sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Confere Surpreendente Curta Paraguaio

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De LUGAR NENHUM. A linda Alicia Martin atriz do curta paraguaio
Vertiginoso! Desconcertante e surpreendente, o curta-metragem paraguaio Ningún Lugar foge do comum e dá uma porrada no espectador em apenas cinco minutos. Com uma câmera nervosa em estilo documental, mostra uma bela mulher no momento que ela chega num estúdio de gravação de áudio pra a leitura de um suposto anúncio. Pra manter a surpresa é melhor nem contar mais nada. O diretor Luis Aguirre, dono da produtora Antagonista, trata de buscar uma identidade nacional paraguaia através da ficção em seus trabalhos. Recentemente dirigiu o longa-metragem Un Revolber en la Chaca, documentário sobre o rock em um bairro de Assunção disponível completo pela internet.
Ningún Lugar


Sinopse
Quando falhamos em enquadrar bem os nossos atos o boom entra em quadro.

Gênero Ficção
Diretor Luis Aguirre
Elenco Alicia Martin, Quique Calabrese, Sebastián Díaz, Bautista Aguirre
Ano 2008
Duração 5 min
Cor Colorido
País Paraguai

Primeiro Episódio de Brincadeirantes

animação, curta-metragem, primeiro episódio, desenho animadoEis aqui o episódio de estreia da série animada idealizada por Paulo Henrique Machado, intitulada Brincadeirantes. Só foi possível concretizar este piloto devido a campanha de financiamento coletivo que Paulo Henrique promoveu e que arrecadou os R$ 120 mil necessários para sua realização. A animação Brincadeirantes conta a história de cinco crianças vítimas de paralisia infantil, inspirada na própria vida do seu criador e na de seus amigos de infância. Paulo Henrique vive há 46 anos numa UTI e quem quiser assistir uma matéria onde ele conta como superou seus limites pra realizar o seu grande sonho, clica aqui.

Brincadeirantes - primeiro episódio


Sinopse
Episódio piloto da série Brincadeirantes

Gênero Animação
Diretor Paulo Henrique Machado
Dubladores Róbson Kumode, Lene Bastos, Affonso Amajones, Alex Minei, Kandy Ricci, Márcia Regina
Ano 2014
Duração 10 min
Cor Colorido
País Brasil

Há 46 anos na UTI, paciente cria desenho animado

Assista abaixo a comovente matéria da Folha de São Paulo sobre Paulo Henrique Machado, paciente que está internado há 46 anos numa UTI e que decidiu concretizar o sonho de realizar uma animação.



As brincadeiras de sete crianças com paralisia infantil, que passaram a infância internadas numa UTI do Hospital das Clínicas de São Paulo, viraram mote para uma série de desenhos, criada pelo líder da turma.

Paulo Henrique Machado, 47, que vive ligado a um respirador artificial no Hospital das Clínicas desde um ano de idade, é mentor e roteirista da animação "Brincadeirantes", concluída nesta semana. A Folha revelou sua história no ano passado.

O episódio-piloto, com dez minutos, foi possível graças a um financiamento coletivo que arrecadou R$ 120 mil. Um total de 1.612 doadores colaboraram com a empreitada.

Leia mais: http://folha.com/no1563900

Informações via canal do Youtube da Folha de São Paulo

Confira aqui o primeiro episódio de Brincadeirantes

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Curta Cubano mostra força Feminina - #VaiPraCuba!

Em 2014 nunca se ouviu tanto a expressão "vai pra Cuba", dito como se isso fora o pior dos xingamentos. Pois, então convido a todos que quiserem vir junto comigo pra esta linda ilha do Caribe. Vêm, vamos todos pra Cuba! Apresento mais um curta-metragem realizado no país dos irmãos Castro, nesta sessão que batizo informalmente de #VaiPraCuba! 

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MARIA é uma garotinha cubana forte e decidida
Maria é uma menina que adora brincar com os meninos e não vê problema algum nisso. Entretanto, não é o que todos os meninos pensam. O curta Maria y Osmey é um grito da liberdade e da igualdade de gênero, aonde a pequena Maria vai acabar sozinha com o machismo de alguns garotos. Osmey é um engenhoso garoto que dribla a carência de recursos com criatividade e é o primeiro a se dobrar para a sagaz amiga. O filme, assim como o curta postado anteriormente (El Año de Cerdo), mostra que o beisebol é de fato uma paixão nacional pros cubanos. Atentem para o final do filme, em que um grave anúncio oficial é transmitido pelo rádio. Idioma original, com legendas em inglês.
Maria y Osmey


Sinopse
Meninos cubanos praticam a democracia enquanto tentam resolver conflitos durante uma partida de beisebol.

Gênero Ficção
Diretor Diego Arredondo
Elenco Richard Yendry Andrade Delgado, Ninet Izquierdo Fonseca, Richard López Batista
Ano 2007
Duração 8 min
Cor Colorido
País Cuba

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Até Pequenos Atos podem mudar Destinos

Meio século depois, EUA e Cuba voltam a se aproximar e começam a restabelecer relações diplomáticas. Ainda não é o fim de um dos embargos mais cruéis imposto pelo imperialismo estadunidense, mas, o fato de Barack Obama estabelecer contato com Raúl Castro, já é um marco histórico que transformará a relação entre os dois países. Pra não deixar este dia passar em branco, o Outro Cine traz o premiadíssimo curta cubano El Año del Cerdo, que na tradução literal para o português seria O Ano do Porco, uma referência ao horóscopo chinês.

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Zodíaco CHINÊS. Annia Bu é Alejandra Ping em El Año del Cerdo
E é justamente no bairro chinês de Havana, mais especificamente num restaurante de comida chinesa, que se desenvolve a história. Conduzido por um narrador, o espectador é apresentado a Chang Rodríguez, um avoado funcionário do restaurante que passa a ser a peça chave que une todos os personagens da trama, digamos que ele é o biscoito da sorte do curta. Algo que Chang fez no passado modificou a vida de todos os moradores do prédio aonde se localiza o estabelecimento em que ele trabalha. A cada personagem surge uma informação que joga luz ao ocorrido. Entretanto, é justamente Chang que por ventura restabelecerá a ordem normal na vida destes mesmos vizinhos. Muito bem decupado e com um roteiro encaixado, a diretora Claudia Calderón conduz com maestria El Año del Cerdo. O curta-metragem, filme-tese realizado por cinco ex-alunos da Escola de Cine e Televisão de San Antonio de los Baños, teve exitosa passagem por festivais e conquistou mais de vinte prêmios mundo a fora. Idioma original, com legendas em inglês.

El Año del Cerdo


Sinopse
Conta a história de um pitoresco bairro chinês de Havana onde convivem uma jovem obcecada por colecionar manuais, uma ex-cantora de ópera cantonesa e um lutador de Kung fu. Todos conectados pelo entregador do restaurante chinês do primeiro andar, Chang Rodríguez.

