pretensão de uma análise teórica sobre poesia no idioleto manoelês”.

Manoel de Barros tem 93 anos, cerca de 20 livros publicados e vive atualmente em Campo Grande. Consagrado por diversos prêmios literários, é atualmente o escritor brasileiro que mais vende no gênero poesia.

Só Dez Por Cento é Mentira ganhou os prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009 e os prêmios de melhor direção de longa-metragem documentário e melhor filme documentário longametragem do V Fest Cine Goiânia 2009. (Fonte: http://www.sodez.com.br)

Só Dez Por Cento é Mentira

Sinopse
Só Dez Por Cento é Mentira é um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.

Gênero Documentário
Diretor Pedro Cezar
Depoimentos Manoel de Barros, Bianca Ramoneda, Joel Pizzini, Abílio de Barros, Palmiro, Viviane Mosé, Danilinho, Fausto Wolff, Stella Barros, Martha Barros, João de Barros, Elisa Lucinda, Adriana Falcão, Paulo Gianini, Jaime Leibovicht e Salim Ramos Hassan
Ano 2008
Duração 82 min
Cor Colorido
País Brasil

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Crise de Água em São Paulo - Mini-Documentário

documentário sobre crise hídrica de São Paulo
Na favela do Novo Itu, famílias ficaram mais de um mês sem receber água do sistema público. Foto: Mídia NINJA
A Conta da Água
A crise hídrica em São Paulo é o tema do mini-documentário produzido pelo coletivo Mídia Ninja. O descaso de décadas do governo estadual levaram a situação calamitosa em que se encontra o fornecimento de água no estado mais rico do País. O documentário foca no problema do município de Itu, aonde a empresa responsável pelo abastecimento de água foi privatizada e agora a situação é de Calamidade Privada.

Calamidade Privada - A crise da água em Itu

Sinopse
Mini-documentário sobre a crise da água na cidade de Itu, no interior paulista.

Gênero Documentário
Diretor Coletivo Mídia Ninja
Ano 2014
Duração 3 min
Cor Colorido
País Brasil

Conheça o projeto A conta da águauma parceria entre diversos coletivos e veículos independentes.

A Conta da Água

terça-feira, 11 de novembro de 2014

#DitaduraNuncaMais - Os Fantasmas do Passado

Ditadura militar brasileira. Assassinato Vladimir Herzog
E agora, José?
"1968 o ano em que começou o meu passado". Talvez essa seja a frase mais emblemática do curta-metragem Como Dantes que narra a história de José, homem atormentado pelos fantasmas da ditadura. Na tentativa de expurgar seus traumas, José visita sua antiga casa aonde vivia com os pais quando era um jovem envolvido com política estudantil. As tormentas do personagem não pairam apenas no que sofreu durante o período do golpe militar, mas na memória de sua relação conflituosa com o pai, um velho coronel, e que é a representação máxima da repressão na vida de José. O curta foi realizado por estudantes do Curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá.

curta-metragem sobre a ditadura militar; short film
Como Dantes - Homem relembra seus traumas
Sinopse
A busca de José por seu passado de envolvimento em políticas revolucionárias no conturbado período da história do Brasil no final dos anos 60. A casa em que José viveu, hoje abandonada, traz à lembrança seu conflito com o pai, coronel ligado ao esquema de repressão da ditadura militar. Após sair de casa, José se depara com a realidade social de hoje que ainda exige solução.



Como Dantes



Gênero Ficção
Diretor Marise Farias
Elenco Alice Reis, Fábio Junqueria, Marcelo Gonçalves, Nildo Parente
Ano 2005
Duração 8 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SP separado do Brasil em Curta-Metragem

