quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O cinema como uma arma para a nação indígena

Reprodução da entrevista publicada na revista Caros Amigos (edição 140) com Marcos Bechis, diretor do filme Terra Vermelha, que trata sobre a luta dos índios kaiowas para reconquistar seu espaço.

TERRA VERMELHA

Eterna pauta dos movimentos sociais, a questão da terra indígena volta à tona através do filme Terra Vermelha, dirigido pelo cineasta chileno Marco Bechis. Uma co-produção Brasil-Itália que estréia nos cinemas brasileiros no dia 29 de novembro.

Exibido na 32ª Mostra de Cinema de São Paulo, o filme aborda a luta dos índios kaiowas, para reconquistar espaços ocupados pelo agronegócio, além da expansão de usinas de álcool, que, na opinião do roteirista Luis Bolognesi, “é um epicentro do terremoto do apocalipse”.

Além de Bechis e Bolognesi, Caros Amigos conversou com o indigenista e advogado Nereu Schneider, além de integrantes da tribo guarani-kaiowa que participaram das gravações: Ambrósio, Eliane, Alicélia e Ademilson.

Recebidos com entusiasmo no Festival de Veneza, os índios impressionam com sua serenidade e sinceridade ao falar de sua luta. Mesmo após horas de entrevistas (Caros Amigos foi recebida ao final da tarde, após outros veículos), eles ainda tinham paciência para dar sua versão da história e comentar sobre a importância em participar do filme.


Confira a entrevista e depois vá ver o filme!

Felipe Larsen: Como surgiu a idéia de fazer o filme, abordando esse tema?

Marco Bechis: A questão do outro, que é fundamental em todo o mundo. Todas as civilizações que perderam a curiosidade pelos outros morreram. Estou falando das civilizações antigas. E a questão do outro, na América Latina, é o indígena, e no Brasil, também os negros que vieram da África. Eu sou sul-americano, morei no Chile, na Argentina e no Brasil também. Quando era menino, sempre fiquei pensando quem era essa gente. Eu via nas cidades, nas metrópoles, nos bairros, e qual era a história deles, a história que eles viveram. A escola não falava disso.

Felipe Larsen: Tal como no Brasil, a história manipulada...

Bechis: Começava em 1500, com Cabral. Eu queria fazer uma coisa nova. Queria encontrar um caminho especial. Fui buscando até que encontrei os kaiowas.

A seleção de elenco foi muito simples. Nós fizemos base na cidade de Dourados. Tínhamos dúvidas se fazíamos o filme lá, mais perto dos atores, porque eles falavam “lá é o centro do conflito. Como você vai fazer o filme lá?” Eu falei: “não vou fazer o filme no estado de São Paulo, com atores com cara de indígenas. Isso não interessa, vou fazer outro filme, então. Uma história de aventura. Para fazer o que eu quero fazer, é com eles”. Também pensei em fazer o filme na Argentina, também tem guarani, e não kaiowa. Mas era outro contexto, outra história, e complicava muito. Então, depois de pensar muito, chegamos à conclusão de que era possível em Dourados. Lá decidimos fazer um estudo de logística. Eu não queria que os atores desarraigados de suas casas por todo o tempo do filme. Eu queria que eles voltassem para casa... Então a seleção foi feita com base em critérios subjetivos, naturalmente, mas também em função da vontade deles de fazer o filme. A vontade deles era em alguns mais forte que outros.

Ambrósio: Porque isso é uma arma. Sempre repito para vários jornalistas. Hoje está havendo índio no filme, no cinema. É uma arma que nós não sabemos usar, então pedimos ajuda. Podemos usar as nossas armas. Sempre temos armas. E todo mundo tá ficando de cabeça erguida. Aqui no Brasil, a admiração deles, a primeira coisa que eles me perguntam, por que a gente sai daqui, lá para o outro lado do rio. Eu falei “Do outro lado do rio tem a pessoa que mostra o pau e a cobra. Que serpente que matou, que serpente que é. E o pau também, que pau que é, se é cabo de vassoura” Então, onde é que tá a arma? Nós usamos, tiramos debaixo do tapete, botamos em cima da mesa o que está claro hoje. Não sei se eu respondi, mas...Só isso.

Felipe Larsen: Agora, a questão dos fazendeiros, que em meio ao set de filmagem ficavam ali, meio ressabiados. Em nenhum momento passou pela cabeça de vocês que não seria uma boa idéia participar do filme? Em algum momento vocês tiveram receio em participar por causa do ambiente?

Ambrósio: É o que eu retorno a dizer. Eu to colocando uma touca na cabeça do fazendeiro agora. Vai aprender por ali. Porque não sou eu, não é o Marco, não é o Luis, e isso que nós estamos chegando aqui nesse momento, essas ferramentas estão na mão, mas essas ferramentas que ele tem que enxergar. O fazendeiro vai fazer porque é muito ignorante. Você sabe que hora de morte ninguém vê, ninguém avisa. Quando é morte é morte. Mas pelo contrário ele tem que entender. Ele não é daquelas pessoas burocráticas? É claro que ele tem que entender. Porque se ele for fazer aquilo... Índio, pra dizer que ele tem medo, se o índio tivesse medo vivia na cidade... Porque o índio no mato, ele entra na noite, passa que nem bicho, sem medo nenhum e atravessa pro outro lado. Você sabe que tem bicho no mato. E nem você mexe, nem o bicho. Agora vai ter medo de um ser humano por ser humano? Se fosse dos ancestrais, mas hoje?!

Fernando Lavieri: Ambrósio, comenta aquela cena da terra.

Ambrósio: É porque o branco fala coisas de setenta anos atrás. E o índio é da terra, a terra é do índio. A terra é um alimento. Porque o índio, quando vai dormir, não escolhe lugar nenhum. Agora veja um doutor: pega um barro no sapato, ele vai tirar o sapato, manda lavar e anda descalço dentro da casa. Então quer dizer que ele não gosta da terra. Como é que ele vai dizer que a terra é dele? Eu falo minha terra porque é como é. Essa é minha terra. Agora um empresário, tem milhões de terras. Ele tá vivendo no que é dos outros. Tá usando o que é prato do índio, e vivendo na sombra do índio, porque é o índio que tem a riqueza. Minérios, rio, floresta, tudo. E ainda o índio é discriminado. Esse é o problema.