Gênero Ficção
Subgênero Comédia
Diretor Claudia Calderón
Elenco Antulio Marín, Annia Bu, Caridad Amarán, Alejandro Chiu, Mario Guerra, Luis Alberto Delgado, Hilda Chiu, Marlenys Choy Chang, Barbara Díaz, Joan Abreu
Ano 2008
Duração 9'30''
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Cuba

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Atentado no Chile - Mulher Derruba Edifício em Curta Espetacular

Em primeira mão, recém saído do forno, o Outro Cine apresenta o curta-metragem chileno lançado nesta terça (16/12) na internet e que movimentou as redes sociais no Chile. Trata-se do curta Súper M, onde uma mãe faz qualquer coisa para que seu filho possa apreciar a paisagem sentado em seu berço. O filme, dirigido por Víctor Uribe, traz uma super mãe, interpretada pela belíssima Paloma Hoyos, que resolve tomar uma medida radical para que seu bebê possa ver as montanhas da janela do apartamento.

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ATENTADO. Por filho mãe faz tudo, até derrubar um arranha-céus
Armada com um lançador de mísseis, a jovem mãe resolve pôr abaixo a torre central de um complexo financeiro conhecido como Costanera Center. Localizado em Santiago do Chile, o edifício com 300 metros de altura não só é o arranha-céus mais alto do Chile como também é o maior de toda América Latina. O curta tem a intenção de mostrar para os chilenos que sua indústria cinematográfica possui capacidade de realizar efeitos especiais tão realistas quando os de Hollywood. Segundo Uribe, "assim como as produções dos EUA são capazes de derrubar a Casa Branca ou cidades inteiras com efeitos visuais para entreter os espectadores, nós esperamos conseguir algo semelhante com este curta, o encaramos como um entretenimento cinematográfico com o qual fazemos a imaginação voar e conseguimos aprender muitíssimo". E sobre o fato da heroína derrubar um gigante de 60 andares para que seu primogênito possa ver a montanha desde seu berço, o diretor explica: "Não se trata de fazer apologia ao terrorismo, é só um exagero das ações que uma mãe pode realizar por um filho". Uribe conta que sua inspiração foi a própria mãe, uma doce velhinha, a quem ele dedica esta produção, ademais de dedicar o filme a todas mães. Se a intenção de Víctor Uribe era criar um filme com efeitos visuais realistas, ele cumpre o objetivo de maneira convincente com as cenas de destruição em Súper M.
Súper M


Sinopse
Súper M é um curta-metragem sobre o amor maternal e sobre a coragem de uma mãe... e, enfim... sua capacidade para utilizar alta tecnologia contrabandeada... por amor a seu filho.

Gênero Ficção
Diretor Víctor Uribe
Elenco Paloma Hoyos, Baltazar Fritz Valencia, Tess
Ano 2014
Duração 6'30''
Cor Colorido
País Chile

Filmes Brasileiros são premiadas em Festivais de Cuba e Portugal

Brasil volta cheio de prêmios dos festivais de Havana, em Cuba, e Santa Maria da Feira, em Portugal
Dezesseis produções nacionais foram premiadas nos dois eventos, esta semana

por Assessoria de Comunicação da Ancine

No último domingo, 14 de dezembro, dois importantes festivais internacionais deram destaque ao cinema brasileiro: Dezesseis produções nacionais foram premiadas no Festival de Cinema Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, em Portugal, e no Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano, em Havana, Cuba.

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Cena de "Com os punhos cerrados", melhor filme no Festival de Cinema Luso Brasileiro

Festival de Cinema Luso Brasileiro premia 11 produções nacionais

A 18ª edição do Festival de Cinema Luso Brasileiro, realizado em Santa Maria da Feira, que aconteceu entre os dias 7 e 14 deste mês, consagrou o cinema brasileiro em sua noite de encerramento: nada menos do que onze produções brasileiras foram laureadas.

“Com os punhos cerrados”, de Ricardo Pretti, Luiz Pretti e Pedro Diógenes, ganhou o prêmio de Melhor Filme do festival e “O jogo das decapitações”, de Sérgio Bianchi, foi contemplado com o Prêmio Especial do Júri. Para a crítica, o melhor filme exibido no evento foi o longa “Ventos de agosto”, de Gabriel Mascaro; já o favorito do público foi “Permanência”, de Leonardo Lacca.

Ainda entre os longas-metragens, a coprodução com a Alemanha “Praia do Futuro”, de Karim Aïnouz, ganhou os prêmios de Melhor Trilha Sonora e Melhor Som; “A vida privada dos hipopótamos”, de Maíra Bühler e Matias Mariani, trouxe para casa o Prêmio dos Cineclubes; e Paulo André foi agraciado com o prêmio de Melhor Ator por sua atuação no longa-metragem “O homem das multidões”, do pernambucano Marcelo Gomes e do mineiro Cao Guimarães.

"Com os punhos cerrados", "A vida privada dos hipopótamos", "Ventos de agosto", e "Permanência” participaram do festival com o apoio da ANCINE, por meio do Programa de Apoio à Participação em Festivais Internacionais, que concede auxílios diversos a produções oficialmente convidadas a participar de 77 mostras e festivais de cinema no exterior. Clique aqui para saber mais sobre o Programa de Apoio.

Entre os curtas-metragens, os brasileiros premiados foram “La llamada”, de Gustavo Vinagre, vencedor do prêmio de Melhor Curta; “E”, de Alexandre Wahrhaftig, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos, que ganhou o Prêmio Especial do Júri; “Geru”, de Fábio Baldo, vencedor do Prêmio da Crítica; e “Edifício Tatuapé Mahal”, de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum, escolhido pelo público do festival como o melhor entre os curtas em competição.

Em Havana, seis filmes brasileiros premiados com o troféu Coral

Já a 36ª edição do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano, em Havana, que começou no dia 4 de dezembro e também teve seu encerramento no domingo, premiou seis produções brasileiras.

O Troféu Coral, prêmio oficial do Festival de Havana, foi conquistado por seis filmes nacionais: “Praia do Futuro”, de Karim Aïnouz, ganhou o prêmio nas categorias Música Original e Melhor Som; “Sem coração”, de Nara Normande e Tião, foi o vencedor da categoria Curtas e Médias-metragens de Ficção; e “Obra”, de Gregorio Graziosi, que foi assistido pelo diretor do festival, Ivan Giroud, no Programa Encontros com o Cinema Brasileiro, recebeu o Coral de Contribuição Artística.

Entre os filmes de animação, “Castillo y el armado”, de Pedro Harres, ficou com o prêmio de melhor curta.Clara Simas e Isabella Alves venceram o prêmio de melhor cartaz de cinema pelo trabalho para o filme "Sexta Série", de Cecilia da Fonte. Finalizando a lista, o longa “A estrada 47”, de Vicente Ferraz, recebeu menção especial do júri.

Para mais informações sobre o Festival Luso Brasileiro ou o Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano, acesse o site dos eventos.

Fonte: Ancine

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Cinema que funciona com energia solar faz sessão ao ar livre na Lapa

por Isabela Vieira - Agência Brasil

Através de placas solares veículo armazena a energia elétrica. Cinesolar 
Os Arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, se transformam hoje (15), em cinema ao ar livre. Pela primeira vez, um dos principais pontos turísticos da cidade recebe o Cinesolar, que utiliza a energia solar para projetar filmes e é inédita no Brasil. A partir das 19h, serão exibidos o longa-metragem Saneamento Básico, de Jorge Furtado, e o curta Contos Urbanos, de Tarsilla Alves e Fernando Mamari, em pré-estreia.

Criado para rodar filmes onde o acesso ao cinema é mais difícil, o Cinesolar, chega a ao Rio, depois de percorrer mais de 60 cidades pelo país. “A ideia é levar o cinema nacional para lugares que têm precário acesso a esse bem. Passamos por muitos lugares que ou não têm sala de cinema ou, quando têm, é dentro dos shoppings, onde não passam filmes nacionais”, explicou um dos coordenadores da iniciativa, da produtora Brazuca, Marco Costa.

