quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Documentário desmente versão oficial sobre o 11 de Setembro

O mundo inteiro sabe o que aconteceu no dia 11 de setembro de 2001. Talvez nada seja tão lembrado na história recente. Quase ninguém recorda em quem votou pra vereador nas eleições passadas, mas é certo que sabem que há sete anos atrás duas torres, atingidas por aviões, tombaram após a colisão. Depois desta demonstração de vulnerabilidade da potência hegemônica, os estadunidenses endureceram sua dominação militarista. As conseqüências foram sentidas no mundo inteiro, principalmente àqueles de origem islâmica, mas, nem nós, brasileiros, escapamos das garras dos falcões extremistas que dominam a Casa Branca. Tornou-se cada vez mais difícil conseguir um visto de entrada nos EUA, afinal, todos podem ser terroristas e, antes de entrar em seu país, é certo que qualquer um pode ser calorosamente recebido na Base de Guantânamo. Bom, a versão oficialista afirma que foi Osama bin Laden e sua Al-Qaeda os responsáveis por estremecer o grande Império, sobrando nessa até para Saddam Hussein, que talvez houvesse atirado, quem sabe, uma pedra em direção a Estátua da Liberdade.

Agora a contestação. Segundo o documentário Loose Change a coisa toda não foi bem assim. Antes de seguir sobre o filme, melhor esclarecer algumas coisas: Aos céticos que gostam de pensar que qualquer afirmativa não-oficial é mera teoria da conspiração, e aos de tendência reacionária que tudo crêem ser de intenção comunista, aqui o esclarecimento. Não, o documentário não se baseia em meras especulações, possui diversas evidências e questionamentos, também é apoiado pelos associados do 9/11 Truth Movement, composto por engenheiros, catedráticos de várias áreas e dos mais diferentes especialistas, conferindo mais seriedade a produção. E não, o filme não foi produzido por setores da esquerda latino-americana nem por entidades muçulmanas, nem nada parecido. É uma obra estadunidense com contestações e informações dos mesmos.

Seguindo. Em Loose Change suspeita-se que tudo o que aconteceu na famigerada data nada mais foi que um plano executado pelo próprio governo de W. Bush. São apresentados fatos e provas de que existe uma grande mentira, e que a história oficial, decretada pela Casa Branca e difundida pela mídia daquele país, possui muitos furos. Loose Change não se oferece como a verdade do ocorrido, ele se propõe a ser um incentivador do debate, da contestação e da não aceitação de uma falsidade imposta por interesse político-econômico. Dificilmente alguém duvida das más intenções de George W. Bush, que é unanimemente odiado no planeta inteiro. Entretanto, é evidente que muitos duvidam que o 11/09 foi um crime interno planejado pelo próprio governo do Estados Unidos da América e, para estes, tratar desta hipótese soara como teoria da conspiração. Como resposta fica aquela que Kevin Barrett, professor da Universidade de Winsconsin, deu ao vivo a um jornalista da conservadora FoxNews no momento que este tratava de ridicularizá-lo afirmando que o professor é um maluco com teorias bizarras, Barrett apenas disse: ― Vocês são os que têm teorias bizarras. Você acha que 19 caras com canivetes, guiados por um cara numa caverna no Afeganistão... Que ridículo... Esta sim é a maior teoria conspiratória.

Esta resposta de Kevin Barrett pode ser conferida em Loose Change segunda Edição, apresentado abaixo, e que traz mais dados e correções em relação a sua primeira versão. Inclusive já existe um terceiro filme da série, intitulado Loose Change Final Cut com mais de duas horas de duração. A cópia de Loose Change 2a Edição tem legendas em português e também está disponível pra baixar.

Yerko Herrera


Loose Change 2a Edição (Recut) - legendas em português


Baixe aqui Loose Change 2a Edição (Recut) completo (diretamente da página do Google Vídeos - arquivo mp4)

Sinopse

Documentário que mostra evidências de que os eventos de 11 de Setembro nos EUA, podem ter sido uma obra interna do próprio governo.


Gênero Documentário
Diretor Dylan Avery
Ano 2006
Duração 89min
Cor Colorido
País EUA

Uma Vida Normal

O ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar e superar situações, alguns mais do que outros diga-se a verdade. Basta assistir à madrugada os competidores nas diversas modalidades desta Paraolimpíadas de Pequim, é fascinante ver o que eles, com todas as limitações possíveis, conseguem fazer. Se o atleta trata de superar todos os seus limites no esporte, então o paraatleta deve ser a superação da superação. Não menos impressionante é acompanhar um pedaço da vida de Paulo Azevedo no documentário Uma Vida Normal.
Este curta-metragem português testemunha a história de um rapaz que nasceu sem mãos e sem pernas e, como diz o título do filme, leva uma vida comum, fazendo mais atividades do que eu e, quem sabe, até você. Falar qualquer coisa sobre este comovente curta é correr o risco de cair em clichês como "viu, e tu aí reclamando da vida!?" ou "um exemplo de superação", coisa e tal. Azar se afirmar isto soara como um chavão, mas é vendo este filme que se tem a impressão que a felicidade realmente é um estado de espírito e independe, ou não depende tanto, de fatores externos. O respeito com que o documentário trata do tema, sem cair na apelação sentimental, confere-lhe uma beleza especial, além de contar com o inegável carisma de Paulo. Durante dez minutos, somos convidados a espionar despudoradamente a rotina de Paulo Azevedo.

O curta Uma Vida Normal, na verdade, é uma compilação de uma grande reportagem realizada para o canal português SIC. O filme tem vida própria sem a reportagem de quase quarenta minutos, no entanto, tamanha a simpatia deste rapaz sem mãos e sem pernas, e também por conta da qualidade da mesma, vale a pena conferi-la. Primeiro Uma Vida Normal em versão curta-metragem. Segue a reportagem na íntegra.
Yerko Herrera
Uma Vida Normal


Sinopse

Paulo Azevedo nasceu sem mãos e sem pernas, em Outubro de 1981. Nessa altura não havia ecografias em Portugal e, por isso, a família só soube das características do bebé depois do nascimento. A dúvida sobre o que poderá ter causado a malformação persiste até hoje. Paulo tem 26 anos e é completamente autônomo. Já foi treinador de futebol, mas sonha com outros palcos.

Gênero Documentário
Diretor Alcides Vieira
Elenco Paulo Azevedo
Ano 2008
Duração 10min
Cor Colorido
País Portugal



Uma Vida Normal - Reportagem Completa


Assista gratuitamente filmes selecionados em Plataforma Livre TV

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Assista Curta Provocante e Surpreendente

Curto, simples, perturbadoramente sensível. Assim é o curta-metragem de Paulo Vianna, produzido para concorrer no Festival do Minuto de 2005, intitulado Inacessível. Em menos de sessenta segundos o filme surpreende, choca, transtorna, revela muito mais do que gostaríamos.

