terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cineastas Negros serão contemplados por edital do MinC

Ministério da Cultura lança edital de apoio à produção audiovisual afro-brasileira




Por Assessoria de Comunicação do MinC

A ministra da Cultura interina, Ana Cristina Wanzeler, lançou, nesta quinta-feira (13/11), na Fundação Nacional das Artes (Funarte) em São Paulo (SP), o edital "Curta afirmativo 2014: protagonismo de cineastas afro-brasileiros na produção audiovisual". As inscrições estão abertas até 30 de janeiro de 2015.

A ministra Ana Wanzeler ressaltou a importância do edital que abre espaço para a cultura negra e reafirma a força do audiovisual no país. Ela destacou, também, o fato de o edital se preocupar com o equilíbrio na distribuição dos recursos com o objetivo de estimular a produção cultural em todas as regiões do país. "Buscamos dar voz e protagonismo a produtores negros e à cultura negra, tão essenciais à nossa raiz brasileira, tão fundamentais na formação de nossa identidade como país, mas que historicamente ficaram excluídos das políticas públicas", disse a ministra.

Com investimento de R$ 3 milhões, a proposta é apoiar a produção de obras nacionais inéditas dirigidas ou produzidas por negros. A iniciativa premiará 34 obras, 21 curtas-metragens com temática livre e 13 média-metragens que abordem a cultura de matriz africana. O apoio financeiro varia de R$ 100 mil a R$ 125 mil respectivamente.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, destacou as iniciativas do Ministério da Cultura (MinC) voltadas à comunidade negra: "Nunca antes neste país tivemos tantos projetos contemplados, em dois anos tivemos 542 projetos beneficiados pelos editais", destacou. Também participaram do evento o diretor de Gestões de Políticas Audiovisuais da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MiNC), João Batista Silva, o secretário da Promoção e Igualdade Racial da cidade de São Paulo, Antônio Pinto, além de representantes de associações de comunidades negras, produtores e agitadores culturais.

Inscrições - Os interessados podem se candidatar pela internet, ao acessar o sistema SALICWEB. As obras audiovisuais deverão ser inscritas por pessoas físicas autodeclaradas negras (pretos e pardos, de acordo com as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), brasileiros natos ou naturalizados, que se apresentem obrigatoriamente como diretores ou produtores.

Para serem selecionadas, as obras passam por várias etapas de avaliação. Na habilitação, serão checados documentos, itens e informações solicitados em conformidade com exigências do edital. A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) constituirá comissão técnica para realizar todos os procedimentos necessários à habilitação. Após essa etapa, as obras habilitadas serão avaliadas pela Comissão de Seleção composta por, no mínimo, 3 integrantes, designados pela secretaria.

O lançamento desse edital faz parte de ações afirmativas do MinC voltadas para a população afrodescendente, como feiras, intercâmbios, prêmios e outros editais. A edição do Curta Afirmativo de 2012 teve investimento de mais de R$ 2 milhões e beneficiou 30 projetos de jovens realizadores e produtores negros.

Fonte: Ministério da Cultura 2013 - Governo Federal

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A desbiografia oficial de Manoel de Barros - Documentário

Só Dez Por Cento é Mentira
90% do que escrevo é invenção. Manoel de Barros. Foto Divulgação
Lamentavelmente faleceu nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2014, o poeta Manoel de Barros. Em sua homenagem posto o documentário Só Dez Por Cento é Mentira - A desbiografia oficial de Manuel de Barros, dirigido por Pedro Cezar. Infelizmente ainda não assisti, então o texto abaixo descrevendo o longa é do sítio oficial do filme e se manterá o conteúdo original que não apresenta o fato que o poeta faleceu hoje.




Só Dez Por Cento é Mentira é um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.
Alternando sequências de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra e depoimentos de “leitores contagiados” por sua literatura o filme constrói um painel revelador da linguagem do poeta, considerado o mais inovador em língua portuguesa.

Só Dez Por Cento é Mentira ultrapassa as fronteiras convencionais do registro documental. Utiliza uma linguagem visual inventiva, emprega dramaturgia, cria recursos ficcionais e propõe representações gráficas alusivas ao universo extraordinário do poeta.

Procurando resignificar às “desimportâncias” biográficas e à personalidade “escalena” de Manoel de Barros o diretor Pedro Cezar, responsável pelo roteiro e pela narração, pontua o filme com momentos de breves testemunhos ao fundo, como fizera em seu primeiro longa metragem, Fabio Fabuloso. Narrado na maior parte das vezes em tom pessoal o filme busca, sobretudo, “uma voz que aproxime-se da simplicidade e da afetividade do personagem e que se afaste da soberba e da pretensão de uma análise teórica sobre poesia no idioleto manoelês”.

Manoel de Barros tem 93 anos, cerca de 20 livros publicados e vive atualmente em Campo Grande. Consagrado por diversos prêmios literários, é atualmente o escritor brasileiro que mais vende no gênero poesia.

Só Dez Por Cento é Mentira ganhou os prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009 e os prêmios de melhor direção de longa-metragem documentário e melhor filme documentário longametragem do V Fest Cine Goiânia 2009. (Fonte: http://www.sodez.com.br)

Só Dez Por Cento é Mentira

Sinopse
Só Dez Por Cento é Mentira é um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.

Gênero Documentário
Diretor Pedro Cezar
Depoimentos Manoel de Barros, Bianca Ramoneda, Joel Pizzini, Abílio de Barros, Palmiro, Viviane Mosé, Danilinho, Fausto Wolff, Stella Barros, Martha Barros, João de Barros, Elisa Lucinda, Adriana Falcão, Paulo Gianini, Jaime Leibovicht e Salim Ramos Hassan
Ano 2008
Duração 82 min
Cor Colorido
País Brasil

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Crise de Água em São Paulo - Mini-Documentário

documentário sobre crise hídrica de São Paulo
Na favela do Novo Itu, famílias ficaram mais de um mês sem receber água do sistema público. Foto: Mídia NINJA
A Conta da Água
A crise hídrica em São Paulo é o tema do mini-documentário produzido pelo coletivo Mídia Ninja. O descaso de décadas do governo estadual levaram a situação calamitosa em que se encontra o fornecimento de água no estado mais rico do País. O documentário foca no problema do município de Itu, aonde a empresa responsável pelo abastecimento de água foi privatizada e agora a situação é de Calamidade Privada.

Calamidade Privada - A crise da água em Itu

Sinopse
Mini-documentário sobre a crise da água na cidade de Itu, no interior paulista.

Gênero Documentário
Diretor Coletivo Mídia Ninja
Ano 2014
Duração 3 min
Cor Colorido
País Brasil

Conheça o projeto A conta da águauma parceria entre diversos coletivos e veículos independentes.

A Conta da Água

terça-feira, 11 de novembro de 2014

#DitaduraNuncaMais - Os Fantasmas do Passado

Ditadura militar brasileira. Assassinato Vladimir Herzog
E agora, José?
"1968 o ano em que começou o meu passado". Talvez essa seja a frase mais emblemática do curta-metragem Como Dantes que narra a história de José, homem atormentado pelos fantasmas da ditadura. Na tentativa de expurgar seus traumas, José visita sua antiga casa aonde vivia com os pais quando era um jovem envolvido com política estudantil. As tormentas do personagem não pairam apenas no que sofreu durante o período do golpe militar, mas na memória de sua relação conflituosa com o pai, um velho coronel, e que é a representação máxima da repressão na vida de José. O curta foi realizado por estudantes do Curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá.

curta-metragem sobre a ditadura militar; short film
Como Dantes - Homem relembra seus traumas
Sinopse
A busca de José por seu passado de envolvimento em políticas revolucionárias no conturbado período da história do Brasil no final dos anos 60. A casa em que José viveu, hoje abandonada, traz à lembrança seu conflito com o pai, coronel ligado ao esquema de repressão da ditadura militar. Após sair de casa, José se depara com a realidade social de hoje que ainda exige solução.



