sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Conheça o representante brasileiro no Oscar 2015

"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" é o representante brasileiro no Oscar 2015

Por Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

filme nacional, longa brasileiro
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é o escolhido pra lutar por uma vaga na categoria de filme estrangeiro do Oscar
O Ministério da Cultura (MinC) divulgou, nesta quinta-feira (18/9), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo (SP), que "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", do diretor Daniel Ribeiro, concorrerá a uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015. O filme, escolhido entre 18 títulos nacionais, foi selecionado por uma comissão especial formada por cinco membros especialistas na área. A 87ª cerimônia do prêmio está marcada para 22 de fevereiro, em Los Angeles, Estados Unidos.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, logo após a reunião da comissão especial. Foram responsáveis pela escolha o diretor, produtor e roteirista Jeferson De; o jornalista Luis Erlanger, a coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sylvia Regina Bahiense Naves; o presidente do conselho da Televisão América Latina (TAL), Orlando de Salles Senna e o ministro do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza.

Marta Suplicy afirmou que o filme selecionado pode fazer história para o país. "A obra eleita nos oferece uma história original, roteiro bem defendido, com linguagem universal e é também uma obra de alta sensibilidade, que aborda a temática adolescente em situações extremas", afirmou. "Fico feliz com essa seleção, nos tira de situações com cara de Brasil, tem uma linguagem universal, com uma história que pode ocorrer em qualquer país, em qualquer lugar", completou a ministra.
O secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Mario Borgneth, também estava presente na solenidade. "As 18 obras que concorreram para representar o Brasil no Oscar espelham a intensidade e diversidade da atual produção do audiovisual brasileiro", disse.

O filme selecionado, o primeiro longa-metragem do diretor Daniel Ribeiro, narra a historia de um adolescente cego e homossexual que tenta lidar com a superproteção da mãe e sua busca pela independência. O cotidiano do jovem muda com a chegada de Gabriel, que o ajuda a descobrir mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Se o "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" for indicado na categoria, será a quinta vez que o Brasil concorrerá ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1963, foi o "O pagador de promessas" ; em 1994, "O Quatrilho"; em 1998 "O que é isso companheiro?" e, em 1999, "Central do Brasil"

Sucesso

No quesito audiovisual, o Brasil tem muito a comemorar. Com 129 longas-metragens, 2013 teve recorde histórico de lançamentos nacionais desde a retomada do cinema na década de 1990. Neste ano, até 27 de agosto, o número de filmes produzidos no Brasil chegou a 66.

Além de maior produção, o setor audiovisual brasileiro também cresceu em público e em faturamento de bilheteria. Ao todo, o mercado brasileiro de salas de exibição teve, naquele ano, 149,5 milhões de ingressos vendidos e renda de mais de R$ 1,7 bilhão. Os números representam alta em relação a 2012, quando foram registrados 146,4 milhões de espectadores e R$ 1,6 bilhão de renda.

A participação de público dos filmes nacionais em 2013 foi de 18,6%. O percentual também representa um acréscimo em relação a 2012. No ano passado, 10 filmes brasileiros ultrapassaram a marca de 1 milhão de bilhetes vendidos e 24 tiveram mais de 100 mil espectadores. No ano retrasado, apenas 17 obras ultrapassaram esta marca.

Veja os 18 títulos que concorreram à vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015.
  • A Grande Vitória, do diretor Stefano Capuzzi 
  • A Oeste do Fim do Mundo, do diretor Paulo Nascimento 
  • Amazônia, de Thierry Ragobert 
  • Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar 
  • Entre Nós, de Paulo Morelli 
  • Exercício do Caos, de Frederico Machado 
  • Getúlio,de João jardim 
  • Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro 
  • Jogo de Xadrez, Luís Antônio Pereira 
  • Minhocas, de Paolo Conti e Arthur Nunes 
  • Não pare na pista: a melhor historia de Paulo Coelho, de Daniel Augusto 
  • O Homem das Multidões, de Marcelo Gomes e Cao Guimarães 
  • O Lobo atrás da Porta, de Fernando Coimbra 
  • O menino e o mundo, de Alê Abreu 
  • O menino do espelho, de Guilherme Fiúza Zenha 
  • Praia do Futuro, de Karim Aïnouz 
  • Serra Pelada, de Heitor Dhalia 
  • Tatuagem, de Hilton Lacerda 

Fonte: Ministério da Cultura


Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - Trailer oficial

terça-feira, 15 de julho de 2014

Grupo G - Alemanha curta-metragem

kurzfilm, short film, curta-metragem, corto, court
Enfim a Alemanha, a grande campeã da Copa 2014 e responsável pela exposição máxima da fragilidade da seleção brasileira. No futebol os alemães tiveram uma longa preparação e um ressurgimento, assim como no cinema. A grande verdade é que o cinema alemão só voltou a ser projetado mundialmente outra vez com o estrondoso sucesso de Corra Lola, Corra, de Tom Tykwer (1998). Após o filme de Tykwer, o cinema alemão despertou de sua longa hibernação e logo o mundo conheceu excelentes filmes como a tragicomédia Adeus, Lênin!, de Wolfgang Becker (2003); Edukators, de Hans Weingartner (2004); A Queda, de Oliver Hirschbiegel (2004), entre outros. Não dá pra não citar os velhos mestres como Wim Wenders, Volker Schlöndorff e Werner Herzog. Voltando ao passado, impossível deixar de fora o Expressionismo alemão, cujo auge foi na década de 1920, e que tinha como característica a "distorção de cenários e personagens, através da maquiagem, dos recursos de fotografia e de outros mecanismos, com o objetivo de expressar a maneira como os realizadores viam o mundo" (fonte: Wikipédia). Depois desse período, as grandes companhias cinematográficas germânicas foram encampadas pelo Estado. Hitler e Goebbels transformaram o cinema alemão no maior meio de difusão da propaganda nazista, para isso o governo passou a controlar todo o processo de criação. Pra quem tiver interesse em saber mais sobre o cinema da Alemanha, recomendo o artigo da Wikipédia referente ao assunto. Também recomendo uma olhada no Cinema de Buteco que, após a conquista do tetra alemão, listou quatro filmes imperdíveis da filmografia alemã.

kurzfilm, short filme, curta-metragem, corto, court
INOCÊNCIA. Menino diz pra mãe que quer ir embora com o amigo judeu
Sabe como se diz curta-metragem em alemão? É kurzfilm. Não imagina a dificuldade que é achar algum legendado, poucos têm legendas em inglês, em português então, raridade. Mas, tenho a sorte (além de obstinação/obsessão) de achar tesouros nas minhas garimpagens. E eis que a ventura me trouxe este belíssimo curta chamado Spielzeugland (Toyland em inglês), e o melhor: Legendas perfeitas em português! Este breve filme, ambientado na Alemanha Nazista, mostra a forte amizade entre dois garotinhos, o alemão Heinrich  e David, de origem judaica. Ademais de vizinhos, os meninos praticam piano juntos e nem o fato da família de David ser mandada pra um campo de concentração será capaz de romper o laço entre eles. Sem ter como contar a dura realidade, a mãe de Heinrich inventa pro menino que David e sua família irão viajar pra Spielzeugland (em tradução literal significa Terra de brinquedo), o que acaba por piorar a situação, pois se antes Heinrich não queria ficar sem o amigo, agora ele quer ir junto com ele. Com uma montagem não linear, o filme de Jochen Alexander Freydank ganhou Oscar de melhor curta-metragem em 2009. Difícil não se comover com este sensível drama alemão, deveríamos refletir e ser como as crianças, viver sem nos importar com as diferenças.
Spielzeugland


Sinopse
1942: o que acontece quando um garoto alemão acredita que seus vizinhos judeus vão pra Terra dos Brinquedos? Uma história sobre mentiras e culpa.