Inacessível


Sinopse
Há pessoas com obstáculos bem maiores.

Gênero Ficção
Diretor Paulo Vianna
Elenco Paulo Jr.
Ano 2005
Duração 1min
Cor Colorido
País Brasil



Dica
Assista aqui belo curta indiano

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Curta-Metragem Japonês ironiza Tabagismo

O tabagismo é uma das grandes preocupações mundiais, sem dúvida um dos maiores problemas de saúde pública em qualquer país. No Japão não é diferente, foi então que o diretor nipônico Tomohisa Sugizaki resolveu tratar do tema com grande dose de sarcasmo. No curta-metragem 増税 (traduzindo literalmente é algo como Imposto Aumento, ou Aumento do Imposto, vai saber!!!), Sugizaki tece uma crítica irônica aos fumantes, seu humor contém um certo realismo fantástico. Algumas metáforas estão implícitas no filme, mas cabe ao espectador buscá-las e viajar encima delas, até porque para um japonês o sentido pode ser completamente diferente. Se houver problemas para reproduzir o vídeo no reprodutor abaixo, por favor, informe. Constatada a falha, o mais rápido possível será publicado uma fonte alternativa. Y.H.

増税


Sinopse
Um vício é difícil de apagar.

Gênero Ficção
Diretor Tomohisa Sugizaki
Ano 2006
Duração 2'52''
Cor Colorido
País Japão

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Curta Português subverte a passividade da Câmera

ATIVA. Câmera sai da tradicional passividade
Aproveitando o clima de jogos olímpicos, aqui vai um curta-metragem português genial chamado O Campeão (The Champion). O filme, de Rui Avelans Coelho, conquistou o 1º Prêmio do Júri para Melhor Filme na 4ª edição do Festival Pocket Films, realizado este ano em Paris. O curta venceu na seção Cinema Screen, a principal categoria de competição. O Campeão, totalmente gravado com uma câmara de vigilância, mostra os treinos do campeão português de lançamento do martelo, Dário Manso. O sensacional está no fato de Rui Avelans Coelho ter montado a micro câmera e um pequeno transmissor no próprio peso lançado, isso tudo no intuito de "demonstrar a solidão de um atleta durante a época de treinos quando não tem outro adversário senão o próprio peso a lançar". O realizador conta que a câmera realmente foi lançada junto ao martelo, pois, "a câmera é o olhar do próprio peso, somos nós que o observamos, somos o seu adversário e estamos sempre de frente para o atleta numa atitude de desafio", filosofa o diretor. Segundo o que declarou o autor ao Jornal Expresso de Portugal, parte da idéia foi retirar a câmera do seu habitual papel passivo e torná-la numa personagem. O Campeão, este pequeno documentário experimental, tem um minuto de duração, e pode ser assistido em quatro opções de visualização. Y.H.

Sobre O Campeão
"A câmera é o olhar do próprio peso, somos nós que o observamos, somos o seu adversário e estamos sempre de frente para o atleta numa atitude de desafio.
Depois de lançado o peso afasta-se do atleta até que a relação deles se corta e ele 'desaparece'. No final do filme o peso desloca-se de novo para o local inicial, num gesto que reflete o eterno desafio e a continua busca do melhor lançamento." Rui Avelans Coelho - idealizador e diretor de O Campeão.

O Campeão (The Champion)


O Campeão também pode ser visto aqui em arquivo .wmv

Caso ocorra algum problema com as opções anteriores, veja O Campeão nas seguintes alternativas
Alternativa 3
Alternativa 4


Sinopse
Um campeão, sentado, prepara-se para enfrentar o seu adversário que o espera no chão. Eles irão encontrar-se, dançar e separar-se na certeza de que tudo se irá repetir...

Gênero Documentário
Diretor Rui Avelans Coelho
Elenco Dário Manso
Ano 2007
Duração 1min
Cor Colorido
Bitola Vídeo (câmera de segurança)
País Portugal

Prêmios
– 1º Prêmio do Júri para Melhor Filme na 4ª edição do Festival Pocket Films
– 1º Prémio do Workshop português da “One Minute Foundation”
– Selecionado para a competição no Festival do Minuto (São Paulo – Brasil)


Fonte informações e declarações: JornalExpresso, EXP-AV

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Bela Animação embalada pelo Tango

PLATÔNICO. Aldo, personagem de Entre Deux, apaixona-se por Julia
Um dos estilos musicais mais cinematográficos é o tango, pelo sentimento e emoção que transmite. Combinando o tango com a França, apesar de ser um ritmo identificado com a Argentina, têm-se a dramaticidade necessária para um clima de paixão extremada, vide O Último Tango em Paris (Ultimo tango a Parigi, Bernardo Bertolucci, França/Itália, 1972, 136min). Na animação 3D Entre Deux, não há Marlon Brando, nem Bertolucci, nem sexo, muito menos manteiga (!), mas há muita paixão. Este curta-metragem francês retrata o amor, digamos, impossível ― devido as condições ― de Aldo, um músico, por Julia, uma jovem instrumentista. A ação se passa numa estação de metrô parisiense, tudo ao som de muito tango. O curta foi realizado pelos promissores François Turquety e Laurent Labouille enquanto alunos da renomada Escola SupInfoCom, uma das mais prestigiadas instituições dedicadas a animação. Y.H. assista court métrage

Entre Deux



Sinopse
Aldo, a estrela de uma propaganda, se apaixona por Julia.

Gênero Animação
Diretor François Turquety / Laurent Labouille
Ano 2005
Duração 5min
Cor Colorido / P&B
Bitola Beta SP
País França

sábado, 16 de agosto de 2008

O Mundo rumo ao seu Fim - O Caos do Consumismo em Documentário

Alguns anos atrás para nós, latino-americanos, sem exceção, o consumo desenfreado era uma realidade muito distante. Ver pessoas tomando refrigerantes de cores, aspectos e nomes que nunca imaginamos, amassando suas latinhas e jogando fora, pegando em seguida outras latas, era coisa que só podíamos apreciar em filmes gringos. A geladeira, a televisão e qualquer outro eletrodoméstico adquirido com tremendo esforço, no mínimo deveria durar de 20 a 30 anos. O carro era um casamento, pra vida toda. Ouvir relatos de que nos países do norte as pessoas usavam seus aparelhos eletrônicos por pouco tempo e depois os jogavam fora (muitas vezes em perfeito funcionamento) pra poder dar espaço para um mais moderno, parecia uma realidade que nunca chegaria até nossos países pobres. 