Como Dantes



Gênero Ficção
Diretor Marise Farias
Elenco Alice Reis, Fábio Junqueria, Marcelo Gonçalves, Nildo Parente
Ano 2005
Duração 8 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SP separado do Brasil em Curta-Metragem

Curta-metragem brasileiro cult
GROTÃO - Baseada em fotonovela publicada pela Revista Boca em 1977
A elite paulista insatisfeita com os rumos do País sente-se prejudicada e quer se separar. Esse é o tema de uma preciosidade que acabo de encontrar, um curta-metragem que reúne todos os elementos pra se tornar um filme cult. Apesar de ser dos anos 80, este curta traz uma temática que parece tão atual que dá uma certa sensação de déjà vu. No entanto, o sentimento separatista e preconceituoso não é algo novo nessa parcela oligárquica e aristocrática de São Paulo e, dá a impressão, que volta e meia reaparece fazendo barulho. Esta joia audiovisual se chama O Grotão e traz como protagonista um jornalista, apelidado de Gaúcho, que certo dia recebe o inesperado convite pra participar de uma reunião secreta que tem como objetivo planejar a separação de São Paulo do resto do Brasil. O movimento separatista é liderado pelo coronel Pires de Barros, rico fazendeiro que perdeu tudo o que tinha com a Revolução de 1932. Gaúcho está mais pra anti-herói e, pra evitar os planos do coronel, contará apenas com a ajuda de um grupo armado composto por belas mulheres.

O filme dirigido por Flávio Del Carlo anda um tanto esquecido, porém, a sua mistura de gêneros que vão do filme de ação até o humor escrachado, reúne elementos que certamente encantariam um Robert Rodriguez ou um Tarantino, mas, infelizmente não são tão valorizados por aqui. Flávio Del Carlo foi um grande animador, diretor e ilustrador, falecido em 2013. Entre seus trabalhos mais notórios estão os realizados nos programas Rá-Tim-Bum e Castelo Rá-Tim-Bum, com a parte de animação. Também criou e dirigiu a abertura e todas as vinhetas do programa Glub-Glub, da TV Cultura. Assista O Grotão e compartilhe, ajude que este filme ganhe o devido destaque como o filme cult que deveria ser.

O Grotão


Sinopse
História do coronel Pires de Barros, rico fazendeiro que perdeu tudo o que tinha com a Revolução de 1932. Ele arquiteta uma grande vingança, organizando um movimento separatista nos subterrâneos do Teatro Municipal de São Paulo. Seu objetivo: separar São Paulo do resto do Brasil.

Gênero Ficção
Diretor Flávio Del Carlo
Elenco João Signorelli, Decio Marquezi, Fatima Ribeiro, Iara Jamra, Maria Angélica, Ana Maria Abreu, Adilson Nunes, Roberto Navarro
Ano 1980
Duração 12min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ditadura Nunca Mais - Documentário sobre Rubens Paiva

Curta documentário
Rubens Paiva - Desaparecido desde 1971
Documentário curta-metragem traz depoimentos sobre Rubens Paiva, ex-deputado federal, uma das vítimas da ditadura militar, cassado em 1964 e assassinado em 1971.

Rubens Beyrodt Paiva (Santos, 26 de dezembro de 1929 — Rio de Janeiro, ? de janeiro de 1971) foi um engenheiro civil e político brasileiro dado como desaparecido durante a ditadura militar no país.

Sua morte só foi confirmada mais de 40 anos depois, após depoimentos de ex-militares envolvidos no caso, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade. Torturado e assassinado nas dependências de um quartel militar entre 20 e 22 de janeiro de 1971, seu corpo foi enterrado e desenterrado várias vezes por agentes da repressão, até ter seus restos jogados ao mar, na costa da cidade do Rio de Janeiro, em 1973, dois anos após sua morte. (Fonte: Wikipédia). Para saber mais sobre Rubens Paiva, clique aqui.

Rubens Paiva, Desaparecido desde 1971

Sinopse
Curta documentário sobre a história de Rubens Paiva, engenheiro civil e político, desaparecido durante a ditadura militar no Brasil. Filme realizado para a exposição "Não tens epitáfio pois és bandeira", exibida no Memorial da Resistência de São Paulo em 2011, com a curadoria de Vladimir Sacchetta.

Gênero Documentário
Diretor Sylvio do Amaral Rocha
Entrevistados Plínio de Arruda Sampaio, Marcelo Rubens Paiva, Marco Antônio Tavares Coelho, Almino Affonso, Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Paiva Keller
Ano 2011
Duração 7min
Cor Colorido
País Brasil

Inédito no Brasil: Novela com 90% de Negros no Elenco

TV pública exibe, pela primeira vez no Brasil, novela com mais de 90% de negros no elenco
Via Revista Fórum

“Windeck – Todos os Tons de Angola” será exibida pela TV Brasil a partir do dia 10 de novembro. Para ativistas, produção traz discussão sobre paradigmas racistas e é também uma oportunidade de romper preconceitos contra os países africanos

Por Jarid Arraes

Paradigma contra o racismo
Paradigma contra o racismo - Novela com 90% do elenco negro
No dia 10 de novembro, os telespectadores brasileiros testemunharão um marco para a televisão do país: a novela africana “Windeck – Todos os Tons de Angola” será exibida pelo canal TV Brasil, de segunda a sexta a partir das 23h. É a primeira vez que uma telenovela produzida na África tem lugar na grade de programação da televisão brasileira.

O Brasil, que é mundialmente conhecido por exportar suas novelas, já possui alguma familiaridade com produções internacionais, principalmente com as novelas mexicanas que são exibidas pelo SBT desde a década de 1980. No entanto, a importação de Windeck representa muito mais do que a reprodução do conteúdo estrangeiro, pois a programação também será a primeira novela exibida no Brasil em que mais de 90% do elenco é constituído por pessoas negras. Um fato marcante para o movimento negro nacional, que protesta contra a falta de atrizes e atores negros na teledramaturgia.

Para o bioquímico nigeriano Abdulrazak Ibrahim, que mora no Brasil há sete anos e aprendeu português com a ajuda da televisão, seu interesse por novelas brasileiras se transformou em repúdio quando percebeu o racismo na programação. “De repente me perguntei como é possível ter tanta gente negra nas rodoviárias, nas paradas de ônibus, nas feiras, e o IBGE coloca lá que 50% da população brasileira é negra, mas todos os programas importantes na televisão parecem ser feitos para um público branco? Daí parei de ver TV brasileira”.

Por isso, Ibrahim acredita que Windeck terá um impacto positivo e será mais uma ferramenta no combate ao racismo e à estereotipagem da população negra. “Ando aqui no Brasil e vejo o quanto as pessoas ficam abismadas de ver um negro sendo doutor. Vejo o choque delas porque eu tenho iPhone, falo varias línguas, entendo de biologia, política, história e filosofia. Vendo televisão caiu a ficha. As pessoas estão acostumadas a ver os negros varrendo chão, sendo babás e jardineiros. Nos programas que mostram cenas de crime, sempre é um negro jovem envolvido com drogas, roubo ou estupro”, exemplifica.