Gênero Ficção
Diretor Jochen Alexander Freydank
Elenco Julia Jäger, Cedric Eich, Tamay Bulut Özvatan, Torsten Michaelis, Claudia Hübschmann, David C. Bunners, Gregor Weber
Ano 2007
Duração 14min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Alemanha

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Grupo G - E.U.A. curta-metragem

curta-metragem, short film, corto, court metrage
Se no futebol os EUA ainda não são nenhuma potência, no cinema são os que comandam a indústria cinematográfica. Em termos de números de filmes, não são os maiores produtores (Nigéria e Índia estão bem a frente), porém, o cinema estadunidense é o mais rentável e suas produções dominam, com raras exceções, o mercado mundial. Pode-se dizer que sua indústria cinematográfica é uma de suas grandes ferramentas de dominação cultural e econômica. Suas superproduções dependem do mercado externo pra pagar as fortunas investidas e pra isso suplantam os mercados locais, quando não conseguem isso, acham um jeito de associar-se a eles. Mas, claro que nem só de blockbusters vive o cinema estadunidense, filmes autorais e os ditos independentes estão entre os melhores do mundo. Reproduzo aqui pequeno trecho de artigo da Wikipédia que expressa bem melhor do que eu consigo sobre o cinema dos Estados Unidos da América: "O cinema dos Estados Unidos, além de uma forma de expressão cultural específica de um povo, é também uma das mais bem-sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a localidade tornou-se sinônimo desta indústria nacional. A influência do cinema americano no resto do mundo é avassaladora e permanece, geralmente, como uma referência para o público que, em termos gerais, prefere esta cinematografia aos filmes do seu país".

curta-metragem, short film, corto, court metrage
JET. Homem atormentado resolve tomar uma atitude
Com muitas escolas de cinema, surgem grandes cineastas a cada instante nos EUA. Não diferente de qualquer outro lugar, a maioria inicia-se nos curtas-metragens. O short film selecionado pra representar o país aqui na Copa de Curtas é um suspense psicológico. Jet é um homem emocionalmente abalado que, no momento em que pensa atentar contra a própria vida, vê uma garotinha ser arrancada da calçada. O clima iniciado de forma tensa  piora quando o personagem, que também dá título ao filme, decide agir. Sem diálogos, o filme faz algumas críticas com sutileza, há conteúdo nas entrelinhas onde a história se desenvolve sem explicação pré-mastigada. Fato curioso é que o diretor e roteirista, Jordan Chesney, ao produzir o roteiro do seu primeiro curta, decidiu filmá-lo, tudo num só dia, ao invés de escrevê-lo, resultando em Jet (O Roteiro), rodado com menos de duzentos dólares e que acabou se tornando, além de um ensaio geral, um storyboard visual. Menos de um ano depois, Chesney captou sua versão definitiva do curta, desta vez com um orçamento de US$ 10.000. Depois de assistir o filme abaixo, quem tiver curiosidade de assistir Jet (O Roteiro) e ver o que mudou de um pra outro, assista aqui http://vimeo.com/67713686
Jet


Sinopse
Jet é um homem infeliz cujos planos são frustrados por uma menina. Apanhado no meio de um crime perturbador, ele será capaz de salvar a vida da menina, e sua própria, ou será que suas decisões podem destruir os dois?

Gênero Ficção
Diretor Jordan Chesney
Elenco Mark Scarboro, Rachel St. Gelais, Brett Gentile, Tom Scott
Ano 2013
Duração 8min
Cor Colorido
País EUA

terça-feira, 8 de julho de 2014

Grupo G - Portugal curta-metragem

curta-metragem, short film, corto, court metrage
Sempre que penso em Portugal e na sua riqueza cultural, uma inevitável pergunta me assombra: Por que chegam tão poucas músicas e filmes portugueses no Brasil? Herdamos o idioma falado nas caravelas que aqui desembarcaram, entretanto, parece que é ele mesmo que nos afasta. Lembro de uma situação engraçada que o saudoso professor de cinema Aníbal Damasceno Ferreira me contou. Certa vez ele estava no Festival de Cinema de Gramado assistindo um filme que lhe pareceu interessante, porém, não entendia nada do que os atores falavam naquele filme estrangeiro e acreditou que talvez por falha do evento tivessem esquecido de colocar as legendas no longa. Apesar disso, apreciou o filme o suficiente pra achá-lo muito bom. Quando começaram a subir os créditos, o professor Aníbal se deu conta que a produção que ele acabará de assistir era um filme português e não de algum país do leste europeu como equivocadamente pensou que fosse. Esta anedota, sucedida ao já falecido professor, talvez seja algo comum a qualquer brasileiro com ouvidos desacostumados ao sotaque lusitano. Apesar do cinema português ser raro por aqui, Portugal tem um vasto histórico cinematográfico e no final do século XIX já produziam os seus primeiros filmes amadores. O cinema contemporâneo português parece estar dividido, de 2000 a 2005 prevaleciam os filmes autorais, caracterizado pelo experimentalismo e com temáticas que giravam em torno das injustiças sociais; a partir de 2005 dominam os filmes comercias dispostos a atrair o público acostumado com a linguagem das telenovelas, algo similar ao que acontece por aqui devido a influência exercida pela Globo Filmes. Um fato importante a destacar é que o cineasta mais velho em atividade no mundo é o português Manuel de Oliveira, atualmente com 105 anos. Quem quiser saber mais sobre o cinema português atual dá uma olhada aqui: http://www.cinemaportugues.info


curta-metragem, short film, corto, court metrage
SOMBRAS. Rita Martins vive mulher que está no lugar e na hora errada
A produção que representa Portugal nesta Copa do Mundo de Curtas-metragens do OutroCine é o multipremiado Shadows. O curta é um intrigante suspense que mostra uma mulher, vivida pela linda Rita Martins, que no meio do nada se depara com o corpo de um homem. Ao decidir pegar o pertence que está com o morto, ela não imagina que irá se tornar o alvo de uma brutal caçada. Com uma destacada fotografia, Shadows não possui nenhum diálogo, no entanto, o terror vivido pela personagem é transmitido com muita força na fenomenal interpretação da atriz Rita Martins. O diretor Nuno Dias conduz seu filme com muita habilidade e demonstra domínio na direção de atores e na escolha dos planos que acentuam a atmosfera de pavor. No sítio oficial do filme, Dias afirma que o curta foi rodado "sem qualquer apoio financeiro ou o envolvimento de uma empresa de produção, Shadows foi um trabalho de amor, com todo o elenco e equipe trabalhando sem retorno financeiro". Dá a impressão que título e os créditos do curta estão inglês na tentativa de atingir um público além da língua portuguesa. Se depender da grande qualidade, atingirá.
Shadows (Sombras)


Sinopse
Quando ela deparou com um homem morto no meio do nada, ela decidiu tirar a sua única posse. Mas ela não sabia que também iria tomar o lugar do morto.