Durante muito tempo o modelo estadunidense era visto por muitos como um exemplo a ser seguido. Lá todos tinham grana pra comprar o que quisessem, desde o mais supérfluo até o mais caro objeto. O consumo era o modelo mais eficaz de gerar e manter empregos, movimentando a economia e sustentando o desenvolvimento. Pois este modelo caducou. Parece que não pensaram que isso tudo gerava males como poluição, escassez dos recursos naturais e, aliado ao crescente aumento da população, lixo e mais lixo. O consumismo exagerado chegou por aqui e, mesmo para nós, habitantes de países pobres (eles preferem nos chamar de países em desenvolvimento), tomar cerveja em lata, comprar badulaques plásticos e cobiçar o eletrônico da vez, agora é uma realidade. O caos eminente está muito próximo, o planeta demonstra seu cansaço e nesse ritmo as previsões não são nada esperançosas. O documentário A História das Coisas (The Story of Stuff) trata sobre a saturação do modelo consumista e a destruição que o consumo excessivo gera. O roteiro é da perita internacional em sustentabilidade e questões de saúde ambiental, Annie Leonard, que também apresenta o documentário. Parece que os estadunidenses, ou uma pequena parte deles, estão fazendo mea-culpa nas questões relativas ao meio ambiente. Vale o alerta contido nesta produção, a responsabilidade é de todos nós.
Yerko Herrera

A História das Coisas (The Story of Stuff) - versão dublada (Brasil)

A História das Coisas (The Story of Stuff) - versão legendas português (br)


The Story of Stuff versão original


Baixe A História das Coisas
Dublado - Versão brasileira em Flash (.flv 50.08 MB)
Legendado - Versão EUA em Flash (.flv 50.08 MB)
Dublado - Versão brasileira para Ipod [.mov /.mp4)
Legendado - Versão EUA para Ipod (.mov /.mp4)


Sinopse
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos. História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

Gênero Documentário
Diretor Louis Fox
Elenco Annie Leonard
Ano 2007

Duração 21min
Cor Colorido
País EUA



Mais informações sobre o filme no saite oficial The Story of Stuff. Para informações sobre a versão legendada e dublada em A História das Coisas - versão brasileira.

O filme The Story of Stuff está sob uma licença Creative Commons

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Tá no ar a comunidade do OutroCine no Orkut

A comunidade, além de servir como meio de divulgação do OutroCine, é um espaço para comentários, sugestões, criticas, dicas, avisos e tudo mais que for pertinente ao blogue OutroCine e ao mundo do cinema. A comunidade, que está aberta aos leitores, realizadores, amigos e aos demais interessados, é um local onde todos são bem-vindos, tornando-se um facilitador da comunicação direta. Lá poderão ser comentados detalhes e impressões dos filmes postados sem que isso revele mais do que o necessário ― fato que poderia ocorrer se o mesmo fosse feito aqui no blogue ― não interferindo na surpresa que a produção pode causar ao espectador. Esta é somente umas das alternativas do uso que a comunidade pode ter, fica por conta dos participantes a diversidade de temas que podem ser discutidas por lá. A comunidade do OutroCine no Orkut pode ser acessada aqui. Ou procure no Orkut por Outro Cine.

Uma das propostas do OutroCine é difundir e democratizar o acesso ao cinema (e a toda e qualquer produção audiovisual), tanto para realizadores como para espectadores. Nada mais justo do que fazer o mesmo com a comunicação entre aqueles que se envolvem de alguma forma com o blogue.



Comunidade do OutroCine no Orkut

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Humor Reflexivo no Curta Haircut

curta, short, corto, court, filme
THE HAIRCUT. Barbeiro ensina que cliente tem sempre a razão
Existem filmes que trazem conceitos mais profundos ou questionamentos que vão além do óbvio proposto. É o caso do curta-metragem The Haircut, dirigido por Carlo Ledesma, cineasta filipino radicado na Austrália. Em The Haircut logo fica explicito tratar-se de uma comédia, todos os ingredientes estão ali: uma situação inusitada onde os personagens e a trama conduzem a circunstâncias supostamente engraçadas. Um barbeiro, aparentemente desanimado, recebe a visita de um cliente com um perfil nada parecido com aqueles que costumam cortar os cabelos, e o mais hilariante vem com o pedido excêntrico que este faz ao barbeiro. O próprio Ledesma acredita que seu curta, fora avaliação superficial, "é um filme sobre vaidade, ilusão, e de como, às vezes, o cliente tem sempre razão". O premiadíssimo The Haircut tem destaque na bela fotografia e na excelente trilha sonora. Y.H. short film cortometraje corto

Sobre The Haircut
"The Haircut foi feito com algumas coisas em mente. Eu quis contar uma história de duas pessoas perdidas que encontram o consolo (embora momentaneamente) um no outro. O filme é basicamente sobre aqueles encontros casuais que temos com pessoas que encontramos e nunca mais vemos, porém, mesmo que num breve momento, elas fizeram algo por nós e nós por elas." Carlo Ledesma - roteirista, diretor e montador de The Haircut.

The Haircut


Sinopse
Um barbeiro dá as boas-vindas ao cliente mais excepcional. The Haircut é um filme sobre a tênue linha entre vaidade e desilusão, e como o cliente tem sempre razão.

Gênero Ficção
Diretor Carlo Ledesma
Elenco Dave Kirkham, Michael Karolyi, Geo Wyjanco
Ano 2006
Duração 6min
Cor Colorido
Bitola Super 16mm
País Austrália


Festivais
Canberra Short Film Festival, Director's Choice Screening, 2006
Sony Tropfest Best of The Rest, 2006
In The Bin Short Film Festival, 2006
Adelaide Short Film Festival, 2006
Communities For Communities Film Festival, 2006
Bondi Short Film Festival, 2006- Winner, Best Musical Score
In The Bin Touring Film Festival 2007
In The Realm Of The Senses 2007
Shorts Outback 2007
Dungog Film Festival 2007
Cannes Film Festival- Short Film Corner, 2007

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Comédia Japonesa

Há tempos que diversos filmes asiáticos estão separados para entrar aqui no OutroCine, porém, por conta de um perfeccionismo extremo deste que escreve, muitos acabam ficando momentaneamente de fora devido a dificuldade em se encontrar as informações pertinentes a tais produções. Não é nada fácil achar os dados de curtas japoneses, coreanos ou chineses, por exemplo, pois, a grande maioria, vem com informações escritas no idioma originário. É o caso do curta-metragem japonês chamado 踏切 (pois é, também não sei ler japonês!), que aqui ganhará o nome de Travessia Ferroviária, já que das traduções online disponíveis este foi o que pareceu mais pertinente. Ficarei devendo informações como elenco, ano de produção e bitola em que foi filmado (é muito provável que tenha sido gravado em vídeo), porque após revirar a internet centenas de vezes na ingrata missão de achar dados num idioma da qual não fui agraciado com o dom, nada foi encontrado. Travessia Ferroviária, uma comédia despretensiosa, até um tanto boba, é o primeiro filme dos Defrosters, que é uma espécie de clube, resultado da união de amigos atores, diretores e roteiristas que juntos formaram um grupo voltado para a criação audiovisual. 時計このショートフィルムの下 (assista o curta-metragem abaixo).
Yerko Herrera
Travessia Ferroviária (踏切)


Sinopse
Antes de atravessar uma linha ferroviária, um homem comete um pequeno equivoco que pode custar-lhe caro.