Curta-metragem brasileiro cult
GROTÃO - Baseada em fotonovela publicada pela Revista Boca em 1977
A elite paulista insatisfeita com os rumos do País sente-se prejudicada e quer se separar. Esse é o tema de uma preciosidade que acabo de encontrar, um curta-metragem que reúne todos os elementos pra se tornar um filme cult. Apesar de ser dos anos 80, este curta traz uma temática que parece tão atual que dá uma certa sensação de déjà vu. No entanto, o sentimento separatista e preconceituoso não é algo novo nessa parcela oligárquica e aristocrática de São Paulo e, dá a impressão, que volta e meia reaparece fazendo barulho. Esta joia audiovisual se chama O Grotão e traz como protagonista um jornalista, apelidado de Gaúcho, que certo dia recebe o inesperado convite pra participar de uma reunião secreta que tem como objetivo planejar a separação de São Paulo do resto do Brasil. O movimento separatista é liderado pelo coronel Pires de Barros, rico fazendeiro que perdeu tudo o que tinha com a Revolução de 1932. Gaúcho está mais pra anti-herói e, pra evitar os planos do coronel, contará apenas com a ajuda de um grupo armado composto por belas mulheres.

O filme dirigido por Flávio Del Carlo anda um tanto esquecido, porém, a sua mistura de gêneros que vão do filme de ação até o humor escrachado, reúne elementos que certamente encantariam um Robert Rodriguez ou um Tarantino, mas, infelizmente não são tão valorizados por aqui. Flávio Del Carlo foi um grande animador, diretor e ilustrador, falecido em 2013. Entre seus trabalhos mais notórios estão os realizados nos programas Rá-Tim-Bum e Castelo Rá-Tim-Bum, com a parte de animação. Também criou e dirigiu a abertura e todas as vinhetas do programa Glub-Glub, da TV Cultura. Assista O Grotão e compartilhe, ajude que este filme ganhe o devido destaque como o filme cult que deveria ser.

O Grotão


Sinopse
História do coronel Pires de Barros, rico fazendeiro que perdeu tudo o que tinha com a Revolução de 1932. Ele arquiteta uma grande vingança, organizando um movimento separatista nos subterrâneos do Teatro Municipal de São Paulo. Seu objetivo: separar São Paulo do resto do Brasil.

Gênero Ficção
Diretor Flávio Del Carlo
Elenco João Signorelli, Decio Marquezi, Fatima Ribeiro, Iara Jamra, Maria Angélica, Ana Maria Abreu, Adilson Nunes, Roberto Navarro
Ano 1980
Duração 12min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ditadura Nunca Mais - Documentário sobre Rubens Paiva

Curta documentário
Rubens Paiva - Desaparecido desde 1971
Documentário curta-metragem traz depoimentos sobre Rubens Paiva, ex-deputado federal, uma das vítimas da ditadura militar, cassado em 1964 e assassinado em 1971.

Rubens Beyrodt Paiva (Santos, 26 de dezembro de 1929 — Rio de Janeiro, ? de janeiro de 1971) foi um engenheiro civil e político brasileiro dado como desaparecido durante a ditadura militar no país.

Sua morte só foi confirmada mais de 40 anos depois, após depoimentos de ex-militares envolvidos no caso, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade. Torturado e assassinado nas dependências de um quartel militar entre 20 e 22 de janeiro de 1971, seu corpo foi enterrado e desenterrado várias vezes por agentes da repressão, até ter seus restos jogados ao mar, na costa da cidade do Rio de Janeiro, em 1973, dois anos após sua morte. (Fonte: Wikipédia). Para saber mais sobre Rubens Paiva, clique aqui.

Rubens Paiva, Desaparecido desde 1971

Sinopse
Curta documentário sobre a história de Rubens Paiva, engenheiro civil e político, desaparecido durante a ditadura militar no Brasil. Filme realizado para a exposição "Não tens epitáfio pois és bandeira", exibida no Memorial da Resistência de São Paulo em 2011, com a curadoria de Vladimir Sacchetta.