Gênero Ficção
Diretor Nuno Dias
Elenco Rita Martins, Ruben Garcia
Ano 2011
Duração 14min
Cor Colorido
País Portugal

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Grupo G - Gana curta-metragem

short film, curta, corto, court metrage
Gana é um país localizada na África Ocidental, seu idioma oficial é o inglês e possui uma população de cerca de 25 milhões de pessoas. A palavra Gana significa "rei guerreiro" e foi renomeado assim devido às indicações que os atuais habitantes descendem de povos do remoto Império Gana. Conquistaram sua independência em 1957 usando o grande lema: "é melhor ser independente para governar sozinho, bem ou mal, do que ser governados pelos outros". Enquanto no cinema, parece que, de certa forma, foram regidos por este mesmo lema. Gana ganhou fama por certas singularidades, como por exemplo, os pitorescos cartazes produzidos por eles pra divulgação de filmes de Hollywood. Tudo começou nos anos 80, devido a ausência de salas de projeção, os filmes eram exibidos em locais improvisados usando um vídeo cassete e uma fita pirata. Para a divulgação, pedia-se a artistas locais que pintassem cartazes dos filmes. Tarefa exercida com total liberdade artística por pintores que muitas vezes nem haviam assistido a obra que retratavam. O resultado era bem distinto dos filmes que deveriam divulgar, alguns sensacionais outros bizarros. Apesar de haver deixado de ser tão artesanal, a produção desses cartazes ainda segue, pois, além de ter virado tradição, ocorre hoje em dia devido alguma dificuldade de importação desse aparato de marketing. Existe também um certo mito em cima do cinema produzido em Gana, fala-se muito em pérolas do trash movie e, pelos trailers que vi, parece que realmente houve muito disso, principalmente nas primeiras investidas no cinema que não faz tanto tempo assim. Quem quiser dar umas boas risadas pode conferir aqui uma playlist de alguns anúncios de filmes realizados por lá. No entanto, sem maiores informações, acho injusto pensar que o cinema de Gana seja só isso, seria o mesmo que olhar algumas produções do catarinense Peter Baiestorf ou do Rambú, o Rambo brasileiro, e concluir que o cinema no Brasil é isso. Além do mais, parece que o sucesso do cinema nigeriano em Gana tem influenciado na criação de uma indústria cinematográfica local apelidada de Ghallywood.

Confere aí
Os criativos cartazes dos cinemas móveis de Gana
Gana e seus criativos cartazes de filmes
Os Bizarros Cartazes do Cinema de Gana

curta, corto, court, short film
The RETRIEVER. Incrível cenas de violência coreografada
O curta-metragem ganês que será apresentado, mais do que um filme é um exercício fílmico de um grupo chamado 8TH Wonder Stunts que está começando a produzir filmes de ação em Gana. O curta The Retriever mostra o que supostamente parece ser um policial, ou quem sabe um rival, invadindo um local aonde pretensos mafiosos estão reunidos. O que vemos é uma surpreendente sequência de violência coreografa com lutas e disparos, tudo muito bem executado, tanto a parte técnica (câmera, som, efeitos visuais, montagem) como na ação dos atores. Impressiona o alto nível alcançado por este pessoal que ainda está filmando de forma experimental. Creio quem em breve Gana fará filmes de ação tão bons quanto os realizados em Hong Kong e nos EUA, que parecem ser a fonte inspiradora desta produção.
The Retriever


Sinopse
Incrível sequência de ação, com luta e muitos tiros no curta-metragem realizado em Gana.

Gênero Ficção
Diretor Abby Bawa
Elenco 8TH Wonder Stunts
Ano 2012
Duração 5min
Cor Colorido
País Gana

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Grupo F - Argentina curta-metragem

corto, curta, court metrage, short film
Desta maratona a que me propus, a de buscar um curta-metragem de cada país participante da Copa 2014, é quando chego ao vigésimo quarto filme, justamente na vez da Argentina, que possui uma das cinematografias que eu mais admiro, falta-me palavras pra escrever. Talvez pelo esgotamento que a missão me proporciona — nunca achei que seria fácil, porém, é ainda mais difícil fazer algo que exige muitas horas de dedicação no mesmo momento que ocorre o evento que minha proposta quer homenagear. Ou seja, loucura minha fazer isto enquanto a Copa rola a todo vapor, podia ter sido antes, se eu me programasse, ou depois, se eu tivesse juízo. Poderia continuar choramingando alguns parágrafos a mais, alegando que o peso da responsabilidade de querer escrever algo legal sobre uma coisa que admiro muito geralmente me paralisa, no entanto, parece que isso é outro sintoma da procrastinação. Então pra deixar de enrolação e dar seguimento a isto sem esperar que eu consiga fazer, vamos a um salvador texto da Wikipédia. O Cinema na Argentina tem passado por uma revigoração desde a década de 1990, apesar da forte crise econômica atravessada pelo país. Filmes como El Hijo de la Novia, Nueve Reinas, Plata Quemada, El Abrazo Partido, Kamtchatka, La Ciénaga e Cenizas del Paraíso atestaram um salto de qualidade técnica e de linguagem na produção nacional e lançaram à fama internacional cineastas como Lucrecia Martel, Daniel Burman, Marcelo Piñeyro e Pablo Trapero. A Argentina também foi o primeiro país da América Latina a produzir um longa-metragem que recebeu o certificado Dogma 95, com o filme Fuckland, de 1999 (fonte: wikipédia). Quem quiser ler mais sobre o cinema argentino clica nos linques a seguir:


corto, curta, short film, court metrage
Um Jogo ABSURDO. Javier pensa num jeito de falar com Romina 
Existem muitos curtas argentinos na internet e dá pra imaginar que tem muita coisa legal, inclusive eles tem diversas páginas que se dedicam exclusivamente aos cortometrajes. Resolvi escolher algo diferente pra representar a Argentina. Creio que eles têm belíssimos dramas, entretanto, quem acompanha o OutroCine, percebe que este gênero tem dominado as postagens. Por isso, pra dar uma leveza, desta vez selecionei uma comédia. O curta argentino Un Juego Absurdo é um bem-humorado filme que expõe a história de Javier, um tímido adolescente que numa festa da turma trata de reunir coragem pra se declarar pra Romina, a garota do qual ele tem uma forte paixão. Com uma narrativa em primeira pessoa, Javier racionaliza e detalha suas ansiedades e conflitos internos de uma forma bem prática, algumas vezes usando a cumplicidade do próprio espectador no momento que ele olha pra lente e despudoradamente rompe a barreira da câmera pra nos fazer de seus melhores amigos. A arte é um dos destaques do curta. Ambiente e figurino nos remete a algo que parece estar entre os anos 50 e 60. A trilha sonora bacana também conduz pra esse período. O diretor Gastón Rothschild, aliado ao carisma do protagonista, nos faz rir e torcer pelo garoto que sem querer já no começo nos torna seus camaradas. Dica pra quem não domina o espanhol: Clica no botão do player que diz Legendas Ocultas. Depois clica em Inglês, ali se abre a outra parte do menu, em seguida clica em Traduzir Legendas. Aparece outro menu com os idiomas, é só selecionar Português e pronto! As legendas que, tirando uma ou outra expressão traduzida equivocamente e algumas palavras masculinas que são traduzidas como femininas (vice-versa), pelo padrão desse recurso do Youtube, tá excelente!
Un Juego Absurdo

Sinopse
Javier está apaixonado por Romina. Em uma festa, ouvimos os seus pensamentos e às vezes ele até fala para nós. Jogando entre a realidade e a fantasia, Javier tentará superar seus medos e ficar com a garota dos seus sonhos.