Para a estudante de Letras e ativista negra Andreza Delgado, uma das questões mais importantes é a representatividade e a possibilidade que os negros brasileiros terão de se reconhecer nos personagens. “É diferente, sabe, ver o mocinho e a mocinha da novela pretinhos”, diz.  Ela também chama atenção para a reprodução de outros tipos de estereótipos em Windeck, como o sexismo e a objetificação feminina, mas compreende que a novela não tem uma proposta necessariamente política e por isso não trará um enredo totalmente livre de pontos problemáticos. Mesmo assim, Windeck traz grandes expectativas e deve ser valorizada por romper com paradigmas racistas. “Acho um grande avanço pessoas negras ligarem suas televisões e se depararem com pessoas da mesma cor e traços que elas; se deparar com pessoas negras em várias situações, não só como empregadas e motoristas, que isso só avance, que possamos ter mais desenhos e apresentadoras infantis negras, mais programas sobre a cultura negra, mais gente negra na televisão de domingo e na bancada do jornal do horário nobre, porque representatividade é importante sim”, finaliza.

A novela também apresentará elementos da cultura africana ao público brasileiro, que poderá conhecer melhor a culinária, a música e a linguagem de Angola. Na perspectiva de Abdulrazak Ibrahim, essa também é uma oportunidade de romper preconceitos contra os países africanos, que ainda são menosprezados pelos brasileiros. “Já ouvi cada pergunta como ‘Lá na África tem avião? Tem muita guerra e fome, né?’ ou ‘Rapaz, o Brasil é muito generoso com vocês, né?’. E como as pessoas pensam como se a África fosse um país, mas não um continente com 57 países cujo tamanho caberia EUA, o oeste da Europa, Japão, China, Índia, Itália, Alemanha, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Holanda e Grã Bretanha. Vejo o quanto muitos brasileiros só associam a África com miséria, pena e doença”.

Quem deseja acompanhar a estreia da novela e conhecer mais a fundo o contexto da trama pode visitar o seu site exclusivo no portal EBC (http://tvbrasil.ebc.com.br/novelawindeck) ou receber as atualizações pela página oficial no Facebook (https://www.facebook.com/NovelaWindeck).

Fonte: Revista Fórum

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Realidade Sociopolítica Brasileira revelada em Animação

Como Desestabilizar uma Nação
Estupidez Manipulada - Chicken Little espalha boato
A atual realidade brasileira parece estar muito bem representada numa fábula de Walt Disney, realizada em 1943. A animação apresenta uma sociedade exposta metaforicamente por uma comunidade aviária, aonde uma raposa se infiltra e usa seus conhecimentos em psicologia para desestruturar o que até então estava em harmonia. O curta-metragem Chicken Little, seis décadas depois, serviu como base para o longa-metragem homônimo de 2005. A produção é também conhecida no Brasil pelo subtítulo Como desestabilizar uma Nação.

Chicken Little - Como Desestabilizar uma Nação

Sinopse
É um dia tranquilo na fazenda de aves locais até que Foxy Loxy aparece com a intenção de jantar frango. Ele segue os conselhos de um livro sobre psicologia atacando "o menos inteligente", o galinho Chicken Little, que é convencido pela raposa que o céu está caindo.

Gênero Animação
Diretor Clyde Geronimi
Elenco (vozes de) Frank Graham, Clarence Nash, Florence Gill
Ano 1943
Duração 8'48''
Cor Colorido
País EUA

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Conheça o representante brasileiro no Oscar 2015

"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" é o representante brasileiro no Oscar 2015

Por Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

filme nacional, longa brasileiro
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é o escolhido pra lutar por uma vaga na categoria de filme estrangeiro do Oscar
O Ministério da Cultura (MinC) divulgou, nesta quinta-feira (18/9), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo (SP), que "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", do diretor Daniel Ribeiro, concorrerá a uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015. O filme, escolhido entre 18 títulos nacionais, foi selecionado por uma comissão especial formada por cinco membros especialistas na área. A 87ª cerimônia do prêmio está marcada para 22 de fevereiro, em Los Angeles, Estados Unidos.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, logo após a reunião da comissão especial. Foram responsáveis pela escolha o diretor, produtor e roteirista Jeferson De; o jornalista Luis Erlanger, a coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sylvia Regina Bahiense Naves; o presidente do conselho da Televisão América Latina (TAL), Orlando de Salles Senna e o ministro do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza.

Marta Suplicy afirmou que o filme selecionado pode fazer história para o país. "A obra eleita nos oferece uma história original, roteiro bem defendido, com linguagem universal e é também uma obra de alta sensibilidade, que aborda a temática adolescente em situações extremas", afirmou. "Fico feliz com essa seleção, nos tira de situações com cara de Brasil, tem uma linguagem universal, com uma história que pode ocorrer em qualquer país, em qualquer lugar", completou a ministra.
O secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Mario Borgneth, também estava presente na solenidade. "As 18 obras que concorreram para representar o Brasil no Oscar espelham a intensidade e diversidade da atual produção do audiovisual brasileiro", disse.

O filme selecionado, o primeiro longa-metragem do diretor Daniel Ribeiro, narra a historia de um adolescente cego e homossexual que tenta lidar com a superproteção da mãe e sua busca pela independência. O cotidiano do jovem muda com a chegada de Gabriel, que o ajuda a descobrir mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Se o "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" for indicado na categoria, será a quinta vez que o Brasil concorrerá ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1963, foi o "O pagador de promessas" ; em 1994, "O Quatrilho"; em 1998 "O que é isso companheiro?" e, em 1999, "Central do Brasil"

Sucesso

No quesito audiovisual, o Brasil tem muito a comemorar. Com 129 longas-metragens, 2013 teve recorde histórico de lançamentos nacionais desde a retomada do cinema na década de 1990. Neste ano, até 27 de agosto, o número de filmes produzidos no Brasil chegou a 66.

Além de maior produção, o setor audiovisual brasileiro também cresceu em público e em faturamento de bilheteria. Ao todo, o mercado brasileiro de salas de exibição teve, naquele ano, 149,5 milhões de ingressos vendidos e renda de mais de R$ 1,7 bilhão. Os números representam alta em relação a 2012, quando foram registrados 146,4 milhões de espectadores e R$ 1,6 bilhão de renda.

A participação de público dos filmes nacionais em 2013 foi de 18,6%. O percentual também representa um acréscimo em relação a 2012. No ano passado, 10 filmes brasileiros ultrapassaram a marca de 1 milhão de bilhetes vendidos e 24 tiveram mais de 100 mil espectadores. No ano retrasado, apenas 17 obras ultrapassaram esta marca.