Gênero Documentário
Diretor Sylvio do Amaral Rocha
Entrevistados Plínio de Arruda Sampaio, Marcelo Rubens Paiva, Marco Antônio Tavares Coelho, Almino Affonso, Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Paiva Keller
Ano 2011
Duração 7min
Cor Colorido
País Brasil

Inédito no Brasil: Novela com 90% de Negros no Elenco

TV pública exibe, pela primeira vez no Brasil, novela com mais de 90% de negros no elenco
Via Revista Fórum

“Windeck – Todos os Tons de Angola” será exibida pela TV Brasil a partir do dia 10 de novembro. Para ativistas, produção traz discussão sobre paradigmas racistas e é também uma oportunidade de romper preconceitos contra os países africanos

Por Jarid Arraes

Paradigma contra o racismo
Paradigma contra o racismo - Novela com 90% do elenco negro
No dia 10 de novembro, os telespectadores brasileiros testemunharão um marco para a televisão do país: a novela africana “Windeck – Todos os Tons de Angola” será exibida pelo canal TV Brasil, de segunda a sexta a partir das 23h. É a primeira vez que uma telenovela produzida na África tem lugar na grade de programação da televisão brasileira.

O Brasil, que é mundialmente conhecido por exportar suas novelas, já possui alguma familiaridade com produções internacionais, principalmente com as novelas mexicanas que são exibidas pelo SBT desde a década de 1980. No entanto, a importação de Windeck representa muito mais do que a reprodução do conteúdo estrangeiro, pois a programação também será a primeira novela exibida no Brasil em que mais de 90% do elenco é constituído por pessoas negras. Um fato marcante para o movimento negro nacional, que protesta contra a falta de atrizes e atores negros na teledramaturgia.

Para o bioquímico nigeriano Abdulrazak Ibrahim, que mora no Brasil há sete anos e aprendeu português com a ajuda da televisão, seu interesse por novelas brasileiras se transformou em repúdio quando percebeu o racismo na programação. “De repente me perguntei como é possível ter tanta gente negra nas rodoviárias, nas paradas de ônibus, nas feiras, e o IBGE coloca lá que 50% da população brasileira é negra, mas todos os programas importantes na televisão parecem ser feitos para um público branco? Daí parei de ver TV brasileira”.

Por isso, Ibrahim acredita que Windeck terá um impacto positivo e será mais uma ferramenta no combate ao racismo e à estereotipagem da população negra. “Ando aqui no Brasil e vejo o quanto as pessoas ficam abismadas de ver um negro sendo doutor. Vejo o choque delas porque eu tenho iPhone, falo varias línguas, entendo de biologia, política, história e filosofia. Vendo televisão caiu a ficha. As pessoas estão acostumadas a ver os negros varrendo chão, sendo babás e jardineiros. Nos programas que mostram cenas de crime, sempre é um negro jovem envolvido com drogas, roubo ou estupro”, exemplifica.

Para a estudante de Letras e ativista negra Andreza Delgado, uma das questões mais importantes é a representatividade e a possibilidade que os negros brasileiros terão de se reconhecer nos personagens. “É diferente, sabe, ver o mocinho e a mocinha da novela pretinhos”, diz.  Ela também chama atenção para a reprodução de outros tipos de estereótipos em Windeck, como o sexismo e a objetificação feminina, mas compreende que a novela não tem uma proposta necessariamente política e por isso não trará um enredo totalmente livre de pontos problemáticos. Mesmo assim, Windeck traz grandes expectativas e deve ser valorizada por romper com paradigmas racistas. “Acho um grande avanço pessoas negras ligarem suas televisões e se depararem com pessoas da mesma cor e traços que elas; se deparar com pessoas negras em várias situações, não só como empregadas e motoristas, que isso só avance, que possamos ter mais desenhos e apresentadoras infantis negras, mais programas sobre a cultura negra, mais gente negra na televisão de domingo e na bancada do jornal do horário nobre, porque representatividade é importante sim”, finaliza.

A novela também apresentará elementos da cultura africana ao público brasileiro, que poderá conhecer melhor a culinária, a música e a linguagem de Angola. Na perspectiva de Abdulrazak Ibrahim, essa também é uma oportunidade de romper preconceitos contra os países africanos, que ainda são menosprezados pelos brasileiros. “Já ouvi cada pergunta como ‘Lá na África tem avião? Tem muita guerra e fome, né?’ ou ‘Rapaz, o Brasil é muito generoso com vocês, né?’. E como as pessoas pensam como se a África fosse um país, mas não um continente com 57 países cujo tamanho caberia EUA, o oeste da Europa, Japão, China, Índia, Itália, Alemanha, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Holanda e Grã Bretanha. Vejo o quanto muitos brasileiros só associam a África com miséria, pena e doença”.