Gênero Ficção
Diretor Gastón Rothschild
Elenco Martín Piroyansky, Eliana González, Irene Almus, Vando Villamil, Nicolás Torcanowsky, María Fernanda Callejón
Ano 2009
Duração 12min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Argentina

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Grupo F - Nigéria curta-metragem

short film, curta, corto, court metrage
A Nigéria é conhecida como "o gigante da África" pois possui a maior população e economia do continente. Vamos direto ao assunto, creio que muitos desconhecem o fato de a Nigéria ser a maior indústria cinematográfica do mundo no quesito quantidade de filmes. Em 2010 foram lançados acima de 1500, número superior ao da gigantesca produção indiana e mais do que o dobro de Hollywood. Este fenômeno apelidado de Nollywood é recente e começou sua ascensão nos anos 1990 justamente no momento em que não havia mais salas de cinema na Nigéria. Nos artigos que li, sobre o início desta onda nigeriana, destaco aqui trecho do texto Tudo o que você sempre quis saber sobre Nollywood, mas nunca teve a quem perguntar (recomendo a leitura completa do artigo): Segundo o jornal The Economist, o boom de Nollywood remonta a uma história interessante acontecida no início da década de noventa. Um comerciante, chamado Kenneth Nnebue percebeu que poderia vender muito mais facilmente as fitas VHS que tinha em estoque se gravasse um filme nelas. Este pioneiro, ao invés de fazer cópias ilegais de filmes estrangeiros (que seria a saída mais fácil, apesar de ilegal) resolveu produzir um filme por conta própria. Dessa forma, o filme Living in Bondage foi o primeiro “blockbuster” do cinema nigeriano, tendo vendido mais de 750 mil cópias. Entretanto, outra versão dá conta de que as raízes de tudo vêm da década de 1980 quando algumas pessoas da elite nigeriana que tinham vídeo cassete começaram a convidar os amigos pra assistir filmes em casa. Paralelamente passaram a contratar serviços de filmagem para registrar seus casamentos, aniversários, formaturas, entre outros eventos familiares, e esses VHS pessoais também começaram a ser exibidos aos amigos. A fim de diversificar a exibição dos vídeos caseiros, peças teatrais também passaram a ser filmadas e aí se dá o início de um vínculo com atores e diretores de companhias de teatro. Claro, de lá pra cá o cinema na Nigéria se profissionalizou, criou-se um mercado com gente especializada em todas áreas e hoje em dia usam tecnologia de ponta pra realização dos filmes. Poderia seguir no assunto do curioso cinema nigeriano que encontrou, além de linguagem e histórias que se aproximaram da realidade de seu povo, formas próprias de produção, distribuição e exibição, porém, esta introdução já ficou excessivamente longa. Quem quiser saber mais a respeito, recomendo fortemente a leitura, além do já citado Tudo o que você sempre quis saber sobre Nollywood, mas nunca teve a quem perguntar, o artigo O modelo Nollywood. Se tiver curiosidade, a Wikipédia tem um artigo sobre o Cinema da Nigéria que também é interessante.

short film, corto, curta, court metrage
IRMÃOS. Curta nigeriano mostra relação ambígua entre irmãos
O curta-metragem que representará a Nigéria é uma produção independente e não pode ser considerado um exemplo de produção de Nollywood. O curta se chama Big Man, um sensível drama realizado por um diretor talentoso que tenho certeza que ainda vai ter seu nome entre os grandes cineastas do mundo. O filme foca na dúbia relação de amor e (ódio não, muito forte) inveja que o inquieto irmão mais velho Uzoma tem com o seu obediente irmão caçula Chize. Aí está o talento do diretor Julius Onah que não só conduz a parte técnica com muita habilidade, ele transforma essas crianças sem experiência alguma em grandes atores. Não é à toa que Julius Onah já foi eleito pela Filmmaker Magazine como um dos 25 novos rostos do cinema independente. Como já citei anteriormente, não entendo nada de inglês, mesmo assim não consegui desgrudar os olhos desse envolvente curta, ademais, o inglês nigeriano é muito claro e isso também facilita o entendimento. Confere aí a obra-prima desse jovem realizador nigeriano.
Big Man


Sinopse
Uzoma adora brincar com seu irmão mais novo, apesar das advertências de seu pai. E às vezes, simples jogos têm consequências graves.

Gênero Ficção
Diretor Julius Onah
Elenco Michael Asuelime, Adekunle Adeleke, Kaptaintony Ofili-Akpom, Tubi Aiyedehin, Wale Ojo
Ano 2012
Duração 14min
Cor Colorido
Bitola HD
País Nigéria

terça-feira, 24 de junho de 2014

Grupo F - Irã curta-metragem

curta, corto, court metrage, short film
O Irã, anteriormente conhecida como Pérsia, é berço de uma das civilizações mais antigas da história. Pode ser que no futebol não tenha tradição, já no cinema é um dos grandes polos do oriente e sua produção cinematográfica está entre as maiores do mundo. Seus filmes e cineastas colecionam prêmios dos grandes festivais internacionais de cinema. Porém, só nos anos 90, a partir do reconhecimento da crítica cinematográfica francesa, que o cinema iraniano ganhou o devido espaço internacional. As produções iranianas que chegam até o ocidente são os ditos filmes de arte, no entanto, a pesquisadora Alessandra Meleiro, doutora em cinema e políticas culturais pela USP, ficou durante três meses e meio no Irã para entender melhor as estruturas do cinema local e deste trabalho de campo surgiu o livro O Novo Cinema Iraniano: Arte e Intervenção Social. Em uma entrevista que a pesquisadora concedeu a Revista Trópico, ela relata que os filmes de arte representam só 20% do total produzido, os 80% restantes, segundo Alessandra são “filmes de entretenimento, com estética muito parecida com os filmes de Hollywood: comédias, filmes de ação, filmes sobre a guerra, com temáticas locais mas com estética americana”. Nomes como Abbas Kiarostami, Mohsen Makhmalbaf, Majidi Majid, Jafar Panahi, Samira Makhmalbaf, entre outros, figuram entre os grandes diretores do cinema iraniano e mundial.

curta, shiort, court metrage, corto, فیلم کوتاه
ACORDEÃO. Homem recebe lição de vida em curta iraniano
O curta-metragem (فیلم کوتاه em persa) selecionado para representar o Irã é a pequena obra de arte chamada The Accordion, de Jafar Panahi, cineasta que atualmente está em prisão domiciliar no Irã supostamente por ter apoiado o candidato de oposição ao atual governo. Antes de seguir sobre o curta, recomendo, pra quem quiser saber um pouco mais sobre Panahi, a leitura de Cortinas Fechadas, de Jafar Panahi: a expressão, em filme, do homem dolorido, excelente resenha sobre seu último longa-metragem publicada na Carta Maior. The Accordion conta a história de dois pequenos irmãos artistas de rua que tocam acordeão para ganhar o seu sustento. Até que um dia eles não percebem que estão tocando ao lado de uma mesquita, fato considerado um desrespeito religioso, e tem seu acordeão confiscado por um homem intransigente. O filme é considerado uma reflexão sobre os temas da tolerância, não-violência e respeito as diferenças e foi inspirado no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião". O curta de Panahi sugere que o futuro está na solidariedade em vez do conflito.

The Accordion


Sinopse
Dois jovens artistas de rua em Teerã, um menino e uma menina, têm o seu acordeão confiscados após um incidente, o que eles devem aprender a aceitar, a fim de sobreviver.