Veja os 18 títulos que concorreram à vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015.
  • A Grande Vitória, do diretor Stefano Capuzzi 
  • A Oeste do Fim do Mundo, do diretor Paulo Nascimento 
  • Amazônia, de Thierry Ragobert 
  • Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar 
  • Entre Nós, de Paulo Morelli 
  • Exercício do Caos, de Frederico Machado 
  • Getúlio,de João jardim 
  • Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro 
  • Jogo de Xadrez, Luís Antônio Pereira 
  • Minhocas, de Paolo Conti e Arthur Nunes 
  • Não pare na pista: a melhor historia de Paulo Coelho, de Daniel Augusto 
  • O Homem das Multidões, de Marcelo Gomes e Cao Guimarães 
  • O Lobo atrás da Porta, de Fernando Coimbra 
  • O menino e o mundo, de Alê Abreu 
  • O menino do espelho, de Guilherme Fiúza Zenha 
  • Praia do Futuro, de Karim Aïnouz 
  • Serra Pelada, de Heitor Dhalia 
  • Tatuagem, de Hilton Lacerda 

Fonte: Ministério da Cultura


Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - Trailer oficial

terça-feira, 15 de julho de 2014

Grupo G - Alemanha curta-metragem

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Enfim a Alemanha, a grande campeã da Copa 2014 e responsável pela exposição máxima da fragilidade da seleção brasileira. No futebol os alemães tiveram uma longa preparação e um ressurgimento, assim como no cinema. A grande verdade é que o cinema alemão só voltou a ser projetado mundialmente outra vez com o estrondoso sucesso de Corra Lola, Corra, de Tom Tykwer (1998). Após o filme de Tykwer, o cinema alemão despertou de sua longa hibernação e logo o mundo conheceu excelentes filmes como a tragicomédia Adeus, Lênin!, de Wolfgang Becker (2003); Edukators, de Hans Weingartner (2004); A Queda, de Oliver Hirschbiegel (2004), entre outros. Não dá pra não citar os velhos mestres como Wim Wenders, Volker Schlöndorff e Werner Herzog. Voltando ao passado, impossível deixar de fora o Expressionismo alemão, cujo auge foi na década de 1920, e que tinha como característica a "distorção de cenários e personagens, através da maquiagem, dos recursos de fotografia e de outros mecanismos, com o objetivo de expressar a maneira como os realizadores viam o mundo" (fonte: Wikipédia). Depois desse período, as grandes companhias cinematográficas germânicas foram encampadas pelo Estado. Hitler e Goebbels transformaram o cinema alemão no maior meio de difusão da propaganda nazista, para isso o governo passou a controlar todo o processo de criação. Pra quem tiver interesse em saber mais sobre o cinema da Alemanha, recomendo o artigo da Wikipédia referente ao assunto. Também recomendo uma olhada no Cinema de Buteco que, após a conquista do tetra alemão, listou quatro filmes imperdíveis da filmografia alemã.

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INOCÊNCIA. Menino diz pra mãe que quer ir embora com o amigo judeu
Sabe como se diz curta-metragem em alemão? É kurzfilm. Não imagina a dificuldade que é achar algum legendado, poucos têm legendas em inglês, em português então, raridade. Mas, tenho a sorte (além de obstinação/obsessão) de achar tesouros nas minhas garimpagens. E eis que a ventura me trouxe este belíssimo curta chamado Spielzeugland (Toyland em inglês), e o melhor: Legendas perfeitas em português! Este breve filme, ambientado na Alemanha Nazista, mostra a forte amizade entre dois garotinhos, o alemão Heinrich  e David, de origem judaica. Ademais de vizinhos, os meninos praticam piano juntos e nem o fato da família de David ser mandada pra um campo de concentração será capaz de romper o laço entre eles. Sem ter como contar a dura realidade, a mãe de Heinrich inventa pro menino que David e sua família irão viajar pra Spielzeugland (em tradução literal significa Terra de brinquedo), o que acaba por piorar a situação, pois se antes Heinrich não queria ficar sem o amigo, agora ele quer ir junto com ele. Com uma montagem não linear, o filme de Jochen Alexander Freydank ganhou Oscar de melhor curta-metragem em 2009. Difícil não se comover com este sensível drama alemão, deveríamos refletir e ser como as crianças, viver sem nos importar com as diferenças.
Spielzeugland


Sinopse
1942: o que acontece quando um garoto alemão acredita que seus vizinhos judeus vão pra Terra dos Brinquedos? Uma história sobre mentiras e culpa.

Gênero Ficção
Diretor Jochen Alexander Freydank
Elenco Julia Jäger, Cedric Eich, Tamay Bulut Özvatan, Torsten Michaelis, Claudia Hübschmann, David C. Bunners, Gregor Weber
Ano 2007
Duração 14min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Alemanha

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Grupo G - E.U.A. curta-metragem

curta-metragem, short film, corto, court metrage
Se no futebol os EUA ainda não são nenhuma potência, no cinema são os que comandam a indústria cinematográfica. Em termos de números de filmes, não são os maiores produtores (Nigéria e Índia estão bem a frente), porém, o cinema estadunidense é o mais rentável e suas produções dominam, com raras exceções, o mercado mundial. Pode-se dizer que sua indústria cinematográfica é uma de suas grandes ferramentas de dominação cultural e econômica. Suas superproduções dependem do mercado externo pra pagar as fortunas investidas e pra isso suplantam os mercados locais, quando não conseguem isso, acham um jeito de associar-se a eles. Mas, claro que nem só de blockbusters vive o cinema estadunidense, filmes autorais e os ditos independentes estão entre os melhores do mundo. Reproduzo aqui pequeno trecho de artigo da Wikipédia que expressa bem melhor do que eu consigo sobre o cinema dos Estados Unidos da América: "O cinema dos Estados Unidos, além de uma forma de expressão cultural específica de um povo, é também uma das mais bem-sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a localidade tornou-se sinônimo desta indústria nacional. A influência do cinema americano no resto do mundo é avassaladora e permanece, geralmente, como uma referência para o público que, em termos gerais, prefere esta cinematografia aos filmes do seu país".

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JET. Homem atormentado resolve tomar uma atitude
Com muitas escolas de cinema, surgem grandes cineastas a cada instante nos EUA. Não diferente de qualquer outro lugar, a maioria inicia-se nos curtas-metragens. O short film selecionado pra representar o país aqui na Copa de Curtas é um suspense psicológico. Jet é um homem emocionalmente abalado que, no momento em que pensa atentar contra a própria vida, vê uma garotinha ser arrancada da calçada. O clima iniciado de forma tensa  piora quando o personagem, que também dá título ao filme, decide agir. Sem diálogos, o filme faz algumas críticas com sutileza, há conteúdo nas entrelinhas onde a história se desenvolve sem explicação pré-mastigada. Fato curioso é que o diretor e roteirista, Jordan Chesney, ao produzir o roteiro do seu primeiro curta, decidiu filmá-lo, tudo num só dia, ao invés de escrevê-lo, resultando em Jet (O Roteiro), rodado com menos de duzentos dólares e que acabou se tornando, além de um ensaio geral, um storyboard visual. Menos de um ano depois, Chesney captou sua versão definitiva do curta, desta vez com um orçamento de US$ 10.000. Depois de assistir o filme abaixo, quem tiver curiosidade de assistir Jet (O Roteiro) e ver o que mudou de um pra outro, assista aqui http://vimeo.com/67713686
Jet


Sinopse
Jet é um homem infeliz cujos planos são frustrados por uma menina. Apanhado no meio de um crime perturbador, ele será capaz de salvar a vida da menina, e sua própria, ou será que suas decisões podem destruir os dois?