Quem deseja acompanhar a estreia da novela e conhecer mais a fundo o contexto da trama pode visitar o seu site exclusivo no portal EBC (http://tvbrasil.ebc.com.br/novelawindeck) ou receber as atualizações pela página oficial no Facebook (https://www.facebook.com/NovelaWindeck).

Fonte: Revista Fórum

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Realidade Sociopolítica Brasileira revelada em Animação

Como Desestabilizar uma Nação
Estupidez Manipulada - Chicken Little espalha boato
A atual realidade brasileira parece estar muito bem representada numa fábula de Walt Disney, realizada em 1943. A animação apresenta uma sociedade exposta metaforicamente por uma comunidade aviária, aonde uma raposa se infiltra e usa seus conhecimentos em psicologia para desestruturar o que até então estava em harmonia. O curta-metragem Chicken Little, seis décadas depois, serviu como base para o longa-metragem homônimo de 2005. A produção é também conhecida no Brasil pelo subtítulo Como desestabilizar uma Nação.

Chicken Little - Como Desestabilizar uma Nação

Sinopse
É um dia tranquilo na fazenda de aves locais até que Foxy Loxy aparece com a intenção de jantar frango. Ele segue os conselhos de um livro sobre psicologia atacando "o menos inteligente", o galinho Chicken Little, que é convencido pela raposa que o céu está caindo.

Gênero Animação
Diretor Clyde Geronimi
Elenco (vozes de) Frank Graham, Clarence Nash, Florence Gill
Ano 1943
Duração 8'48''
Cor Colorido
País EUA

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Conheça o representante brasileiro no Oscar 2015

"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" é o representante brasileiro no Oscar 2015

Por Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

filme nacional, longa brasileiro
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é o escolhido pra lutar por uma vaga na categoria de filme estrangeiro do Oscar
O Ministério da Cultura (MinC) divulgou, nesta quinta-feira (18/9), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo (SP), que "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", do diretor Daniel Ribeiro, concorrerá a uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015. O filme, escolhido entre 18 títulos nacionais, foi selecionado por uma comissão especial formada por cinco membros especialistas na área. A 87ª cerimônia do prêmio está marcada para 22 de fevereiro, em Los Angeles, Estados Unidos.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, logo após a reunião da comissão especial. Foram responsáveis pela escolha o diretor, produtor e roteirista Jeferson De; o jornalista Luis Erlanger, a coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sylvia Regina Bahiense Naves; o presidente do conselho da Televisão América Latina (TAL), Orlando de Salles Senna e o ministro do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza.

Marta Suplicy afirmou que o filme selecionado pode fazer história para o país. "A obra eleita nos oferece uma história original, roteiro bem defendido, com linguagem universal e é também uma obra de alta sensibilidade, que aborda a temática adolescente em situações extremas", afirmou. "Fico feliz com essa seleção, nos tira de situações com cara de Brasil, tem uma linguagem universal, com uma história que pode ocorrer em qualquer país, em qualquer lugar", completou a ministra.
O secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Mario Borgneth, também estava presente na solenidade. "As 18 obras que concorreram para representar o Brasil no Oscar espelham a intensidade e diversidade da atual produção do audiovisual brasileiro", disse.

O filme selecionado, o primeiro longa-metragem do diretor Daniel Ribeiro, narra a historia de um adolescente cego e homossexual que tenta lidar com a superproteção da mãe e sua busca pela independência. O cotidiano do jovem muda com a chegada de Gabriel, que o ajuda a descobrir mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Se o "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" for indicado na categoria, será a quinta vez que o Brasil concorrerá ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1963, foi o "O pagador de promessas" ; em 1994, "O Quatrilho"; em 1998 "O que é isso companheiro?" e, em 1999, "Central do Brasil"

Sucesso

No quesito audiovisual, o Brasil tem muito a comemorar. Com 129 longas-metragens, 2013 teve recorde histórico de lançamentos nacionais desde a retomada do cinema na década de 1990. Neste ano, até 27 de agosto, o número de filmes produzidos no Brasil chegou a 66.