Gênero Ficção
Diretor Okuma Ichiro
Duração 4min
Cor Colorido
País Japão

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Curta Alemão - Contagem Regressiva com trechos de filmes

DECRESCENTE. Contagem regressiva em Counter
Uma idéia simples com uma execução muito complicada. Isso é o que deve ter enfrentado o alemão Volker Schreiner quando produziu o curta-metragem Counter. Seu trabalho foi, a partir do número 266, criar uma contagem regressiva usando algarismos recortados de trechos de filmes. Schreiner utilizou fragmentos de clássicos e filmes obscuros para a seqüência decrescente de números, através deste recurso consegue astutamente gerar um suspense que prende a atenção do espectador. Por certo o enorme esforço que teve na pesquisa, decupagem e edição deste curta, no mínimo, lhe dão crédito de grande montador. kurzfilm
Yerko Herrera

COUNTER (Clique aqui para assistir o filme) 


Caso 
falhe o reprodutor, assista aqui

Sinopse
Contagem regressiva de 266. Este curta-metragem usa trechos de filmes clássicos e obscuros para criar um suspense.

Gênero Ficção
Diretor Volker Schreiner
Ano 2004
Duração 6'30''
Cor 
Colorido / P&B
Bitola Betacam SP
País Alemanha

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Amor Samurai em Animação Francesa

A BORBOLETA. Japão feudal em Le Papillon
Honra, amor e vingança. Estes são temas recorrentes em filmes orientais. A animação Le Papillon trata justamente destes sentimentos, pois, apesar de ser uma produção francesa, é totalmente inspirada na cultura japonesa. O resultado deste curta-metragem é surpreendente. O desenho é todo baseado na época do Japão feudal, no tempo dos samurais. Neste ambiente se desenvolve uma história de amor que ultrapassa limites. Abaixo algumas opções para assistir Le Papillon. court metrage

Le Papillon



Le Papillon em arquivo .mov - 34,3 MB (necessário QuickTime)


Le Papillon em arquivo .wmv - 6,56 MB (necessário Windows Media Player)

ou na página oficial do diretor Antoine Antin (arquivos mov em diversas resoluções)

Sinopse
O amor pode transpassar a vida.

Gênero Animação
Diretor Antoine Antin / Jenny Rakotomamonjy
Ano 2002
Duração 3'30''
Cor Colorido
Bitola 35mm
País França

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pequena Dança Intimista em Curta Indiano

As novas tecnologias estão democratizando a produção audiovisual. Isso, aliado as novas mídias, como a internet, permite que essas produções alcancem espectadores muito além de suas fronteiras. Um exemplo disso é o curta-metragem indiano Dancing Queen, captado através de um aparelho celular. A grana e os caros equipamentos de filmagem não se fazem necessários aqui, este curta é a prova de que pra se fazer um belo filme basta uma boa ideia. Dancing Queen foi dirigido por Sumit Roy, cineasta e roteirista independente radicado em Nova Deli, na Índia. Roy já teve filmes selecionados nos festivais de Cannes e Toronto. Y.H. short film

Dancing Queen


Sinopse
Um pequeno filme intimista sobre a alegria de dançar. Captado através de um telefone móvel.

Gênero Ficção
Diretor Sumit Roy
Elenco Meghna Mehta
Ano 2008
Duração 1'20''
Cor Colorido
Bitola Celular
País Índia

domingo, 6 de julho de 2008

Carta de Carlos Lamarca

Iara Iavelberg companheira de Carlos Lamarca assassinada pela DitaduraBaseado em uma carta do líder guerrilheiro Carlos Lamarca à sua companheira Iara Iavelberg, o curta-metragem Salvador 71 trata dos instantes finais de Iara que foi brutamente assassinada dias antes de Lamarca. Iara Iavelberg apareceu morta em circunstâncias não esclarecidas, em um apartamento em Salvador, na Bahia. A família dela, de origem judaica, tenta até hoje provar que ela não teria cometido suicídio, versão relatada pelas forças repressoras da época. Salvador 71 recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília, em 1979.




Salvador 71


Sinopse
Abordagem poética e política sobre o líder guerrilheiro Carlos Lamarca, ex-capitão do Exército Brasileiro, na sua luta de resistência à ditadura militar, a partir de 1964.

Gênero Ficção
Diretor Nick Zarvos / Sindoval Aguiar
Elenco PII, Caruaru, Nick, Sindoval

Ano 1979
Duração 9min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Brasil

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O que é um Filme Livre

Entenda o que é um filme livre na visão de Christian Caselli. O transgressor Caselli é um dos caras mais talentosos da nova geração de cineastas brasileiros e um dos mais promissores do cinema independente nacional. Através da metalinguagem ele explica o que seria um filme livre.

Como é um Filme Livre


Sinopse
A descrição exata de como se fazer um filme que não dependa de qualquer prisão. Feito especialmente para a Mostra do Filme Livre (RJ).

Gênero Animação
Diretor Christian Caselli
Ano 2006
Duração 3'30''
Cor Colorido
País Brasil

domingo, 29 de junho de 2008

A Dor Cruel da Traição


Dizia um provérbio popular que "corno é igual a fusca, um dia todo mundo vai ter um". Pois é, talvez o ditado esteja defasado. Os fuscas já não estão mais aí, mas, o par de chifres... Ah, esses nunca foram tão atuais. Como é que é? Nunca teve!? Ou não sabe de tal ou ainda teu dia chegará. Daí ficará claro que o tal do corno não é só tema pra música brega.