Sobre a questão da aculturação dos índios na atualidade Bechis corta logo a idéia comum que passa pela nossa cabeça:

Bechis: Se o branco muda seus costumes, isso não implica uma modificação da própria identidade. Ficamos sendo brancos de São Paulo. Agora, se o índio modifica algum de seus hábitos, a primeira coisa que nós dizemos é dizer que ele está perdendo a sua cultura. Eu acho isso errado. Eu fiz esse filme com eles porque eu os conheci e entendi que eles eram os índios que estavam precisando fazer esse filme. São índios verdadeiros, mesmo que não se vistam com as plumas. É o nosso imaginário National Geographic que nos leva a imaginá-los com plumas. Além disso, tem a questão antropológica. Na nossa cabeça, a evolução é só nossa. A única evolução que nós somos capazes de compreender é a evolução técnica. A nossa evolução é passar do cavalo ao carro, do carro ao avião, do avião ao edifício, e agora a bomba atômica e blábláblá. Mas tem outra evolução: do pensamento, das maneiras. Como imaginar uma comunidade indígena que nunca teve contato com brancos, e passou mil anos em total isolamento, e sai da floresta com arco e flecha, não são os mesmo de mil anos atrás. Ninguém pode dizer que isso é a mesma coisa. Então estamos errando nosso juízo sobre eles. Então a aculturação, que é uma termologia que eu contesto, é uma terminologia ambígua, acho que seria mais interessante buscar uma nova definição da identidade indígena hoje no Brasil, mas também na literatura. E acho que o indígena tem todo o direito de se sentir indígena, de manter sua identidade, mesmo utilizando as brincadeiras dos brancos, o celular, o carro, a motocicleta. Ele não vai deixar de ser índio. Por exemplo, as cabanas, mesmo com materiais que são diferentes dos originais, têm a mesma estrutura de sempre. Você vê que tem um momento em que cortam uma madeira e faz a forma da casinha. Ou seja, é uma estrutura cultural que se mantém. A casa, a reza. Quando falamos com eles sobre nhanderú, eles falaram “não, há rezas que não podemos falar”. E então, qual a solução? Vamos inventar rezas. Vamos fazer rezas diferentes que não são aquelas. Então tudo isso está repetindo a todo tempo. Eles têm os seus instrumentos culturais, a sua visão de mundo, além da aparência que pode ser mais ou menos moderna.

E completa explicando sua relação com a Funai na produção do filme:

Bechis: Eu não queria entrar, fazer um filme em uma área indígena, justamente para não ter que lidar com a burocracia da Funai. A Funai naturalmente foi informada, e também ajudou de algum jeito com logística, carros, mas não tivemos uma relação de dependência.
Nereu Schneider: Desde o início a Funai é sabedora do projeto, assim como os kaiowas, que foram os primeiros, porque é com eles que foi feita a história. No momento que eles falaram “nós queremos fazer isso”, como ele mesmo diz, uma arma, aí a gente também foi nos órgãos do governo que ajudaram nesse sentido. Mas não é uma visão “só se faz se o governo permitir”. Mas teve intensa parceria, não só com a Funai, mas a prefeitura de Dourados. Não foi feito às escondidas. Nem dos fazendeiros da região. Ninguém fez nada por debaixo do pano. Sobretudo com eles (os índios).

Fernando Lavieri: Dá pra projetar algum tipo de mudança na vida dos índios?

Ambrósio: Para os kaiowas, hoje pode ajudar, mas muitos caminhos podem ajudar. O que? Os jovens, as empresas também têm que ter respeito por esse lado. Levam para trabalhar os meninos indígenas para o canavial, que voltam sem nada. A parte da justiça também vai ter que respeitar. Não pegar mais a s crianças indígenas, e abandonar pra lá. Você sabe que isso acontece muito no Mato Grosso do Sul. Devolve as crianças pra o pai, pra mãe, pra isso tem a Funai, tem o cacique. Vai ter que devolver tudo que foi levado. E aprender a deixar a porta aberta, pra qualquer um de nós que chegar poder entrar. Então esse cinema representa o que pode ajudar nesse direito, e a justiça também. Porque eu sempre falo: o pobre, sempre anda embaixo da mesa. E hoje essa mesa...Ou racha, ou queima ou joga. Essa é a ajuda do filme que eu to vendo. Os guaranis-kaiowas, eles tratam do jeito que querem. E aí vai parar no que? Vai parar no suicídio. E tem muita discussão da parte da justiça. Eu estive em Caiapó por causa do meu filho, sabe? Cheguei falei diretamente para o juiz. Um dia, não sei quando, eu vou procurar de onde o juiz traz essa burocracia. Se tratar a gente aqui atrás, aí nós vamos descobrir mais ainda. A justiça enxerga só o do outro, mas o deles ela não ta vendo. Eu acredito em mim, porque onde eu vou, eu passo. Não vou e volto pela porta da cozinha, não. Entro pela porta da frente e saio pela porta da frente. Eu sempre tive esse sonho, e eu espero que se dê essa oportunidade para as famílias indígenas.

Felipe Larsen: O que vocês acham da Funai?

Ambrósio: Eu tenho certeza que ela ta esperando um bom resultado, é uma arma que vai estar na mão também. Com certeza vão saber usar muito bem, para as famílias.

Felipe Larsen: E dentro dos guaranis-kaiowas, como vocês lidam com a questão do fazendeiro chegar chamando os índios para trabalhar nas usinas?
Ambrósio: Dez, vinte por cento é puxa saco dos fazendeiros de lá. Dentro das aldeias, enquanto trabalham na usina, fica mulher sem mercadoria, criança sem assistência. Quando volta de lá pra cá, pergunta se o marido tem alguns reais pra comprar alguma coisa. Tem pra comprar pra uns, mas pra outros não tem. E isso, essa matança, é boa pra eles. Então, não é que ele entra lá e contrata. Ele põe um funcionário lá, pra contratar os parentes, e tirar de lá pouco a pouco.

Felipe Larsen: Tá um pouco cedo, o que vocês acham da repercussão na imprensa?

Bolognesi: Olha, a repercussão que teve na Europa foi muito forte. O filme foi destacado com um dos melhores do festival de Veneza, e saiu nos jornais do mundo inteiro. Saiu no Japão, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha. Matérias sobre o filme, e das que eu li, todas positivas. E no Brasil tá começando agora, na mostra, que vai ter o lançamento, vi só Estadão e Folha, numa cobertura bastante interessante. O importante é a gente conseguir fazer a cobertura sair do caderno de cultura para que ela figure no caderno de política. Porque é a hora da onça beber água. O STF vai ter que se manifestar nos próximos seis, oito meses, no caso da Raposa Serra do Sol, e dos pataxós da Bahia. São decisões que quase criam jurisprudência. O que nada mais é do que respeitar a constituição, porque a constituição no Brasil já decidiu isso. A questão das terras indígenas já foi discutida em 88. A Assembléia Constituinte, instância máxima da lei no Brasil, do estado de direito, já se reuniu e disse que a terra é deles e que nada pode ser feito sem o consentimento deles. Então esse negócio que aconteceu agora, que os índios quebraram o pátio de uma usina hidrelétrica e jogaram fogo nos caminhões, que alguns jornais deram como um bando de arruaceiros...Dentro da terra indígena, o estado de direito diz que eles têm razão. Começaram a construir um pátio sem o consentimento deles, isso é ilegal! Se a lei está do lado deles, por que não se cumpre a lei? Eles têm que ir lá e tocar fogo no caminhão pra exigir isso. Então, nesse momento histórico que a gente ta vivendo, 500 anos de história estão nas mãos do STF. O primeiro relator do caso Raposa Serra do Sol, o primeiro juiz que leu todos os autos, foi favorável aos índios. O que ele disse deixou todo mundo – o capital, os fazendeiros, todo mundo ali na hora “que é isso? Chega no STF, que é o lugar da gente liquidar a fatura, vem aqui um juiz e diz ‘estamos aqui para fazer valer a lei. A constituição é clara’. Isso aqui é uma terra indígena, não se discute. Todos os autos comprovam que é uma terra indígena”. Então se trata de uma invasão. Quando ele falou isso, o outro falou “quero rever os autos, pára o julgamento”. Que decisão os caras do STF vão ter diante dessa questão? A lei é clara! Agora, na hora que ele dá isso, a tensão surge. É quase uma coisa inédita, você ter uma instância da justiça fazendo valer a lei a favor dos indígenas. Então a gente está num momento muito importante. Vê o lado deles. Porque a antropóloga que fez um debate com a gente outro dia, ela falou uma coisa. Num debate de um canal rural, ela estava num programa que podia fazer perguntas por telefone e veio a seguinte pergunta: mas índio é gente? Ela ficou em estado choque com a pergunta. Então o filme ainda tem a importância de colocar não só a questão política, mas de você conhecer a condição que eles vivem, as dificuldades. Humanizar. Porque não é só a elite. A própria classe média baixa é muito preconceituosa. É um contato que precisa reverter essa imagem desse preconceito muito grande que se construiu no Brasil.