Gênero Ficção
Diretor Jafar Panahi
Elenco Khadije Bahrami, Kambiz Bahrami
Ano 2010
Duração 9min
Cor Colorido
País Irã

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Grupo F - Bósnia curta-metragem

O nome oficial deste distante país é República da Bósnia e Herzegovina e, assim como a Croácia, fazia parte da extinta Iugoslávia. Dividida em duas regiões geográficas: Bósnia, na parte setentrional, uma região de montanha que encontra-se sob a cobertura das densas florestas; Herzegovina, na parte meridional, compõe-se, em sua maioria, de montes rochosos onde a atividade econômica praticada é a agricultura (fonte: wikipédia). País de uma região que passou por diversos conflitos, tornou-se independente somente em 1992, então sua história no cinema também é muito recente, porém, possuem um período cinematográfico pré e pós-Iugoslávia. A primeira tentativa da Bósnia-Herzegovina de fazer cinema foi em 1950 com o longa-metragem chamado Major Bauk. Já da retomada cinematográfica pós-independência, destaque para Terra de Ninguém (No Man’s Land, 2001) de Danis Tanovic, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2002; e para Gori Vatra, de Pjer Zalica, longa de 2003. A bela Angelina Jolie dirigiu recentemente o filme Na Terra de Amor e Ódio (In The Land of Blood and Honey-EUA, 2011), que trata sobre a Guerra da Bósnia. Também como curiosidade pode-se salientar que o cineasta Emir Kusturica, apesar de possuir nacionalidade Sérvia, nasceu em Sarajevo, na Bósnia.

short film, curta, corto, kratki film
FLORESTA. Beleza dos Balcãs representada pela atriz do curta bósnio 
Já na parte de curtas-metragens, devo relatar a minha enorme dificuldade de encontrar algum que se adequasse a esta proposta. O principal fator contra novamente foi o idioma — como destaquei em outras postagens, países que têm mais de uma língua oficial normalmente me deixam atrapalhado nas minhas pesquisas. Na Bósnia se fala bósnio, croata e sérvio. Eu fui pelo mais lógico, se o país se chama Bósnia, devo procurar curtas em bósnio. Achei alguns filmes, todos carregados de assuntos ligados aos traumas dos conflitos étnicos e culturais da região. A maioria dos que achei pareciam ser de temática muçulmana e muitos tinham mais aparência de propaganda institucional do que curtas. Isso não seria problema, o problema é que grande parte tinha aspecto de filme amador, com alguns erros típicos de produções amadoras, como quebra de eixo, erros de continuidade, entre outros. Depois de quase postar o que me parecia melhor entre tantos que vi, tive um estalo e resolvi procurar em croata. Foi assim que tive uma grata surpresa e achei o curta (lá eles chamam de kratki film) de grande qualidade que compartilho aqui. O achado se chama Šuma (floresta em bósnio), um grande suspense que mostra o regresso de uma mulher a aldeia natal por conta da recente morte de sua mãe e, justamente, seu retorno mexe em algo que já parecia esquecido. Destaque pra fotografia e pra habilidade do jovem diretor Dajan Javorac que sabe conduzir bem este thriller bósnio sem abusar dos clichês do gênero.
Šuma


Sinopse
Depois da morte de sua mãe, Ružica retorna à sua aldeia natal. Durante a preparação do funeral, ela está tentando entrar em paz com seu passado, mas ele a persegue quando seu vizinho Sveta tenta vingar a morte de sua irmã.

Gênero Ficção
Diretor Dajan Javorac
Elenco Ena Radovanović, Srđan Šipka, Petar Miletić, Milica Vujović, Vanja Lazić
Ano 2012
Duração 14min
Cor Colorido
País Bósnia

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Grupo E - França curta-metragem

court, curta, corto, short film
A França e seu admirável cinema. É um cinema de tanta significância que qualquer coisa que eu escreva será pouco, então prefiro reproduzir trecho da Wikipédia sobre o cinema francês. "O cinema francês teve um papel importante na história deste meio de comunicação social, tanto em termos técnicos como históricos. Os primórdios do cinema contam com vários nomes franceses, entre os quais os se destacam os irmãos Ampére, não só responsáveis pelo estudo da corrente elétrica, mas também a invenção das primeiras câmeras, feito geralmente erroneamente atribuído aos irmãos Lumiére. No desenvolvimento do cinema como forma de arte, muitos dos filmes realizados na França são considerados marcos relevantes. Destaque deve ser dado às escolas vanguardista da década de 1920, ao realismo poético das décadas de 1930 e 1940, e à Nouvelle Vague a partir do fim da década de 1950" (fonte: wikipédia). Ademais da importância histórica, o cine produzido na França segue sendo o mais relevante da Europa em termos de público, números de filmes e de receitas geradas por suas produções.

court, curta, corto, short film
Prestemos ATENÇÃO. Personagem de Thierry Seban reavalia valores
Sendo a maravilha que é, não me custaria achar um curta-metragem francês pra postar aqui. Errado. Foi o mais difícil até agora, deixou-me esgotado e, confesso, que meu ânimo ficou bastante abatido. Considerei fortemente a possibilidade de não dar prosseguimento neste estafante desafio a que me propus. Não faltam courts-métrages na internet, complicado foi achar algum que se encaixara nesta proposta. Existem excelentes curtas franceses, muitos no subgênero que eles adoram: a comédia dramática (comédie dramatique). As dramédias (como alguns chamam) francesas tem grande quantidade de diálogos, nada contra, desde que o francês fosse idioma oficial no Brasil. Claro que tá cheio de gente que entende francês aqui, mas, assim como eu, a maioria não entende e isso não pode ser desconsiderado. Outro fator. O cinema curtametragista francês foi dominado por animações. Perfeito, eu adoro. No entanto, acho que ficaria esquisito ser a única animação, logo representando o país europeu que mais produz filmes. Os filmes que não continham diálogos ou eram muito antigos, o que quebraria a tentativa de uma mostra mais contemporânea; ou eram perceptivamente amadores, o que daria um aspecto irregular levando em conta o nível das produções dos outros países aqui postadas. Tá, chega de chororô! Após horas e mais horas procurando e assistindo curtas (o chororô já não tava encerrado?), eis que surge este pequeno filme, do qual eu nem vou falar muito já que me estendi nas lamúrias. O curta Soyons Attentifs mostra a tensão vivida por um homem quando embarca outro passageiro no mesmo vagão de trem que ele viaja. Thierry Seban, além de dirigir, interpreta este cara assustado com a insistência do homem que lhe pede um pedaço de papel. Poucos diálogos, com legendas em inglês, mas fácil de entender.
Soyons Attentifs


Sinopse
Um homem, um trem no meio da noite ... E tudo pode acontecer, até mesmo o impensável.