Gênero Ficção
Diretor Jordan Chesney
Elenco Mark Scarboro, Rachel St. Gelais, Brett Gentile, Tom Scott
Ano 2013
Duração 8min
Cor Colorido
País EUA

terça-feira, 8 de julho de 2014

Grupo G - Portugal curta-metragem

curta-metragem, short film, corto, court metrage
Sempre que penso em Portugal e na sua riqueza cultural, uma inevitável pergunta me assombra: Por que chegam tão poucas músicas e filmes portugueses no Brasil? Herdamos o idioma falado nas caravelas que aqui desembarcaram, entretanto, parece que é ele mesmo que nos afasta. Lembro de uma situação engraçada que o saudoso professor de cinema Aníbal Damasceno Ferreira me contou. Certa vez ele estava no Festival de Cinema de Gramado assistindo um filme que lhe pareceu interessante, porém, não entendia nada do que os atores falavam naquele filme estrangeiro e acreditou que talvez por falha do evento tivessem esquecido de colocar as legendas no longa. Apesar disso, apreciou o filme o suficiente pra achá-lo muito bom. Quando começaram a subir os créditos, o professor Aníbal se deu conta que a produção que ele acabará de assistir era um filme português e não de algum país do leste europeu como equivocadamente pensou que fosse. Esta anedota, sucedida ao já falecido professor, talvez seja algo comum a qualquer brasileiro com ouvidos desacostumados ao sotaque lusitano. Apesar do cinema português ser raro por aqui, Portugal tem um vasto histórico cinematográfico e no final do século XIX já produziam os seus primeiros filmes amadores. O cinema contemporâneo português parece estar dividido, de 2000 a 2005 prevaleciam os filmes autorais, caracterizado pelo experimentalismo e com temáticas que giravam em torno das injustiças sociais; a partir de 2005 dominam os filmes comercias dispostos a atrair o público acostumado com a linguagem das telenovelas, algo similar ao que acontece por aqui devido a influência exercida pela Globo Filmes. Um fato importante a destacar é que o cineasta mais velho em atividade no mundo é o português Manuel de Oliveira, atualmente com 105 anos. Quem quiser saber mais sobre o cinema português atual dá uma olhada aqui: http://www.cinemaportugues.info


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SOMBRAS. Rita Martins vive mulher que está no lugar e na hora errada
A produção que representa Portugal nesta Copa do Mundo de Curtas-metragens do OutroCine é o multipremiado Shadows. O curta é um intrigante suspense que mostra uma mulher, vivida pela linda Rita Martins, que no meio do nada se depara com o corpo de um homem. Ao decidir pegar o pertence que está com o morto, ela não imagina que irá se tornar o alvo de uma brutal caçada. Com uma destacada fotografia, Shadows não possui nenhum diálogo, no entanto, o terror vivido pela personagem é transmitido com muita força na fenomenal interpretação da atriz Rita Martins. O diretor Nuno Dias conduz seu filme com muita habilidade e demonstra domínio na direção de atores e na escolha dos planos que acentuam a atmosfera de pavor. No sítio oficial do filme, Dias afirma que o curta foi rodado "sem qualquer apoio financeiro ou o envolvimento de uma empresa de produção, Shadows foi um trabalho de amor, com todo o elenco e equipe trabalhando sem retorno financeiro". Dá a impressão que título e os créditos do curta estão inglês na tentativa de atingir um público além da língua portuguesa. Se depender da grande qualidade, atingirá.
Shadows (Sombras)


Sinopse
Quando ela deparou com um homem morto no meio do nada, ela decidiu tirar a sua única posse. Mas ela não sabia que também iria tomar o lugar do morto.

Gênero Ficção
Diretor Nuno Dias
Elenco Rita Martins, Ruben Garcia
Ano 2011
Duração 14min
Cor Colorido
País Portugal

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Grupo G - Gana curta-metragem

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Gana é um país localizada na África Ocidental, seu idioma oficial é o inglês e possui uma população de cerca de 25 milhões de pessoas. A palavra Gana significa "rei guerreiro" e foi renomeado assim devido às indicações que os atuais habitantes descendem de povos do remoto Império Gana. Conquistaram sua independência em 1957 usando o grande lema: "é melhor ser independente para governar sozinho, bem ou mal, do que ser governados pelos outros". Enquanto no cinema, parece que, de certa forma, foram regidos por este mesmo lema. Gana ganhou fama por certas singularidades, como por exemplo, os pitorescos cartazes produzidos por eles pra divulgação de filmes de Hollywood. Tudo começou nos anos 80, devido a ausência de salas de projeção, os filmes eram exibidos em locais improvisados usando um vídeo cassete e uma fita pirata. Para a divulgação, pedia-se a artistas locais que pintassem cartazes dos filmes. Tarefa exercida com total liberdade artística por pintores que muitas vezes nem haviam assistido a obra que retratavam. O resultado era bem distinto dos filmes que deveriam divulgar, alguns sensacionais outros bizarros. Apesar de haver deixado de ser tão artesanal, a produção desses cartazes ainda segue, pois, além de ter virado tradição, ocorre hoje em dia devido alguma dificuldade de importação desse aparato de marketing. Existe também um certo mito em cima do cinema produzido em Gana, fala-se muito em pérolas do trash movie e, pelos trailers que vi, parece que realmente houve muito disso, principalmente nas primeiras investidas no cinema que não faz tanto tempo assim. Quem quiser dar umas boas risadas pode conferir aqui uma playlist de alguns anúncios de filmes realizados por lá. No entanto, sem maiores informações, acho injusto pensar que o cinema de Gana seja só isso, seria o mesmo que olhar algumas produções do catarinense Peter Baiestorf ou do Rambú, o Rambo brasileiro, e concluir que o cinema no Brasil é isso. Além do mais, parece que o sucesso do cinema nigeriano em Gana tem influenciado na criação de uma indústria cinematográfica local apelidada de Ghallywood.

Confere aí
Os criativos cartazes dos cinemas móveis de Gana
Gana e seus criativos cartazes de filmes
Os Bizarros Cartazes do Cinema de Gana

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The RETRIEVER. Incrível cenas de violência coreografada
O curta-metragem ganês que será apresentado, mais do que um filme é um exercício fílmico de um grupo chamado 8TH Wonder Stunts que está começando a produzir filmes de ação em Gana. O curta The Retriever mostra o que supostamente parece ser um policial, ou quem sabe um rival, invadindo um local aonde pretensos mafiosos estão reunidos. O que vemos é uma surpreendente sequência de violência coreografa com lutas e disparos, tudo muito bem executado, tanto a parte técnica (câmera, som, efeitos visuais, montagem) como na ação dos atores. Impressiona o alto nível alcançado por este pessoal que ainda está filmando de forma experimental. Creio quem em breve Gana fará filmes de ação tão bons quanto os realizados em Hong Kong e nos EUA, que parecem ser a fonte inspiradora desta produção.
The Retriever


Sinopse
Incrível sequência de ação, com luta e muitos tiros no curta-metragem realizado em Gana.