PERFÍDIA.
Laia Masó com a dor da traição, em cena de Efímero_87
Em Efímero_87 a vil traição apunhá-la as costas da personagem. Num desabafo despudorado, ainda mais por se tratar de pensamentos, Laia Masó, que interpreta uma moça desestruturada emocionalmente após sofrer a infidelidade e abandono do namorado, narra sua dor que vai da melancolia à ira. Revoltada com sua desventura, Laia maldiz seus algozes, tudo e todos a sua volta, sem poupar a si mesma. Este é o clima deste curta-metragem rodado na Catalunha, entre os municípios de Sant Boi de Llobregat e Barcelona, na Espanha. Segundo seus produtores a rodagem foi "louca, divertida e dura", com gravações num cemitério, em trens e metrôs. Os populares nunca imaginaram do que se tratava, "não sabiam o que fazíamos com dois menus e uma pequena câmera", recordam os produtores.
Assista Efímiro_87 no player abaixo, após reflita: um relacionamento, por mais efêmero que seja, pode causar uma dor que insiste em perdurar.
Yerko Herrera
Efímero_87


Sinopse
Um dia te levantas e assimilas. Foste enganado, traído, mentiram pra ti, humilharam-te. E o mundo não deixa de girar por tua dor. Quando tudo isso ocorre, começas a deixar de ter medo e começas a tomar decisões. Através de uma rápida viagem exterior e interior, nossa protagonista nos conta as 24 horas de um dia em que deverá assimilar seu presente e seu futuro. Mesmo que tudo seja efêmero.


Gênero Ficção
Diretor Pere Koniec
Elenco Laia Masó
Ano 2006
Duração 10min
Cor P&B
Bitola Mini-DV
País Espanha

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O Outro lado da história

Todos os dias a grande mídia conservadora de nosso país expõe suas verdades absolutas e incontestáveis. Exaltam sua imparcialidade e a busca dos fatos. Mentira! Mostram apenas um lado da moeda, justamente a moeda que engorda suas contas bancárias. Distorcem fatos, constroem verdades e manipulam opiniões. Reaja. Permita-se a liberdade de enxergar outras perspectivas, desprenda-se de preconceitos, busque novas fontes. O documentário Armas não atiram rosas apresenta o outro lado da história, justamente aquele que os grandes veículos de comunicação sonegam. O curta-metragem relata apenas um dos tantos massacres que passam impunes, ocultos pelos editoriais brasileiros, despercebidos e distantes do conforto de nossos lares.

Yerko Herrera

Armas não Atiram Rosas



Baixe o Armas não Atiram Rosas aqui (21,3 MB - arquivo do tipo FLV, recomendamos o Media Player Classic para reproduzi-lo)

Sinopse
Na madrugada de 9 de junho de 1997, pistoleiros atacaram o acampamento do Engenho Camarazal, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, uma região dominada pela monocultura da cana.

Gênero Documentário
Diretor Maria Luísa Mendonça / Thalles Gomes
Ano 2007
Duração 14'30''
Cor Colorido
Bitola Vídeo
País Brasil



Poema recitado no filme:


Qual o caminho?
Zé Pinto

Pena que as armas não atiram rosas,
Assim, Eldorado seria um Jardim.
Pena que o aroma não era de flores,
Pois Camarazal não cheira a jasmim.
Carandiru chora prisões inclementes,
Candelária clama risos inocentes.
O vento percorre cidades e campos
E os pés imigrantes procuram seu canto
E um velho poeta falou a essa gente,
De portas na cara, de longas estradas,
De quem uma casa nem tem pra morar.
Justiça? Procuram,
Mas onde é que está?
Pois sempre escutam, do lado de lá,
Um riso satânico de quem não tem planos,
De por na cadeia quem manda matar.
Matar nosso corpo, matar o sorriso,
Matar o juízo de se libertar.
Mas qual o caminho? Me vi perguntar.
Que essa agonia não jogue semente,
Na encruzilhada do desanimar.
Mas numa canção juntar nossas mãos,
Pra juntos trilharmos a mesma estrada,
Plantando na marra uma poesia
Que nos leve um dia ao mundo dos livres.

sábado, 21 de junho de 2008

Unohdetut - Comovente Curta Finlândes

LEMBRANÇA. Cena de Unohdetut
Há Coisas que não podem ser esquecidas
O ano de 1918 foi um dos períodos mais conflituosos da história da Finlândia. Divergências ideológicas levaram o país a uma guerra civil. De um lado as forças vermelhas, de esquerda, do outro o exército branco, sustentáculo dos conservadores de direita. Ao final da guerra civil finlandesa, vencida pelos brancos, milhares de opositores foram executados. O tocante curta-metragem Unohdetut (batizado em inglês como The Forgotten), dirigido por Ville Asikainen, expõe um pouco dessa sangrenta época. Abaixo algumas opções para assistir o curta. Y.H.

Unohdetut


Caso o player não seja visualizado, talvez haja necessidade de atualizar o seu flash player

Ou assista Unohdetut em arquivo *WMV nas seguintes opções abaixo:
  • Baixa resolução (recomendado para conexões lentas)
  • Média resolução (boa qualidade, recomendado para o padrão de conexão banda larga no Brasil)
  • Alta resolução (excelente qualidade, no entanto, por ser um arquivo bem mais pesado, trava diversas vezes, necessita uma banda larga bem veloz)
Entretanto, se todas as alternativas de visualização do filme se mostrarem falhas, assista Unohdetut pelo YouTube aqui

Sinopse
Algumas coisas não devem ser esquecidas.

Gênero Ficção
Diretor Ville Asikainen
Elenco Olli Väisänen, Rhea Pölkki, Jere Susilehto, Jon Perttu
Ano 2007
Duração 4'36''
Cor Colorido
Bitola DVCPRO
País Finlândia


*WMV é um formato de arquivo de vídeo do Windows Media Player, da Microsoft, programa este disponível gratuitamente para download. No entanto, o OutroCine recomenda o Media Player Classic, que, além de ser programa de código aberto, gratuito, é muito menor que o programa da Microsoft. Também serve como player de DVD, suporta legendas AVI, formatos QuickTime, RealVideo, WMV, entre outros. Lyhytelokuva short film

Curta mostra Fragilidade e Força da Consciência Humana

A vida de uma pessoa fiel a sua religião pode ser atormentada por seus pecados e pelas tentações mundanas. É mais ou menos sobre isso que trata o filme britânico Behind Closed Dhur. No curta, um rapaz muçulmano pratica o Dhur, uma das cinco orações conduzidas por muçulmanos no início da tarde. Segundo o diretor Azi Rahman, que é de origem islâmica, a história foi inspirada num fato ocorrido com seu irmão mais novo. Assista Behind Closed Dhur no reprodutor abaixo. short film shortfilm curta-metragem curtametragem

Behind Closed Dhur


Sinopse
Durante a oração de um rapaz islâmico percebe-se a fragilidade e a força da consciência humana.