Já os filmes exibidos no projeto são selecionados de acordo com a temática, preferencialmente, a sustentabilidade. “Temos uma curadoria que privilegia o cinema brasileiro aliado à questão da sustentabilidade, do meio ambiente”, disse Costa, citando como exemplo o longa Saneamento Básico, uma comédia que fala sobre a construção de uma fossa. “Mas também incluímos filmes brasileiros que não tenham tido tanta visibilidade”, acrescentou o coordenador.

Todos os equipamentos de exibição, de som e as cadeiras são transportados em um caminhão adaptado com placas solares. Por meio de um conversor, o veículo armazena a energia elétrica. Desde que começou a funcionar, em junho de 2013, o projeto aproveitou 280 mil watts de energia solar, que seria suficiente para manter uma geladeira ligada por cerca de um mês ininterrupto.

Esta noite, quem for assistir ao Cinesolar na Lapa presenciará uma revoada de origamis de tsuru (passarinho da sorte, feito de papel), que simboliza a paz, e ouvirá a harpista Alice Emery, que se apresenta entre as sessões.

Fonte: EBC - Todo o conteúdo da EBC está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.

Inscrições para o Chilemonos, Festival Internacional de Animação

Inscrições abertas para o Chilemonos - Festival Internacional de Animação, no Chile
Edição 2015 do evento, que acontece em maio, terá o Brasil como país convidado. Inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de janeiro


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O Chilemonos - Festival Internacional de Animação tem inscrições abertas para sua próxima edição, a ser realizada entre os dias 5 e 10 de maio de 2015, em Santiago, no Chile. O festival, que está em sua 4ª edição, tem o objetivo de difundir o gênero de animação no país. A organização do evento já adiantou que a edição deste ano terá o Brasil como país convidado.

Sobre as inscrições

Os interessados devem acessar as plataformas FilmFreeway, Festhome e Short Film Central para realizar as inscrições, gratuitas, até o dia 5 de janeiro. As cópias podem ser enviadas por via postal ou por meio de um link para visualização na internet.

Filmes brasileiros podem concorrer aos prêmios nas competições Ibero-Americana de Longas-Metragens de Animação, Internacional de Curtas-Metragens de Animação, Latino-Americana de Curtas-Metragens de Animação, Internacional de Curtas-Metragens Experimentais de Animação, Internacional de Curtas-Metragens Estudantis de Animação, Latino-Americana de Séries de Animação, e Latino-Americana de Web-Séries de Animação.

Além da exibição de filmes, o evento promove ainda uma série de atividades extras como master classes, workshops, laboratórios de projetos e conferências sobre animação e criação de personagens. Para mais informações, acesse o site oficial do Chilemonos - Festival Internacional de Animação.

Fonte: Ancine

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Emblema: O Filme sobre a Ditadura que levou seu realizador pra prisão

Recentemente a Comissão Nacional da Verdade identificou 377 autores de violações aos direitos humanos durante a ditadura. Durante esse período, centenas de pessoas foram presas, torturadas, assassinadas e muitas ainda são dadas como desaparecidas. Enquanto isso, paralelamente, grupos de extrema direita, com tendências golpistas, lamentam o resultado das urnas e questionam a nossa sólida democracia. Recordar o passado ajuda o nosso futuro. Nada melhor que assistir ao emblemático Manhã Cinzenta, média-metragem de Olney São Paulo, realizado entre 1968 e 1969.
"Olney é a Metáfora de uma Alegorya. Retirante dos sertões para o litoral – o cineasta foi perseguido, preso e torturado. A Embrafilme não o ajudou, transformando-o no símbolo do censurado e reprimido."
De Glauber Rocha, em seu livro Revolução do Cinema Novo (Rio de Janeiro. Alambra/Embrafilme: 1981, p. 364)
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MANHÃ CINZENTA. Casal de estudantes é preso e torturado por forças repressoras 
Manhã cinzenta, primeira produção brasileira a ganhar o prêmio Obernhausen, na Alemanha Oriental, aborda um golpe de estado num país imaginário da América Latina. Um casal de estudantes se desloca para uma passeata onde o rapaz, um militante, lidera um comício. Presos durante a manifestação, torturados na prisão, eles sofrem um inquérito absurdo dirigido por um robô e um cérebro eletrônico. Tragicamente, a realidade copiou a ficção é o diretor Olney São Paulo foi perseguido, preso e torturado por conta deste filme. Os negativos e cópias do filme foram confiscados em 1969, felizmente uma das cópias foi salva e permaneceu escondida por 25 anos na Cinemateca do MAM no Rio de Janeiro.

"A proposta inicial de Manhã Cinzenta era que viesse a compor um projeto de um filme com três histórias. Dois episódios seriam acrescentados, a saber, uma comédia e um cinema-verdade, além do já existente, que ficou como a versão final. No entanto, com a apreensão de Manhã Cinzenta e a censura, o projeto foi abandonado por Olney São Paulo, ficando apenas um filme de caráter independente que, embora ficasse inédito no Brasil, ganhou muita repercussão em outros países. Exemplo desse reconhecimento e da valorização foi a premiação recebida na Alemanha, bem como as participações em festivais de Cannes, em 1970; Cracóvia, na Polônia; Viña del Mar, no Chile; Pesaro, na Itália, e em Londres." (fonte: Cine Cachoeira)
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REPRESSÃO. Personagem alegoriza fascismo e nazismo

Pra saber mais sobre Olney São Paulo e Manhã Cinzenta:



“Manhã Cinzenta é o grande filmexplosão de 1968 e supera incontestavelmente os delírios pequeno-burgueses dos histéricos udigrudistas. Montagem caleidocóspia, desintegra signos da luta contra o Systema – panfleto bárbaro e sofisticado, revolucionário a ponto de provocar prisão, turtura e iniciativa mortal no corpo de Artysta. O Cinema Nordestino, Cinema Popular metaforizado em Olney e Miguel Torres, vítimas dos invasores – Heroys do Brazyl!” - Glauber Rocha.

"A imagem que guardo do meu compadre é uma síntese daquele documentário que ele fez sobre os sábios do tempo, os velhos sertanejos que dominam sistemas ancestrais de medição meteorológica [Sob o ditame do rude Almajesto: sinais de chuva (1976)]. Vejo-o de chapéu de couro, no raso da caatinga, conversando com os ventos, para saber de onde vêm e para onde vão." - Nelson Pereira dos Santos sobre Olney São Paulo.

Manhã Cinzenta


Sinopse
Um golpe de estado num país imaginário da América Latina. O poder. A repressão. O filme que levou seu realizador aos porões da ditadura.

Gênero Ficção
Diretor Olney São Paulo
Elenco Sonelio Costa, Janete Chermont
Ano 1969
Duração 22 min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Brasil

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Documentário registra Mulheres unidas contra o estupro

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MULHERES UNIDAS tomaram frente na batalha contra estupro
Hoje, dia 09 de dezembro de 2014, sucedeu um lamentável episódio na Câmara dos Deputados. O deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), numa criminosa e completa falta de decoro, disse a deputada federal Maria do Rosário (RS) que só não a estuprava porque ela não merecia. Lembremos ao senhor deputado, que foi eleito com 400 mil votos, que ninguém merece. Revoltante. Por isso o Outro Cine posta o documentário As Justiceiras do Capivari, dirigido pelo talentoso Felipe Nepomuceno.