Além de maior produção, o setor audiovisual brasileiro também cresceu em público e em faturamento de bilheteria. Ao todo, o mercado brasileiro de salas de exibição teve, naquele ano, 149,5 milhões de ingressos vendidos e renda de mais de R$ 1,7 bilhão. Os números representam alta em relação a 2012, quando foram registrados 146,4 milhões de espectadores e R$ 1,6 bilhão de renda.

A participação de público dos filmes nacionais em 2013 foi de 18,6%. O percentual também representa um acréscimo em relação a 2012. No ano passado, 10 filmes brasileiros ultrapassaram a marca de 1 milhão de bilhetes vendidos e 24 tiveram mais de 100 mil espectadores. No ano retrasado, apenas 17 obras ultrapassaram esta marca.

Veja os 18 títulos que concorreram à vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015.
  • A Grande Vitória, do diretor Stefano Capuzzi 
  • A Oeste do Fim do Mundo, do diretor Paulo Nascimento 
  • Amazônia, de Thierry Ragobert 
  • Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar 
  • Entre Nós, de Paulo Morelli 
  • Exercício do Caos, de Frederico Machado 
  • Getúlio,de João jardim 
  • Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro 
  • Jogo de Xadrez, Luís Antônio Pereira 
  • Minhocas, de Paolo Conti e Arthur Nunes 
  • Não pare na pista: a melhor historia de Paulo Coelho, de Daniel Augusto 
  • O Homem das Multidões, de Marcelo Gomes e Cao Guimarães 
  • O Lobo atrás da Porta, de Fernando Coimbra 
  • O menino e o mundo, de Alê Abreu 
  • O menino do espelho, de Guilherme Fiúza Zenha 
  • Praia do Futuro, de Karim Aïnouz 
  • Serra Pelada, de Heitor Dhalia 
  • Tatuagem, de Hilton Lacerda 

Fonte: Ministério da Cultura


Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - Trailer oficial

terça-feira, 15 de julho de 2014

Grupo G - Alemanha curta-metragem

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Enfim a Alemanha, a grande campeã da Copa 2014 e responsável pela exposição máxima da fragilidade da seleção brasileira. No futebol os alemães tiveram uma longa preparação e um ressurgimento, assim como no cinema. A grande verdade é que o cinema alemão só voltou a ser projetado mundialmente outra vez com o estrondoso sucesso de Corra Lola, Corra, de Tom Tykwer (1998). Após o filme de Tykwer, o cinema alemão despertou de sua longa hibernação e logo o mundo conheceu excelentes filmes como a tragicomédia Adeus, Lênin!, de Wolfgang Becker (2003); Edukators, de Hans Weingartner (2004); A Queda, de Oliver Hirschbiegel (2004), entre outros. Não dá pra não citar os velhos mestres como Wim Wenders, Volker Schlöndorff e Werner Herzog. Voltando ao passado, impossível deixar de fora o Expressionismo alemão, cujo auge foi na década de 1920, e que tinha como característica a "distorção de cenários e personagens, através da maquiagem, dos recursos de fotografia e de outros mecanismos, com o objetivo de expressar a maneira como os realizadores viam o mundo" (fonte: Wikipédia). Depois desse período, as grandes companhias cinematográficas germânicas foram encampadas pelo Estado. Hitler e Goebbels transformaram o cinema alemão no maior meio de difusão da propaganda nazista, para isso o governo passou a controlar todo o processo de criação. Pra quem tiver interesse em saber mais sobre o cinema da Alemanha, recomendo o artigo da Wikipédia referente ao assunto. Também recomendo uma olhada no Cinema de Buteco que, após a conquista do tetra alemão, listou quatro filmes imperdíveis da filmografia alemã.