Gênero Ficção
Diretor Thierry Sebban
Elenco Thierry Sebban, Josselin Siassia
Ano 2004
Duração 7min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País França

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Grupo E - Equador curta-metragem

corto,curta, short film
Junto com Chile, o Equador é um dos dois países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil. Talvez isso seja um dos fatores que contribuam pra não termos muito contato com a cultura equatoriana. Um dado interessante  é que, por causa das Ilhas Galápagos, a República del Ecuador foi considerado o país de maior biodiversidade do mundo por unidade de área. Falando de cinema equatoriano, pode-se dizer que nestes últimos anos tem vivido seu auge por conta de uma conjunção de fatores: o incentivo de políticas públicas, a criação de escolas audiovisuais, o reconhecimento internacional de algumas de suas produções e o interesse do público equatoriano pelo cinema nacional. Esse crescimento tem como marco o longa Ratos, Ratones, Rateros (1999), de Sebastián Cordero. O sítio da BBC Brasil em 2010 escreveu "Cinema do Equador desponta com foco em imigração e ajuda do governo", detalhando sobre o fenômeno do cine equatoriano e sua temática. Já a matéria "Cinema equatoriano vive auge com 182 filmes em 5 anos", publicado em 2011 pelo portal Terra, fala dessa ascensão.

corto, short, curta
À ESPERA. A jornada de uma menina em curta equatoriano
Não é à toa que apresento aqui uma das mais bonitas produções que tenho assistido nessa minha solitária e maluca busca por curtas-metragens dos países que jogam a Copa do Brasil. Foi de cara, o primeiro que vi, nunca imaginei que seria tão fácil achar um curta equatoriano pra postar aqui. Uma maravilha que, inicialmente, nos contempla com a beleza da paisagem do Equador. Já de início percebe-se uma fotografia diferenciada, que privilegia os espaços, o lugar, a natureza. Em seguida surge uma garotinha linda, vestindo roupas típicas da região com cores intensas. En Espera mostra a longa jornada que a menina faz pra se deslocar da zona rural até a cidade. Sem pressa, valorizando o percurso com planos abertos e longos pra um filme de quinze minutos, a jovem diretora Gabriela Calvache conduz seu curta com a experiência de um veterano e com rara propriedade apresenta uma história comovente e intimista. Emocione-se com este curta que conquistou diversos prêmios mundo a fora.
En Espera


Sinopse
Entre a cidade e o interior, formas modernas e sutis de escravidão se desenrolam. Uma garota espera, na beira da estrada, pelo caminhão que vai levá-la à cidade.

Gênero Ficção
Diretor Gabriela Calvache
Elenco María Sol Barragán, Juan David Mayorga, Orlando Barrionuevo, Rosa María Sevilla
Ano 2010
Duração 15min
Cor Colorido
Bitola HD
País Equador

Grupo E - Honduras curta-metragem

corto, curta, shortfilm
Honduras é um país da América Central, tá certo. Daí eu te pergunto, sabe o que significa Honduras? A palavra Honduras vem do espanhol e significa "profundezas" (no singular, hondura), em referência às águas profundas no litoral sul do país (fonte: wikipédia). Agora sobre o cinema hondurenho. O nome mais importante da cinematografia da República das Honduras é o falecido cineasta Sami Kafati, autor do primeiro filme hondurenho, um curta-metragem experimental produzido em 1962. Li algumas reportagens e blogs hondurenhos especializados pra buscar informação, também assisti aqui na internet vários trailers da recente onda de filmes hondurenhos. Apesar de interessante — têm filmes de variados gêneros, do terror até cine policial, não achei nada que pudesse destacar aqui. Parece que eles ainda não possuem um filme que tenha ganhado projeção internacional. Não que isso seja indicativo de cinema de qualidade, talvez o mais importante é que eles, neste momento, com um cine em ascensão, consigam desenvolver internamente algo com identidade.

corto, curta, shortfilm
SOFRIMENTO. Cena de El Profe, curta hondurenho
O curta selecionado pra representar Honduras nesta Copa de Curtas do Outro Cine, mostra o dilema de um professor do ensino médio que sofre ao ser testemunha do drama de um aluno. Acho difícil que algum professor não se identifique com este tema tão universal, algo que poderia ser em qualquer escola latino-americana. O professor fica em dúvida sobre até que ponto deve interferir na vida do garoto. Ao ficar impotente frente ao caso, ele é atormentado por um sentimento de omissão. El Profe ganhou o prêmio de melhor cortometraje e melhor fotografia num festival promovido por um importante jornal hondurenho.

El Profe


Sinopse
Professor da escola vê passar diante de seus olhos a tragédia sofrida por um de seus alunos e vizinhos.

Gênero Ficção
Diretor Angel Maldonado
Elenco Jorge Osorto, Bryan Rodezno, Diego Rivera
Ano 2012
Duração 8min
Cor Colorido
País Honduras

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Grupo E - Suíça curta-metragem

corto, curta, short, kurzfilm
A neutralidade sempre foi a marca registrada da Suíça, conhecida também pelo queijo, chocolate, relógios e o famoso canivete. Entretanto, se depender do futebol e do cinema, talvez o país dos Alpes nem constasse no imaginário popular. Sem uma cinematografia marcante, a Suíça se especializou em documentários, já no cinema de ficção é marcada por coproduções. Pra não ser injusto, podemos citar Jean-Luc Godard, cineasta franco-suíço que viveu a infância e juventude na Suíça, mas que teve toda sua carreira baseada na França. 

curta, corto, short, kurzfilm
O Começo do FIM. Nem tudo é o que parece em curta suíço
Ter o alemão, francês e italiano como línguas oficiais dificultou minha busca por curtas-metragens produzidos na Suíça. Afinal, devo procurar por kurzfilm, court-métrage ou cortometraggio? Até esses tradutores de sites tem dificuldade de traduzir páginas que contenham conteúdo escrito em mais de um idioma, coisa que apareceu muito. No entanto, fui agraciado com o meu achado e se a qualidade deste promissor cineasta curtametragista conseguir se traspassar para longas-metragens, creio que há esperança pro cinema suíço. O filme se chama Le Début de la Fin, traduzindo para o português seria "o começo do fim", nome emblemático que dá pistas sobre o fim de uma relação. Um casal, um amigo e muitas fotos. Elisa carrega consigo uma Polaroid e tira foto de tudo a cada instante. Embaralhe essas imagens e tente entender, a partir das fotos, o que aconteceu. É isso que se desenvolve em Le Début de la Fin, com uma montagem vertiginosa e labiríntica pode ser que nada seja o que parece ser. Destaques justamente pra fotografia e montagem.

Le Début de la Fin


Sinopse
Elisa, Oscar e Arthur estão caminhando para uma queda. Na calada da noite começa um jogo de poder e sedução perigoso em que Elisa puxa as rédeas. O polaroide que ela nunca para de usar expressa seu prazer em confundir a questão.

Gênero Ficção
Diretor Jean-François Vercasson
Elenco Mark Kelly, Isabelle Caillat, Jean Vocat
Ano 2011
Duração 17min
Cor Colorido
Bitola HD
País Suíça

terça-feira, 17 de junho de 2014

Grupo D - Uruguai curta-metragem

Corto, curta, short film
Bicampeões mundiais no futebol, o Uruguai parece ter ficado pra trás com suas glórias no esporte mais apaixonante do mundo. No entanto, no que se refere a política e direitos civis, la República Oriental del Uruguay, está e sempre esteve na vanguarda, anos-luz de qualquer país do continente. Foi o primeiro país a legalizar o divórcio, o segundo país da América a conceder às mulheres o direito ao voto. Também foi o primeiro país sul-americano a legalizar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo e a permitir a adoção homoparental. A segunda nação sul-americana a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o primeiro do mundo a legalizar o cultivo, a venda e o consumo de cannabis (Fonte: Wikipédia). Já no cinema, infelizmente a produção é pequena como o tamanho de seu território. Destaca-se o ótimo Whisky (2004) ganhador de dezenas de prêmios internacionais, lamentavelmente, dois anos após sua realização, o filme perdeu um dos seus promissores diretores, Juan Pablo Rebella suicidou-se em 2006. Do cinema contemporâneo uruguaio destaque também para El Baño del Papa (2007), coproduzido com o Brasil, Gigante (2009) coprodução internacional; do mesmo modo poderíamos considerar Plata Quemada (2000), filme argentino, filmado e coproduzido no Uruguai.