Gênero Ficção
Diretor Azi Rahman
Elenco Shaheen Rahman, Hamza Ahmed
Ano 2008
Duração 3'32''
Cor P&B
País Inglaterra

domingo, 15 de junho de 2008

As Conseqüências de uma Injeção em Pixilation Francês

Um paciente e seu psiquiatra. Loucura antes ou depois? Este é o tema do curta francês Piqûre. O filme é uma interessante animação Pixilation (confira a definição do termo ao final da postagem) produzida por Charlie Mars. Court Métrage

Sinopse
Um paciente entra em alucinógena viagem após a picada de um remédio intravenoso.

PIQÛRE



Gênero Animação
Diretor Charlie Mars
Elenco Yves-Marie Gillardeau, Rémi Fenta, Neige Cavalera, Gael Onno, Vanessa Ailleaume
Ano 2006
Duração 3'27''
Cor Colorido
País França



Pixilation é uma técnica de animação stop motion na qual atores vivos ou objetos reais são utilizados e captados quadro a quadro (como fotos), criando uma sequência de animação. Esta pode ser considerada uma das mais antigas técnicas de animação, utilizada pela primeira vez em 1911 no filme Jobard ne peut pas voir les femmes travailler pelo francês Émile Cohl. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Angústia de Amor não correspondido em Yo también te quiero

Luis (Miguel Rodarte) com o cão Whiskey em Yo también te quiero
Quem já não amou em silêncio e na ânsia da reciproca ouviu apenas um cruel e doloroso: Eu também gosto de ti, mas só como amigos. Esta ressalva é o que mais machuca. É neste universo que se encontra o sentimental Luis, no curta mexicano Yo también te quiero. Luis é apaixonado por sua bela amiga Tania e esmerasse pra que ela perceba e retribua este amor. No entanto, o máximo que ele consegue é ser o amigão da linda moça. A excelente interpretação de Miguel Rodarte, que vive Luis, é o ponto forte deste engraçado curta-metragem. A narração de Rodarte em tom confissional, que, por vezes, transforma o espectador em seu confidente, desvela as desventuras desta paixão não correspondida. Jack Zagha Kababie, além de diretor, é roteirista e montador do tragicômico Yo también te quiero, vencedor do Festival de Havana, entre outros. O filme está em espanhol e não possui legendas, porém a boa dicção de Rodarte facilita o entendimento daqueles que não dominam bem o idioma. Y.H. corto cortometraje

Yo También te Quiero


Sinopse
O pior que uma mulher pode te dizer é "gosto de ti, mas só como amigos".

Gênero Ficção
Diretor Jack Zagha Kababie
Elenco Miguel Rodarte, Adriana Louvier, Emilio Guerrero, Candela dos Santos, Lola
Ano 2005
Duração 10min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País México


Festivais
Ganhador Círculo Creativo, Melhor curta-metragem Festival de la Habana, Cuba
Seleção oficial Rotterdam 2006
Seleção oficial INPUT 2006
Ganhador de cinco Pantallas de Cristal (Melhor Direção, Melhor Produção, Melhor Ficção, Melhor Roteiro, Melhor Atuação)
Melhor curta-metragem Festival Acción en Movimiento

terça-feira, 10 de junho de 2008

O Coletor de Coração

curta, short film, corto
Insegurança, tristeza, solidão, amor platônico, desilusão. Um deprimido homem coleta corações alheios pra se sentir confiante e dar vida ao seu temeroso coração. A dramática animação The Heart Collector metaforiza sobre males que afligem a alma. O israelense Michael Fallik é o diretor, roteirista e animador deste curta-metragem produzido durante sua passagem pela Vancouver Film School. Como o filme foi totalmente idealizado por Fallik enquanto ainda era estudante de cinema no Canadá, consideraremos, para fins de classificação aqui no OutroCine, o país de origem do autor como sendo o país produtor de The Heart Collector. Esta animação "corta-pulso" pode ser assistida no reprodutor flash abaixo ou também em maior qualidade no arquivo mov a seguir. Y.H. short film

The Heart Collector



Ou veja The Heart Collector em maior resolução aqui - arquivo mov 35MB (necessário algum programa como Quicktime para ler este tipo de arquivo)


Sinopse
Um homem com um buraco no peito captura o coração dos amantes para que se tornem seu próprio coração.

Gênero Animação
Diretor Michael Fallik
Ano 2005
Duração 5'50''
Cor Colorido
País Israel



Obs. Caso haja problemas na reprodução do filme no reprodutor flash acima, talvez seja necessário atualizar o Flash Player de seu computador. Baixe a versão mais recente do Flash Player aqui.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Horror em Animação Argentina

Diversas escolas de cinema e a preservação de seu acervo fílmico podem ser alguns dos motivos apontados para que a Argentina seja disparado um dos melhores produtores de filmes da América Latina. A qualidade não se restringe somente aos longas-metragens, ela também está na diversificada produção curtametragista de nossos hermanos. Não à toa a Argentina possui grande número de saites dedicados exclusivamente a exibição online de curtas-metragens. A aptidão dos argentinos com o cinema também fica evidente quando se fala em animação. Um bom exemplo é El Espectro del Bosque, de Andrés Borghi. "El Espectro..." é uma eficaz animação de terror ganhadora dos prêmios de melhor curta de animação no Festival Latinoamericano de Cine y Video e no Festival de Cine de San Rafael, ambos de 2006. Este curta foi produzido pela Kamikaze, produtora de cinema independente especializada no gênero horror/fantástico e que já possui vários títulos disponíveis na rede.
Y.H. corto cortometraje animación película
El Espectro del Bosque


Sinopse
Um menino corre através do bosque fugindo de um espectro que o persegue.


Gênero Animação
Diretor Andrés Borghi
Ano 2005
Duração 2min
Cor P&B
Bitola DV
País Argentina

sábado, 17 de maio de 2008

Déjà Vu - Curta-Metragem Português de Terror

Uma música infantil entoada por uma criança num filme de terror é deveras apavorante. Acrescente a isto uma perseguição, dentro de uma floresta, aonde não se vê aquele que segue. Está pronto o susto. Óbvio que se o filme não for conduzido com maestria pelo diretor e se não tiver o ritmo certo, nada disso causará medo ao espectador. O curta-metragem português Déjà Vu, possui todos os ingredientes para uma boa película de horror. Realizado por Carlos Alberto Gomes, mesmo diretor do poético Morreste-me (assista Morreste-me aqui), este curta lusitano mostra a trajetória de uma moça que se exercita correndo dentro de um bosque, contudo, ela não imagina o que o destino lhe reserva. Com montagem frenética e narrativa fragmentada, Déjà Vu é exemplo da boa produção curtametragista de Portugal. Joana Rão, com quem Gomes dividiu a direção de Morreste-me, é a protagonista desta produção. Horror e suspense garantido. Y.H.