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INOCÊNCIA. Menino diz pra mãe que quer ir embora com o amigo judeu
Sabe como se diz curta-metragem em alemão? É kurzfilm. Não imagina a dificuldade que é achar algum legendado, poucos têm legendas em inglês, em português então, raridade. Mas, tenho a sorte (além de obstinação/obsessão) de achar tesouros nas minhas garimpagens. E eis que a ventura me trouxe este belíssimo curta chamado Spielzeugland (Toyland em inglês), e o melhor: Legendas perfeitas em português! Este breve filme, ambientado na Alemanha Nazista, mostra a forte amizade entre dois garotinhos, o alemão Heinrich  e David, de origem judaica. Ademais de vizinhos, os meninos praticam piano juntos e nem o fato da família de David ser mandada pra um campo de concentração será capaz de romper o laço entre eles. Sem ter como contar a dura realidade, a mãe de Heinrich inventa pro menino que David e sua família irão viajar pra Spielzeugland (em tradução literal significa Terra de brinquedo), o que acaba por piorar a situação, pois se antes Heinrich não queria ficar sem o amigo, agora ele quer ir junto com ele. Com uma montagem não linear, o filme de Jochen Alexander Freydank ganhou Oscar de melhor curta-metragem em 2009. Difícil não se comover com este sensível drama alemão, deveríamos refletir e ser como as crianças, viver sem nos importar com as diferenças.
Spielzeugland


Sinopse
1942: o que acontece quando um garoto alemão acredita que seus vizinhos judeus vão pra Terra dos Brinquedos? Uma história sobre mentiras e culpa.

Gênero Ficção
Diretor Jochen Alexander Freydank
Elenco Julia Jäger, Cedric Eich, Tamay Bulut Özvatan, Torsten Michaelis, Claudia Hübschmann, David C. Bunners, Gregor Weber
Ano 2007
Duração 14min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Alemanha

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Grupo G - E.U.A. curta-metragem

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Se no futebol os EUA ainda não são nenhuma potência, no cinema são os que comandam a indústria cinematográfica. Em termos de números de filmes, não são os maiores produtores (Nigéria e Índia estão bem a frente), porém, o cinema estadunidense é o mais rentável e suas produções dominam, com raras exceções, o mercado mundial. Pode-se dizer que sua indústria cinematográfica é uma de suas grandes ferramentas de dominação cultural e econômica. Suas superproduções dependem do mercado externo pra pagar as fortunas investidas e pra isso suplantam os mercados locais, quando não conseguem isso, acham um jeito de associar-se a eles. Mas, claro que nem só de blockbusters vive o cinema estadunidense, filmes autorais e os ditos independentes estão entre os melhores do mundo. Reproduzo aqui pequeno trecho de artigo da Wikipédia que expressa bem melhor do que eu consigo sobre o cinema dos Estados Unidos da América: "O cinema dos Estados Unidos, além de uma forma de expressão cultural específica de um povo, é também uma das mais bem-sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a localidade tornou-se sinônimo desta indústria nacional. A influência do cinema americano no resto do mundo é avassaladora e permanece, geralmente, como uma referência para o público que, em termos gerais, prefere esta cinematografia aos filmes do seu país".

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JET. Homem atormentado resolve tomar uma atitude
Com muitas escolas de cinema, surgem grandes cineastas a cada instante nos EUA. Não diferente de qualquer outro lugar, a maioria inicia-se nos curtas-metragens. O short film selecionado pra representar o país aqui na Copa de Curtas é um suspense psicológico. Jet é um homem emocionalmente abalado que, no momento em que pensa atentar contra a própria vida, vê uma garotinha ser arrancada da calçada. O clima iniciado de forma tensa  piora quando o personagem, que também dá título ao filme, decide agir. Sem diálogos, o filme faz algumas críticas com sutileza, há conteúdo nas entrelinhas onde a história se desenvolve sem explicação pré-mastigada. Fato curioso é que o diretor e roteirista, Jordan Chesney, ao produzir o roteiro do seu primeiro curta, decidiu filmá-lo, tudo num só dia, ao invés de escrevê-lo, resultando em Jet (O Roteiro), rodado com menos de duzentos dólares e que acabou se tornando, além de um ensaio geral, um storyboard visual. Menos de um ano depois, Chesney captou sua versão definitiva do curta, desta vez com um orçamento de US$ 10.000. Depois de assistir o filme abaixo, quem tiver curiosidade de assistir Jet (O Roteiro) e ver o que mudou de um pra outro, assista aqui http://vimeo.com/67713686
Jet