corto, curta, short film
INVASÃO. Capital uruguaia é invadida por robôs alienígenas
Nos curtas-metragens, o grande sucesso da produção uruguaia é um breve filme de cinco minutos que ganhou destaque mundo afora pela qualidade de seus efeitos visuais. A produção custou impressionantes 300 dólares, valor impensável pelo realismo das cenas. O cortometraje chama-se Ataque de Pánico! e mostra a descentralização das invasões alienígenas, nada de Nova Iorque, desta vez é Montevidéu que é arrasado por robôs gigantes. O curta chamou tanta atenção, que seu diretor Federico Álvarez logo recebeu convites dos grandes estúdios como Dreamworks, Fox e Warner. Hoje em dia é conhecido por Fede Alvarez e foi o diretor e co-roteirista do remake de Evil Dead.
Ataque de Pánico!


Sinopse
Montevidéu é atacada por uma legião de robôs gigantes alienígenas.

Gênero Ficção
Diretor Federico Álvarez
Elenco Diego Garrido, Pedro Luque, Rodo Sayagues
Ano 2009
Duração 5min
Cor Colorido
País Uruguai

Grupo D - Costa Rica curta-metragem

cortometraje, curta, short film
Costa Rica é um país centro-americano, o idioma oficial é o espanhol e... Acho que é o que lembro nesse momento. Graças a companheira Wikipédia aprendi que a Costa Rica é o único país da América Latina incluso na lista das 22 democracias mais antigas do mundo e aboliu o seu exército em 1948. O paraíso é logo ali e eu nem sabia! Sobre o cinema, apenas descobri que a  maior bilheteria na história do cinema costarriquenho é de um filme feito lá, chamado Gestación (2009), dirigido por Esteban Ramírez. Se quiser dar uma olhada no trailer clica aqui.

curta, corto, short film
Night Club HOLLYWOOD. Cena de Carnada, curta costarriquenho
O curta-metragem costarriquenho selecionado chama-se Carnada, filme de 2012 que a principio é o ponto de partida do longa-metragem Cacería, ainda em fase de captação de recursos e que provavelmente será rodado este ano. Independente do longa, o curta tem vida própria e foi filmado nas ruas da capital San Jose e dentro de um night club, frequentado por Rafa, homem de meia-idade divorciado que nutre uma paixão obsessiva pela deslumbrante stripper Melissa, interpretada pela linda Johanna Vargas. O destaque do filme fica por conta da sensual apresentação de pole dance que Johanna, que é bailarina de dança contemporânea, dá na boate curiosamente chamada Hollywood. Dirigido por Carlos Benavides, o curta fala de amor e solidão. Uma rara oportunidade pra que nós brasileiros possamos assistir um pouco do desconhecido cinema produzido na Costa Rica, aproveita.

Para ver CARNADA clique aqui (Infelizmente Carlos Benavides não deixou liberado o código de incorporação do vídeo)

Sinopse
Na hora mais solitária da noite, Rafa vai ansiosamente atrás da mulher que ama.

Gênero Ficção
Diretor Carlos Benavides
Elenco Oscar Arce, Johanna Vargas, José Andrés Alvarez Sanóu, Carina Zúñiga Rodríguez
Ano 2012
Duração 12min
Cor Colorido
Bitola HD
País Costa Rica

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Grupo D - Inglaterra curta-metragem

short film, curta-metragem, corto
Chega a vez da Inglaterra. O país que inventou o futebol está no complicado grupo D. Considerando além do futebol, existem admiradores da cultura inglesa em todos os recantos do mundo, principalmente no que se refere a música. Já no cinema, apesar dos grandes cineastas, dos filmes memoráveis e atores reconhecidos, o cinema inglês não goza do prestígio, por exemplo, de um cinema francês. Um artigo de Gilles Jacob (crítico, escritor e diretor), intitulado O Cinema Inglês (2011), comenta esse fato e já de cara dispara uma citação de François Truffaut: “O cinema inglês não existe”. O artigo trata de reconsiderar a polêmica frase de Truffaut e se posiciona sobre isso demonstrando que não é bem assim. Jacob enumera as diversas fases e os feitos cinematográficos da Inglaterra. Pra quem tiver curiosidade, o artigo está disponível na página do Festival de Cannes.

Drama CONTEMPORÂNEO. Violência e medo em curta inglês
Aqui vai uma pequena amostra pra contrariar Truffaut. O curta-metragem (short film) selecionado pra representar a Inglaterra nesta Copa de Curtas ganhou trinta e oito premiações em festivais, incluindo o Prêmio Internacional do Júri no Sundance Film Festival, nada mal pra um filme de um cineasta iniciante. O curta em questão chama-se Soft, que ao contrário do nome, é denso e faz pensar sobre medos que julgamos superados. Um crítico do The Guardian refere-se ao filme como chocante e violento e intimamente perturbador; já outro da Shots Magazine repara na habilidade do diretor de "extrair performances convincentes, muitas vezes de jovens atores inexperientes e não-profissionais". Soft inicia com um plano-sequência de uma perseguição, em seguida testemunhamos o espancamento de um jovem, que tem a dureza da cena reforçada pelo realismo documental da imagem conferida pelo aspecto de vídeo filmado por celular. Após isso entramos na casa e na realidade deste garoto que vive com o pai. O filme tem diálogos em inglês e não possui legendas, mas até eu que não entendo nada mesmo do idioma consegui entender, talvez aí a vantagem do inglês britânico. O diretor Simon Ellis sabe conduzir seu filme e, apesar da temática violência-jovem-gangue, ele não cai na tentação de transformar o filme em videoclipe, dirigindo-o de forma ponderada e acadêmica. Isso não é demérito, pelo contrário, assim ele dá o tom certo, conseguindo dirigir os atores e tirar deles grandes interpretações. Sinto dificuldade de comentar mais sobre o curta com o temor de revelar além do que deveria, mas creio que o filme lida com os terrores internos que todo mundo já viveu, porém, só não sabe se superou.


Sinopse
Quando um pai e filho são aterrorizados de forma independente pela mesma gangue de jovens, pai é forçado a lidar com os medos que ele não teve de enfrentar desde que deixou a escola, redescobrindo seu medo de confronto no pior momento possível.

Gênero Ficção
Diretor Simon Ellis
Elenco Jonny Phillips, Matthew O'Shea, Michael Socha, Ashley Marshall, Luke Kingston, David Harrison, Jess Buxton, Zara Hearnshaw, Kiddus Salassie
Ano 2007
Duração 14min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Inglaterra

Grupo D - Itália curta-metragem

corto, curta, cortometraggio, short film
A Itália, poderosa no futebol e no cinema, coleciona grandes nomes em ambos. Seria injusto citar cineastas italianos, sempre faltaria algum nome, se bem que este humilde blog não se propõe e nem tem a pretensão de ser um compêndio do cinema. Mas pode se dizer que a importância do cinema italiano é inestimável. Influenciou desde Glauber Rocha, com o Neorrealismo italiano, até Tarantino, com Spaghetti western. Num artigo da Wikipédia há uma comparação simplista entre o cinema italiano e o brasileiro, constatando semelhanças entre os dois. Segundo o artigo, o cinema na Itália "foi muito popular dos anos 50 aos anos 70. Ao longo dos anos 70, a Itália fazia muitas comédias populares, e o Brasil fazia a comédia pornochanchada. O gênero de comédia popular na Itália era hegemônico, derrotando até mesmo os filmes de Hollywood". E segue dizendo que depois disso o mercado local despencou perdendo espaço pra produções hollywoodianas e que nas décadas de 80 e 90 o cine italiano praticamente desapareceu, restringiu-se a filmes de arte. A retomada veio faz pouco e recentemente as produções italianas voltaram a ter grandes bilheterias.