As Justiceiras do Capivari


Sinopse
Documentário sobre as Justiceiras do Capivari, grupo de mulheres que resolveu tomar a frente na batalha contra o estupro, em uma área sem lei da Baixada Fluminense (RJ).

Gênero Documentário
Diretor Felipe Nepomuceno
Ano 2002
Duração 10 min
Cor Colorido
Formato HD
País Brasil

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho ganha apoio da ANCINE na campanha por Indicação ao Oscar

"Hoje eu quero voltar sozinho" recebe apoio da ANCINE na campanha por indicação ao Oscar
Filme de Daniel Ribeiro concorre a uma vaga entre os finalistas para o prêmio de melhor filme estrangeiro

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"Hoje eu quero voltar sozinho", de Daniel Ribeiro, escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga entre os finalistas da categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira na próxima edição da premiação anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas - o Oscar, foi contemplado pelo Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros na Disputa pela Indicação ao Oscar da ANCINE. O valor do apoio é de R$ 150 mil para utilização em sua campanha de divulgação internacional.

Para a produtora Diana Almeida, da Lacuna Filmes, o apoio da Agência ajuda a aumentar as chances do filme alcançar a indicação na lista final: "O apoio da ANCINE será usado para arcar com os custos de exibições extras para os membros da Academia e com anúncios em revistas especializadas com as datas das exibições. Como são muitos filmes e um tempo muito curto para os membros assistirem a todos, o fundamental é conseguir se destacar e criar possibilidades para que o filme seja visto, por isso as sessões extras e os anúncios são muito importantes", afirmou ela, aproveitando pra dizer que "nas exibições que já foram realizadas, temos sentido que o filme está agradando aos membros." Além do suporte oferecido pela ANCINE, o filme recebeu apoio do Ministério das Relações Exteriores, na forma de concessão de passagens aéreas, e do Programa Cinema do Brasil, que bancou a publicação de anúncios nas revistas especializadas Variety e The Hollywood Reporter.

O filme foi escolhido como representante brasileiro na disputa pela vaga por meio de um processo seletivo organizado por uma Comissão Especial de Seleção do Ministério da Cultura e divulgado no dia 18 de setembro. Baseado no curta "Eu não quero voltar sozinho", também de Daniel Ribeiro, seu primeiro longa-metragem mostra o cotidiano do adolescente cego Leonardo, sua relação com a melhor amiga, Giovana, e seu envolvimento com Gabriel, seu colega de escola. "Hoje eu quero voltar sozinho" foi um dos contemplados na chamada pública PRODECINE 01/2012 do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e contou com um investimento de R$ 600 mil em sua produção.

Com ou sem a consagração no Oscar, "Hoje eu quero voltar sozinho" já faz uma carreira internacional de respeito. Desde sua première no Festival de Berlim, em fevereiro, o longa já acumula mais de três dezenas de prêmios em festivais internacionais, entre eles os prêmios Teddy e FIPRESCI em Berlim; o prêmio de melhor filme pelo público do Festival de Guadalajara, no México; e o prêmio de melhor direção para Daniel Ribeiro no Festival Ibero-americano de Huelva, na Espanha. O longa ainda teve seus direitos de exibição negociados com 23 países.

Fonte: Ancine

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - Trailer Oficial

sábado, 6 de dezembro de 2014

Olhar de uma Mosca em Premiada Animação Húngara

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A MOSCA. Olhar sob a perspectiva de uma mosca
Uma fantástica animação húngara de 1980 nos faz ver o mundo sob o vertiginoso olhar de uma mosca. O curta A Légy (The Fly) entre tantos prêmios que conquistou também ganhou o Oscar de melhor curta-metragem de animação em 1981. O diretor Ferenc Rofusz, que na época morava em Budapeste, não pôde sair da Hungria para receber a premiação, entretanto, sem o seu conhecimento, alguém recebeu o prêmio. Rofusz certa vez contou que foi surpreendido durante a transmissão por ver alguém, que ele não sabia quem era, aceitar o prêmio por ele. Segundo o que foi publicado sobre o caso, em 1981, pelo jornal LA Times, enquanto os apresentadores Alan Arkin e Margot Kidder estavam anunciando que a academia aceitaria em nome de Rofusz, um homem barbudo subiu ao palco, fez um discurso de agradecimento curto, posou para as fotos obrigatórias e partiu com um Oscar, deixando, de alguma forma, um ar misterioso. Parece que pra Rofusz, assim como a mosca de seu filme, sua estatueta saiu voando. No entanto, houve um final feliz. Desconheço como, mas, após o ocorrido, o animador recebeu a estatueta.

A Légy (The Fly)


Sinopse
Um belo dia na vida de uma mosca apresentado completamente do ponto de vista da mosca. Um belo dia, até que algo triste acontece.

Gênero Animação
Diretor Ferenc Rófusz
Ano 1980
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Hungria

Inocência e Violência misturadas em Jogo de Guerra - Curta Italiano

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Violência e Inocência em O Jogo de Guerra
A violência estimulada num inocente menino através de seus brinquedos. Um garoto brinca de guerra no instigante curta-metragem italiano Il gioco della guerra, dirigido por Luca Immesi e Giulia Brazzale. Segundo os realizadores, a proposta neste curta foi recriar o estilo de filmagem de um documentário de guerra.



Il gioco della guerra


Sinopse
Uma criança está brincando o "jogo de guerra" com seus brinquedos. O jogo é divertido até que a criança percebe a crueldade e a violência dos conflitos armados.

Gênero Ficção
Diretor Luca Immesi / Giulia Brazzale
Elenco Nicola Arabi
Ano 2004
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 16mm
País Itália

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Edital do MinC contemplará jovens Documentaristas

Edital premiará documentaristas jovens de todo o país

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A Cinemateca Brasileira, a Secretaria de Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura (MinC) e Universidade Federal de São Paulo (FAP-UNIFESP), em parceria com as universidades federais, estão lançando um edital que vai premiar jovens documentaristas de todo o país. Serão selecionados 10 projetos de autoria de jovens de 18 a 29 anos de idade.

Os projetos selecionados receberão um prêmio de R$ 100 mil para ser usado na produção do documentário. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de fevereiro de 2015 pelo endereço www.jovemdoc.org.br

Os projetos deverão contemplar aspectos relacionados à participação social e política dos jovens: inclusão, liberdade e participação do jovem na vida em sociedade; culturas urbanas, digital e cidadania; produção cultural, prática esportiva, mobilidade territorial.

Para participar, os jovens deverão se associar a uma empresa produtora registrada na Agência Nacional de Cinema (ANCINE). Os 10 documentários contemplados serão exibidos em tevês públicas e educativas. O edital será lançado em oito capitais brasileiras.

