domingo, 6 de julho de 2008

Carta de Carlos Lamarca

Iara Iavelberg companheira de Carlos Lamarca assassinada pela DitaduraBaseado em uma carta do líder guerrilheiro Carlos Lamarca à sua companheira Iara Iavelberg, o curta-metragem Salvador 71 trata dos instantes finais de Iara que foi brutamente assassinada dias antes de Lamarca. Iara Iavelberg apareceu morta em circunstâncias não esclarecidas, em um apartamento em Salvador, na Bahia. A família dela, de origem judaica, tenta até hoje provar que ela não teria cometido suicídio, versão relatada pelas forças repressoras da época. Salvador 71 recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília, em 1979.




Salvador 71


Sinopse
Abordagem poética e política sobre o líder guerrilheiro Carlos Lamarca, ex-capitão do Exército Brasileiro, na sua luta de resistência à ditadura militar, a partir de 1964.

Gênero Ficção
Diretor Nick Zarvos / Sindoval Aguiar
Elenco PII, Caruaru, Nick, Sindoval

Ano 1979
Duração 9min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Brasil

11 comentários:

Gabiru disse...

A história de ambos é realmente interessante. Bom saber que o filme foi colocado na internet.

:)

Yerko Herrera disse...

Infelizmente os dois foram brutalmente assassinados pela ditadura.

Fiquei muito feliz quando descobri este curta na internet, Gabiru. É uma raridade. Acredito que todos os curtas-metragens deveriam estar na rede, é o melhor meio para democratiza-los e manter viva a memória cinematográfica de um país.

Abraços,
Yerko Herrera.

Leaderlock disse...

ainda nao assisti vo ver se é bom

Yerko Herrera disse...

Vai que é garantido, bom filme!

Ana Maria disse...

Impressionante! Obrigada por compartilhar esse link. Filmes e documentários sobre o período da ditadura são sempre interessantes. Hoje vou assistir Batismo de Sangue.

Yerko Herrera disse...

Ana Maria, tu nem sabe quantos documentários bacanas tenho aqui separado pra colocar no OutroCine.

Batismo de Sangue é um dos melhores filmes dessa nova safra de longas brasileiros que tratam sobre o cruel período da ditadura. Ainda mais por se tratar de uma história do Frei Betto, que é o cara.

Beijão.

Anônimo disse...

Conselho de um brasileiro veterano na história recente do país:
Primeiro - Lamarca nunca foi herói ou idealista em suas ações. Sua única motivação foi a doentia paixão pela namorada, que o fez abandonar a sua esposa e regnegar a farda.
Segundo - Nem Lamarca, nem Frei Betto, conheçam a história despido de quaisquer sentimentos parcialistas, e vocês verão que o unico mérito destes manés foi cutucar a onça(ditadura) com a vara curta!
Terceiro - É moda criticar a ditadura! É moda cobrar punição aos torturadores pelos crimes cometidos em nome do estado.
Mas eu pergunto: E os crimes comuns cometidos pelos supostos idealistas em nome do bem maior da sociedade? Vamos lembrar alguns?
- Lamarca participou de vários assaltos a bancos, recurso usado para financiar a luta contra o regime(Geralmente matava os vigilantes antes da ação acontecer)
- Lamarca matou um jovem tenente que estava de serviço numa barreira montada na estrada, isso depois de tê-lo aprisionado sem disparar um tiro, matou-o a sangue frio sem necessidade.
- Durante o sequestro do embaixador suiço, Lamarca matou um agente federal, sempre com surpresa e de tocaia,
- Matou um guarda civil também de forma covarde(Os guardas civis andavam desarmados!)
É esse o herói de vocês?
Lutei contra a guerrilha quando fazia o serviço militar, e lutei em Xambioá, eu voltei, mas camaradas meus tombaram no cumprimento do dever, em combate legítimo, frente a frente, matamos e morremos, e não lutamos só contra brasileiros, lutamos contra cubanos e bolivianos também, que estavam lá apoiando os guerrilheiros brasileiros que não passavam de estudantes universitários que tinham sofrido uma verdadeira lavagem cerebral!!
Olhem o mapa e vejam como xambioá é proximo da foz do rio amazonas, Cuba tinha planos de invadir o Brasil por ali e ficar com parte da amazonia, tal qual como quis fazer em Angola e Moçambique! Mas a demonstração de força do exército afugentou a idéia da cabeça de Fidel.
Lutei por meu país e sempre usei a bandeira brasileira, fui garoto e voltei um homem, e afirmo que o exército sempre se preocupou em justificar nossas perdas e ganhos naquele lugar, por isso hoje não tenho direito a pensão nem indenização, e nem a família (pobre por sinal) dos meus tres amigos que não voltaram, mortos em combate por forças especias de Cuba a serviço da guerrilha brasileira. De tudo compreendi que o país não é mau, o ruim são as pessoas. principalmente aqueles que não procuram conhecer a verdade dos fatos.

Anônimo disse...

ah, esses milicos pró-USA (pra um milico anonimo, aqui vai um comentario tambem anonimo, na mesma moedinha) tsc tsc, nao se emendam mesmo...saudades da patriotada patrocinada pelo tio sam com a desculpinha esfarrapada de defender o Brasil dos comunas. E aqui estamos nós chafurdando na merda da elite que os milicos erigiram e deixaram na sua passagem pelo poder!!! É por isso q somos diferentes do Chile, da Argentina...

Anônimo disse...

Querido amigo anonimo, o que nos comenta sobre Lamarca não é história e sim fato, porém não o ouvi dizer sobre o motivo da repressão daquele governo brutal, se você diz que pessoas inocentes e indefesas foram assassinadas brutalmente pelo ex-capitão, o que nos diz sobre as pessoas inocentes torturadas por causa da liberdade de espressão?! ou seja em toda luta não há mocinhos ou bandidos e sim um inocente a seferir.

Anônimo disse...

Fiz mestrado em História escrevendo sobre o Lamarca e sobre o post do Anonimo é bom lembrar que o tenente rompeu um trato e levou Lamarca para o meio de uma emboscada. Ele não tinha o costume de matar vigias de banco não. Aconteceu uma vez quando em um assalto um guarda municipal que notou o assalto e estava em posição de tiro. É bom lembrar que Lamarca foi acusado de 18 ações pelos militares, sendo que participou de três: o assalto ao banco Itaú, o roubo do cofre do Adhemar de Barros e a campanha do Vale do Ribeira.
Sobre a guerrilha do Araguaia, talvez seja bom falar de tortura a civis e outras práticas dos militares.

Renan dos Reis disse...

É um drama belo e hipnótico que merece ser conferido com muita atenção.