Sinopse
Jet é um homem infeliz cujos planos são frustrados por uma menina. Apanhado no meio de um crime perturbador, ele será capaz de salvar a vida da menina, e sua própria, ou será que suas decisões podem destruir os dois?

Gênero Ficção
Diretor Jordan Chesney
Elenco Mark Scarboro, Rachel St. Gelais, Brett Gentile, Tom Scott
Ano 2013
Duração 8min
Cor Colorido
País EUA

terça-feira, 8 de julho de 2014

Grupo G - Portugal curta-metragem

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Sempre que penso em Portugal e na sua riqueza cultural, uma inevitável pergunta me assombra: Por que chegam tão poucas músicas e filmes portugueses no Brasil? Herdamos o idioma falado nas caravelas que aqui desembarcaram, entretanto, parece que é ele mesmo que nos afasta. Lembro de uma situação engraçada que o saudoso professor de cinema Aníbal Damasceno Ferreira me contou. Certa vez ele estava no Festival de Cinema de Gramado assistindo um filme que lhe pareceu interessante, porém, não entendia nada do que os atores falavam naquele filme estrangeiro e acreditou que talvez por falha do evento tivessem esquecido de colocar as legendas no longa. Apesar disso, apreciou o filme o suficiente pra achá-lo muito bom. Quando começaram a subir os créditos, o professor Aníbal se deu conta que a produção que ele acabará de assistir era um filme português e não de algum país do leste europeu como equivocadamente pensou que fosse. Esta anedota, sucedida ao já falecido professor, talvez seja algo comum a qualquer brasileiro com ouvidos desacostumados ao sotaque lusitano. Apesar do cinema português ser raro por aqui, Portugal tem um vasto histórico cinematográfico e no final do século XIX já produziam os seus primeiros filmes amadores. O cinema contemporâneo português parece estar dividido, de 2000 a 2005 prevaleciam os filmes autorais, caracterizado pelo experimentalismo e com temáticas que giravam em torno das injustiças sociais; a partir de 2005 dominam os filmes comercias dispostos a atrair o público acostumado com a linguagem das telenovelas, algo similar ao que acontece por aqui devido a influência exercida pela Globo Filmes. Um fato importante a destacar é que o cineasta mais velho em atividade no mundo é o português Manuel de Oliveira, atualmente com 105 anos. Quem quiser saber mais sobre o cinema português atual dá uma olhada aqui: http://www.cinemaportugues.info


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SOMBRAS. Rita Martins vive mulher que está no lugar e na hora errada
A produção que representa Portugal nesta Copa do Mundo de Curtas-metragens do OutroCine é o multipremiado Shadows. O curta é um intrigante suspense que mostra uma mulher, vivida pela linda Rita Martins, que no meio do nada se depara com o corpo de um homem. Ao decidir pegar o pertence que está com o morto, ela não imagina que irá se tornar o alvo de uma brutal caçada. Com uma destacada fotografia, Shadows não possui nenhum diálogo, no entanto, o terror vivido pela personagem é transmitido com muita força na fenomenal interpretação da atriz Rita Martins. O diretor Nuno Dias conduz seu filme com muita habilidade e demonstra domínio na direção de atores e na escolha dos planos que acentuam a atmosfera de pavor. No sítio oficial do filme, Dias afirma que o curta foi rodado "sem qualquer apoio financeiro ou o envolvimento de uma empresa de produção, Shadows foi um trabalho de amor, com todo o elenco e equipe trabalhando sem retorno financeiro". Dá a impressão que título e os créditos do curta estão inglês na tentativa de atingir um público além da língua portuguesa. Se depender da grande qualidade, atingirá.
Shadows (Sombras)


Sinopse
Quando ela deparou com um homem morto no meio do nada, ela decidiu tirar a sua única posse. Mas ela não sabia que também iria tomar o lugar do morto.