NOTA: Infelizmente, por opção própria, o realizador Carlos Alberto Gomes retirou o excelente Dejà Vu do Youtube. Até o momento não localizei cópia do curta em nenhum outro site de compartilhamento de vídeo. Perde o OutroCine, pois este foi um dos filmes do acervo mais comentados do blogue, e perde o espectador que prima por um bom curta-metragem de suspense.

Déjà Vu


Sinopse
Curta-metragem de terror/fantástico que questiona a existência de universos paralelos, relatividade do tempo, realidade/ilusão e multi-personalidade.
Letra da canção infantil trilha do curta-metragem Déjà Vu
Naquela linda manhã/ Estava a brincar no jardim/ A certa altura a mamã/ Chamou-me e disse-me assim/ Não andes sempre a correr/ Tropeças sem querer/ Cais ficas mal/ Eu respondi "pronto está bem" / Depressa porém, esqueci-me de tal/ Não me lembro depois como foi/ Escorreguei cai no chão/ No joelho eu fiz um dói-dói/ No nariz um arranhão/ Desde então eu fiz tudo o que a mamã me diz...

Gênero Ficção
Diretor Carlos Alberto Gomes
Elenco Joana Rão, Catarina Vieira, Miguel Vieira, Carmen Rão
Ano 2006
Duração 6'25''
Cor Colorido
Bitola Mini-DV
País Portugal

sábado, 10 de maio de 2008

Curta para o Dia das Mães

Filme propício para o Dia das Mães. Ensaio, curta de Marcio Salem, com Andréa Beltrão.

Sinopse
Uma história de amor e carinho entre mãe e filho. Tudo o que Marina quer é ouvir Bruno, seu filho de 9 anos, dizer que a ama. Tudo o que ele quer é conseguir dizer isso a ela. Na comemoração que a escola está preparando para o Dia das Mães, Bruno vai fazer de tudo para atender às expectativas da mãe. Só que seu discurso vai surpreender mais do que se esperava.

Ensaiocurtas-metragens assista

Gênero Ficção
Diretor Marcio Salem
Elenco Andréa Beltrão, Rafael Miguel, Roberta Rodriguez
Ano 2006
Duração 20min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil


Ficha Técnica
Produção Salem Produções Cinematográficas Fotografia Adrian Cooper Roteiro Marcio Salem Direção de Arte Guta Carvalho Figurino Shirly Cyrulin Goldman Direção de produção Cristiane Silva Assistente de Direção Joana Cooper, Joyce Abram Produção Executiva Matias Mariani Montagem Christian Grisnstein Música André Moraes

sábado, 3 de maio de 2008

Nollywood e o novo modo de fazer Cinema

Na coluna Cineclubismo, escrita por Felipe Macedo, na versão eletrônica do Le Monde Diplomatique, intitulada O modelo Nollywood — que está reproduzida abaixo — ele comenta sobre a fantástica revolução no modelo de produção e distribuição vinda do maior produtor de filmes do mundo, que, por incrível que pareça, não é os EUA, tampouco a Índia, mas sim, a Nigéria. Pra quem quiser saber um pouco mais sobre o cinema nigeriano, pode conferir o artigo Tudo o que você sempre quis saber sobre Nollywood, mas nunca teve a quem perguntar, publicado no saite Cultura Livre.


O modelo Nollywood
Desponta na Nigéria novo modo de fazer cinema. Milhões de DVDs, pequenas salas, alternativas à propriedade intelectual. Qualidade precária, porém crescente — e bebendo na imensa diversidade cultural do país. O maior produtor de filmes do mundo. Um modelo para não copiar mas, sim, para refletir


por Felipe Macedo

Em
texto anterior, descrevemos as características gerais do modelo de cinema que vigora no Brasil. Na verdade, é o mesmo que prevalece no mundo inteiro, já que as grandes empresas de Hollywood, através da sua associação, a Motion Pictures Association of America (MPAA), operam em escala planetária e organizam o mercado mundial em função de seu produto. Mais de 80% dos cinemas de todo o mundo estão ocupados com os filmes dessas empresas. Parece que, entre os mais de duzentos países do mundo, apenas em uma meia dúzia exibe-se mais filmes nacionais que os distribuídos por esse cartel.

Esta situação é indispensável para o cinema que confundimos como "americano". O custo médio de uma produção, nos EUA — não em Hollywood, mas no país todo — já é de mais de 60 milhões de dólares. Esse padrão precisa de um mercado mundial bem controlado para obter lucros significativos. Se é verdade que esse cinema é dominante há décadas, apenas recentemente o faturamento dos filmes no exterior do país passou a ser maior que internamente. Hoje, a receita proveniente de outros países está em torno de 65% do total. Nessa mesma direção, a produção dos EUA tem diminuído significativamente, em favor das superproduções que melhor se adequam à exploração do mercado mundial e de seus diferentes segmentos: salas de cinema, vídeo doméstico, tevê por assinatura e tevê aberta. Especializa-se em filmes mais caros, que não têm concorrência, e são como naves-mães que desovam mil subprodutos e licenças de exploração de mercados subsidiários. Por outro lado, aumenta cada vez mais a reprodução de fórmulas narrativas simplistas, padronizadas, o que dificulta a expressão de diferentes formas de criação — inclusive naquele país.


Já dissemos que esse modelo é velho. Ele luta para assimilar, domesticar e rentabilizar, em novos formatos comerciais, os avanços tecnológicos que ocorrem fora do seu controle. Enquanto isso, atravanca o desenvolvimento das próprias inovações e, principalmente, limita o acesso à comunicação e impede a expressão da diversidade das culturas do mundo.

Mas até que ponto o poder econômico é capaz de segurar ou controlar o desenvolvimento de inovações que apontam para uma acessibilidade fora de qualquer controle, como é o caso da rede mundial de computadores? Ou quando outras formas de exploração comercial se mostram lucrativas, criando novos “modelos de negócio”? Como combater eficazmente a “pirataria” (a exploração comercial sem pagamento de licenças), se o móvel, a ética, a ontologia mesma do comércio se concentram e se esgotam na obtenção de lucro?


Hollywood, riquíssima, depende da globalização. Mas é Nollywood, hoje, quem expande seu jeito de produzir cinema pelo mundo

Um dos objetivos desta coluna é mostrar como os cineclubes, em suas múltiplas formas, constituem a grande alternativa — ainda muito virtual, mas a mais conseqüente — para esse novo modelo. No entanto, outras experiências também merecem ser melhor conhecidas. Um exemplo muito revelador de que outros paradigmas podem ter relações muito mais legítimas com a cultura em que se estabelecem, assim como alcançar resultados econômicos extraordinários, é o de Nollywood, o modelo de indústria audiovisual da Nigéria, que se expande cada vez mais pelos países vizinhos.