Felipe Larsen: Você falou desse preconceito meio generalizado até mesmo na classe média. No exterior, como o pessoal vê essa questão da América Latina?

Bolognesi: São super solidários, majoritariamente. Pra eles é fácil, porque nós aqui no Brasil estamos diretamente ligados. Dar terra significa botar eles ali. Para os europeus é uma coisa super distante, e é evidente que qualquer pessoa que olha a coisa de longe, é evidente que a terra é dos índios. A pressão de lá de fora é totalmente a favor das terras indígenas, e isso gera pressão ao governo brasileiro, tratando dessa maneira, expõe. Que país é esse? Mas eles têm aliados muito forte lá fora, uma série de entidades, só que estão longe, né? No dia a dia...

Felipe Larsen: Eu acho que já deu tempo dos fazendeiros ficarem sabendo que foi rodado um filme. Falando o português claro, já teve alguma encheção de saco?

Schneider: Por um lado sim. “Mais um filme, mais gente falando”. Mas o que eu percebo também é que o filme repercutiu bem, indo ao festival de Veneza, e até na região lá também. No começo “um filme sobre índios do Brasil”. Depois, kaiowas. Opa! Um filme sobre índios de Dourados. Então você percebe que é uma reação na minha maneira de ver. Então eles estão vendo que ta vindo uma onda aí. Antes você tinha perguntado se os índios tiveram medo. Mas acho que não, quem teve mais medo foi o outro lado.

Felipe Larsen: Dá um freio nos fazendeiros?

Schneider: Eu acredito que sim. O filme é importante pra mostrar o drama que tá aí. O que eu vejo é que não é todo dia que se faz um filme, longa metragem, e eles são os protagonistas. O filme mostra o drama de uma relação.

Participaram da entrevista diversos jornalistas, da Caros Amigos foram Felipe Larsen, Fernando Lavieri e Lucas Bueno (Fotografia).

Fonte:
CarosAmigos


Terra Vermelha - trailer

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Terror Extremo em Curta Australiano

SOMBRIO Harvey é um obscuro conto sobre a solidão
curta, short, cortoALERTA: Pessoas demasiadamente sensíveis não devem assistir ao curta a seguir. O filme em questão é a produção australiana de horror/fantástico Harvey. Com um estilo que lembra o clássico Frankenstein, de Mary Shelley, Harvey (personagem-tema) é um homem solitário e obcecado que vê em sua vizinha a esperança de preencher o que falta em sua vida. Algumas questões que o filme já levantou por aí, tamanha polêmica, são: seria ele uma escura e mórbida metáfora da nossa solidão? Ou, um mostruário de efeitos visuais perturbadores? O horripilante curta-metragem, muito além de causar asco, pode trazer diversas reflexões. Tenha certeza que este filme o deixará dividido! Afinal, somos todos solitários, iludidos na busca de alguém (ou algo) que nos complete.
Yerko Herrera
Harvey


Baixe o filme completo - Diversas opções e formatos distintos:
Sinopse
Um conto sombrio de obsessão e solidão sobre um homem que procura perfeição física e emocional. É só depois de realizar este objetivo pela coalescência forçada com sua vizinha que ele começa a entender a natureza dolorosa, insolúvel da sua obsessão.


Gênero Ficção
Diretor Peter McDonald
Elenco Lisa Angove, Nicholas Hope
Ano 2001
Duração 9'30''
Cor P&B
País Austrália

Animação - O Mundo é diferente dependendo de quem o vê

Desenho de Bonnie Tang
Imagine um fantástico mundo onde guloseimas caem do céu. Foi o que a ilustradora Bonnie Tang imaginou quando desenhou Indulgence. A animação lhe custou sete meses de árduo trabalho e noites insones, regados a baldes de café. Tang agradece aos seus colaboradores que mantiveram sua sanidade mental e moral durante esse período de grande pressão, enquanto realizava este projeto para o curso na Sheridan Institute, no Canadá. Tamanho esforço resultou em uma bonita animação onde a autora extravasa sua confessa influência do estilo japonês, adquirido na infância após tornar-se fã de uma famosa série animada nipônica. O curta está disponível em dois formatos. Y.H.


Indulgence


ou
Assista Indulgence aqui (arquivo mov)

Sinopse
O Mundo pode ser bem diferente dependendo do ponto de vista que o avalia.

Gênero Animação
Diretor Bonnie Tang
Ano 2008
Duração 2min
Cor Colorido
País Canadá

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Uma simples escolha pode mudar o Destino em Curta Português

Daniela Rei em Clepsidra
O tempo em constante descompasso, é o que acontece no curta-metragem português Clepsidra. No curta lusitano uma moça vive um conflituoso e decisivo dia, onde ela pretende tomar as rédeas do seu destino. É aí que está o conflito, o rumo de sua vida além de depender das atitudes tomadas por ela, o que naturalmente altera sua direção, é influenciado diretamente pelo tempo (este Senhor indomável) independente, ou não, de seus atos. O impressionante deste filme é que ele foi realizado por alunos que estavam apenas no primeiro ano do curso de Novas Tecnologias da Comunicação da Universidade de Aveiro (Portugal), mas a grande qualidade nem faz parecer que se trata de uma produção de jovens aprendizes. Com uma fotografia bacana, captada por uma câmera digital de alta definição (Sony hdr-hc1), o destaque fica por conta da protagonista Daniela Rei, que é uma coisinha linda (!). Para os curiosos clepsidra é um relógio de água (confira o conceito abaixo, depois do curta).
Clepsidra


Sinopse

Basta um momento, uma escolha. Uma escolha que muda por completo o percurso que pensávamos estar traçado e nos leva por caminhos que, uma vez percorridos, não nos permitem voltar atrás.