Veja abaixo o cronograma de lançamento:

Rio de Janeiro26/nov13hAuditório da Central de Produção Multimídia ECO/UFRJAvenida Pasteur, 250/fundos - Campus da Praia Vermelha/UFRJ
Belo Horizonte27/nov17hFaculdade de Educação - FAE/UFMGAv. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha
Curitiba28/novAuditório SACOD- Setor de Arte, Comunicação e Design / UFPRRua Rua Bom Jesus, 650 - Cabral
Salvador2/dez14h30Faculdade de Educação/UFBaAv. Reitor Miguel Calmon, s/n - Vale do Canela
Brasília2/dez14hUniversidade de Brasilia - Auditório 04UnB - bloco E, Térreo - Instituto de Biologia/IB
Goiânia03/dez14hAuditório Luís Palacin Faculdade de Ciências SociaisUniversidade Federal de Goiás - Campus 2
Belém04/dez14h30Laboratório de Projeção do Anexo ao Atelier de ArtesFaculdade de Artes Visuais Rua Augusto Correa, nº 1 - Guamá
Porto Alegre05/dez19hSala Redenção - Cinema Universitário/UFRGSAv. Luiz Englert, s/ nº - Farropilha


Fonte: http://www.cultura.gov.br - Governo Federal. Licença de Uso: O conteúdo do MinC, vedado ao seu uso comercial, poderá ser reproduzido desde que citada a fonte, excetuando os casos especificados em contrário e os conteúdos replicados de outras fontes.

Após 407 curtas, Oficina que ensina Cinema na Periferia vira Livro

O que um jovem da periferia quer contar quando põe a mão na massa?

Por Redação TelaBr

Quando um jovem brasileiro tem a oportunidade de por a mão na massa e pegar em uma câmera para contar a sua história, o que ele tem a dizer? Preferem ficção ou documentário? Amor ou violência? O livro Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil: 10 anos levando cinema a escolas públicas e comunidades de baixa renda traz essas respostas e revela que, quando os jovens estão com a câmera na mão, os conflitos subjetivos são predominantes sobre as temáticas de violência e preconceito.

No ano de 2007, nasciam as Oficinas Tela Brasil, que foram idealizadas a partir da necessidade de se promover uma verdadeira transformação. O cineasta Luiz Bolognesi percebeu que, em vez de apenas assistir às histórias contadas, era importante e necessário dar a oportunidade do brasileiro comum também contar as próprias histórias em audiovisual. No primeiro ano, cinco cidades foram contempladas. As turmas eram formadas por 20 alunos cada, selecionados a partir de uma ficha de inscrição simples.

As Oficinas Tela Brasil colocaram 205 educadores em campo, atenderam a um total de 3.158 alunos, em sua maioria jovens, que produziram 407 curtas-metragens. O livro, idealizado pelos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi após sete anos de realização de oficinas para jovens, traz a catalogação desses curtas, produzidos por mais de 3 mil jovens de baixa renda impactados pelo projeto de cinema. Um dado impressiona: das 407 produções, apenas em oito aparecem armas de fogo. Diferente dos filmes produzidos pela indústria cinematográfica, quando a periferia fala sobre ela mesma, a violência não é o tema central. “Não há nada mais revolucionário do que dar ferramentas para a expressão humana”, afirmou e acreditou Luiz Bolognesi, quando decidiu que também ensinaria o fazer audiovisual para dar espaço a tantas histórias que precisavam ser contadas pelo Brasil.

Uma das principais lições tiradas de todo trabalho realizado pela equipe coordenada pela educadora Moira Toledo e composta por Marina Santonieri e Henry Grazionli é que o cinema foi para aquelas pessoas uma chance – talvez única – de se fazerem ouvidos no contexto em que estavam inseridos. “Os alunos descobriam que, mesmo vivendo sob condições desaforáveis, podiam ter voz ativa e se fazer ouvir. Isso é definitivo para a autoestima. Não era raro ouvir um jovem dizer que aquela tinha sido a experiência mais importante da vida dele”, descreve Henry. Já Marina conta, em depoimento ao livro que “de repente” entendeu que o cinema poderia ser uma ferramenta de transformação social.

A mesma experiência, com as particularidades de cada local, foi repetida em 2014, durante a realização das oficinas, agora em Escolas Públicas do Brasil, pelo Instituto Buriti. O que os alunos querem contar quando colocam a mão na massa é o que estão vivendo e sentindo, e o que mais valorizam é justamente a possibilidade de serem ouvidos, de dizerem algo que, sem esse palco que é o cinema para eles, ninguém ouviria.

Nos sete anos do projeto, duas equipes conduziram as oficinas simultaneamente. Com visões distintas de como “alfabetizar” para o audiovisual, as equipes da Oroboros, comandadas por Moira Toledo, e da Corte Seco, por Edu Abad, fomentaram, cada uma do seu jeito, a criação e expressão dos alunos. Essas e outras histórias estão reunidas no livro sobre os 10 anos do Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil, livro será distribuído para 3 mil escolas públicas no Brasil e 500 exemplares serão vendidos na livraria do MIS-SP.

Fonte: Tela Brasil

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Direito de Querer a Própria Morte - Curta-Metragem

Documentário Solitário Anônimo. Curta, short, corto.
SOLITÁRIO ANÔNIMO Intrigante bilhete encontrado com idoso
Um homem idoso e debilitado jogado na grama. Com ele apenas um bilhete no bolso. Sem nome e sem família, recusando a se identificar, o velho só afirma uma coisa: Quer somente o direito de morrer em paz. Poderia ser o argumento de alguma ficção. Poderia, mas, não é. Essa é uma história real de um senhor que um dia resolve deixar-se morrer. Sem documentos e nenhum pertence, ele carrega no bolso um pedaço de papel manuscrito, onde afirma não ter parentes ou familiares naquela região do País. No entanto, o que mais chama atenção no bilhete, e que justamente dá título a este surpreendente documentário, é o fato dele se autonomear um Solitário Anônimo.

Solitário Anônimo


Sinopse
Um idoso deitado na grama à espera da morte. No bolso, um bilhete anunciava ser de terras distantes. Não havia documentos ou posses. Seu desejo era morrer solitário e anônimo. Esse é o início do documentário que conta a impressionante história de um homem obstinado a planejar e controlar sua morte. É um filme sobre a liberdade, a vida e a morte.

Gênero Documentário
Diretor Debora Diniz
Ano 2007
Duração 18 min
Cor Colorido
País Brasil

Outro Cine agora no Facebook e Twitter

O Outro Cine agora está nas redes sociais. Curta e compartilhe o Outro Cine em Facebook.com/OutroCine e/ou siga no Twitter.com/OutroCine

facebook.com/outrocine twitter.com/outrocine

Mulher com tendência suicida é tema de Curta

O Outro Cine apresenta Oxalá, uma co-produção Brasil/Alemanha. O curta-metragem experimental mostra uma mulher em crise emocional que é assombrada por pensamentos suicidas. Destaque para a música final interpretada por Cartola.

Oxalá


Sinopse
Uma mulher pensa na morte.

Gênero Ficção
Diretor Célio Dutra
Elenco Kathrin Schmieg
Ano 2001
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil / Alemanha

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cineastas Negros serão contemplados por edital do MinC

Ministério da Cultura lança edital de apoio à produção audiovisual afro-brasileira




Por Assessoria de Comunicação do MinC

A ministra da Cultura interina, Ana Cristina Wanzeler, lançou, nesta quinta-feira (13/11), na Fundação Nacional das Artes (Funarte) em São Paulo (SP), o edital "Curta afirmativo 2014: protagonismo de cineastas afro-brasileiros na produção audiovisual". As inscrições estão abertas até 30 de janeiro de 2015.