LIRISMO. Curta italiano transforma rugby em poesia visual 
Seguindo no meu desafio, il cortometraggio a rappresentare l'Italia! Na minha constante garimpagem eis que encontro uma preciosidade, um belíssimo (com direito a entonação italianada!) filme, que salvou minhas longas horas de busca. O curta se chama La Partita Lenta, dirigido pelo aclamado Paolo Sorrentino, que no currículo traz filmes como As Consequências do Amor (Le conseguenze dell'amore, 2004), que lhe conferiu prestígio internacional, e A Grande Beleza (La grande bellezza, 2013), produção vencedora do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2014. La Partita Lenta traz a tona o dia de uma equipe de rugby, um esporte com fama de violento, mas, a contraste disso, o que se vê é poesia, um lirismo que os olhos de Paolo Sorrentino conseguem transmitir em preto e branco. Sorrentino domina a linguagem cinematográfica e utiliza com maestria planos e movimentos de câmeras, além de saber explorar as pausas e o silêncio que o ajudam captar cada detalhe do que ele quer dizer sem explicitar nada, ou quase nada. É curioso o realismo mesclado com a ficção, pois, nas filmagens foram utilizados ​​jogadores reais de rugby, pertencentes a uma equipe de série B de Roma. Talvez o curta deixe muitas perguntas para os que não percebem as entrelinhas, no entanto, o que dá pra saber é que presenciamos os momentos que antecedem a uma partida e ali há uma explosão de sentimentos, entre eles, companheirismo. O resto não precisa de respostas, os dez minutos de primor estético que o diretor nos presenteia não precisam de conclusões.
La Partita Lenta


Sinopse
Em uma atmosfera entre ficção e realidade, um jogo de rugby nos subúrbios se torna a alegoria da luta diária de uma família italiana contra as provações e tribulações da vida.

Gênero Ficção
Diretor Paolo Sorrentino
Elenco Monica Dugo, Roberto Bernardini, Renato Gnani, Francesco Iacorossi, Flavio Gregori
Ano 2009
Duração 10min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Itália

sábado, 14 de junho de 2014

Grupo C - Colômbia curta-metragem

corto, curta, short filmeNesta Copa de 2014 vemos jogadores da seleção brasileira orgulhosos exibindo seus belos cabelos estilo black power, algo que a vanguardista seleção colombiana, décadas atrás já ostentava, com seus jogadores e suas melenas volumosas transgredindo os padrões vigentes. Naquela época a Colômbia era alegria e irreverência e não dá pra esquecer figuras como Higuita e Valderrama. Sobre o cinema eu ia falar do filme Maria Cheia de Graça (María, llena eres de gracia, 2004), mas descobri que é uma coprodução colombiana-estadunidense, filmada no Equador e, ademais, o diretor é americano. Então creio que não posso citar como exemplo de cinema colombiano. Entretanto, pra quem dá valor pra Oscar e coisa tal, pode-se destacar que a protagonista de Maria Cheia de Graça, a atriz colombiana Catalina Sandino Moreno, foi indicada ao Oscar de melhor atriz em 2005 por esse filme, tornando-se a terceira atriz hispânica a receber a indicação. O site MelhoresFilmes tem uma lista de filmes colombianos pra quem quiser conferir.

cortometraje, curta-metragem, short film
Brincadeira de CRIANÇA. A violência é refletida em curta colombiano
O curta-metragem (cortometraje) colombiano que lhes apresento é o premiadíssimo Juego de niños. Com um elenco infantil, o curta mostra que meninos fazem o que sabem fazer: Brincar. A verdade é que por mais lúdico que sejam, normalmente as brincadeiras infantis refletem a realidade em que as crianças estão inseridas. Como garotos de qualquer lugar do mundo, estes pequenos colombianos brincam de guerra, a diferença é que estes jogam como se fossem paramilitares. Dirigir um elenco composto por crianças não deve ser algo fácil, tirar atuações convincentes de atores de pouca experiência é complicado, porém, o diretor e roteirista Javier González consegue extrair o melhor de seus atores mirins. Pra que o espectador entre na imaginação das crianças, Juego de niños apresenta um grande trabalho de pós-produção, com edição ágil e efeitos visuais bem interessantes. Filme bem acima da média, destaque também pro som e fotografia.
Juego de Niños


Sinopse
Pelo controle de um ursinho de pelúcia, a guerra de dois bandos de meninos se transforma num jogo perigoso pra eles.

Gênero Ficção
Diretor Javier González
Elenco Jhon Lopez, Santiago Rodriguez, Juan Niño, Maria Alejandra Rubio, Daniel Jimenez, José Luis Cano
Ano 2011
Duração 10min
Cor Colorido
Bitola HD
País Colômbia

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Grupo C - Grécia curta-metragem

short film, corto, curta, ταινία μικρού μήκους
Chegou a vez da Grécia. Pra quem, como eu, não sabia, o nome oficial do país é República Helênica. Hoje tá difícil de escrever algo, bloqueio mesmo. A Grécia é considerada o berço de toda a civilização ocidental. Como tal, é o local de origem da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da literatura ocidental, da historiografia, da ciência política (essa parte toda é da Wikipédia mesmo, como disse, hoje tá difícil escrever). Pesquisando achei dois sites bacanas que tratam sobre o cinema grego. O Cinetoscópio traz uma lista dos dez filmes que um dos seus colunistas julga essenciais do cinema grego. E o Obvious, na coluna dedicada a sétima arte faz um apanhado do cinema helênico contemporâneo, onde constata que apesar da atual crise econômica (ou, quem sabe, por conta dela), a Grécia, dentro das telas, vive um de seus momentos mais criativos.

PET SHOP. Curta-metragem grego traz importante reflexão
Buscar curtas gregos foi uma surpresa pra mim. Não achei que seria tão difícil. Não pela escassez de produções, tem bastante coisa. O problema realmente é o idioma. E filmes falados em grego me deixaram com aquela cara de "parece que tá falando grego!". Piadinhas infames a parte, sabem como se escreve curta-metragem em grego? Torçam a língua: ταινία μικρού μήκους. A minha busca acabou quando achei o sensível e multipremiado Pet Shop. Tem poucos diálogos, mas todos são de fácil compreensão e vem com legendas em inglês. Um menino junta todos seus trocados e vai até uma loja comprar um bichinho de estimação, o problema é que os preços vão além do que ele conseguiu juntar. O tocante filme é do tipo que faz a gente repensar certos valores, principalmente em relação ao peso que se dá a aparência física.

Pet Shop


Sinopse
Nossa sociedade se aproxima e dá valor a vida de acordo com seus próprios critérios e os preços são de acordo a isso. Valoriza mais aparência do que substância.

Gênero Ficção
Diretor Michael-Gabriel Zenelis
Elenco Meletis Georgiadis, Thodoris Asimakis
Ano 2008
Duração 7min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Grécia