Gênero Ficção
Diretor Carlos Gavina
Elenco Daniela Rei, Luis Couto, Mafalda Vasques, Florbela Figueiredo, Rui Azevedo
Ano 2008
Duração 5'50''
Cor Colorido
Bitola HDV
País Portugal

Baixe Clepsidra Completo aqui


Clepsidra
A clepsidra ou relógio de água foi um dos primeiros sistemas criados pelo Homem para medir o tempo.A clepsidra mais antiga foi encontrada em Karnak, no Egito, datando do reinado de Amenhotep III. Outros exemplares foram identificados na Grécia antiga, (c. 500 a.C.). Na China, o astrônomo Y. Hang inventou uma clepsidra que indicava os movimentos dos planetas (721).
Características 
Consiste em dois recipientes, colocados em níveis diferentes: um na parte superior contendo o líquido, e outro, na parte inferior, com uma escala de níveis interna, inicialmente vazio. Através de uma abertura parcialmente controlada no recipiente superior, o líquido passa para o inferior, observando-se o tempo decorrido pela escala. Este tipo de instrumento evoluiu tecnicamente de forma a permitir uma medição do tempo com maior exatidão. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Pela Rua - Curta baseado em poesia de Ferreira Gullar


Curta-metragem livremente inspirado em poema de Ferreira Gullar
Foto Still - Carlos Gerbase
curta, oficinas PUCRS, short film, poesia, Gerbase
Júlia Pressotto e Alexandre Vargas no curta Pela Rua
Pela Rua é um curta gaúcho baseado em poema homônimo de Ferreira Gullar. O próprio poeta recita a poesia, gravada no Rio de Janeiro, que, após isso, foi mixada paralelamente à leitura do ator Alexandre Vargas. Rodado em Porto Alegre, o filme mostra um poeta que, durante a criação de um poema, vaga, entre pensamentos e desejos, atrás de sua musa. Na construção dos versos, o personagem devaneia buscando inspiração na visão de uma linda mulher inalcançável, nisso perde a oportunidade real de encontrá-la.
Como Ferreira Gullar foi um dos responsáveis pela revisão da obra de Augusto dos Anjos, colocando-o em seu devido lugar de destaque na poesia brasileira e suscitando a justa importância que este nosso raro poeta merece, em Pela Rua a uma referência à Augusto dos Anjos registrada em um cartaz que figura dentro de um bar atrás do protagonista. Assista abaixo este curta-metragem.
Yerko Herrera

Pela Rua

Sinopse
Poeta vaga solitário por uma grande cidade, perdido em seus desejos, inspirações e pensamentos. Entre encontros e desencontros, imaginários e reais, ele acha motivação para compor seus versos.

Gênero Ficção
Diretor Dimitre Lucho / Michele Maurente
Elenco Alexandre Vargas, Júlia Pressotto, Jesse Guelfi, Carlos Azevedo
Ano 2003
Duração 8min
Cor Colorido
Bitola 16mm
País Brasil

Ficha Técnica
Produção Mônica Schmitt Fotografia Viviane Schwagwer Roteiro Dimitre Lucho Som Direto Yerko Herrera Direção de Arte Yerko Herrera Voz Ferrereira Gullar, Alexandre Vargas Trilha original Diasper Lucho Figurino Patrícia Aranguiz Still Leandro Caobelli, Carlos Gerbase Supervisão de Som e Mixagem Cristiano Scherer


Pela Rua

Ferreira Gullar

Sem qualquer esperança
detenho-me diante de uma vitrina de bolsas
na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, domingo,
enquanto o crepúsculo se desata sobre o bairro.

Sem qualquer esperança
te espero.
Na multidão que vai e vem
entra e sai dos bares e cinemas
surge teu rosto e some
num vislumbre
e o coração dispara.
Te vejo no restaurante
na fila do cinema, de azul
diriges um automóvel, a pé
cruzas a rua
miragem
que finalmente se desintegra com a tarde acima dos edifícios
e se esvai nas nuvens.

A cidade é grande
tem quatro milhões de habitantes e tu és uma só.
Em algum lugar estás a esta hora, parada ou andando,
talvez na rua ao lado, talvez na praia
talvez converses num bar distante
ou no terraço desse edifício em frente,
talvez estejas vindo ao meu encontro, sem o saberes,
misturada às pessoas que vejo ao longo da Avenida.
Mas que esperança! Tenho
uma chance em quatro milhões.
Ah, se ao menos fosses mil
disseminada pela cidade.

A noite se ergue comercial
nas constelações da Avenida.
Sem qualquer esperança
continuo
e meu coração vai repetindo teu nome
abafado pelo barulho dos motores
solto ao fumo da gasolina queimada.


Postagem originalmente publicada no blogue Música&Poesia

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Debate no GravaCine

http://outrocine.blogspot.com.br - Mostra permanente de cinema

Faltam poucos dias para o início de um dos eventos culturais mais bacanas realizados na cidade de Gravataí (RS), o primeiro GravaCine - Mostra de Cinema Sesc Gravataí. Serão exibidos 12 curtas-metragens e dois longas. O melhor disso é que é tudo de graça! Mas vale lembrar que, apesar do dia oito e nove de novembro reservar muito cinema gratuito ao alcance de todos, é imprescindível a inscrição antecipada, realizada de forma fácil pela internet, através do endereço www.gravatai.rs.gov.br/gravacine. Infelizmente quem não realizar a inscrição não terá como participar da mostra.

Além de todos os filmes que o
GravaCine reserva, não menos importante é o aguardado debate com profissionais da área cinematográfica. A mediação estará nas boas mãos da jornalista e radialista da Rádio Ipanema FM, Mary Mezzari. Agora a surpresa! Vamos a apresentação de alguns dos gabaritados participantes da mesa, que será composta por respeitados nomes do cinema gaúcho. Estejam certos que este debate, que será realizado no dia 9 (segundo dia de GravaCine), às 16h, estará imperdível! Vamos aos nomes: Carlos Gerbase, Beto Rodrigues, Biah Werther.

Carlos Gerbase
Um dos mais renomados cineastas brasileiros, integrante da Casa de Cinema, professor da
PUCRS, escritor, fotografo e músico. Gerbase, ao lado de nomes como Jorge Furtado e Giba Assis Brasil, foi um dos fundadores da respeitada Casa de Cinema, produtora responsável por filmes como Tolerância, Sal de Prata, O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara, entre outros. Professor de cinema da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, foi músico da lendária banda punk Os Replicantes. Seu mais recente trabalho como diretor foi no longa independente 3 Efes, que será exibido no GravaCine.

Beto Rodrigues
Um dos maiores conhecedores do complicado mundo da distribuição de cinema, diretor geral da
Panda Filmes, professor da Unisinos, presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual do Rio Grande do Sul, produtor e realizador de cinema. Beto atua como produtor de todos os projetos da Panda Filmes, uma das raras produtoras que exerce atividade nos três pilares do cinema: Produção, distribuição e exibição. Leciona nos cursos de Realização Audiovisual e de Especialização em Cinema e Audiovisual da Unisinos. Também foi coordenador da área de cinema e vídeo da Prefeitura de Porto Alegre e Diretor da Fundacine - Fundação de Cinema RS.

Biah Werther
Uma das mais combatentes e transgressoras cineastas do Brasil, coordenadora do FLõ (Festival do Livre Olhar), diretora, roteirista, diretora de Arte e atriz. Biah empenha-se pela produção e difusão do cine independente. Freqüentemente percorre o país com a mochila munida de seus filmes e de outros cineastas prontos para serem exibidos aonde quer que seja. Diretora dos premiados curtas Self, Suco de Tomate, Lilith, Pornografia, A Verdade às Vezes Mancha, entre outros. Atualmente participa do Coletivo Cine8ito ― grupo de cineastas independentes realizadores do longa-metragem BITOLS ― que organiza oficinas e mostras itinerantes.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GravaCine - Mostra de Cinema visa fomentar novos espectadores

http://outrocine.blogspot.com.br - Mostra permanente de cinema


GravaCine - Mostra de Cinema Sesc Gravataí

Nos dias oito e nove de novembro uma iniciativa inédita colocará o cinema no centro das atenções na cidade de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Trata-se do primeiro GravaCine - Mostra de Cinema Sesc Gravataí, evento gratuito que em dois dias exibirá 12 curtas-metragens, dois longas-metragens, além de um debate com profissionais do meio cinematográfico que discutirão o tema "O futuro do cinema frente à revolução digital e a necessidade de novas estratégias de distribuição".