A ministra Ana Wanzeler ressaltou a importância do edital que abre espaço para a cultura negra e reafirma a força do audiovisual no país. Ela destacou, também, o fato de o edital se preocupar com o equilíbrio na distribuição dos recursos com o objetivo de estimular a produção cultural em todas as regiões do país. "Buscamos dar voz e protagonismo a produtores negros e à cultura negra, tão essenciais à nossa raiz brasileira, tão fundamentais na formação de nossa identidade como país, mas que historicamente ficaram excluídos das políticas públicas", disse a ministra.

Com investimento de R$ 3 milhões, a proposta é apoiar a produção de obras nacionais inéditas dirigidas ou produzidas por negros. A iniciativa premiará 34 obras, 21 curtas-metragens com temática livre e 13 média-metragens que abordem a cultura de matriz africana. O apoio financeiro varia de R$ 100 mil a R$ 125 mil respectivamente.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, destacou as iniciativas do Ministério da Cultura (MinC) voltadas à comunidade negra: "Nunca antes neste país tivemos tantos projetos contemplados, em dois anos tivemos 542 projetos beneficiados pelos editais", destacou. Também participaram do evento o diretor de Gestões de Políticas Audiovisuais da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MiNC), João Batista Silva, o secretário da Promoção e Igualdade Racial da cidade de São Paulo, Antônio Pinto, além de representantes de associações de comunidades negras, produtores e agitadores culturais.

Inscrições - Os interessados podem se candidatar pela internet, ao acessar o sistema SALICWEB. As obras audiovisuais deverão ser inscritas por pessoas físicas autodeclaradas negras (pretos e pardos, de acordo com as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), brasileiros natos ou naturalizados, que se apresentem obrigatoriamente como diretores ou produtores.

Para serem selecionadas, as obras passam por várias etapas de avaliação. Na habilitação, serão checados documentos, itens e informações solicitados em conformidade com exigências do edital. A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) constituirá comissão técnica para realizar todos os procedimentos necessários à habilitação. Após essa etapa, as obras habilitadas serão avaliadas pela Comissão de Seleção composta por, no mínimo, 3 integrantes, designados pela secretaria.

O lançamento desse edital faz parte de ações afirmativas do MinC voltadas para a população afrodescendente, como feiras, intercâmbios, prêmios e outros editais. A edição do Curta Afirmativo de 2012 teve investimento de mais de R$ 2 milhões e beneficiou 30 projetos de jovens realizadores e produtores negros.

Fonte: Ministério da Cultura 2013 - Governo Federal

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A desbiografia oficial de Manoel de Barros - Documentário

Só Dez Por Cento é Mentira
90% do que escrevo é invenção. Manoel de Barros. Foto Divulgação
Lamentavelmente faleceu nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2014, o poeta Manoel de Barros. Em sua homenagem posto o documentário Só Dez Por Cento é Mentira - A desbiografia oficial de Manuel de Barros, dirigido por Pedro Cezar. Infelizmente ainda não assisti, então o texto abaixo descrevendo o longa é do sítio oficial do filme e se manterá o conteúdo original que não apresenta o fato que o poeta faleceu hoje.




Só Dez Por Cento é Mentira é um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.
Alternando sequências de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra e depoimentos de “leitores contagiados” por sua literatura o filme constrói um painel revelador da linguagem do poeta, considerado o mais inovador em língua portuguesa.

Só Dez Por Cento é Mentira ultrapassa as fronteiras convencionais do registro documental. Utiliza uma linguagem visual inventiva, emprega dramaturgia, cria recursos ficcionais e propõe representações gráficas alusivas ao universo extraordinário do poeta.

Procurando resignificar às “desimportâncias” biográficas e à personalidade “escalena” de Manoel de Barros o diretor Pedro Cezar, responsável pelo roteiro e pela narração, pontua o filme com momentos de breves testemunhos ao fundo, como fizera em seu primeiro longa metragem, Fabio Fabuloso. Narrado na maior parte das vezes em tom pessoal o filme busca, sobretudo, “uma voz que aproxime-se da simplicidade e da afetividade do personagem e que se afaste da soberba e da pretensão de uma análise teórica sobre poesia no idioleto manoelês”.

Manoel de Barros tem 93 anos, cerca de 20 livros publicados e vive atualmente em Campo Grande. Consagrado por diversos prêmios literários, é atualmente o escritor brasileiro que mais vende no gênero poesia.

Só Dez Por Cento é Mentira ganhou os prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009 e os prêmios de melhor direção de longa-metragem documentário e melhor filme documentário longametragem do V Fest Cine Goiânia 2009. (Fonte: http://www.sodez.com.br)

Só Dez Por Cento é Mentira

Sinopse
Só Dez Por Cento é Mentira é um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.

Gênero Documentário
Diretor Pedro Cezar
Depoimentos Manoel de Barros, Bianca Ramoneda, Joel Pizzini, Abílio de Barros, Palmiro, Viviane Mosé, Danilinho, Fausto Wolff, Stella Barros, Martha Barros, João de Barros, Elisa Lucinda, Adriana Falcão, Paulo Gianini, Jaime Leibovicht e Salim Ramos Hassan
Ano 2008
Duração 82 min
Cor Colorido
País Brasil

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Crise de Água em São Paulo - Mini-Documentário

documentário sobre crise hídrica de São Paulo
Na favela do Novo Itu, famílias ficaram mais de um mês sem receber água do sistema público. Foto: Mídia NINJA
A Conta da Água
A crise hídrica em São Paulo é o tema do mini-documentário produzido pelo coletivo Mídia Ninja. O descaso de décadas do governo estadual levaram a situação calamitosa em que se encontra o fornecimento de água no estado mais rico do País. O documentário foca no problema do município de Itu, aonde a empresa responsável pelo abastecimento de água foi privatizada e agora a situação é de Calamidade Privada.

Calamidade Privada - A crise da água em Itu

Sinopse
Mini-documentário sobre a crise da água na cidade de Itu, no interior paulista.

Gênero Documentário
Diretor Coletivo Mídia Ninja
Ano 2014
Duração 3 min
Cor Colorido
País Brasil

Conheça o projeto A conta da águauma parceria entre diversos coletivos e veículos independentes.

A Conta da Água

terça-feira, 11 de novembro de 2014

#DitaduraNuncaMais - Os Fantasmas do Passado

Ditadura militar brasileira. Assassinato Vladimir Herzog
E agora, José?
"1968 o ano em que começou o meu passado". Talvez essa seja a frase mais emblemática do curta-metragem Como Dantes que narra a história de José, homem atormentado pelos fantasmas da ditadura. Na tentativa de expurgar seus traumas, José visita sua antiga casa aonde vivia com os pais quando era um jovem envolvido com política estudantil. As tormentas do personagem não pairam apenas no que sofreu durante o período do golpe militar, mas na memória de sua relação conflituosa com o pai, um velho coronel, e que é a representação máxima da repressão na vida de José. O curta foi realizado por estudantes do Curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá.

curta-metragem sobre a ditadura militar; short film
Como Dantes - Homem relembra seus traumas
Sinopse
A busca de José por seu passado de envolvimento em políticas revolucionárias no conturbado período da história do Brasil no final dos anos 60. A casa em que José viveu, hoje abandonada, traz à lembrança seu conflito com o pai, coronel ligado ao esquema de repressão da ditadura militar. Após sair de casa, José se depara com a realidade social de hoje que ainda exige solução.