Gênero Ficção
Diretor Abby Bawa
Elenco 8TH Wonder Stunts
Ano 2012
Duração 5min
Cor Colorido
País Gana

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Grupo F - Argentina curta-metragem

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Desta maratona a que me propus, a de buscar um curta-metragem de cada país participante da Copa 2014, é quando chego ao vigésimo quarto filme, justamente na vez da Argentina, que possui uma das cinematografias que eu mais admiro, falta-me palavras pra escrever. Talvez pelo esgotamento que a missão me proporciona — nunca achei que seria fácil, porém, é ainda mais difícil fazer algo que exige muitas horas de dedicação no mesmo momento que ocorre o evento que minha proposta quer homenagear. Ou seja, loucura minha fazer isto enquanto a Copa rola a todo vapor, podia ter sido antes, se eu me programasse, ou depois, se eu tivesse juízo. Poderia continuar choramingando alguns parágrafos a mais, alegando que o peso da responsabilidade de querer escrever algo legal sobre uma coisa que admiro muito geralmente me paralisa, no entanto, parece que isso é outro sintoma da procrastinação. Então pra deixar de enrolação e dar seguimento a isto sem esperar que eu consiga fazer, vamos a um salvador texto da Wikipédia. O Cinema na Argentina tem passado por uma revigoração desde a década de 1990, apesar da forte crise econômica atravessada pelo país. Filmes como El Hijo de la Novia, Nueve Reinas, Plata Quemada, El Abrazo Partido, Kamtchatka, La Ciénaga e Cenizas del Paraíso atestaram um salto de qualidade técnica e de linguagem na produção nacional e lançaram à fama internacional cineastas como Lucrecia Martel, Daniel Burman, Marcelo Piñeyro e Pablo Trapero. A Argentina também foi o primeiro país da América Latina a produzir um longa-metragem que recebeu o certificado Dogma 95, com o filme Fuckland, de 1999 (fonte: wikipédia). Quem quiser ler mais sobre o cinema argentino clica nos linques a seguir:


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Um Jogo ABSURDO. Javier pensa num jeito de falar com Romina 
Existem muitos curtas argentinos na internet e dá pra imaginar que tem muita coisa legal, inclusive eles tem diversas páginas que se dedicam exclusivamente aos cortometrajes. Resolvi escolher algo diferente pra representar a Argentina. Creio que eles têm belíssimos dramas, entretanto, quem acompanha o OutroCine, percebe que este gênero tem dominado as postagens. Por isso, pra dar uma leveza, desta vez selecionei uma comédia. O curta argentino Un Juego Absurdo é um bem-humorado filme que expõe a história de Javier, um tímido adolescente que numa festa da turma trata de reunir coragem pra se declarar pra Romina, a garota do qual ele tem uma forte paixão. Com uma narrativa em primeira pessoa, Javier racionaliza e detalha suas ansiedades e conflitos internos de uma forma bem prática, algumas vezes usando a cumplicidade do próprio espectador no momento que ele olha pra lente e despudoradamente rompe a barreira da câmera pra nos fazer de seus melhores amigos. A arte é um dos destaques do curta. Ambiente e figurino nos remete a algo que parece estar entre os anos 50 e 60. A trilha sonora bacana também conduz pra esse período. O diretor Gastón Rothschild, aliado ao carisma do protagonista, nos faz rir e torcer pelo garoto que sem querer já no começo nos torna seus camaradas. Dica pra quem não domina o espanhol: Clica no botão do player que diz Legendas Ocultas. Depois clica em Inglês, ali se abre a outra parte do menu, em seguida clica em Traduzir Legendas. Aparece outro menu com os idiomas, é só selecionar Português e pronto! As legendas que, tirando uma ou outra expressão traduzida equivocamente e algumas palavras masculinas que são traduzidas como femininas (vice-versa), pelo padrão desse recurso do Youtube, tá excelente!
Un Juego Absurdo

Sinopse
Javier está apaixonado por Romina. Em uma festa, ouvimos os seus pensamentos e às vezes ele até fala para nós. Jogando entre a realidade e a fantasia, Javier tentará superar seus medos e ficar com a garota dos seus sonhos.

Gênero Ficção
Diretor Gastón Rothschild
Elenco Martín Piroyansky, Eliana González, Irene Almus, Vando Villamil, Nicolás Torcanowsky, María Fernanda Callejón
Ano 2009
Duração 12min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Argentina

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Grupo F - Nigéria curta-metragem

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A Nigéria é conhecida como "o gigante da África" pois possui a maior população e economia do continente. Vamos direto ao assunto, creio que muitos desconhecem o fato de a Nigéria ser a maior indústria cinematográfica do mundo no quesito quantidade de filmes. Em 2010 foram lançados acima de 1500, número superior ao da gigantesca produção indiana e mais do que o dobro de Hollywood. Este fenômeno apelidado de Nollywood é recente e começou sua ascensão nos anos 1990 justamente no momento em que não havia mais salas de cinema na Nigéria. Nos artigos que li, sobre o início desta onda nigeriana, destaco aqui trecho do texto Tudo o que você sempre quis saber sobre Nollywood, mas nunca teve a quem perguntar (recomendo a leitura completa do artigo): Segundo o jornal The Economist, o boom de Nollywood remonta a uma história interessante acontecida no início da década de noventa. Um comerciante, chamado Kenneth Nnebue percebeu que poderia vender muito mais facilmente as fitas VHS que tinha em estoque se gravasse um filme nelas. Este pioneiro, ao invés de fazer cópias ilegais de filmes estrangeiros (que seria a saída mais fácil, apesar de ilegal) resolveu produzir um filme por conta própria. Dessa forma, o filme Living in Bondage foi o primeiro “blockbuster” do cinema nigeriano, tendo vendido mais de 750 mil cópias. Entretanto, outra versão dá conta de que as raízes de tudo vêm da década de 1980 quando algumas pessoas da elite nigeriana que tinham vídeo cassete começaram a convidar os amigos pra assistir filmes em casa. Paralelamente passaram a contratar serviços de filmagem para registrar seus casamentos, aniversários, formaturas, entre outros eventos familiares, e esses VHS pessoais também começaram a ser exibidos aos amigos. A fim de diversificar a exibição dos vídeos caseiros, peças teatrais também passaram a ser filmadas e aí se dá o início de um vínculo com atores e diretores de companhias de teatro. Claro, de lá pra cá o cinema na Nigéria se profissionalizou, criou-se um mercado com gente especializada em todas áreas e hoje em dia usam tecnologia de ponta pra realização dos filmes. Poderia seguir no assunto do curioso cinema nigeriano que encontrou, além de linguagem e histórias que se aproximaram da realidade de seu povo, formas próprias de produção, distribuição e exibição, porém, esta introdução já ficou excessivamente longa. Quem quiser saber mais a respeito, recomendo fortemente a leitura, além do já citado Tudo o que você sempre quis saber sobre Nollywood, mas nunca teve a quem perguntar, o artigo O modelo Nollywood. Se tiver curiosidade, a Wikipédia tem um artigo sobre o Cinema da Nigéria que também é interessante.

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IRMÃOS. Curta nigeriano mostra relação ambígua entre irmãos
O curta-metragem que representará a Nigéria é uma produção independente e não pode ser considerado um exemplo de produção de Nollywood. O curta se chama Big Man, um sensível drama realizado por um diretor talentoso que tenho certeza que ainda vai ter seu nome entre os grandes cineastas do mundo. O filme foca na dúbia relação de amor e (ódio não, muito forte) inveja que o inquieto irmão mais velho Uzoma tem com o seu obediente irmão caçula Chize. Aí está o talento do diretor Julius Onah que não só conduz a parte técnica com muita habilidade, ele transforma essas crianças sem experiência alguma em grandes atores. Não é à toa que Julius Onah já foi eleito pela Filmmaker Magazine como um dos 25 novos rostos do cinema independente. Como já citei anteriormente, não entendo nada de inglês, mesmo assim não consegui desgrudar os olhos desse envolvente curta, ademais, o inglês nigeriano é muito claro e isso também facilita o entendimento. Confere aí a obra-prima desse jovem realizador nigeriano.
Big Man


Sinopse
Uzoma adora brincar com seu irmão mais novo, apesar das advertências de seu pai. E às vezes, simples jogos têm consequências graves.