A intenção do projeto é democratizar o cinema na cidade de Gravataí/RS, oportunizando à população o acesso às obras cinematográficas e socializando a produção local. Outro objetivo da equipe responsável é o de possibilitar um espaço para a discussão entre os profissionais da área e o público em geral, tratando de fomentar novos espectadores. A mostra GravaCine será realizada no Teatro do SESC Vale do Gravataí, localizado na Avenida Dorival C. L. de Oliveira, 343, em Gravataí. O evento tem entrada franca, no entanto, é necessário inscrever-se antecipadamente pela internet através do endereço www.gravatai.rs.gov.br/gravacine.

Os longas exibidos serão: Valsa para Bruno Stein, de Paulo Nascimento, e 3 Efes, do cineasta Carlos Gerbase. Entre os curtas, destacam-se Dossiê Rê Bordosa, animação inédita baseada nas tirinhas de Angeli; os premiadíssimos Vida Maria, de Marcio Ramos, e Porcos não olham para o Céu, de Daniel Marvel. Maiores informações e a programação completa podem ser obtidas em www.gravacine.com.br.

GravaCine - Mostra de Cinema Sesc Gravataí
Teatro do SESC Vale do Gravataí. Endereço: Avenida Dorival C. L. de Oliveira, 343, Gravataí-RS
Dia 8 e 9 de novembro de 2008. No dia 8, a partir das 18h, cerimônia de abertura da mostra. No dia 9, às 16h, seguem as atividades do evento.
Entrada Franca, necessária inscrição prévia em www.gravatai.rs.gov.br/gravacine
Maiores Informações: www.gravacine.com.br

Confira as novidades em:
http://gravacine.blogspot.com


Gravataí de portas abertas para o cinema

Filmes e debates sobre cinema estão na pauta da GravaCine - Mostra de Cinema Sesc Gravataí, idealizada pela produtora Gaba Films em parceria com o SESC e apoio da Prefeitura Municipal de Gravataí. O evento acontece em novembro desse ano com diversas atividades marcadas para os dias 08 e 09, incluindo a exibição de filmes em curta e longa-metragem. Também está prevista a realização de um debate sobre o futuro do cinema, contando com importantes nomes do meio cinematográfico nacional, além da entrega do "Troféu Gravatás" ao ator gaúcho Sirmar Antunes homenageado pela organização nesta primeira edição da Mostra.

A intenção do projeto é democratizar o cinema na cidade de Gravataí/RS, oportunizando à população o acesso às obras cinematográficas e socializando a produção local. Outro objetivo da equipe responsável é o de possibilitar um espaço para a discussão entre os profissionais da área e o público em geral, formando audiência. Gravataí é berço de profissionais do cinema reconhecidos no cenário brasileiro e já foi locação de vários longa-metragens como "Netto Perde sua Alma", dirigido por Beto Souza e Tabajara Ruas, além do especial de tv "O Tempo e o Vento", adaptação da obra de Érico Veríssimo e dirigido por Paulo José. A Gaba Films aposta no potencial da cidade como pólo cinematográfico.

"Buscar novos caminhos como por exemplo o de usar o audiovisual como ferramenta de expressão cultural através de parcerias com escolas da rede municipal despertando assim o interesse dos jovens e adultos, revelar novos talentos, fomentar a economia, o turismo e o mercado local com produções cinematograficas e eventos da dimensão da GravaCine só trarão benefícios para a região, promovendo o enriquecimento cultural, formando novos profissionais e platéia", explica Daniel Marvel, cineasta, membro da equipe da Gaba Films e um dos idealizadores da iniciativa. O futuro do cinema frente à revolução digital e a necessidade de novas estratégias de distribuição são alguns dos temas propostos para o debate.

As atividades da GravaCine - Mostra de Cinema SESC Gravataí e a exibição dos filmes ocorrem no recém-inaugurado teatro do SESC Vale do Gravataí a partir das 18 horas. A Mostra não é competitiva e vai exibir ao longo dos seus dois dias de duração 12 curtas e 2 longa-metragens nacionais selecionados entre os que mais se destacaram no circuito brasileiro e internacional de festivais. A organização estima a circulação de cerca de mil e seiscentas pessoas durante o evento.

www.gravacine.com.br


Gravacine spot parada de ônibus


Gravacine spot Beijo na praça



Gravacine - Mostra de cinema SESC Gravataí



Assista filmes do mundo inteiro no OutroCine - Mostra permanente de Cinema.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Filme mistura Documentário e Ficção

Diferentemente da maioria das atuais produções brasileiras ambientadas nos morros cariocas, que enfatizam apenas a violência das favelas, tornando o assunto quase um gênero cinematográfico, o curta-metragem Dadá foca na amizade dos três atores-personagens. O filme é uma interessante mescla de documentário e ficção, onde os atores, todos participantes do Grupo Nós do Morro, contam seus sonhos e perspectivas. Em paralelo, na parte ficção, o curta mostra a vida da jovem Dadá ― que acidentalmente engravida de um traficante ― e seus dois leais amigos. O documentário, filmado no Morro do Vidigal no ano 2000, torna-se um registro histórico da vida dos atores Thaísa Medina, Jésus Lino e Jonathan Haagensen, este último antes de viver no cinema o Cabeleira, no longa Cidade de Deus, papel que o consagrou e abriu-lhe as portas para torna-se um conhecido ator de novelas. O filme e os dados sobre ele são do saite PortaCurtas. Y.H.

Dadá



Sinopse

Ficção e realidade se misturam em duas histórias paralelas, mostrando a vida de três jovens moradores do Vidigal e atores do Grupo Nós do Morro.

Gênero Documentário / Ficção
Diretor Eduardo Vaisman
Elenco Thaísa Medina, Jésus Lino, Jonathan Haagensen, Gutti Fraga, Luciana Bezerra, Patrícia Bárbara
Ano 2001
Duração 20min
Cor Colorido
Bitola 16mm
País Brasil


Ficha Técnica
Produção Eduardo Vaisman, Ailton Franco Jr., Flavia Lins e Silva Fotografia Marcelo Guru Duarte Roteiro Flavia Lins e Silva Edição Ana Teixeira Som Direto José Moreau Louzeiro Empresa produtora A.R. Produções Produção Executiva Ailton Franco Jr.