Gênero Ficção
Diretor Nuno Dias
Elenco Rita Martins, Ruben Garcia
Ano 2011
Duração 14min
Cor Colorido
País Portugal

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Grupo G - Gana curta-metragem

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Gana é um país localizada na África Ocidental, seu idioma oficial é o inglês e possui uma população de cerca de 25 milhões de pessoas. A palavra Gana significa "rei guerreiro" e foi renomeado assim devido às indicações que os atuais habitantes descendem de povos do remoto Império Gana. Conquistaram sua independência em 1957 usando o grande lema: "é melhor ser independente para governar sozinho, bem ou mal, do que ser governados pelos outros". Enquanto no cinema, parece que, de certa forma, foram regidos por este mesmo lema. Gana ganhou fama por certas singularidades, como por exemplo, os pitorescos cartazes produzidos por eles pra divulgação de filmes de Hollywood. Tudo começou nos anos 80, devido a ausência de salas de projeção, os filmes eram exibidos em locais improvisados usando um vídeo cassete e uma fita pirata. Para a divulgação, pedia-se a artistas locais que pintassem cartazes dos filmes. Tarefa exercida com total liberdade artística por pintores que muitas vezes nem haviam assistido a obra que retratavam. O resultado era bem distinto dos filmes que deveriam divulgar, alguns sensacionais outros bizarros. Apesar de haver deixado de ser tão artesanal, a produção desses cartazes ainda segue, pois, além de ter virado tradição, ocorre hoje em dia devido alguma dificuldade de importação desse aparato de marketing. Existe também um certo mito em cima do cinema produzido em Gana, fala-se muito em pérolas do trash movie e, pelos trailers que vi, parece que realmente houve muito disso, principalmente nas primeiras investidas no cinema que não faz tanto tempo assim. Quem quiser dar umas boas risadas pode conferir aqui uma playlist de alguns anúncios de filmes realizados por lá. No entanto, sem maiores informações, acho injusto pensar que o cinema de Gana seja só isso, seria o mesmo que olhar algumas produções do catarinense Peter Baiestorf ou do Rambú, o Rambo brasileiro, e concluir que o cinema no Brasil é isso. Além do mais, parece que o sucesso do cinema nigeriano em Gana tem influenciado na criação de uma indústria cinematográfica local apelidada de Ghallywood.

Confere aí
Os criativos cartazes dos cinemas móveis de Gana
Gana e seus criativos cartazes de filmes
Os Bizarros Cartazes do Cinema de Gana

curta, corto, court, short film
The RETRIEVER. Incrível cenas de violência coreografada
O curta-metragem ganês que será apresentado, mais do que um filme é um exercício fílmico de um grupo chamado 8TH Wonder Stunts que está começando a produzir filmes de ação em Gana. O curta The Retriever mostra o que supostamente parece ser um policial, ou quem sabe um rival, invadindo um local aonde pretensos mafiosos estão reunidos. O que vemos é uma surpreendente sequência de violência coreografa com lutas e disparos, tudo muito bem executado, tanto a parte técnica (câmera, som, efeitos visuais, montagem) como na ação dos atores. Impressiona o alto nível alcançado por este pessoal que ainda está filmando de forma experimental. Creio quem em breve Gana fará filmes de ação tão bons quanto os realizados em Hong Kong e nos EUA, que parecem ser a fonte inspiradora desta produção.
The Retriever


Sinopse
Incrível sequência de ação, com luta e muitos tiros no curta-metragem realizado em Gana.

Gênero Ficção
Diretor Abby Bawa
Elenco 8TH Wonder Stunts
Ano 2012
Duração 5min
Cor Colorido
País Gana