Gênero Ficção
Diretor Julius Onah
Elenco Michael Asuelime, Adekunle Adeleke, Kaptaintony Ofili-Akpom, Tubi Aiyedehin, Wale Ojo
Ano 2012
Duração 14min
Cor Colorido
Bitola HD
País Nigéria

terça-feira, 24 de junho de 2014

Grupo F - Irã curta-metragem

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O Irã, anteriormente conhecida como Pérsia, é berço de uma das civilizações mais antigas da história. Pode ser que no futebol não tenha tradição, já no cinema é um dos grandes polos do oriente e sua produção cinematográfica está entre as maiores do mundo. Seus filmes e cineastas colecionam prêmios dos grandes festivais internacionais de cinema. Porém, só nos anos 90, a partir do reconhecimento da crítica cinematográfica francesa, que o cinema iraniano ganhou o devido espaço internacional. As produções iranianas que chegam até o ocidente são os ditos filmes de arte, no entanto, a pesquisadora Alessandra Meleiro, doutora em cinema e políticas culturais pela USP, ficou durante três meses e meio no Irã para entender melhor as estruturas do cinema local e deste trabalho de campo surgiu o livro O Novo Cinema Iraniano: Arte e Intervenção Social. Em uma entrevista que a pesquisadora concedeu a Revista Trópico, ela relata que os filmes de arte representam só 20% do total produzido, os 80% restantes, segundo Alessandra são “filmes de entretenimento, com estética muito parecida com os filmes de Hollywood: comédias, filmes de ação, filmes sobre a guerra, com temáticas locais mas com estética americana”. Nomes como Abbas Kiarostami, Mohsen Makhmalbaf, Majidi Majid, Jafar Panahi, Samira Makhmalbaf, entre outros, figuram entre os grandes diretores do cinema iraniano e mundial.

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ACORDEÃO. Homem recebe lição de vida em curta iraniano
O curta-metragem (فیلم کوتاه em persa) selecionado para representar o Irã é a pequena obra de arte chamada The Accordion, de Jafar Panahi, cineasta que atualmente está em prisão domiciliar no Irã supostamente por ter apoiado o candidato de oposição ao atual governo. Antes de seguir sobre o curta, recomendo, pra quem quiser saber um pouco mais sobre Panahi, a leitura de Cortinas Fechadas, de Jafar Panahi: a expressão, em filme, do homem dolorido, excelente resenha sobre seu último longa-metragem publicada na Carta Maior. The Accordion conta a história de dois pequenos irmãos artistas de rua que tocam acordeão para ganhar o seu sustento. Até que um dia eles não percebem que estão tocando ao lado de uma mesquita, fato considerado um desrespeito religioso, e tem seu acordeão confiscado por um homem intransigente. O filme é considerado uma reflexão sobre os temas da tolerância, não-violência e respeito as diferenças e foi inspirado no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião". O curta de Panahi sugere que o futuro está na solidariedade em vez do conflito.

The Accordion


Sinopse
Dois jovens artistas de rua em Teerã, um menino e uma menina, têm o seu acordeão confiscados após um incidente, o que eles devem aprender a aceitar, a fim de sobreviver.

Gênero Ficção
Diretor Jafar Panahi
Elenco Khadije Bahrami, Kambiz Bahrami
Ano 2010
Duração 9min
Cor Colorido
País Irã

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Grupo F - Bósnia curta-metragem

O nome oficial deste distante país é República da Bósnia e Herzegovina e, assim como a Croácia, fazia parte da extinta Iugoslávia. Dividida em duas regiões geográficas: Bósnia, na parte setentrional, uma região de montanha que encontra-se sob a cobertura das densas florestas; Herzegovina, na parte meridional, compõe-se, em sua maioria, de montes rochosos onde a atividade econômica praticada é a agricultura (fonte: wikipédia). País de uma região que passou por diversos conflitos, tornou-se independente somente em 1992, então sua história no cinema também é muito recente, porém, possuem um período cinematográfico pré e pós-Iugoslávia. A primeira tentativa da Bósnia-Herzegovina de fazer cinema foi em 1950 com o longa-metragem chamado Major Bauk. Já da retomada cinematográfica pós-independência, destaque para Terra de Ninguém (No Man’s Land, 2001) de Danis Tanovic, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2002; e para Gori Vatra, de Pjer Zalica, longa de 2003. A bela Angelina Jolie dirigiu recentemente o filme Na Terra de Amor e Ódio (In The Land of Blood and Honey-EUA, 2011), que trata sobre a Guerra da Bósnia. Também como curiosidade pode-se salientar que o cineasta Emir Kusturica, apesar de possuir nacionalidade Sérvia, nasceu em Sarajevo, na Bósnia.

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FLORESTA. Beleza dos Balcãs representada pela atriz do curta bósnio 
Já na parte de curtas-metragens, devo relatar a minha enorme dificuldade de encontrar algum que se adequasse a esta proposta. O principal fator contra novamente foi o idioma — como destaquei em outras postagens, países que têm mais de uma língua oficial normalmente me deixam atrapalhado nas minhas pesquisas. Na Bósnia se fala bósnio, croata e sérvio. Eu fui pelo mais lógico, se o país se chama Bósnia, devo procurar curtas em bósnio. Achei alguns filmes, todos carregados de assuntos ligados aos traumas dos conflitos étnicos e culturais da região. A maioria dos que achei pareciam ser de temática muçulmana e muitos tinham mais aparência de propaganda institucional do que curtas. Isso não seria problema, o problema é que grande parte tinha aspecto de filme amador, com alguns erros típicos de produções amadoras, como quebra de eixo, erros de continuidade, entre outros. Depois de quase postar o que me parecia melhor entre tantos que vi, tive um estalo e resolvi procurar em croata. Foi assim que tive uma grata surpresa e achei o curta (lá eles chamam de kratki film) de grande qualidade que compartilho aqui. O achado se chama Šuma (floresta em bósnio), um grande suspense que mostra o regresso de uma mulher a aldeia natal por conta da recente morte de sua mãe e, justamente, seu retorno mexe em algo que já parecia esquecido. Destaque pra fotografia e pra habilidade do jovem diretor Dajan Javorac que sabe conduzir bem este thriller bósnio sem abusar dos clichês do gênero.
Šuma


Sinopse
Depois da morte de sua mãe, Ružica retorna à sua aldeia natal. Durante a preparação do funeral, ela está tentando entrar em paz com seu passado, mas ele a persegue quando seu vizinho Sveta tenta vingar a morte de sua irmã.