Prêmios
Melhor Curta no FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul 2003
Melhor Curta - Júri Popular no Festival do Rio BR 2002
Prêmio da ABD&C no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2002
Melhor Curta no Festival Internacional de Havana 2002
Melhor Documentário no Toronto Worlwilde Short Film Festival 2002
Prêmio do Ministério da Cultura no É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários 2002
Melhor Documentário em Curta-metragem no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba 2002
Melhor Curta no Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira 2002

Festivais
Araribóia Cine 2002
Festival de Berlim 2002
Festival de Cinema Brasileiro de Paris 2002
Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2003
Festival Internacional de Cinema Universitário - Rio de Janeiro 2002
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2002
Flikerfest Australia International Short Film Festival 2003 2003
Goiânia Mostra Curtas 2002
Karlovy Vary International Film Festival 2002
Los Angeles Intl Short Film Festival 2002
Mostra de Cinema de Tiradentes 2003
Palm Springs International Short Film Festival 2002
Siena International Short Film Festival 2002
Stockholm Film Festival 2002
Tampere International Film Festival 2003
Toronto Latin Film Video Festival 2002
Vitória Cine Vídeo 2002
4° Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte 2002
Annual Pan African Film Festival- Los Angeles 2003
Catarina Festival de Documentário 2002
Cork Film Festival 2002
Hamburg International Short Film Festival 2002
Havana Film Festival in New York 2003
Kyiv International Film Festival 2002
Mediterranean Festival of New Film 2003
Portland International Film Festival 2003
Vila do Conde International Short Film Festival 2002

Trailer do Documentário Brega S/A

Trailer do filme Brega S/A já está na internet
DJ Juninho no comando da aparelhagem Superpop
Gravado entre os anos de 2006 e 2008, com recursos próprios e sem o auxílio de leis de incentivo e renúncia fiscal, o documentário Brega S/A fala sobre a cena tecnobrega de Belém do Pará. Feito por artistas pobres, gravado em estúdios de fundo de quintal e com relações profundas com a pirataria e a informalidade, o tecnobrega é a trilha sonora da periferia da cidade, uma espécie de adaptação digital da música romântica dos anos 70 e 80.

No filme vemos qual a relação entre o tecnobrega e a popularização da tecnologia a partir do final da década de 90, bem como a maneira como esse estilo musical se associou à pirataria para criar uma rede de distribuição alternativa ao modelo proposto pelas grandes gravadoras.

Entre os principais personagens estão o MC de tecnobrega Marcos
Maderito, o "Garoto Alucinado", inventor do 'eletromelody' e que
afirma manter contato com os espíritos de Cazuza e Renato Russo; DJ Maluquinho, uma espécie de Iggy Pop brega da periferia de Belém que jamais lançou um disco por uma gravadora e fatura milhares de reais por mês; e os DJs Dinho, Ellysson e Juninho, ídolos das aparelhagens, enormes sistemas de som que realizam festas itinerantes pelos bairros mais pobres da cidade.

Brega S/A - Trailer

Brega S/A - ficha técnica:

Direção, roteiro e edição: Vladimir Cunha e Gustavo Godinho
Direção de fotografia: Gustavo Godinho
Produção executiva: Priscilla Brasil
Produção: Teo Mesquita
Assistente de direção: Rafael Guedes
Auxiliar de produção: Carlos Lobo e Bruno Régis
Som direto: Fábio Carvalho
Uma produção Greenvision Filmes

Fonte:
Overmundo

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Glauber Rocha caiu na Rede

Obras de Glauber Rocha agora na internet

Da Redação da Revista Fórum

Na última terça-feira, dia 14, a associação Tempo Glauber, responsável pela preservação da obra do cineasta baiano Glauber Rocha, lançou um banco de dados inédito com a obra completa do diretor. O acervo informatizado, que estará disponível através do site www.tempoglauber.com.br, traz cem mil itens digitalizados, extraídos de material original mantido no Centro de Documentação Lúcia Rocha.

Os arquivos, disponíveis para consulta e pesquisa, variam entre documentos pessoais, filmografia, correspondência, produção intelectual (roteiros cinematográficos e teatrais, romances e poesias, storyboards e croquis, desenhos, ensaios e críticas e anotações pessoais), além de fotografias, recortes de jornais e revistas, documentos audiovisuais, cartazes, títulos e menções honrosas, trabalhos e fotografias de terceiros e material em suportes VHS, DVD, tape e fitas de rolo (áudio).

A criação do acervo digital, realizada em parceria com o Arquivo Nacional, faz parte do projeto “Tempo Glauber Revitalizando a Cultura”, que conta com o patrocínio da Petrobras através dos incentivos da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de Cultura. Durante o evento de lançamento, foi exibido ainda um documentário em DVD que traz todo o processo de criação do banco de dados, e que recebe o mesmo nome do projeto.

Fonte: RevistaFórum

A Revista Fórum está licenciada sob uma lincença
Creative Commons

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Árvore da Morte - Animação Russa

Confira Tree of Death (Árvore da Morte), uma macabra animação russa, produzida pelo artista gráfico Vladimir Tomin. Com trilha sonora bacana, o curta-metragem possui narrativa ágil e brinca com alguns símbolos representativos da morte. Segundo Tomin, "esta história é sobre a forma como nós somos confiáveis com coisas e pessoas desconhecidas e como sua vida pode ser curta, se você for lidar com bandidos em sua vida normal". Uma curiosidade sobre Vladimir Tomin é o fato de ele ser o primeiro russo a ter seu trabalho selecionado para a revista online slashTHREE. Abaixo duas opções de visualização. Y.H.

Tree of Death короткометражный фильм анимация


ou
Assista Tree of Death aqui (arquivo wmv)  *LINK DESATIVADO 


Sinopse
Uma tétrica história que mostra o que acontece a um sujeito após receber uma estranha semente do Anjo da Morte.

Gênero Animação
Diretor Vladimir Tomin
Duração 50s
Cor Colorido
País Rússia

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Reflexão sobre a Vida em Animação

Animação basca que retrata numa metáfora a breve passagem de um homem do seu nascimento, vida e morte.

Life corto cortometraje animacion curta-metragem


Sinopse
Uma reflexão sobre a vida.

Gênero Animação
Diretor Koldo Mikel López / Dinar Zakirov / Borja Fernández Doldán
Duração 1'50''
Cor P&B
País Espanha

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ventura do Amor Roleta - Curta-Metragem Turco

Os relacionamentos amorosos podem ser como uma roleta russa. Esta é a analogia feita pelo curta-metragem turco Aşk Ruleti, que traduzindo para o bom português significa "Amor Roleta". Produzido, dirigido e escrito por Mert Dikmen, o filme antes de mais nada, segundo seu realizador, é uma reflexão das diferenças existentes dentro de uma relação bilateral. Dikmen, um jovem diretor nascido em Istambul, dirigiu este curta enquanto ainda era estudante de Belas Artes. O amor sempre é diferente, tudo depende da emoção e da ventura de quem aperta o gatilho. Y.H.

Aşk Ruleti kisa film


Sinopse
Um casal... um amor... dois pontos de vista... seis tiros... porém, somente um deles trará conseqüências mais graves para um dos envolvidos neste relacionamento.

Gênero Ficção
Diretor Mert Dikmen
Elenco Gözde Sinem Öztürk, Murat Serezli
Ano 2005
Duração 5'10''
Cor Colorido
Bitola DV
País Turquia

sábado, 4 de outubro de 2008

Drama em Curta-Metragem Vietnamita

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LE LÓI - curta-metragem vietnamita 
Duas palavras: Cinema e Vietnã. O que vem a mente de forma instantânea logo é Rambo e outras centenas de porcarias produzidas pelos gringos louvando sua perdida guerra e os "heróis" assassinos que por lá passaram. Até existem algumas produções exímias que eles fizeram com a temática, como Apocalypse Now, Platoon, Nascido Para Matar, entre outras, algumas, inclusive, questionando sua devastadora passagem pela região. Porém, falando do outro lado, pouquíssimos filmes realizados pelos vietnamitas chegam aqui no Brasil. Entre os raros destacam-se os excelentes O Cheiro da Papaya Verde e Três Estações (ambos são co-produções, o primeiro com a França e o outro com os EUA). Mas o que nem o Stallone, Coppola, Oliver Stone e Kubrick nem os citados longas vietnamitas fazem é mostrar um Vietnã contemporâneo e urbano.