Como Dantes



Gênero Ficção
Diretor Marise Farias
Elenco Alice Reis, Fábio Junqueria, Marcelo Gonçalves, Nildo Parente
Ano 2005
Duração 8 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SP separado do Brasil em Curta-Metragem

Curta-metragem brasileiro cult
GROTÃO - Baseada em fotonovela publicada pela Revista Boca em 1977
A elite paulista insatisfeita com os rumos do País sente-se prejudicada e quer se separar. Esse é o tema de uma preciosidade que acabo de encontrar, um curta-metragem que reúne todos os elementos pra se tornar um filme cult. Apesar de ser dos anos 80, este curta traz uma temática que parece tão atual que dá uma certa sensação de déjà vu. No entanto, o sentimento separatista e preconceituoso não é algo novo nessa parcela oligárquica e aristocrática de São Paulo e, dá a impressão, que volta e meia reaparece fazendo barulho. Esta joia audiovisual se chama O Grotão e traz como protagonista um jornalista, apelidado de Gaúcho, que certo dia recebe o inesperado convite pra participar de uma reunião secreta que tem como objetivo planejar a separação de São Paulo do resto do Brasil. O movimento separatista é liderado pelo coronel Pires de Barros, rico fazendeiro que perdeu tudo o que tinha com a Revolução de 1932. Gaúcho está mais pra anti-herói e, pra evitar os planos do coronel, contará apenas com a ajuda de um grupo armado composto por belas mulheres.

O filme dirigido por Flávio Del Carlo anda um tanto esquecido, porém, a sua mistura de gêneros que vão do filme de ação até o humor escrachado, reúne elementos que certamente encantariam um Robert Rodriguez ou um Tarantino, mas, infelizmente não são tão valorizados por aqui. Flávio Del Carlo foi um grande animador, diretor e ilustrador, falecido em 2013. Entre seus trabalhos mais notórios estão os realizados nos programas Rá-Tim-Bum e Castelo Rá-Tim-Bum, com a parte de animação. Também criou e dirigiu a abertura e todas as vinhetas do programa Glub-Glub, da TV Cultura. Assista O Grotão e compartilhe, ajude que este filme ganhe o devido destaque como o filme cult que deveria ser.

O Grotão


Sinopse
História do coronel Pires de Barros, rico fazendeiro que perdeu tudo o que tinha com a Revolução de 1932. Ele arquiteta uma grande vingança, organizando um movimento separatista nos subterrâneos do Teatro Municipal de São Paulo. Seu objetivo: separar São Paulo do resto do Brasil.

Gênero Ficção
Diretor Flávio Del Carlo
Elenco João Signorelli, Decio Marquezi, Fatima Ribeiro, Iara Jamra, Maria Angélica, Ana Maria Abreu, Adilson Nunes, Roberto Navarro
Ano 1980
Duração 12min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ditadura Nunca Mais - Documentário sobre Rubens Paiva

Curta documentário
Rubens Paiva - Desaparecido desde 1971
Documentário curta-metragem traz depoimentos sobre Rubens Paiva, ex-deputado federal, uma das vítimas da ditadura militar, cassado em 1964 e assassinado em 1971.

Rubens Beyrodt Paiva (Santos, 26 de dezembro de 1929 — Rio de Janeiro, ? de janeiro de 1971) foi um engenheiro civil e político brasileiro dado como desaparecido durante a ditadura militar no país.

Sua morte só foi confirmada mais de 40 anos depois, após depoimentos de ex-militares envolvidos no caso, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade. Torturado e assassinado nas dependências de um quartel militar entre 20 e 22 de janeiro de 1971, seu corpo foi enterrado e desenterrado várias vezes por agentes da repressão, até ter seus restos jogados ao mar, na costa da cidade do Rio de Janeiro, em 1973, dois anos após sua morte. (Fonte: Wikipédia). Para saber mais sobre Rubens Paiva, clique aqui.

Rubens Paiva, Desaparecido desde 1971

Sinopse
Curta documentário sobre a história de Rubens Paiva, engenheiro civil e político, desaparecido durante a ditadura militar no Brasil. Filme realizado para a exposição "Não tens epitáfio pois és bandeira", exibida no Memorial da Resistência de São Paulo em 2011, com a curadoria de Vladimir Sacchetta.

Gênero Documentário
Diretor Sylvio do Amaral Rocha
Entrevistados Plínio de Arruda Sampaio, Marcelo Rubens Paiva, Marco Antônio Tavares Coelho, Almino Affonso, Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Paiva Keller
Ano 2011
Duração 7min
Cor Colorido
País Brasil

Inédito no Brasil: Novela com 90% de Negros no Elenco

TV pública exibe, pela primeira vez no Brasil, novela com mais de 90% de negros no elenco
Via Revista Fórum

“Windeck – Todos os Tons de Angola” será exibida pela TV Brasil a partir do dia 10 de novembro. Para ativistas, produção traz discussão sobre paradigmas racistas e é também uma oportunidade de romper preconceitos contra os países africanos

Por Jarid Arraes

Paradigma contra o racismo
Paradigma contra o racismo - Novela com 90% do elenco negro
No dia 10 de novembro, os telespectadores brasileiros testemunharão um marco para a televisão do país: a novela africana “Windeck – Todos os Tons de Angola” será exibida pelo canal TV Brasil, de segunda a sexta a partir das 23h. É a primeira vez que uma telenovela produzida na África tem lugar na grade de programação da televisão brasileira.

O Brasil, que é mundialmente conhecido por exportar suas novelas, já possui alguma familiaridade com produções internacionais, principalmente com as novelas mexicanas que são exibidas pelo SBT desde a década de 1980. No entanto, a importação de Windeck representa muito mais do que a reprodução do conteúdo estrangeiro, pois a programação também será a primeira novela exibida no Brasil em que mais de 90% do elenco é constituído por pessoas negras. Um fato marcante para o movimento negro nacional, que protesta contra a falta de atrizes e atores negros na teledramaturgia.

Para o bioquímico nigeriano Abdulrazak Ibrahim, que mora no Brasil há sete anos e aprendeu português com a ajuda da televisão, seu interesse por novelas brasileiras se transformou em repúdio quando percebeu o racismo na programação. “De repente me perguntei como é possível ter tanta gente negra nas rodoviárias, nas paradas de ônibus, nas feiras, e o IBGE coloca lá que 50% da população brasileira é negra, mas todos os programas importantes na televisão parecem ser feitos para um público branco? Daí parei de ver TV brasileira”.

Por isso, Ibrahim acredita que Windeck terá um impacto positivo e será mais uma ferramenta no combate ao racismo e à estereotipagem da população negra. “Ando aqui no Brasil e vejo o quanto as pessoas ficam abismadas de ver um negro sendo doutor. Vejo o choque delas porque eu tenho iPhone, falo varias línguas, entendo de biologia, política, história e filosofia. Vendo televisão caiu a ficha. As pessoas estão acostumadas a ver os negros varrendo chão, sendo babás e jardineiros. Nos programas que mostram cenas de crime, sempre é um negro jovem envolvido com drogas, roubo ou estupro”, exemplifica.