A Nigéria, país com cerca de 110 milhões de habitantes, independente desde 1963, tornou-se o maior produtor mundial de títulos de filmes. Com uma produção que oscila entre 1.000 e 1.500 filmes por ano, ultrapassa largamente a Índia, segundo lugar, com cerca de metade dessa produção, e os EUA, com perto de 500 títulos anuais.

Mas não apenas isso: diversas fontes situam o faturamento dessa indústria audiovisual nigeriana em cerca de 250 milhões de dólares por ano, o que também a coloca entre as maiores do mundo. Além de predominar largamente no mercado interno, a produção audiovisual nigeriana cada vez mais se estende pelos países vizinhos, antigas colônias inglesas. Chega igualmente às etnias que se estendem além das fronteiras: Gana, Quênia, Uganda, Gâmbia, Níger, Camarões, Benin, Zâmbia, Togo e mesmo o Sudão. Canais a cabo da África do Sul especializam-se ou dedicam boa parte da programação a essa produção, cobrindo vários outros territórios (Botsuana, Zimbábue, Suazilândia, Namíbia). E uma grande diáspora (7 milhões só de nigerianos) na Europa, EUA e em várias outras partes do mundo – inclusive no Brasil – também serve como elemento de repercussão e multiplicação desse cinema.

Como dissemos, não se trata do modelo hollywoodiano: os filmes são produzidos e circulam em cópias digitais (DVD) e são exibidos em pequenas salas digitais. O custo de uma produção é, em média, de 20 mil dólares. Com isso, diariamente, dois ou três novos títulos são lançados no mercado. Cada filme circula com cerca de 20 mil cópias, vendidas pelo equivalente a poucos dólares ou em salas bem simples, onde se paga ingressos de umas tantas nairas, a moeda nigeriana. Os maiores sucessos freqüentemente ultrapassam 200 mil cópias.



Filmes toscos na forma. Mas capazes de expressar o imaginário e magia da África, e as realidades da vida nigeriana

O “modelo nigeriano” demonstra possibilidades concretas e potencialidades que têm muita importância para os países que não conseguem construir uma indústria e uma cultura cinematográfica independente. Vale a pena conhecer sua gênese.

Em 1972, um decreto de “indigenização” passou para o controle nacional uma rede de cerca de 300 salas de cinema que havia no país. Uma permanente fragilidade econômica e a recorrente instabilidade política levaram à desagregação desse circuito. A diminuição do número de cinemas, a própria insegurança nas grandes cidades e a distância cultural da narrativa “ocidental” em relação à vivência cultural nativa — tudo isso contribuiu para enfraquecer o hábito de ir ao cinema. No entanto, a “nacionalização” ajudou a estimular os talentos nigerianos, principalmente da área teatral. Mais ou menos nos anos, 80 começou a produção sempre crescente de filmes em VHS, copiados e distribuídos precariamente nas feiras e outros eventos públicos e exibidos em salinhas improvisadas. Como a maior parte dos empreendimentos comerciais pioneiros, o padrão dessa produção era pobre, visando garantir um mínimo de rentabilidade. O resultado era medíocre, em termos narrativos. Ainda é ambas as coisas.

Mas, além de se adequar ao bolso da grande maioria, essa produção canhestra trazia a expressão do rico imaginário e das premências da vida nacional e africana: de um lado a magia e o sobrenatural, de outro as dificuldades da vida, a corrupção, as doenças endêmicas, o choque das tradições tribais com a modernidade. O modelo pegou.

Hoje, ainda cheio de carências, esse sistema audiovisual não pára de evoluir e de se consolidar. Criou, como vimos, uma sólida base econômica. Isso tem permitido, cada vez mais, a adoção de melhores técnicas e equipamentos na produção. A própria expansão da indústria, o enfrentamento de concorrentes, a interação com a diáspora, obrigam a um contínuo aperfeiçoamento em termos de linguagem e acabamento. A permanência dessa indústria gera profissionais, talentos em todos os níveis, e inclusive já tem uma espécie de star system e uma rede de eventos promocionais, festivais que ajudam a aprimorar seus produtos.



Na África francesa, filmes que se contam nos dedos, premiados. Na Nigéria, uma prosa nacional expressa, em muitos idiomas, o imaginário popular

No entanto, talvez o mais importante desse processo ainda em desenvolvimento seja o significado cultural da adoção de um modelo diferente daquele implantado pelo ocupante colonial. Em meio à mediocridade ainda prevalecente de uma narrativa banal, que busca o êxito e o retorno econômico mais imediato, uma “prosa” nacional se impõe, ou melhor, encontra espaço para se expressar, trazendo a vivência, os problemas, o imaginário popular.

Nas antigas colônias francesas, por exemplo, de uma maneira geral mantém-se inalterado o modelo de produção e distribuição em película. Os países não têm condição de manter esse modelo e o resultado é a produção de pouquíssimos títulos, na casa das unidades, realizados com apoio de algumas instituições francesas. Esteticamente são filmes muito mais significativos, que têm revelado alguns grandes realizadores. São reconhecidos em alguns eventos internacionais, talvez a maior parte fora da África. Esses filmes são, claro, falados em francês. Já a produção nigeriana produziu um fenômeno inédito e absolutamente fundamental: um percentual significativo dos filmes é realizado nos idiomas das diversas etnias da região, principalmente em iorubá, igbo, hauçá e no pidgin nigeriano.

Sem esse espaço, essa(s) cultura(s) não teria(m) oportunidade de se manifestar, talvez nem de sobreviver. Esboçado um novo paradigma, há muito ainda que avançar. Mas a alternativa já se mostrou viável, abrindo a possibilidade concreta de superação do modelo mundialmente dominante. É uma lição importante, não exatamente a ser copiada, mas sobretudo compreendida. Por aqui, por exemplo, onde a produção só existe com subsídio público, praticamente não é exibida e a população não tem acesso ao cinema.


Mais:

Felipe Macedo assina a coluna Cineclubismo no Caderno Brasil de Le Monde Diplomatique. Edição anterior da coluna:

A reinvenção do cinema e os jurássicos
A digitalização e a internet podem transformar todo o processo cinematográfico, democratizando a produção e multiplicando as platéias. Mas, agarrada a seu monopólio, a indústria do audiovisual quer manter as tecnologias superadas e a idéia de que arte é para quem pode pagar


Nós somos o público
A questão dos direitos do público tornou-se inadiável. As enormes transformações que estão ocorrendo nos meios de comunicação e circulação e intercâmbio da cultura exigem o estabelecimento de normas que nos garantam a condição de sujeitos — muito mais do que consumidores]


Fonte: LeMondeDiplomatique

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