Imagem retirada do filme, curtas,  assista,  grátis, gratuito, cinema,  asiático,
Imagens podem aprisionar sofrimento
O OutroCine apresenta agora um curta-metragem legitimamente realizado na República Socialista do Vietnã, ambientado nos dias atuais e que não tem como locação as tradicionais e cinematográficas florestas tropicais do país. Intitulado Le Lói, o curta dirigido por Huỳnh Thanh Sỹ e co-dirigido por Phạm Công Chính, é um drama intimista focado nas tormentas de um jovem homem que carrega em suas lembranças algo que repentinamente mudou sua vida. Comente sobre este tocante filme no sistema de comentários do blogue, pra quem preferir uma discussão mais aprofundada, fica a sugestão da comunidade do OutroCine no Orkut.
Le Lói



Sinopse
Casais usam fotos e filmagens para registrar um presente, quase sempre feliz. No entanto, às vezes, o que pode ficar aprisionado nas imagens é um passado distante, triste e irreversível.


Gênero Ficção
Diretor Huỳnh Thanh Sỹ / Phạm Công Chính
Elenco Nguyễn Quốc Thắng, Nguyễn Minh Thiên Kim
Ano 2006
Duração 10'47''
Cor Colorido
País Vietnã


phim ngắn short film court metrage cortometraje

domingo, 28 de setembro de 2008

Obsessão por Sangue em Curta-Metragem

Para aqueles que gostam da textura do bom e velho Super-8, aqui vai um curta de terror experimental filmado nesse formato. Sangre Negra, realizado por Carlos Vásquez ― espanhol radicado na Alemanha ― em parceria com Ana Bellido, usa os recursos da película em preto e branco para contar a história de uma mulher sedenta por sangue, vivendo o conflito gerado por sua obsessão. kurzfilm cortometraje corto short film

Sangre Negra


Sinopse
Uma mulher obcecada por sangue.

Gênero Ficção
Diretor 
Ana Bellido / Carlos Vásquez
Elenco Ana Bellido, Nacho Esteva, Carlos Tejada, Rodolfo Ramera
Ano 2007
Duração 2'20''
Cor P&B
Bitola Super-8
País Alemanha

sábado, 27 de setembro de 2008

Curta baseado em conto de Luis Fernando Veríssimo

Baseado no conto O suicida e o computador, de Luis Fernando Veríssimo, A Nota é um exemplo atual da boa produção curtametragista universitária brasileira. O filme é resultado de um exercício de estúdio do terceiro semestre do curso de Cinema Digital da Universidade Metodista de São Paulo.

A Nota


Sinopse
O constante dilema de um escritor, baseado em conto de Luis Fernando Veríssimo.

Gênero Ficção
Diretor Kauê Klomfahs
Elenco Marco Biglia
Ano 2008
Duração 3'20''
Cor Colorido
País Brasil


Dica
Leia aqui o conto O suicida e o computador

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sprung - Reencontro da alegria na ingenuidade

Cian Olsen em Sprung - foto still
Tratar de revigorar o espírito da inocência e o lado lúdico da infância podem mudar a vida de um adulto. Ao menos é o que acontece no premiado curta-metragem Sprung, da diretora Varda Hardy. O filme é uma moderna comédia muda sobre um jovem homem que, demasiadamente envolto em seus problemas, se esquece de quem realmente é. Ele retoma os sentidos ao cruzar-se com um menino. O garoto, agradecido com um ato heróico do homem, devolve-lhe a leveza da vida. Segundo a diretora, o curta é uma homenagem aos filmes de Harold Lloyd, astro do cinema mudo estadunidense que, ao lado de Charles Chaplin e Buster Keaton, foi considerado um dos maiores atores cômicos da época. Confira Sprung no reprodutor abaixo.

Sprung

Caso a reprodução acima falhar, assista Sprung aqui


Sinopse
Um jovem, preso em meio a confusão e agitação da vida diária, recorda quem ele realmente é.

Gênero Ficção
Diretor Varda Hardy
Elenco J.R. Nutt, Cian Olsen, Martine Monaghan, Alfred Barlaan
Ano 2007
Duração 4min
Cor Colorido
Bitola HDV
País EUA

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

2º Festival de Curtas-metragens de Direitos Humanos

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Festival EntreTodos de Curtas Metragens que tem este ano no juri Fernando Meirelles, Carla Camurati, Rappin Hood e Cláudio Tozzi.

2º Festival de Curtas-metragens de Direitos Humanos - Entretodos
São Paulo
Visa proporcionar o encontro, a interlocução e a criação conjunta entre nossas comunidades e a produção audiovisual, através do diálogo entre questões que abordem o indivíduo e seu meio.

Data: 2 a 8 de dezembro
Categoria: Competitivo para curtas de todos os gêneros e formatos com a temática dos direitos humanos e tribos urbanas e/ou etnicas.
Inscrições: até 17 de outubro de 2008
Locais de exibição: SESC Vila Mariana
Programação: mostras competitiva e itinerantes
Atividades paralelas: fotografia, arte contemporânea, debates, dança
Responsável: Raquel Simões Silva
Entidade promotora: Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP
Contato: R. Heitor de Moraes, 299
São Paulo / SP
01237-000
Tel.: (11) 3872-4057
FAX: (11) 3872-4057
info@entretodos.com.br

www.entretodos.com.br

As Trapalhadas de um pobre Sapo

Frog é uma animação independente, onde acompanhamos as desventuras de um simpático sapinho. Dirigido pelo estadunidense Christopher Conforti, é um curta bem simples mas que funciona na sua intenção de ser engraçado.

Frog


Sinopse
Em uma tentativa de evitar o calor do sol, um sapo só se mete em mais problemas.

Gênero Animação
Diretor Christopher Conforti
Elenco (vozes de) Marc Tatti, Garrett Koeppicus, Melissa Jordan, Christopher Conforti

Ano 2004
Duração 3'54''
Cor Colorido
País EUA

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Documentário desmente versão oficial sobre o 11 de Setembro

O mundo inteiro sabe o que aconteceu no dia 11 de setembro de 2001. Talvez nada seja tão lembrado na história recente. Quase ninguém recorda em quem votou pra vereador nas eleições passadas, mas é certo que sabem que há sete anos atrás duas torres, atingidas por aviões, tombaram após a colisão. Depois desta demonstração de vulnerabilidade da potência hegemônica, os estadunidenses endureceram sua dominação militarista. As conseqüências foram sentidas no mundo inteiro, principalmente àqueles de origem islâmica, mas, nem nós, brasileiros, escapamos das garras dos falcões extremistas que dominam a Casa Branca. Tornou-se cada vez mais difícil conseguir um visto de entrada nos EUA, afinal, todos podem ser terroristas e, antes de entrar em seu país, é certo que qualquer um pode ser calorosamente recebido na Base de Guantânamo. Bom, a versão oficialista afirma que foi Osama bin Laden e sua Al-Qaeda os responsáveis por estremecer o grande Império, sobrando nessa até para Saddam Hussein, que talvez houvesse atirado, quem sabe, uma pedra em direção a Estátua da Liberdade.