Gênero Ficção
Diretor Dajan Javorac
Elenco Ena Radovanović, Srđan Šipka, Petar Miletić, Milica Vujović, Vanja Lazić
Ano 2012
Duração 14min
Cor Colorido
País Bósnia

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Grupo E - França curta-metragem

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A França e seu admirável cinema. É um cinema de tanta significância que qualquer coisa que eu escreva será pouco, então prefiro reproduzir trecho da Wikipédia sobre o cinema francês. "O cinema francês teve um papel importante na história deste meio de comunicação social, tanto em termos técnicos como históricos. Os primórdios do cinema contam com vários nomes franceses, entre os quais os se destacam os irmãos Ampére, não só responsáveis pelo estudo da corrente elétrica, mas também a invenção das primeiras câmeras, feito geralmente erroneamente atribuído aos irmãos Lumiére. No desenvolvimento do cinema como forma de arte, muitos dos filmes realizados na França são considerados marcos relevantes. Destaque deve ser dado às escolas vanguardista da década de 1920, ao realismo poético das décadas de 1930 e 1940, e à Nouvelle Vague a partir do fim da década de 1950" (fonte: wikipédia). Ademais da importância histórica, o cine produzido na França segue sendo o mais relevante da Europa em termos de público, números de filmes e de receitas geradas por suas produções.

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Prestemos ATENÇÃO. Personagem de Thierry Seban reavalia valores
Sendo a maravilha que é, não me custaria achar um curta-metragem francês pra postar aqui. Errado. Foi o mais difícil até agora, deixou-me esgotado e, confesso, que meu ânimo ficou bastante abatido. Considerei fortemente a possibilidade de não dar prosseguimento neste estafante desafio a que me propus. Não faltam courts-métrages na internet, complicado foi achar algum que se encaixara nesta proposta. Existem excelentes curtas franceses, muitos no subgênero que eles adoram: a comédia dramática (comédie dramatique). As dramédias (como alguns chamam) francesas tem grande quantidade de diálogos, nada contra, desde que o francês fosse idioma oficial no Brasil. Claro que tá cheio de gente que entende francês aqui, mas, assim como eu, a maioria não entende e isso não pode ser desconsiderado. Outro fator. O cinema curtametragista francês foi dominado por animações. Perfeito, eu adoro. No entanto, acho que ficaria esquisito ser a única animação, logo representando o país europeu que mais produz filmes. Os filmes que não continham diálogos ou eram muito antigos, o que quebraria a tentativa de uma mostra mais contemporânea; ou eram perceptivamente amadores, o que daria um aspecto irregular levando em conta o nível das produções dos outros países aqui postadas. Tá, chega de chororô! Após horas e mais horas procurando e assistindo curtas (o chororô já não tava encerrado?), eis que surge este pequeno filme, do qual eu nem vou falar muito já que me estendi nas lamúrias. O curta Soyons Attentifs mostra a tensão vivida por um homem quando embarca outro passageiro no mesmo vagão de trem que ele viaja. Thierry Seban, além de dirigir, interpreta este cara assustado com a insistência do homem que lhe pede um pedaço de papel. Poucos diálogos, com legendas em inglês, mas fácil de entender.
Soyons Attentifs


Sinopse
Um homem, um trem no meio da noite ... E tudo pode acontecer, até mesmo o impensável.

Gênero Ficção
Diretor Thierry Sebban
Elenco Thierry Sebban, Josselin Siassia
Ano 2004
Duração 7min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País França

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Grupo E - Equador curta-metragem

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Junto com Chile, o Equador é um dos dois países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil. Talvez isso seja um dos fatores que contribuam pra não termos muito contato com a cultura equatoriana. Um dado interessante  é que, por causa das Ilhas Galápagos, a República del Ecuador foi considerado o país de maior biodiversidade do mundo por unidade de área. Falando de cinema equatoriano, pode-se dizer que nestes últimos anos tem vivido seu auge por conta de uma conjunção de fatores: o incentivo de políticas públicas, a criação de escolas audiovisuais, o reconhecimento internacional de algumas de suas produções e o interesse do público equatoriano pelo cinema nacional. Esse crescimento tem como marco o longa Ratos, Ratones, Rateros (1999), de Sebastián Cordero. O sítio da BBC Brasil em 2010 escreveu "Cinema do Equador desponta com foco em imigração e ajuda do governo", detalhando sobre o fenômeno do cine equatoriano e sua temática. Já a matéria "Cinema equatoriano vive auge com 182 filmes em 5 anos", publicado em 2011 pelo portal Terra, fala dessa ascensão.

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À ESPERA. A jornada de uma menina em curta equatoriano
Não é à toa que apresento aqui uma das mais bonitas produções que tenho assistido nessa minha solitária e maluca busca por curtas-metragens dos países que jogam a Copa do Brasil. Foi de cara, o primeiro que vi, nunca imaginei que seria tão fácil achar um curta equatoriano pra postar aqui. Uma maravilha que, inicialmente, nos contempla com a beleza da paisagem do Equador. Já de início percebe-se uma fotografia diferenciada, que privilegia os espaços, o lugar, a natureza. Em seguida surge uma garotinha linda, vestindo roupas típicas da região com cores intensas. En Espera mostra a longa jornada que a menina faz pra se deslocar da zona rural até a cidade. Sem pressa, valorizando o percurso com planos abertos e longos pra um filme de quinze minutos, a jovem diretora Gabriela Calvache conduz seu curta com a experiência de um veterano e com rara propriedade apresenta uma história comovente e intimista. Emocione-se com este curta que conquistou diversos prêmios mundo a fora.
En Espera


Sinopse
Entre a cidade e o interior, formas modernas e sutis de escravidão se desenrolam. Uma garota espera, na beira da estrada, pelo caminhão que vai levá-la à cidade.

Gênero Ficção
Diretor Gabriela Calvache
Elenco María Sol Barragán, Juan David Mayorga, Orlando Barrionuevo, Rosa María Sevilla
Ano 2010
Duração 15min
Cor Colorido
Bitola HD
País Equador

Grupo E - Honduras curta-metragem

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Honduras é um país da América Central, tá certo. Daí eu te pergunto, sabe o que significa Honduras? A palavra Honduras vem do espanhol e significa "profundezas" (no singular, hondura), em referência às águas profundas no litoral sul do país (fonte: wikipédia). Agora sobre o cinema hondurenho. O nome mais importante da cinematografia da República das Honduras é o falecido cineasta Sami Kafati, autor do primeiro filme hondurenho, um curta-metragem experimental produzido em 1962. Li algumas reportagens e blogs hondurenhos especializados pra buscar informação, também assisti aqui na internet vários trailers da recente onda de filmes hondurenhos. Apesar de interessante — têm filmes de variados gêneros, do terror até cine policial, não achei nada que pudesse destacar aqui. Parece que eles ainda não possuem um filme que tenha ganhado projeção internacional. Não que isso seja indicativo de cinema de qualidade, talvez o mais importante é que eles, neste momento, com um cine em ascensão, consigam desenvolver internamente algo com identidade.

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SOFRIMENTO. Cena de El Profe, curta hondurenho
O curta selecionado pra representar Honduras nesta Copa de Curtas do Outro Cine, mostra o dilema de um professor do ensino médio que sofre ao ser testemunha do drama de um aluno. Acho difícil que algum professor não se identifique com este tema tão universal, algo que poderia ser em qualquer escola latino-americana. O professor fica em dúvida sobre até que ponto deve interferir na vida do garoto. Ao ficar impotente frente ao caso, ele é atormentado por um sentimento de omissão. El Profe ganhou o prêmio de melhor cortometraje e melhor fotografia num festival promovido por um importante jornal hondurenho.

El Profe


Sinopse
Professor da escola vê passar diante de seus olhos a tragédia sofrida por um de seus alunos e vizinhos.

Gênero Ficção
Diretor Angel Maldonado
Elenco Jorge Osorto, Bryan Rodezno, Diego Rivera
Ano 2012
Duração 8min
Cor Colorido
País Honduras