Para a estudante de Letras e ativista negra Andreza Delgado, uma das questões mais importantes é a representatividade e a possibilidade que os negros brasileiros terão de se reconhecer nos personagens. “É diferente, sabe, ver o mocinho e a mocinha da novela pretinhos”, diz.  Ela também chama atenção para a reprodução de outros tipos de estereótipos em Windeck, como o sexismo e a objetificação feminina, mas compreende que a novela não tem uma proposta necessariamente política e por isso não trará um enredo totalmente livre de pontos problemáticos. Mesmo assim, Windeck traz grandes expectativas e deve ser valorizada por romper com paradigmas racistas. “Acho um grande avanço pessoas negras ligarem suas televisões e se depararem com pessoas da mesma cor e traços que elas; se deparar com pessoas negras em várias situações, não só como empregadas e motoristas, que isso só avance, que possamos ter mais desenhos e apresentadoras infantis negras, mais programas sobre a cultura negra, mais gente negra na televisão de domingo e na bancada do jornal do horário nobre, porque representatividade é importante sim”, finaliza.

A novela também apresentará elementos da cultura africana ao público brasileiro, que poderá conhecer melhor a culinária, a música e a linguagem de Angola. Na perspectiva de Abdulrazak Ibrahim, essa também é uma oportunidade de romper preconceitos contra os países africanos, que ainda são menosprezados pelos brasileiros. “Já ouvi cada pergunta como ‘Lá na África tem avião? Tem muita guerra e fome, né?’ ou ‘Rapaz, o Brasil é muito generoso com vocês, né?’. E como as pessoas pensam como se a África fosse um país, mas não um continente com 57 países cujo tamanho caberia EUA, o oeste da Europa, Japão, China, Índia, Itália, Alemanha, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Holanda e Grã Bretanha. Vejo o quanto muitos brasileiros só associam a África com miséria, pena e doença”.

Quem deseja acompanhar a estreia da novela e conhecer mais a fundo o contexto da trama pode visitar o seu site exclusivo no portal EBC (http://tvbrasil.ebc.com.br/novelawindeck) ou receber as atualizações pela página oficial no Facebook (https://www.facebook.com/NovelaWindeck).

Fonte: Revista Fórum

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Realidade Sociopolítica Brasileira revelada em Animação

Como Desestabilizar uma Nação
Estupidez Manipulada - Chicken Little espalha boato
A atual realidade brasileira parece estar muito bem representada numa fábula de Walt Disney, realizada em 1943. A animação apresenta uma sociedade exposta metaforicamente por uma comunidade aviária, aonde uma raposa se infiltra e usa seus conhecimentos em psicologia para desestruturar o que até então estava em harmonia. O curta-metragem Chicken Little, seis décadas depois, serviu como base para o longa-metragem homônimo de 2005. A produção é também conhecida no Brasil pelo subtítulo Como desestabilizar uma Nação.

Chicken Little - Como Desestabilizar uma Nação

Sinopse
É um dia tranquilo na fazenda de aves locais até que Foxy Loxy aparece com a intenção de jantar frango. Ele segue os conselhos de um livro sobre psicologia atacando "o menos inteligente", o galinho Chicken Little, que é convencido pela raposa que o céu está caindo.

Gênero Animação
Diretor Clyde Geronimi
Elenco (vozes de) Frank Graham, Clarence Nash, Florence Gill
Ano 1943
Duração 8'48''
Cor Colorido
País EUA

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Conheça o representante brasileiro no Oscar 2015

"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" é o representante brasileiro no Oscar 2015

Por Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

filme nacional, longa brasileiro
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é o escolhido pra lutar por uma vaga na categoria de filme estrangeiro do Oscar
O Ministério da Cultura (MinC) divulgou, nesta quinta-feira (18/9), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo (SP), que "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", do diretor Daniel Ribeiro, concorrerá a uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015. O filme, escolhido entre 18 títulos nacionais, foi selecionado por uma comissão especial formada por cinco membros especialistas na área. A 87ª cerimônia do prêmio está marcada para 22 de fevereiro, em Los Angeles, Estados Unidos.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, logo após a reunião da comissão especial. Foram responsáveis pela escolha o diretor, produtor e roteirista Jeferson De; o jornalista Luis Erlanger, a coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sylvia Regina Bahiense Naves; o presidente do conselho da Televisão América Latina (TAL), Orlando de Salles Senna e o ministro do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza.

Marta Suplicy afirmou que o filme selecionado pode fazer história para o país. "A obra eleita nos oferece uma história original, roteiro bem defendido, com linguagem universal e é também uma obra de alta sensibilidade, que aborda a temática adolescente em situações extremas", afirmou. "Fico feliz com essa seleção, nos tira de situações com cara de Brasil, tem uma linguagem universal, com uma história que pode ocorrer em qualquer país, em qualquer lugar", completou a ministra.
O secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Mario Borgneth, também estava presente na solenidade. "As 18 obras que concorreram para representar o Brasil no Oscar espelham a intensidade e diversidade da atual produção do audiovisual brasileiro", disse.

O filme selecionado, o primeiro longa-metragem do diretor Daniel Ribeiro, narra a historia de um adolescente cego e homossexual que tenta lidar com a superproteção da mãe e sua busca pela independência. O cotidiano do jovem muda com a chegada de Gabriel, que o ajuda a descobrir mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Se o "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" for indicado na categoria, será a quinta vez que o Brasil concorrerá ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1963, foi o "O pagador de promessas" ; em 1994, "O Quatrilho"; em 1998 "O que é isso companheiro?" e, em 1999, "Central do Brasil"

Sucesso

No quesito audiovisual, o Brasil tem muito a comemorar. Com 129 longas-metragens, 2013 teve recorde histórico de lançamentos nacionais desde a retomada do cinema na década de 1990. Neste ano, até 27 de agosto, o número de filmes produzidos no Brasil chegou a 66.

Além de maior produção, o setor audiovisual brasileiro também cresceu em público e em faturamento de bilheteria. Ao todo, o mercado brasileiro de salas de exibição teve, naquele ano, 149,5 milhões de ingressos vendidos e renda de mais de R$ 1,7 bilhão. Os números representam alta em relação a 2012, quando foram registrados 146,4 milhões de espectadores e R$ 1,6 bilhão de renda.

A participação de público dos filmes nacionais em 2013 foi de 18,6%. O percentual também representa um acréscimo em relação a 2012. No ano passado, 10 filmes brasileiros ultrapassaram a marca de 1 milhão de bilhetes vendidos e 24 tiveram mais de 100 mil espectadores. No ano retrasado, apenas 17 obras ultrapassaram esta marca.

Veja os 18 títulos que concorreram à vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015.
  • A Grande Vitória, do diretor Stefano Capuzzi 
  • A Oeste do Fim do Mundo, do diretor Paulo Nascimento 
  • Amazônia, de Thierry Ragobert 
  • Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar 
  • Entre Nós, de Paulo Morelli 
  • Exercício do Caos, de Frederico Machado 
  • Getúlio,de João jardim 
  • Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro 
  • Jogo de Xadrez, Luís Antônio Pereira 
  • Minhocas, de Paolo Conti e Arthur Nunes 
  • Não pare na pista: a melhor historia de Paulo Coelho, de Daniel Augusto 
  • O Homem das Multidões, de Marcelo Gomes e Cao Guimarães 
  • O Lobo atrás da Porta, de Fernando Coimbra 
  • O menino e o mundo, de Alê Abreu 
  • O menino do espelho, de Guilherme Fiúza Zenha 
  • Praia do Futuro, de Karim Aïnouz 
  • Serra Pelada, de Heitor Dhalia 
  • Tatuagem, de Hilton Lacerda 

Fonte: Ministério da Cultura


Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - Trailer oficial