Agora a contestação. Segundo o documentário Loose Change a coisa toda não foi bem assim. Antes de seguir sobre o filme, melhor esclarecer algumas coisas: Aos céticos que gostam de pensar que qualquer afirmativa não-oficial é mera teoria da conspiração, e aos de tendência reacionária que tudo crêem ser de intenção comunista, aqui o esclarecimento. Não, o documentário não se baseia em meras especulações, possui diversas evidências e questionamentos, também é apoiado pelos associados do 9/11 Truth Movement, composto por engenheiros, catedráticos de várias áreas e dos mais diferentes especialistas, conferindo mais seriedade a produção. E não, o filme não foi produzido por setores da esquerda latino-americana nem por entidades muçulmanas, nem nada parecido. É uma obra estadunidense com contestações e informações dos mesmos.

Seguindo. Em Loose Change suspeita-se que tudo o que aconteceu na famigerada data nada mais foi que um plano executado pelo próprio governo de W. Bush. São apresentados fatos e provas de que existe uma grande mentira, e que a história oficial, decretada pela Casa Branca e difundida pela mídia daquele país, possui muitos furos. Loose Change não se oferece como a verdade do ocorrido, ele se propõe a ser um incentivador do debate, da contestação e da não aceitação de uma falsidade imposta por interesse político-econômico. Dificilmente alguém duvida das más intenções de George W. Bush, que é unanimemente odiado no planeta inteiro. Entretanto, é evidente que muitos duvidam que o 11/09 foi um crime interno planejado pelo próprio governo do Estados Unidos da América e, para estes, tratar desta hipótese soara como teoria da conspiração. Como resposta fica aquela que Kevin Barrett, professor da Universidade de Winsconsin, deu ao vivo a um jornalista da conservadora FoxNews no momento que este tratava de ridicularizá-lo afirmando que o professor é um maluco com teorias bizarras, Barrett apenas disse: ― Vocês são os que têm teorias bizarras. Você acha que 19 caras com canivetes, guiados por um cara numa caverna no Afeganistão... Que ridículo... Esta sim é a maior teoria conspiratória.

Esta resposta de Kevin Barrett pode ser conferida em Loose Change segunda Edição, apresentado abaixo, e que traz mais dados e correções em relação a sua primeira versão. Inclusive já existe um terceiro filme da série, intitulado Loose Change Final Cut com mais de duas horas de duração. A cópia de Loose Change 2a Edição tem legendas em português e também está disponível pra baixar.

Yerko Herrera


Loose Change 2a Edição (Recut) - legendas em português


Baixe aqui Loose Change 2a Edição (Recut) completo (diretamente da página do Google Vídeos - arquivo mp4)

Sinopse

Documentário que mostra evidências de que os eventos de 11 de Setembro nos EUA, podem ter sido uma obra interna do próprio governo.


Gênero Documentário
Diretor Dylan Avery
Ano 2006
Duração 89min
Cor Colorido
País EUA

Uma Vida Normal

O ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar e superar situações, alguns mais do que outros diga-se a verdade. Basta assistir à madrugada os competidores nas diversas modalidades desta Paraolimpíadas de Pequim, é fascinante ver o que eles, com todas as limitações possíveis, conseguem fazer. Se o atleta trata de superar todos os seus limites no esporte, então o paraatleta deve ser a superação da superação. Não menos impressionante é acompanhar um pedaço da vida de Paulo Azevedo no documentário Uma Vida Normal.
Este curta-metragem português testemunha a história de um rapaz que nasceu sem mãos e sem pernas e, como diz o título do filme, leva uma vida comum, fazendo mais atividades do que eu e, quem sabe, até você. Falar qualquer coisa sobre este comovente curta é correr o risco de cair em clichês como "viu, e tu aí reclamando da vida!?" ou "um exemplo de superação", coisa e tal. Azar se afirmar isto soara como um chavão, mas é vendo este filme que se tem a impressão que a felicidade realmente é um estado de espírito e independe, ou não depende tanto, de fatores externos. O respeito com que o documentário trata do tema, sem cair na apelação sentimental, confere-lhe uma beleza especial, além de contar com o inegável carisma de Paulo. Durante dez minutos, somos convidados a espionar despudoradamente a rotina de Paulo Azevedo.

O curta Uma Vida Normal, na verdade, é uma compilação de uma grande reportagem realizada para o canal português SIC. O filme tem vida própria sem a reportagem de quase quarenta minutos, no entanto, tamanha a simpatia deste rapaz sem mãos e sem pernas, e também por conta da qualidade da mesma, vale a pena conferi-la. Primeiro Uma Vida Normal em versão curta-metragem. Segue a reportagem na íntegra.
Yerko Herrera
Uma Vida Normal


Sinopse

Paulo Azevedo nasceu sem mãos e sem pernas, em Outubro de 1981. Nessa altura não havia ecografias em Portugal e, por isso, a família só soube das características do bebé depois do nascimento. A dúvida sobre o que poderá ter causado a malformação persiste até hoje. Paulo tem 26 anos e é completamente autônomo. Já foi treinador de futebol, mas sonha com outros palcos.

Gênero Documentário
Diretor Alcides Vieira
Elenco Paulo Azevedo
Ano 2008
Duração 10min
Cor Colorido
País Portugal



Uma Vida Normal - Reportagem Completa


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Assista Curta Provocante e Surpreendente

Curto, simples, perturbadoramente sensível. Assim é o curta-metragem de Paulo Vianna, produzido para concorrer no Festival do Minuto de 2005, intitulado Inacessível. Em menos de sessenta segundos o filme surpreende, choca, transtorna, revela muito mais do que gostaríamos.

Inacessível


Sinopse
Há pessoas com obstáculos bem maiores.

Gênero Ficção
Diretor Paulo Vianna
Elenco Paulo Jr.
Ano 2005
Duração 1min
Cor Colorido
País Brasil



Dica
Assista aqui belo curta indiano

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Curta-Metragem Japonês ironiza Tabagismo

O tabagismo é uma das grandes preocupações mundiais, sem dúvida um dos maiores problemas de saúde pública em qualquer país. No Japão não é diferente, foi então que o diretor nipônico Tomohisa Sugizaki resolveu tratar do tema com grande dose de sarcasmo. No curta-metragem 増税 (traduzindo literalmente é algo como Imposto Aumento, ou Aumento do Imposto, vai saber!!!), Sugizaki tece uma crítica irônica aos fumantes, seu humor contém um certo realismo fantástico. Algumas metáforas estão implícitas no filme, mas cabe ao espectador buscá-las e viajar encima delas, até porque para um japonês o sentido pode ser completamente diferente. Se houver problemas para reproduzir o vídeo no reprodutor abaixo, por favor, informe. Constatada a falha, o mais rápido possível será publicado uma fonte alternativa. Y.H.

増税


Sinopse
Um vício é difícil de apagar.

Gênero Ficção
Diretor Tomohisa Sugizaki
Ano 2006
Duração 2'52''
Cor Colorido
País Japão